32. Luta
"sangue na minha camisa, uma rosa na minha mão
você está me olhando como se não soubesse quem eu sou"
- teeth | 5sos -
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Yonghoon caminha lentamente para dentro da casa enquanto tragava seu cigarro despreocupadamente. Abriu a porta que dava acesso ao piso subterrâneo e desceu as escadas silenciosamente. Deixou que seus ouvidos escutassem cada ruído vindo do cômodo. Pôde ouvir que um deles estava exausto por sua respiração ofegante. Finalmente encontra os rapazes. Giwook se mantinha imóvel deitado ao chão, enquanto Leedo o encarava mantendo certo nojo sem sua expressão. Jin vai até ele e se agacha jogando a fumaça em seu rosto, este que tosse em seguida.
— Tentou desfazer da corda em seu pulso, não é? – Yonghoon sorri levemente. — Eu sei, ela está te queimando vagarosamente. Eu passei ácido nas cordas, se forçar muito vai ter queimaduras de segundo ou, quem sabe, terceiro grau. Sugiro que não se mova muito.
Geonhak observa o rapaz, seus olhos transmitiam toda insanidade que sua voz também carregava. Era como conversar com o próprio Diabo disfarçado de um homem comum. Ainda não sabia qual dos rapazes era o mais perturbado e isso não era o mais importante agora. Voltou a olhar para Giwook, dormindo como uma criança, notou que seus pulsos estavam avermelhados, provavelmente havia ácido naquelas cordas também. Mesmo dormindo o garoto estava sofrendo.
— Você é um psicopata! – Leedo cuspe na tentativa de acertar o rosto do rapaz, mas acaba atingindo o chão.
Yonghoon olha para o chão e logo em seguida para Geonhak, traga pela última vez seu cigarro e o apaga no tórax do rapaz, Leedo morde os lábios para não gritar pela dor da queimadura.
— Por que tá fazendo isso? – A voz de Leedo estava mais grave do que de costume, mas também instável.
— Gostei dessa pergunta. – Yonghoon se levanta olhando para o rapaz amarrado em mergulho. — Primeiro; o ex do seu amigo patético aí começou a investigar a nossa vida, Kanghyun o subestimou e ele acabou descobrindo coisas que não devia. Segundo; eu sinto uma... Certa necessidade e preciso saciar ela.
Leedo fechou os olhos e sua mania de franzir o nariz estava ainda mais forte. Não soube da tal investigação de Dongmyeong, das duas uma; ou Son estava preocupado com Lee ou não aceitava o fim do relacionamento. Era possível Giwook ter passado por dois relacionamentos abusivos? Não havia provas ainda, mas desconfiou que esse era o motivo de Cya ter feito tudo o que fez anteriormente.
Yonghoon retira de seu bolso uma rosa branca, com os espinhos retirados, depositando numa mesa próxima. Logo em seguida vai até o rapaz, apanha sua pequena faca de combate em um dos bolsos da sua calça cargo colada, corta a corda e deixa o rapaz massagear seus pulsos.
— Nunca mataria alguém na sua situação, gosto de brincar também.
Leedo estava fraco, passara tempo demais numa mesma posição, além de seus pulsos estarem cheios de bolhas e doloridos, olhou para Giwook ainda desacordado, precisava lutar por ele e dar um jeito de salvar a sua vida, não importava se para isso precisasse dar seu sangue mas não permitiria que ninguém o machucasse mais.
,眼泪。
— Mas nós temos provas! – Dongmyeong praticamente grita com o policial a sua frente.
— Você acabará sendo preso por desacato a autoridade, meu rapaz! – O policial encara o garoto a sua frente sem acreditar em tamanho desaforo.
— Senhor, não dê ouvidos ao meu amigo. – Dahyun sorri amarelo. — Ele está exaltado, ele sofre de um transtorno mental que o deixa temperamental. – Ela sorri sem graça enquanto Dongmyeong a encara enfurecido. — Mas, senhor, entendemos totalmente que é complicado mas, veja bem, temos inúmeros vídeos e áudios gravados que levam a um único suspeito.
— Garota, você é da polícia pra saber quem é suspeito ou não? – O rosto do policial logo seria confundido com um morango, tanto pelos poros dilatados quanto pela coloração avermelhada. — Alguns policiais foram até a residência desse Lee Seoho, então eu imploro que nos deixe em paz!
Dongmyeong e Dahyun se entreolham, aparentemente o homem de meia idade estava impaciente. Não havia como ter certeza se era com eles ou com seu serviço, afinal em nenhum momento foram irritantes. Ambos dão de ombros e se levantam indo para fora do local.
— Vou até a casa daquele loiro oxigenado. – Dongmyeong gira nos calcanhares e dá um passo a frente, mas Dahyun segura seu pulso o impedindo.
— Eu sei que você é meio desprovido de inteligência, moço. – Son revira os olhos, aquela garota conseguia lhe tirar do sério com uma facilidade absurda apenas ao dizer "moço". — Mas ir até a casa dele?
Dongmyeong se vira e observa a menina a sua frente, se conheciam há algumas semanas e apesar de não gostar dela não teria a envolvido nisso tudo se soubesse o quão perigosa era toda essa ideia. Sabia que nem sempre estava certo, mas é boa a sensação de estar com a razão, porém essa era a única vez que gostaria de estar errado e suas desconfianças a respeito de Kang Hyungu fossem apenas intriga por não aceitar que Giwook havia lhe trocado. Son deixa os ombros caírem, não sabia o quanto estava cansado, parecia carregar enormes pesos nas costas enquanto escalava o Everest. O rapaz coloca as mãos nos ombros de Dahyun, esta que lhe encara.
— Você é uma futura jornalista, Dahyun, não se esqueça que muitos tentarão te calar. – Dongmyeong deposita toda sua compaixão e seriedade na voz. — Mas você precisa lutar, mostre a verdade ao povo e faça barulho, incomode mais do que já incomoda. Seja a jornalista que quer ser e que a população precisa!
Son beija a testa da menina e se vira correndo para longe dali, deixando Dahyun atônita e perplexa. Não sabia que o rapaz tinha capacidade intelectual suficiente para reunir tantas palavras de uma só vez e ainda sair uma longa frase coerente. Era impressionante. Porém não havia entendido ainda seu recado e também se ofendeu, mesmo porque o único que incomodava ali era ele.
— Você deixou Myeong fazer algo sozinho? – Dahyun dá um pequeno pulo assustada com a chegada repentina do gêmeo, Dongju ofegava, aparentemente viera correndo até ali. — O que ele te disse?
— Que vai até a casa de Kanghyun. – Dahyun observava Dongmyeong entrar em um Uber.
— Isso eu sei. – Dongju a olha como se essa afirmação fosse a mais óbvia do planeta, como dizer-lhe que o sol nasce toda manhã. — O que ele disse depois, cabeça de borboleta?
— Ah! – A menina não entendia desde quando os gêmeos se tornaram tão rudes. Talvez a convivência os fizeram amigos, mas preferia morrer a ser amiga de dois idiotas. — Que eu, como futura jornalista, preciso fazer barulho.
Ela dá de ombros e se afasta.
— Dahyun! – Uma lâmpada de led branca, aquelas próprias para economia de energia, acende acima da cabeça de Son indicando que havia entendido o recado do irmão. — TEMOS QUE FAZER BARULHO!
,眼泪。
Kanghyun recebe a ligação de Yesung, policial amigo de Hongjoong, lhe dizendo que dois jovens haviam entregado diversos vídeos, áudios e fotos, alegando que estavam fazendo um documentário quando descobriram a venda de drogas, além disso ainda desconfiavam da relação entre a morte de Lee Keonhee com o fato de ter dito o nome de Kang Hyungu.
— Eles estão procurando Seoho, ele vai ser preso assim que o encontrarem, as filmagens mostram claramente o rosto dele. – Yesung desliga o telefone.
Kanghyun analisa suas opções, não havia mais como proteger o rapaz, não havia sequer tempo para livrar-se dele. Lee Seoho precisava ser descartado, mas por enquanto poderia usá-lo para ganhar tempo. Mandou mensagem a Harin, pedindo que cuidasse do rapaz, evitando que fosse visto. Tudo estava por um fio, era preciso se concentrar, não seria mais ajudado pelo senhor Kim, estava por conta própria quando mais necessitava. Quando saísse disso tudo, se recordaria do dia em que fora jogado às traças e isso não iria ficar assim.
,眼泪。
Yonghoon se aproxima de Leedo com um sorriso blasfêmico nos lábios, o rapaz estava caído ao chão, tentando sem sucesso se levantar. Havia sangue em sua boca, seu nariz sangrava, difícil dizer onde não havia aquele líquido rubro viscoso. A brincadeira doentia de Yonghoon estava lhe custando caro demais, sentia todas suas forças saindo por cada poro de seu corpo, a briga com o rapaz, embora não fosse fácil admitir, estava impossível e injusta.
Jin recebe uma ligação e atende o telefone, diz um "sim" baixo e sorri em seguida. Guarda o celular no bolso e parte para cima de Geonhak, acertando seu abdômen com a pequena faca cinco vezes, tão rápido que até mesmo a dor inicial não parecia tão insuportável. O som da lâmina entrando e saindo da pele do rapaz, acalmava os ouvidos de Yonghoon, que sentia-se bem ao vê-lo sofrer.
Passos ecoam do andar de cima, Jin levanta Leedo e coloca na sua frente de costas segurando seu ombro, mantendo a Push Dagger em seu pescoço aguardando o convidado. O rapaz, de cabelos avermelhados, desce a escada. Ao chegar os seguranças fizeram uma ligação e em seguida foi guiado até aquele local, não sabia o que encontraria, mas não imaginou que veria Jin Yonghoon fazendo Kim Geonhak de refém. Haviam inúmeros ferimentos pelo corpo do rapaz, sua pele e suas roupas estavam cobertos de sangue.
— Mais um passo e ele vai se engasgar com o próprio sangue. – Yonghoon encara o rapaz que está último degrau da escada, vira a cabeça levemente para o lado sorrindo. — É um bom dia para morrer.
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// aqui está o cap, parece q tem 392983 coisas acontecendo ao mesmo tempo e tem mesmo dkdkksksk
// não esqueça de curtir viu
// amanhã posto o próximo cap
// cada vez mais perto do fim
// obrigada por ler ❤️
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