7. Indiferença
"fica comigo
não me deixe desgrudar
deixe que a palavra proponha
por nós a consequência
como a herança da essência"
- fica comigo | vespas mandarinas -
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Ao chegar em casa, Dongmyeong corre ao seu encontro com o semblante preocupado, havia olheiras embaixo de seus olhos. Parecia cansado. Ele passa a mão no rosto do amado, como se estivesse conferindo se ainda estava inteiro. Dongju aparece no hall e observa a cena, lança um olhar desconfiado a Lee, o que não o surpreende, levando em consideração que Dongju parecia estar sempre julgando o próximo com seus olhos.
- Estive tão preocupado, amor. - Dongmyeong segura a mão fria de Cya, levando-a até sua boca e beijando carinhosamente.
- Eu tô bem. - Giwook se afasta lentamente rumando para o quarto.
Dongju vai para a sala e os deixa a sós. Dongmyeong segue seu namorado, o encontra trocando de roupa, parecia um pouco inerte. Son achou que talvez, seja lá o que tivesse o afetado, ainda estava incomodando. Sentou na cama e ficou vendo ele se vestir com roupas confortáveis. Admirou seu corpo, sempre admirava. Era difícil não dizer que o amava por inteiro, cada pedacinho, cada parte. Desde o corpo magro, as suas extremidades, era apaixonado por suas mãos, os dedos longos e delicados como de um pianista. Giwook é a pessoa mais linda que já vira em toda sua vida.
- Onde vai? - Lee estava saindo do pequeno quarto do casal.
- Beber água, Dongmyeong. - Son estranhou, Giwook nunca falava seu nome assim, sempre usava o diminutivo.
Sem questionar, o acompanhou. Foram até a cozinha, ele se serviu de um copo d'água, e depois de outro, e outro. Dongmyeong se perguntou se ele havia ido a algum deserto na noite passada.
- Vamos a praça hoje, amor, o que acha? - Dongmyeong se aproxima dele, com olhos brilhantes com a ideia de sair com seu amado.
- Praça? - A ideia era horrível. Na entrada da cozinha vê Dongju, sua cara amarrada demonstrava certo ódio e rancor. Sair com seu namorado parecia o menor dos problemas. - Claro, vamos.
。眼泪,
Dongmyeong dá alguns pulinhos de alegria enquanto caminha pelo corredor de flores. A praça era perto de sua casa, bastante ampla. Havia um enorme corredor de pedras brancas que cortava toda a praça, em cada lado dele haviam inúmeras flores de incontáveis espécies de variadas cores, haviam algumas aberturas pelo caminho que os levavam ao interior do local, onde haviam bancos de concreto branco para que as pessoas pudessem sentar, sentir o clima ameno e o aroma agradável das plantas. As árvores dali eram antigas, as copas eram grandes proporcionando muita sombra.
Todo final de semana, as famílias se juntavam ali, iam também vendedores de doces, pipoca, picolés e tantos outros. Era, quase, impossível ficar de mal humor ou triste na praça, era como se a felicidade fizesse morada naquele local. Dongmyeong guiou seu namorado até um vendedor de pipoca, comprou para eles dois pacotes, foram até uma árvore pouco mais afastada das pessoas e se sentaram na grama verde e úmida. Son vez ou outra tentava puxar algum assunto, qualquer coisa que fosse, mas Lee insistia em dar meias respostas. Apenas ignorou, pensando que o garoto pudesse ainda estar se sentindo mal, mas preferiu não questionar. Nunca vira Giwook tão distante, claro, estava assim há uns meses, mas hoje, em especial, estava ainda mais avoado.
- Onde você está, meu amor?
Giwook, como se fosse puxado, retorna seu pensamento ao parque.
- Lugar nenhum. - Pigarreia e volta a fitar o horizonte, deixando Dongmyeong inquieto.
- Tudo bem se não quiser falar. - Não estava tudo bem, mas não iria questionar mais. - Tenho um roteiro pra montar essa semana, depois preciso produzir um curta-metragem.
Dongmyeong estava ansioso, havia feito outros curtas, mas dessa vez era diferente, era seu último ano na faculdade, precisava dar o melhor de si. Os primeiros que produziu, teve ajuda de Lee, inclusive ele foi seu modelo e seu ator, sentia-se a pessoa mais orgulhosa do planeta quando todos de sua turma elogiavam seu amado, quase tão feliz quando lhe diziam que suas produções eram realmente boas. Gostaria que Giwook o ajudasse novamente, esse curta, em específico, seria uma de suas obras mais valiosas.
- Legal. - Giwook parecia extremamente concentrado em não dar atenção àquele que mais queria um pouco dela.
- Bom... - As palavras de Lee foram como flechadas em seu coração. Uma única palavra tem o poder de destruir um dia inteiro. - Quer ser o papel principal?
- Vou pensar.
Enquanto Giwook ainda iria pensar, Dongmyeong já havia produzido todo o conteúdo em sua cabeça, onde seu namorado era o protagonista, cada detalhe, cada fala, cada cena, cada ação, foi pensado para ser desenvolvido por Lee Giwook e ninguém mais. Existe um grande problema quando colocamos alguém acima de qualquer coisa, não é bom colocar uma pessoa em um pedestal, não é saudável quando tudo que se faz é pensado em alguém que não é a si mesmo. Em algum momento a estrutura do pedestal cai, pois nem mesmos os deuses aguentam toda veneração, além disso, seres humanos são falhos, se cansam também. Até o amor precisa de moderação.
- Veja se não é teu parceiro, Kanghyun. - Harin se aproxima do casal sob a árvore. Atrás dele aparecem Yonghoon e Kanghyun. Todos ainda vestiam as roupas da noite anterior, apesar disso, ainda estavam bonitos e arrumados.
- Lindo como sempre. - Hyungu para na frente do garoto, coloca a mão no bolso e joga a jaqueta no ombro que antes carregava na mão, o observa atentamente, ignorando completamente a existência de Dongmyeong.
- Não sabia que andavam por aqui. - Giwook tenta, mesmo que sem sucesso, manter o contato visual com o loiro.
- Você pode se surpreender com as coisas que faço. - Kanghyun sorri de lado e começa a se afastar da mesma maneira silenciosa que se aproximou.
Giwook observou o rapaz se afastando, com seus amigos em seu encalço, pareciam anjos da morte vestidos todos de preto num parque familiar às 15h de um domingo. A cena era até cômica, mas também um tanto assustadora. Lee pensou o que os três fizeram nesse tempo todo, talvez com sua vida monótona não poderia imaginar o que caras como aqueles faziam.
Enquanto isso, Dongmyeong se questiona quem são os garotos estilosos que cheiram a tabaco. Viu, no rosto de seu namorado, um olhar que há muito não via; admiração. O casal possuía poucos amigos, além dos colegas da faculdade, então, querendo ou não, conheciam todas as suas amizades. Porém, Dongmyeong nunca vira o garoto loiro com dois projetos de guarda-roupas ao seu lado.
- Eles parecem populares. - Dongmyeong chegou mais perto de Cya e colocou sua cabeça em seu ombro. - Quem são?
- Uns caras... - Ainda não sabia como explicar. - Eles são clientes do café.
- Podia ter nos apresentado. - Dongmyeong brinca com a manga da camiseta de Cya.
- Nem tudo é sobre nós, Dongmyeong.
Giwook se levanta repentinamente e começa a caminhar, deixando Son ali parado, sem reação, sem entender o motivo daquilo. Sabia que não precisava conhecer tudo e todos ao redor de seu amado, sentiu o coração apertar, as palavras dele soaram tão frias que a brisa, antes amena, agora parecia polar. Não se espantaria se olhasse ao redor e visse pedras gigantes de gelo.
Organiza as coisas que deixaram ali, e corre ao encontro de Giwook, parecia tão inerte quanto antes. Queria segurar sua mão, caminhar lado a lado, mas isso, que antes era algo comum, se tornou cada vez raro, até difícil de acontecer. Aparentemente, Dongmyeong não era mais uma boa pessoa para caminhar de mãos dadas em público.
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// eis q eu perdi a hora de novo, a todas as pessoas (total de 5) q estão lendo me desculpem mesmo
// juro q vo coloca um despertador pra não esquecer mais
// espero q estejam sofrendo... quero dizer, gostando da fic sabe
// por favor não desista de mim
// até o próximo cap q sai na quarta ok?
// obrigada por ler e não esquece a estrelinha ❤️
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