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03 | Filha da primavera.

JEON JUNGKOOK.

Foi fácil conseguir o endereço de Dahyun. Bastou uma ligação para um dos contatos do meu pai e pronto. Ao menos, ser filho do chefão Jeon, serve para alguma coisa além de me estressar 24 horas por dia.

Ela continua morando na mesma casa, porém sem a mãe. Vim direto para cá ao descobrir que não havia se mudado. Não tem praticamente nada de diferente no sobrado cinza; somente a parte de fora está mais reformada.

Cruzo o jardim da frente repleto de florzinhas amarelas. A cada passo que dou em direção à porta, meus músculos se contraem em arrependimento. Não deveria estar aqui. Não deveria me meter nisso, nem tem a ver comigo. O problema é que, enquanto eu não der um basta nisso, vou enlouquecer.

Dou três toques na porta. Meu calcanhar bate no chão repetidas vezes, impaciente. Logo, a maçaneta gira devagar, me fazendo suar de nervoso. Arrumo a gravata e passo a mão nos fios soltos na espera de encontrar Dahyun, em vez disso, não há ninguém.

— Moço do carro chique! — uma vozinha fina e doce, exclama.

Abaixo a cabeça e encontro a garotinha. Ela sorri largo, mostrando os dois espacinhos dos dentes que caíram.

Estou preste a respondê-la, quando um garoto jovem aparece atrás da menina e a leva para dentro depressa. Tem cabelos escuros e curtos, olhos bonitos puxadinhos e uma mandíbula perfeitamente alinhada. Arrisco dizer que seu rosto é totalmente simétrico, como se tivesse saído de uma história em quadrinhos.

É o tal namorado... Ele é gostoso e eu não gosto de admitir esse fato.

— Pequena — o cara agacha na frente dela —, já falamos sobre atender a porta sozinha. É perigoso, espere por mim ou sua mãe, ok?

Ela assente com um biquinho nos lábios finos e acena para mim. Tão fofinha, que até me faz esquecer do meu objetivo principal.

Encaro o homem com seriedade.

— Desculpa o incômodo, eu sou o Jungk...

— Jungkook. O Jeon Jungkook — completa, enfatizando cada letra, e cruza os braços. Uau, alguém andou falando de mim... — Tudo bem, sabia que viria procurá-la.

Estava tão previsível? Aparentemente, apenas eu não superei.

— Quem é?

A sensação que tive ao vê-la ontem, repete-se agora. Quase tropeço em meus próprios pés, incapaz de me manter parado ali. O olhar de desprezo que lança para mim, é uma facada no meu coração.

Nenhum de nós se pronuncia, então o garoto tosse falso e vira-se para ela. Segura sua mão e cochicha audível:

— Eu fico com a Chunja. Vocês precisam conversar, amor — mordo o interior da bochecha, incomodado com o apelido. Droga. — Já é hora de resolverem aquilo.

Ela, evidentemente, não está animada para falar comigo. Só concorda com o atual namorado e o mesmo beija sua testa, entrando e fechando a porta em seguida.

Dahyun está linda. Odeio estar notando tanto, mas todo esse período, serviu para amadurecer suas feições. Os cabelos castanhos acima do peito carregam consigo um ar de responsabilidade — o que nunca imaginei vindo da garota que mais fazia gracinhas na época da faculdade.

— Estranho. Não esperava isso... — refiro-me ao seu namorado.

Ela ri irônica.

— Achou que eu ficaria te esperando de braços abertos feito uma trouxa por cinco anos? — o tom decochado que usa, irrita profundamente. — O mundo não gira ao seu redor, meu bem.

Quer brincar? Ótimo, nós vamos brincar.

— Não, meu bem. Até porque, nem se você implorasse de joelhos, iria aceitar uma traidora de novo — devolvo na mesma moeda.

Imediatamente, sinto o peso das minhas palavras ao levar um tapa estalado seu. Cubro a bochecha com uma das mãos, chocado com o ato. Dahyun não se demonstra arrependida. Ao contrário, estava com vontade de descontar em mim há tempos.

Meus olhos estão ao ponto de sair fogo de raiva. Se controla, não faça besteira, Jeon.

— Vai se foder, Jungkook! O que está fazendo aqui? — grita, ríspida. — Eu estou sem um pingo de paciência. Se veio para brigar, saia!

Péssima hora para se fingir de idiota, meu amor.

— Você sabe o motivo de eu ter vindo, não seja tosca — mergulho os dedos no cabelo, tentando me acalmar. — A menina é minha filha, afinal? Diga de uma vez, estou cansado de joguinhos.

Ela demora para responder. Morro de ansiedade, aguardando a maldita solução para a dúvida que vem atormentando meus pensamentos.

— Eu acho que sim — puxa os dedos, nervosa. — Tem altas chances.

Franzo o cenho.

— Porra, você "acha"?! — rio nasalado, desacreditado. — Achismos não são válidos, Dahyun!

— Jungkook, a Chunja é uma cópia sua! Qualquer um capaz de enxergar, percebe o quão semelhantes vocês são. De aparência e até gostos... Ela é apaixonada por tirar fotos de flores e insetos, assim como você.

Meu coração erra uma batida com a informação. Confesso que, da primeira vez que a vi, fiquei assustado. A pele pálida e os cabelos castanhos vieram de Dahyun, porém o resto... seria meu? Os olhinhos negros, iguais mini jabuticabas, são idênticos.

Lembro claramente dos traços faciais do homem com quem a peguei na cama e, comparando mentalmente, não tem muito a ver.

Merda, é impossível.

— Coincidências acontecem. Não fui o único que transou naquela semana, lembra?

É uma criança. Uma criança com meu sangue e genética vagando no mundo. Como ela pode não ter certeza de algo tão grave? Estou correto em ficar bravo.

— Já cansei de explicar que não lembro de nada daquela noite. Acredite se quiser, não vou gastar saliva — reviro os olhos. Uma boa desculpa para se safar.

— Ok, digamos que a Chunja é minha. Por que não me procurou? Por que não veio atrás de mim?

Cinco anos. Cinco anos e nenhuma mísera ligação ou mensagem. Não tenho bola de cristal, como adivinharia? Ela está errada, escondeu uma gravidez de mim. Isso é milhões de vezes mais importante do que uma traição.

— Está de brincadeira? — pergunta, retornando com aquele tom de deboche e irritação. — Seu pai disse que me processaria se eu continuasse te "perseguindo". Me chamou de mentirosa e não acreditou que o bebê era seu — aperto os punhos. Desgraçado, lógico que tem dedo dele. — Pensei que você concordava, pois nem o Taehyung e Yoongi falavam comigo...

Pedi para os meninos evitarem comentar sobre a minha vida no exterior para a Yerim, Hoseok e Jin — melhores amigos da Dahyun. Não queria que contassem como eu estava. Queria sumir, queria estar morto para ela.

Se eu soubesse, não hesitaria em retornar para cá. E meu pai tinha noção do que estava acontecendo e me privou disso. Me privou de ver a minha própria filha nascer.

— Claro que não concordava! E-Eu estava puto, mas largaria tudo e voltaria por você, Dah — nem ligo para o apelido. — Pela nossa filha.

— Você falou para nunca te procurar, Jungkook! Passei meses me culpando e remoendo essas últimas palavras — encaro o chão, relembrando a conversa que tivemos. Odeio vê-la triste, destrói minhas barreiras. — Tem noção do tanto que doeu ouvir isso da pessoa que eu mais amava e confiava?

As lágrimas enchendo seus olhos começam a molhar sua face. As gotas escorrem pelas bochechas e ela disfarça, limpando rapidamente.

É aqui que as muralhas que eu — miseravelmente — construí nesses anos, caem feito castelos de areia. Meu único desejo no momento, é abraçá-la. Sentir seu corpo próximo ao meu; os braços curtos rodeando minha cintura, os dedos acariciando minhas costas carinhosamente e o cheiro bom do perfume de rosas cravado nas minhas lembranças.

Eu fui impulsivo, sim. Não estava raciocinando direito ao sair do país, porém coloque-se no meu lugar. Já havia sido traído antes, demorei para me entregar a alguém novamente. Dahyun passou pela mesma dor que eu e, ainda assim, cometeu tal ato.

Solto um suspiro, cansado. Estamos praticamente no meio da rua, sendo assistidos por vizinhas enxeridas.

— Esquece, não vamos discutir esse assunto agora — espanto o choro, desviando o olhar. — Vim pela Chunja. Você falou de mim?

— Na verdade, não pretendia contar tão cedo — a morena hesita. — Ela que pegou umas fotos e coisas que tenho guardadas no sótão e veio questionar...

Dahyun guarda memórias nossas?

— Fotos... de nós dois?

— É, a-acabei esquecendo de jogar fora depois que a minha mãe se mudou — inventa uma desculpa.

Está mentindo.

Não a julgo. Anéis de noivado, presentes de dia dos namorados, retratos da época que éramos "amigos que beijam" com 17, e até desenhos que ela fazia para mim; tudo em perfeito estado, escondido numa caixa empoeirada no meu armário. Quer dizer, "empoeirada" na teoria. Quando bebo demais e decido dar uma checada, choro feito um bebezinho.

Eu sou patético.

Jeon Jungkook, o homem mais loucamente apaixonado por Kim Dahyun nessa Terra, não teria coragem de mandar para reciclagem quatro anos de uma longa jornada. Ou, ele é apenas um fracassado que deveria superar e arrumar uma nova namorada.

— Ah, gostaria de vê-la? — cutuca as pontinhas dos dedos para fingir indiferença.

— Sim, acho que seria bom — respondo de imediato.

Ando atrás de Dahyun, seguindo-a para a casa. Minha mente trava e um desespero repentino impede que eu prossiga.

Sou meio ruim para lidar com crianças e, de repente, descubro que há uma com meu sangue andando por aí. E se ela me odiar? E se eu não for o "melhor pai do mundo" que esperou conhecer um dia? E se o herói forte e destemido que ela sonhou, estiver doente e sem forças?

— Ei — levo a atenção à morena estalando os dedos. — Está tudo bem. Garanto que a Chunja irá gostar de você.

Tomara que esteja certa.

Tiro os sapatos na entrada. Dahyun abre a porta e dá passagem para mim. Surpreendentemente, o interior da casa está bem distinto. Os móveis da sala são novos e de cores pastéis. Antigamente, conhecia cada cantinho daqui, mas sinto que hoje entrei num lugar totalmente diferente.

Dahyun chama o cara que me atendeu quando cheguei. Ele desce as escadas e sorri minimamente.

— Acredito que não se apresentaram propriamente... Jungkook, esse é Cha Eunwoo. Meu namorado.

O garoto lança um "prazer" e estica o braço, insinuando um aperto de mãos. Por educação, cumprimento-o sorrindo. Estou fazendo o possível para ser simpático, porém duvido que minha expressão esteja neutra.

— Os meninos ligaram e marcaram uma reunião urgente — o sujeito informa e veste uma jaqueta vermelha.

Continuo estendido imóvel, vendo os dois pombinhos papeando e esquecendo da minha existência. Essa é a sensação de ser uma vela? Entendi porque o Jimin reclamava.

— Chunja está assistindo um filme lá em cima. Mando mensagem à noite — alisa os cabelos de Dahyun e sela seus lábios. — Eu te amo, gatinha.

Bufo irritado.

Mimimimi, gatinha. É sério?! Eu sou o ex-noivo da sua namorada e pai da filha dela, e você pensa que, marcando território, vai me tirar da reta? Está muito enganado, pirralho.

— Eu também te amo, amor.

"Amor". Foi um sacrifício te convencer a me chamar assim, Dah... E agora, sou somente o Jungkook para você. Valeu a pena?

— Até mais, Jungkook — Eunwoo diz, já com um pé fora de casa.

— Até.

Odiei ele.

— Bom, vou trazer a Chunja — Dahyun aponta para o sofá. — Sente-se caso queira.

Elas demoram bastante. Ocupo um lado do móvel suando frio. A insegurança toma conta do meu corpo.

Ouço vozes abafadas no andar de cima e os sons de passos descendo. Nos últimos degraus, vejo a garotinha de pijama. A pantufa rosa de porquinho decorando seus pés emite um barulhinho de oinc conforme anda para perto, parando na minha frente. Fico poucos centímetros mais alto por estar sentado.

— Oi, princesa — minha voz sai trêmula.

Estou com medo de ser odiado.

— Moço do carro chique, a mamãe disse que você é meu pai — ela faz um bico. — É verdade?

— É, sim. Desculpa, eu... tive que ir morar longe antes de você nascer, mas voltei para gente ficar junto. Você está bem?

Chunja não responde. Ela se aproxima, segura meu rosto com as duas mãozinhas macias e pende a cabeça para o lado, analisando cada parte. Suas orbes são escuras, iguais um universo cheio de estrelas.

— O papai parece um coelhinho, mãe! — sorrio, já prevendo o mar de lágrimas que vão escapar. Ela me chamou de papai. — Um coelho mais velho que nas fotos.

Dahyun ri do comentário. Desde que brigamos há cinco anos, não via seu sorriso. É lindo.

— Posso te abraçar? — pergunto para a garotinha, incerto.

Seus bracinhos pequenos enrolam meu pescoço e eu acabo com o espaço entre nós. Simplesmente esqueço qualquer tipo de preocupação e aproveito esse momento.

Nunca vou te deixar, é uma promessa.

O cheirinho do seu perfume de bebê, me leva para as nuvens. Acaricio o cabelo, enrolando as pontas e admirando a maciez dos seus fios castanhos. Umas gotinhas fugitivas conseguem molhar minhas bochechas. Tenho uma vontade incontrolável de chorar, porém seguro. Não quero assustá-la, pois se começar, não vou parar.

Nosso abraço durou uma eternidade e eu ainda achei curto. Dahyun observou tudo quieta, sentada no outro mini sofá.

— Você sabe o significado do seu nome?

Ela assente, toda contente.

— Primavera!

— Isso aí, acertou! Significa Filha da primavera. É a minha estação preferida.

Olho diretamente para Dahyun. Nos encaramos e não é preciso uma palavra para decifrar isso.

Ela colocou especificamente "Chunja" por minha causa. Pelo meu amor imensurável à natureza e suas milhares de árvores e flores encantadoras. O engraçado é que eu sei que, se nós tivéssemos escolhido juntos, seria esse também.

— Está bom, chega por hoje! — Dahyun levanta. — Jungkook tem compromisso, não é? — sinaliza que eu concorde.

Sorrio satisfeito. Toquei no ponto fraco.

— Infelizmente, tenho trabalho — contribuo para a mentira. — Mas prometo que venho te buscar para passear no meu "carro chique", princesa.

Ela comemora, super animada. Nos abraçamos novamente e, dessa vez, minha vontade é não ir embora. Dahyun manda Chunja subir e me acompanha para fora.

O sol da tarde esquenta minha nuca. O ar entra e sai dos meus pulmões mais leve, como um peso gigantesco sendo eliminado das minhas costas. Entretanto, teremos que discutir o que aconteceu naquela noite. "Não me lembro de nada", é o argumento que ela tem. Não faz o menor sentido, terei que investigar isso a fundo.

— Quanto à situação financeira — começo. — Se precisar pagar escola, atividades extras ou qualquer necessidade dela, fale comigo e...

— Jungkook, eu criei a sua filha sozinha nesses cinco anos — me corta com outra patada. — Não preciso do dinheiro do seu pai.

Reviro os olhos.

— Você não está mais sozinha — por impulso, dou um passo para nos aproximar e ela recua. Vai ser difícil. — O dinheiro é unicamente meu, Dahyun. Entenda que meu dever como pai, é te ajudar também. Aceite, estou pedindo.

Ela bufa e dá de ombros. Estressada... Incrível essa característica não ter mudado.

— Passe seu número para combinarmos o dia de eu buscar a Chunja — tiro o celular do bolso da calça e entrego em sua mão.

Dahyun pega o aparelho com um ódio notável. Enquanto digita, observo-a de cima e abro um sorriso. Nossas diferenças de altura são absurdas; sou uns 23 centímetros maior.

É fofo. Eu sempre pegava ela no colo e a tratava feito um bebê. Sinto falta disso.

— Só me contate caso for importante — devolve, emburrada.

— Com certeza.

Espero uma despedida, no entanto, nenhum de nós tem coragem de proferir sequer uma frase. Dahyun vira para sua casa, preparada para fugir da tensão.

Eu me arrependerei, mas...

— Que bom que você está bem, Dah.

Suas mãos não giram a maçaneta. Talvez, esteja ponderando dar outro tapa nesse imbecil que teve a audácia de vir até sua casa, e não dizer um "desculpa" decente por toda a merda que fez no passado.

Você não está bem — afirma, ainda sem me olhar. — Então, por favor, cuide-se primeiro para poder estar ao lado da Chunja. Ou, não vou permitir que veja ela.

Com esse desfecho, Dahyun entra e fecha a porta na minha cara.

Minha baixinha me larga aqui, processando este balde de água fria que jogou em mim.

♡︎

sim, a filha é dele parem de me ameaçar agora KKDJFKKK

seus feio, vcs ficaram criticando o nome da filhinha do jungoo, tINHA UM SIGNIFICADO ESPECÍFICO OK. o cão é bem articulado meus amores, não me subestimem 🗣

(aliás, se pronuncia: tchun giá. chun = tchun, tipo a música lá "eu quero tchu, eu quero tchá" // ja = sílaba aguda, ent vc fala rápido GiÁ, quase sem o i. não é ""xunja"" KKKKKKKassim fica estranho, mas sla falem como quiserem é só leitura mesmo.)

e sim, tô com raiva de alguns leitores que estão mandando teorias pra mim e acertando, nao gosto de vcs, deixem eu fazer suspense 👺🔪🔪

foto do cha eunwoo (mais conhecido como suho delícia de true beauty) pra caso alguém não conheça:

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