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54. Dahyun

Eu nunca fui muito fã de festas, peguei esse costume dos meus amigos. Ficar no meio de multidões, me deixa sufocada. Porém, também é chato ficar sozinha, e é assim que eu passo a maior parte do meu tempo. Não posso culpar minha mãe, já que é o trabalho dela, e nem Namjoon — que raramente vejo em dias de semana por conta da escola.

A única saída é ir para algum canto quieto, mas ao mesmo tempo perto de outros seres humanos. Deve ser por isso que eu amo tanto a sorveteria. Esse lugar é calmo e confortável para ler, estudar, desenhar... Perfeito!

Termino mais uma página do livro A Rainha Vermelha. Li essa obra de arte seis vezes e nunca vou me cansar. Está na lista dos meus livros preferidos.

Escuto uma voz muito bem conhecida por mim. Levanto a cabeça e olho para o balcão. É Jungkook, conversando com a atendente. Ele está com uma blusa de mangas cumpridas estilo jeans por cima da camisa branca, e uma calça azul, também jeans, rasgadas nos joelhos. Fico surpresa de não estar vestindo roupas pretas.

Eu deveria chamar ele ou fingir que não vi? Fingir não é muito adequado, acho que ele ficaria chateado depois. Quando penso em chamá-lo, Jungkook passa os olhos pelo local e me vê. Seu sorriso cresce tanto, que sorrio de volta involuntariamente.

Ele se aproxima, e só então, noto a câmera digital em volta de seu pescoço.

— Ora, ora, que mundo pequeno...

— Eu venho aqui praticamente toda a semana, Jungkook. 

— Eu também, é o destino, tenho certeza! — rio da animação do garoto. — Está esperando alguém...? — balanço a cabeça, negando.

— E você?

Jungkook se acomoda ao meu lado no mini sofá e coloca a câmera em cima da mesa, perto do meu potinho de sorvete.

— Não estou, olha que maravilha! Por que não esperamos ninguém juntos? — começo a rir.

Finalmente, o meu tão esperado prêmio está em minhas mãos! Jungkook me ensinou a mexer no básico; foco, lente, luz e o principal, a tirar uma boa foto. Sua câmera é preta e de um tamanho médio. Bem bonita, tipo profissional. Deve ter sido o olho da cara...

Enquanto ele toma o sorvete, aproveito para encher o cartão de memória. Dou um zoom nos detalhes que mais chamam a minha atenção no estabelecimento. Tiro algumas de Jungkook comendo, mas ele fica bravinho e a confisca. Começa a tirar fotos de mim quando estou desprevenida. Na maioria, estou tendo uma crise de risos.

— Essa ficou horrível, apaga! — falo, olhando a galeria.

— Ei, não apague nenhuma! — ele pega de volta. — São importantes.

Reviro os olhos e desisto. Jungkook senta mais próximo no sofá. Nossos joelhos se encostam.

— Você é bem abusada por mensagem, Kim Dahyun — sorri ladino. — Tem coragem de me dizer aquelas coisas agora?

Na hora, achei que seria engraçado zoar com a cara dele e imaginar suas caretas de raiva depois de mandar aquilo. O problema, é que Jungkook leva a sério demais.

— Era brincadeira, bobo.

— Poderia ser verdade — sugere, concentrado em lamber a colher com o resto de sorvete de chocolate.

Confesso que imagens nada puras brotam em minha cabeça vendo a cena, mas trato de expulsar estes pensamentos. Não vai acontecer.

— Óbvio que não, Jungkook! — ele abaixa o olhar, parecendo decepcionado.

— Então, evita isso perto de mim. É gatilho sexual — desabo a rir, enquanto ele me encara bravo. — Estou falando sério, amor. Já é difícil só poder te beijar quando Namjoon não está por perto.

— Por que precisa me beijar todas as vezes que nos vemos?

— Porque fico com saudades de você. Te tocar, te beijar, ouvir sua risada — sorri sozinho. — É bom, mas também ruim.

Fico parada processando sua fala. Jungkook não é desse jeito. Ele mudou muito desde que nos conhecemos, arrisco dizer que é uma pessoa totalmente diferente quando estamos juntos. De certa forma, acaba me deixando confusa. Meu irmão diz que ele é grosso e frio com a maioria das garotas, mas Jungkook só ativa este modo comigo quando está "incomodado".

Ele percebe que não respondi nada e desvia o olhar para a mesa. Parece que ele mesmo se tocou do que disse. Do que isto pode significar.

— Eu amo estar com você. Cada momento que passamos juntos torna nossa amizade mais especial para mim. Então, se deixar, prometo cuidar de você como um amigo, Dahyun. Seu melhor amigo, ok?

Sorrio fechado e puxo sua blusa para me abraçar. Jungkook fica imóvel por um instante, mas logo me envolve com seus braços.

Aquele simples abraço deixou meu coração mais quentinho. Tudo que importava era o garoto afagando meus cabelos carinhosamente. Beijo sua bochecha antes de nos separar. Jungkook sorri com os dentinhos de coelho e me dá um selinho rápido.

— Beijinho com gosto de chocolate — bato em ombro e ele ri. Tão idiota... — Fica aí, eu vou pagar.

— Está me deixando mal acostumada! — ele apenas sai andando.

Enquanto espero o mesmo voltar, pego a câmera e abro a galeria novamente. Tem várias fotos aleatórias; prédios, ruas, o céu. Jungkook transforma as coisas mais simples, em lindas fotografias.

Me distraio vendo as imagens e não percebo que está demorando. Guardo meu celular e o livro na bolsa, e vou até o caixa encontrar o garoto. Chegando perto, escuto a atendente rindo de algo que ele contou. Ela é bem bonita, o tipo de garota que Jungkook daria em cima.

É isso que ele sente quando reclama que estou perto do Jimin ou do Yoongi? Por que estou com vontade de tirá-la de perto dele.

Eu definitivamente, não deveria me importar.

— Se estiver livre depois... — a menina entrega o troco.

Um papel está junto do dinheiro. Com certeza, ela passou o número dela. Jungkook lê e solta risada.

— Agradeço, mas eu tenho namorada — me puxa para perto e a garota finalmente nota minha presença. Seu braço rodeia meu pescoço. — Ela é ciumentinha, sabe?

— Ah, me desculpe... Tenham um bom dia!

— Obrigado — fazemos uma breve reverência.

Jungkook entrelaça nossas mãos e me arrasta para fora. Eu sei que ele estava apenas falando aquilo para dispensá-la, mas no fundo, bem lá no fundinho, gostei de ser sua "namorada".

Não se iluda, Dahyun...

— Desculpa, amor. Não queria sair com ela.

— Tudo bem... Obrigada por pagar — encolho de vergonha. — Eu vou indo. Até mais, Jungkook.

Quando penso em soltar minha mão, ele impede e a aperta mais.

— A Haneul fala muito de você... — coça a cabeça olhando para os pés. — Estava pensando em te levar em casa para brincar com ela agora. O que acha?

O olho desconfiada. Também sinto saudades da Haneul e prometi da última vez que iríamos brincar outro dia.

O menino continua me olhando, esperando uma resposta. Minha mãe não está em casa, vai chegar tarde. Talvez, não tenha problema. E eu vou para ficar com Haneul, não com Jungkook...

— Está bem, vamos — ele sorri, ainda com nossas mãos juntas.

— Ela vai adorar!

ᴛ ᴇ x ᴛ ᴍ ᴇ

A casa da família Jeon é simplesmente enorme. Seu pai dá duro para manter o status alto, é uma pena que acaba esquecendo dos próprios filhos.

Assim que entramos, ele gritou por Haneul, que desceu as escadas saltitante e me abraçou. Nós três subimos até o quarto inteiramente rosa da menina, mas ela fechou a porta na cara de Jungkook, dizendo que o local era proibido para "garotos irritantes".

Passei a tarde toda brincando de casinha. Foi engraçado relembrar um pouco da minha infância e esquecer dos meus problemas. Haneul me mostrou cada boneca e ursinhos de pelúcia que tinha. Também a deixei testar suas maquiagens em mim — o que foi uma péssima ideia.

Ainda não sei como Jungkook a chama de "pestinha". Talvez, ela só sinta falta de uma presença feminina em casa, já que sua mãe partiu tão cedo.

Depois de quase três horas de brincadeiras, Haneul cai no sono. Coloco-a na cama e arrumo a pequena bagunça do quarto. Saio do cômodo com cuidado para não acordar a garotinha e lembro de Jungkook dizer que seu quarto era o último do corredor. O único barulho soando pela casa são as teclas do computador de seu pai — que permaneceu fechado no escritório.

Me aproximo da porta e vejo que está entreaberta. Não penso duas vezes antes de abri-la, me deparando com um Jungkook sem camisa, deixando à mostra seu abdômen definido, que até então, eu nunca havia visto, apenas tocado naquela noite. Sinto meu rosto esquentar quando ele começa a rir e eu percebo que estou encarando descaradamente. Viro de costas o mais rápido possível.

— Esqueceu como se bate na porta?

— E-Ela estava aberta... Como eu saberia que vo-você...

— Tudo bem, amor — me interrompe. — Aproveitou a vista? Quase vi uma babinha saindo daí — reviro os olhos. Se acha tanto... — Pode virar, sua tonta. Logo, vai ver mais que isso...

— Nos seus sonhos.

Jungkook pega o controle do videogame e senta na cama de frente para a televisão. A tela abre um jogo chamado Watch Dogs.

Passo os meus olhos pelo cômodo. O quarto de Jungkook não é tão grande como pensei. Há pôsteres de bandas espalhados pelas paredes azuis escuras, um violão perto da porta do banheiro e uma estante com livros. O chão está cheio de roupas e caixinhas de jogos para videogame. No centro, a cama de casal.

Paro na frente do mural que ocupa a parede inteira, cheio de fotos; algumas estilo polaroide, outras em porta retratos. Dá para perceber que ele gosta mais de fotografar paisagens. Reconheço um dos cenários, e aproximando o rosto, percebo que sou eu. É da primeira festa na casa do Yoongi, quando fui para a varanda tomar um ar. Jungkook tirou enquanto eu estava de costas.

Tem fotos embaixo dessa também. No parquinho com a Haneul e, recentemente, na casa de Yoongi. Porém, a da sorveteria foi a que me deixou confusa. Eu estou na janela, mexendo no celular. Lembro deste dia e tenho certeza absoluta que não nos conhecíamos ainda.

— Jungoo — ele murmura um "o quê?" sem tirar os olhos da tela. — Explica essa foto.

— Qual delas?

— A que eu estou sozinha na sorveteria.

Seus dedos param de apertar os botões do controle e ele fica alguns segundos sem se mexer. Levanta de supetão e quase corre para arrancar a foto da minha mão.

— N-Não me-mexa aqui sem permissão! — me empurra para longe do mural e eu rio da reação do garoto.

Interessante...

— Quero jogar — pego outro controle na mesinha e sento ao seu lado. — Coloca o Carros, eu vi que você tem ele.

— Esse é fácil, comprei quando tinha 14 anos, mas já que insiste... Acha que consegue me vencer, amor?

— Óbvio que consigo, frangote.

Jungkook ri da minha determinação e troca os jogos. Nós escolhemos os personagens. Pego o Relâmpago McQueen, e ele o Francesco. Começamos empatados, mas dou um chute na perna do garoto para distraí-lo.

— Dahyun, não se atreva a trapacear! — ele tentar tirar o controle de mim.

— Para, Jungkook! — nossos carros se batem na pista, soltando faísca das rodas.

O que ele não sabe, é que eu jogava Carros com Namjoon o dia todo. Sei dos truques, meus caros...

Aperto os botões, fazendo o combo turbo, conforme meu irmão ensinou. Saio liderando, deixando o garoto comendo poeira. Ultrapasso a linha de chegada com estilo.

— Falei que ia vencer! — ele bufa e larga o controle. — Quero um prêmio. De preferência, comida.

— E se eu for a comida? — bato em seu ombro, o repreendendo pelo comentário.

— Pode ser um beijo, se quiser — ofereço. Um sorrisinho nasce no canto da sua boca.

Jungkook torna o espaço entre nós quase inexistente. Ele toca minha nuca e cola nossos lábios. Por impulso, sento em seu colo, sem separar o beijo. Suas mãos descem devagar até a minha bunda, onde ele aperta levemente. Se não fosse pelo celular que começou a tocar, não sei se teríamos parado.

Leio o nome "Mãe" brilhando na telinha. Faço menção de levantar para atender o maldito aparelho, mas Jungkook não deixa.

— Vamos continuar, por favor... — diz manhoso, voltando a beijar meu pescoço.

— Não dá, e se for importante? — o empurro para trás e saio de seu colo. O garoto deita, resmungando inúmeros palavrões.

Aceito a chamada e escuto as instruções de minha querida mãe me mandando retornar para casa. Aproveito e checo o horário. São quase oito horas da noite... O tempo correu hoje.

— Tenho que ir embora, Jungoo.

— Nossa, eu estava super no clima... Quer dormir aqui? — o fuzilo com o olhar. — Ok, entendi. Eu te levo para casa.

Não acredito que chegamos perto de fazer besteira. A família dele está aqui também, foi melhor o celular ter tocado, né?

ᴛ ᴇ x ᴛ ᴍ ᴇ

Jungkook pediu o carro do pai dele emprestado e, depois de uma bronca sobre cuidado no trânsito, ele cedeu. Entendo a preocupação, afinal, já perdeu a esposa da mesma forma.

Chegando em casa, o "cavalheiro" fez questão de abrir a porta para mim. Fico meio sem graça pelo o que houve em seu quarto. Esqueço que somos amigos e não deveríamos passa dessa linha.

— Obrigado por ter aceitado o convite. Gostei da brincadeira no meu quarto — sorri malicioso e eu abaixo a cabeça envergonhada.

Abusado.

— Até mais, Jungoo.

— Até mai...

— Jungkook?!

Nós dois olhamos para porta de casa, onde Namjoon e minha mãe estão parados. Arregalo os olhos, vendo meu irmão andar em passos largos em nossa direção. Jungkook se afasta de mim, engolindo em seco.

Fodeu.

— O que está acontecendo? — pergunta de braços cruzados. Abro a boca para responder, mas sou impedida.

— Ela foi na minha casa para brin...

— Jungkook! — grito nervosa. Namjoon intercala o olhar entre nós dois.

— Entra, Hyunie. Quero falar com o Jungkook a sós.

— M-Mas... — o garoto faz um sinal com a mão, mandando eu os deixar conversar.

Merda, merda, merda.

Corro para dentro e vou direto para a janela espiar. Namjoon gesticula com as mãos enquanto fala com Jungkook. O menino quase não tem chance de contestar. Segundos depois, entra no carro e dá partida.

O que caralhos aconteceu? Eu estou muito encrencada.

— É seu namorado, Dah? — me assusto com a presença de minha mãe na sala.

— Não, somos amigos.

— Sei o que significa "amigos" na sua língua. Ele é um gatinho, para de enrolar.

Reviro os olhos e subo para o quarto.

Como eu vou explicar que Jungkook me trouxe para casa de noite, mas não aconteceu nada? Do jeito que Namjoon é, não vai acreditar que fui "brincar com a irmã dele".

Deus, por que justo eu?

♡︎

eu terminei de escrever o capítulo agora, então mil desculpas se acharam algum erro, ok? mas enfim, quem achou que ia ter
chaca chaca 🤡🤡🤡
foi só um tour mesmokkkkk

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