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Você acredita em destino?


Depois do encontro estranho com Vi no beco, decidi que precisava de um pouco de normalidade. E, por normalidade, quero dizer um encontro. Havia combinado de sair com uma garota que conheci na semana passada, uma tal de Claire. Trocamos mensagens, e ela parecia interessante: engraçada, inteligente e, acima de tudo, humana. Era disso que eu precisava agora.

Claire passou pela minha casa antes de irmos ao bar. Quando a vi, confesso que fiquei impressionada. Ela era bonita, tinha um sorriso fácil e cabelos curtos que emolduravam perfeitamente seu rosto. Depois de um pouco de conversa fiada e risadas, pegamos um táxi até o bar.

O lugar era movimentado, cheio de gente, música alta e luzes coloridas. Pedimos drinks, e a conversa começou animada. Ela era charmosa, sabia como me manter interessada. Mas, depois de um tempo, algo começou a parecer... errado.

— Você acredita no destino, Caitlyn?    — Claire perguntou, olhando para mim com um brilho estranho nos olhos.

Eu ri, tentando aliviar a tensão. — Acho que depende. Você acredita?

Ela inclinou a cabeça, sorrindo de um jeito que me deixou desconfortável.
—Acredito que algumas pessoas estão destinadas a coisas maiores. E outras... a sacrifícios.

Eu franzi o cenho, tentando entender o que ela queria dizer. — Sacrifícios? Isso é um papo pesado pra um primeiro encontro.

Ela riu, mas não parecia divertida. — É só uma forma de dizer que algumas pessoas têm um papel importante a cumprir. E você, Caitlyn... tem algo muito especial. 
Meu estômago revirou. Era como se cada palavra dela estivesse carregada de algo mais profundo, algo que eu não queria entender. Tentei mudar de assunto, mas Claire continuava com aquele olhar intenso, como se estivesse me estudando.

Finalmente, decidi que já tinha o suficiente. — Foi legal, mas acho que vou pra casa. Tá ficando tarde.

Claire sorriu, mas não pareceu surpresa. — Claro. A gente se vê por aí, Caitlyn.

O jeito que ela disse meu nome me deu arrepios. Me apressei para sair dali, pegando um táxi direto para casa.

Quando cheguei, tudo o que eu queria era me jogar na cama e esquecer a noite. Mas, ao abrir a porta, congelei. Vi estava lá, sentada no sofá, com uma lata de cerveja na mão e aquele sorriso irritante no rosto.

— Boa noite, detetive. O encontro foi tão ruim assim?

Eu fechei a porta atrás de mim, cruzando os braços. — O que você está fazendo aqui, Vi? E como entrou?

Ela deu de ombros, tomando um gole da cerveja. — A porta tava aberta.

— Mentira.

— Tá bom, eu forcei a fechadura. Mas eu precisava ter certeza de que você estava bem. Parece que a noite foi... interessante.

A raiva começou a subir, mas algo no tom dela me deixou desconfiada. — O que você quer dizer com isso?

Vi levantou, jogando a lata vazia na lixeira com precisão irritante. — Só digo que sua amiga Claire não é exatamente quem diz ser.

—  O quê?— Eu senti o sangue gelar.

— Você realmente não percebeu? Tá ficando enferrujada, detetive....

Eu me aproximei dela, irritada. — E você sabe disso como?

Vi sorriu, aquele sorriso provocador que me deixava louca. — "Porque eu sei coisas, Caitlyn. E vou te dizer uma coisa agora: você deveria me ouvir mais.

— E por que eu faria isso?

Ela se aproximou, a tensão no ar aumentando. — Porque nem sempre eu vou estar por perto pra salvar sua pele.

Eu fiquei encarando Vi, tentando decidir se estava mais irritada com ela ou com o fato de que, no fundo, eu sabia que ela tinha razão.

— Saia da minha casa, Vi.

Ela deu um passo para trás, erguendo as mãos em rendição. — Como quiser, detetive. Mas a gente se vê em breve.

E, antes que eu pudesse responder, ela saiu, me deixando sozinha e mais confusa do que nunca.

POV VI

Sair do apartamento dela não era exatamente o que eu queria fazer. Na verdade, se dependesse de mim, eu ficaria ali, tomando mais uma cerveja e assistindo Caitlyn se contorcer de raiva e confusão. Mas eu sabia que insistir demais naquela noite só a faria se fechar ainda mais. Ela precisava de espaço para juntar as peças, mesmo que não admitisse.

Enquanto caminhava pelas ruas escuras, a sensação de algo errado me acompanhava como uma sombra. A cidade nunca estava realmente silenciosa, mas naquela noite o barulho parecia... distorcido. Era sutil, mas quem vive no meu mundo aprende a notar essas coisas.

Caitlyn era uma peça no tabuleiro, mas ainda não sabia disso. Isso a tornava perigosa, não só para mim, mas para si mesma. Ela carregava algo, algo que esses monstros podiam sentir. Eu só não sabia o que era exatamente.

"Três anos como detetive", pensei, chutando uma latinha amassada pela calçada. Ela provavelmente achava que o caso que a fez desistir tinha acabado. Mas não acabou. Essas coisas nunca acabam.

Não era coincidência que ela tivesse cruzado meu caminho. Nada no meu trabalho era coincidência. E, apesar de não admitir, eu queria protegê-la. Não só porque era o certo a fazer, mas porque havia algo nela... algo que fazia meu instinto gritar.

Meu comunicador vibrou no meu bolso, me trazendo de volta ao momento.

— "Vi, temos movimentação na área sul. Alguma coisa grande."

— "Algo grande tipo o quê?"

A resposta veio rápida e sem rodeios. — "Demônios. E eles não estão tentando se esconder."

Eu murmurei uma praga, mudando de direção. Não havia descanso no meu mundo.

Mas, enquanto caminhava na direção oposta ao apartamento dela, a imagem de Caitlyn teimava em aparecer na minha mente. Seus olhos me encarando desafiadores, mesmo quando ela sabia que eu estava certa.

"Você não precisa da minha proteção, né?" pensei com sarcasmo. Talvez fosse verdade. Mas isso não significava que eu não ia ficar por perto.

POV CAITLYN

Eu não conseguia esquecer a palavra que Claire usou: sacrifício. Ela disse aquilo como quem menciona o tempo. Mas havia algo no tom dela, algo que fez minha pele arrepiar.

Por isso, saí daquele bar o mais rápido possível. Estava tudo muito estranho, como se uma névoa invisível estivesse se aproximando de mim. Quando cheguei em casa e vi Vi me esperando, minha irritação não era só por causa da invasão dela – era porque eu sabia que ela tinha respostas.

Agora, com a madrugada avançando, eu me sentei no sofá, olhando para o lugar onde Vi esteve algumas horas antes. Ela sabia algo sobre mim, e isso me incomodava profundamente. Eu não tinha comentado sobre o meu passado com ninguém, nem mesmo com Lucas. Então como Vi sabia?

Detetive Caitlyn Kiramman. Era um título que eu deixei para trás. Ou, pelo menos, achei que tinha deixado. Mas o passado sempre encontra um jeito de nos alcançar, não é?

Suspirei, tentando espantar a onda de ansiedade que me tomava. Três anos atrás, eu me meti em algo que nenhum treinamento poderia ter me preparado. O caso parecia comum no início: desaparecimentos em massa em uma cidade vizinha. Mas, conforme investigávamos, tudo começou a mudar. Pessoas apareciam mortas em condições que desafiavam a lógica, com símbolos estranhos gravados na pele. E então, vieram os sonhos...

Fechei os olhos, lembrando do último dia antes de eu largar o distintivo. A sensação de ser observada nunca desapareceu, e, embora eu tenha tentado seguir em frente, sabia que algo estava errado.

Agora, parecia que tudo estava voltando. Claire mencionando sacrifícios, Vi me provocando e ao mesmo tempo me protegendo... Tudo estava conectado, e eu precisava entender o que.

Levantei-me e fui até a janela. A cidade estava quieta, mas eu sabia que as aparências enganam. Peguei meu celular e procurei informações sobre Vi, sem muita esperança. O que ela era? Como sabia tanto sobre mim?

Uma coisa era certa: eu não podia confiar em ninguém. Não Claire, não Vi, e talvez nem mesmo em mim. Mas se aquele caso de três anos atrás estava mesmo me alcançando, eu não seria pega de surpresa.

Eu vou descobrir a verdade. Seja ela qual for.


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