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20. Desconfiança

"você está me olhando como se não soubesse quem eu sou"
- teeth | 5sos -
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Dongmyeong, insatisfeito com pouca informação, resolve sair uma noite em busca de Kang Hyungu, descobriu em quais bares e pub a banda fazia show, e foi até lá. Rezou e torceu para não encontrar com Giwook, a conversa com o loiro precisava ser em particular. Já passavam das 22h quando chegou ao ROCK, adentrou o recinto e escolheu uma mesa no fundo. Não demorou para um rapaz de mullet anunciar a banda, tocaram algumas músicas, deixando o público alvoroçado.
Assim que saíram do palco montado, entraram por uma porta e Dongmyeong os seguiu. Havia um pequeno corredor mal iluminado e logo adiante duas portas, uma provavelmente dava para uma viela e a outra era o camarim, as vozes vinham de lá. Dois homens saem e ficam próximos a porta de saída. Dongmyeong se esconde atrás de um armário, nunca agradeceu tanto por estar em um corredor com iluminação precária.

- Vai pra merda, Kanghyun. - Dongmyeong encontra uma brecha entre as tralhas e encontra o dono da voz, vinha de um rapaz alto, apesar da luz fraca reconheceu o vocalista. - Toda vez é isso.

- Calma, cara. - O mais baixo segura o braço do rapaz. Aquele era o baixista.

- Calma o cacete, Seoho! - O rapaz alto puxa o braço e aponta o dedo para o rosto de loiro. - Você é um irresponsável, Kanghyun. - Ele aponta para os amigos do loiro. - Só esses dois malucos pra te aguentar mesmo.

Dongmyeong nota que o amigo mais alto de Kanghyun avança para cima do rapaz impaciente, Kanghyun coloca seu braço na frente.

- Seu cachorrinho ficou estressadinho, foi?

- Keonhee, cala a sua boca, bicho! - O tal de Seoho tenta empurrar o amigo para fora dali.

- Só continuo nessa porra de banda porque muitos olheiros já nos viram. - O rosto de Keonhee ganha uma coloração avermelhada.

- Você sabe muito bem que sem Kanghyun você não seria nada, ainda estaria tocando violão em barzinho de família tradicional. - O amigo do loiro, que antes fora impedido de se aproximar, agora chega tão perto de Keonhee que era possível sentir a tensão de longe. - Você precisa de nós e não o contrário.

O silêncio recai sobre o grupo, Keonhee e Seoho saem pela porta, como Dongmyeong suspeitou, levava para a viela lateral, os três amigos entram no camarim e fecham a porta. Aquela conversa não fez sentido algum para Son, mas era certo que havia algo errado. Caminhou silenciosamente até a porta de saída e tentou ouvir algum som vindo de fora.

- Bicho, você precisa se controlar. - Pela gíria que usou, poderia ser o mais baixo, Seoho.

- Aquele oxigenado não está aqui pela música, vive controlando os negócios dele. - Ele fica em silêncio por um tempo. - Nós somos laranjas, Seoho, eu quero ser mais do que isso.

As vozes cessaram, aparentemente haviam se distanciado do local. Dongmyeong encosta o ouvido na porta do camarim, não escutou nada, nem mesmo um ruído, até que a porta se abre e sente seu corpo encontrando o chão. Levantou a cabeça e viu três pares de coturno a sua frente.

- Eu disse, mano. - O baterista sorri.

Kanghyun oferece sua mão para ajudar Dongmyeong, que o olha desconfiado e se levanta sozinho. Olha para os três, todos mantinham o semblante calmo e tranquilo, como se a discussão que tiveram há pouco fosse apenas uma conversa casual. Son analisa o local, era pequeno e retangular, um espelho ia da porta até a parede oposta, com luzes amarelas em torno, uma bancada do mesmo tamanho ficava fixa a parede, haviam alguns itens de maquiagem e alguns papéis, na outra parede dois sofás marrons ficavam lado a lado, as paredes um dia brancas, estavam sujas e amareladas. Os rapazes a sua frente trajavam roupas típicas de rockstar do fim dos anos 80. O mais alto acende um cigarro e se senta no sofá, cruzando as pernas, alheio aos acontecimentos.

- Irmão, na compra de um você adquire outro. - O baterista ri da sua piada, enquanto o fumante balança negativamente a cabeça. - Fala, parceiro, meu nome é Harin, da batera.

Dongmyeong não responde, olha para Kanghyun que apenas o observa silencioso com um sorriso lateral. Harin olha de um para o outro e desiste da interação, revirando os olhos.

- O que quer saber? - Kanghyun sorri, fixando seu olhar nos olhos do garoto a sua frente.

- Para alguém que estava nos espionando atrás daquele armário velho e depois colou os ouvidos na porta, deve estar buscando algo. - O rapaz do cigarro deixou a fumaça sair pela boca e nariz enquanto respondia ao semblante de dúvida de Dongmyeong, deixando Son ainda mais confuso.

- Você trabalha com o quê? - Son aponta para o loiro.

- Faço produtos de dia e a noite toco em bares. - Kanghyun não desvia o olhar de Dongmyeong em nenhum momento, provando verdade em suas palavras.

- E você tem carro caro, mora em um apartamento vivendo só disso?

O mais alto se levanta, caminha até Dongmyeong e o empurra para fora, este que reluta em sair, mas o rapaz com pinta de ator era muito mais forte, reclamando Dongmyeong resolve sair por conta própria, e vai parar na viela escura, a porta é trancada atrás de si. Quando chegou, tinha apenas uma dúvida, agora sua mente parecia um emaranhado de pontos de interrogação, "como alguém pode ter tanto trabalhando tão pouco?", pensou consigo, a conversa com os outros caras da banda ainda martelava em sua mente, "o que o tal de Keonhee quis dizer com laranjas?", sabia apenas que devia se encontrar com aqueles rapazes e só assim entender essa confusão.

,眼泪。

- Parabéns, Hyungu, teve um showzinho particular. - Yonghoon entra no camarim aplaudindo. - Esse garoto parece muito obstinado, sabe muito sobre você.

Kanghyun senta numa cadeira e começa a mexer em seu celular, Harin as vezes gostaria de nunca ter conhecido seus amigos, sentia-se sempre numa corda bamba, como se pudesse cair a todo momento. A princípio entrou ali para ganhar dinheiro, até que se tornaram amigos, depois aquilo que não sabia explicar e muito menos sair, gostava dos rapazes, mas temia que a qualquer momento tudo poderia desmoronar, não a toa vivia cada dia como se fosse o último, não tinha família, portanto, tudo o que viesse era lucro, não tinha mais nada a perder, mas ainda assim, queria não ter nada a perder sem temer tudo a cada segundo. Notou aquele antigo olhar em Yonghoon, como uma sombra em sua face, as coisas voltariam a ficar ruins.

- Ele não vai fazer nada, Yonghoon. - Kanghyun deposita o celular na mesa, e olha para o rapaz pelo reflexo no espelho.

- Se você estiver errado, quero carta branca para agir. - Yonghoon se dirige para a porta, aguardando a resposta.

O loiro acena de forma lenta em um movimento positivo com a cabeça, fazendo Yonghoon sair do cômodo satisfeito. Harin sorriu, demonstrando alegria, mas internamente preocupado com aquilo. Os dias de cólera retornaram.

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// dongmyeong queria te dar um presente, mas não sei como embrulhar uma terapia
// bom gente não tô muito bem então não tenho muitos comentários a fazer
// mas espero q estejam gostando
// não esqueçam de curtir
// até sexta ❤️

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