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16. Sozinho

"eu estou no purgatório
metade da história
puxando para frente e para trás, da rendição e glória
toda a pressão internamente
poderia muito bem ser a minha morte"
- borderline | nico collins -
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antes ‹

     Saíram do mausoléu quando os primeiros raios solares tomavam o céu, mostrando toda a grandeza do Sol, aquecendo a terra, levando embora a neblina e colocando em evidência o orvalho da manhã. As portas ficaram fechadas a noite toda, até que eles decidiram ir embora, o lado de fora estava um caos, haviam lápides quebradas, copos de bebida e bitucas de cigarro no chão, uma pessoa dormia na grama e sob aquela grama havia terra, terra essa que guardava um caixão. Os dois dormiram dentro do mausoléu, abraçados, o frio não os perdoou, a vela não durou. Giwook sentia-se culpado, é verdade, mas ainda assim gostou daquilo. Porém, não tanto quanto gostaria. O beijo. O beijo não foi da maneira que esperava, na realidade, não queria beijar o loiro. Kanghyun queria, e talvez, isso bastava para ele.
     Ambos saíram do local, cheiravam a morte, essa é a consequência de se passar uma noite com mortos. Caminharam para fora do cemitério, não disseram uma única palavra, Giwook preferia assim, não conseguiria formular uma frase coerente pelas próximas horas. Kanghyun, em compensação, sentia-se orgulhoso por ter conseguido o que queria. Não a toa decidiu levar o garoto àquela festa, estava curioso para saber quais atitudes ele tomaria, diante da morbidez é possível conhecer mais verdadeiramente as pessoas.

     — É a primeira vez. – Kanghyun fitava o horizonte enquanto se aproximavam do carro.

     — O quê?

     — Que você não foge de um rolê. – O loiro sorri ao lembrar das festas anteriores das quais o garoto saíra correndo sem maiores explicações. — Será que a solução é deixar você sempre preso?

     Chegam ao Impala, o loiro leva o garoto para casa, o deixando na frente do prédio. Giwook pega o elevador e se dá conta que, finalmente, terá de lidar com a realidade. Chega ao hall do apartamento e vai até a sala, Dongju dormia como um gato no sofá, uma perna estava no encosto, um braço sobre seu rosto e o outro embaixo do corpo, a TV estava ligada em uma plataforma de stream, a imagem estava travada na pergunta "você ainda está aí?", olhou novamente para Dongju e riu da situação. Apesar de Xion, as vezes, ser um pouco irritante, o considerava como um irmão. Afinal, irmãos são irritantes também.
     Concluiu que Dongmyeong ainda dormia, caso contrário já estaria na cozinha preparando seu café açucarado. Tomou um banho quente e demorado, se arrumou e rumou para a porta.

     — Amor? – Era inegável que a voz matinal de Dongmyeong era linda.

     Giwook para de andar, mas sem se virar. Escuta os sons das cobertas se mexendo, Dongmyeong se espreguiçava.

     — Por favor, me dê um beijinho antes de ir, pode ser na testa. – Dongmyeong se senta na cama. Sabia que não devia implorar por amor, mas parecia ser a única opção. Notou também que o namorado não dormiu no quarto, mas não iria questionar.

     Lee continua parado, relutante decide se virar, Son vestia seu pijama amarelo, seus cabelos castanhos-avermelhado estavam bagunçados e jogados no rosto, estava maior do que deixava normalmente, os fios estavam na altura da boca. Caminha até o rapaz, deposita em sua testa um beijo rápido. Antes que pudesse sair dali de perto, Dongmyeong segura seu pulso.

     — Posso te pedir uma coisa? – Dongmyeong lhe lança um olhar suplicante, Giwook acena positivamente para que o garoto continuasse a falar. — Diga que não vai me esquecer, não precisa ser real, mas eu quero ouvir isso...

     — Por quê? – Giwook sentiu o peso das palavras em seu coração.

     — Por favor, amor...

     — Eu nunca vou te esquecer. – Apesar de não precisar ser real, para Giwook aquilo era sim real, passara toda sua vida ao lado de Dongmyeong, conviveu tanto com ele que conhecia todas as manias, jeitos, gostos, cada detalhe, poderia esquecer de si mesmo, mas não esqueceria de Son Dongmyeong.

     Dongmyeong solta seu pulso, permitindo que o garoto caminhasse para fora do quarto.

     — Tenha um bom dia e bom trabalho, meu amor. – Dongmyeong dispara antes que a porta se feche.

     Nenhum deles sabia o que aconteceria aquele dia. Giwook se surpreendeu quando Kanghyun entrou no café e disse que almoçaria com ele. Supreendeu-se ainda mais quando foi beijado. Mais ainda quando viu Dongmyeong observando a cena. Por fim, a conclusão, triste e dolorosa, que não se sabe o que acontecerá nos próximos dias, a propósito, nem mesmo no próximo minuto. A vida não vem com uma sinopse pronta, os dias acontecem sem roteiro, por mais que se tente planejar, nada sai como esperado, porque não há como prever o curso do mundo, dos dias, das pessoas. Essa é a beleza da existência, o fato de não sabermos nada, não compreendermos as coisas mais simples. As pessoas se ocupam demais com problemas que não estão no controle delas e por isso perdem tempo demais. De todo modo, a partir desse dia, a vida de Lee Giwook mudaria completamente. A verdade é que não sabemos o que vai acontecer daqui a pouco, mas há coisas que podem ser evitadas. Não precisa chupar um limão para saber que ele parece azede. Lee Giwook podia ter evitado aquele beijo em seu trabalho, mas não o fez, por fim, para cada ação, uma reação.

。眼泪,

› agora ‹

     — Era óbvio que ia dar tudo errado, Cya, você é um grande tapado e idiota. – Leedo acabara de chegar em sua casa, depositou as malas no chão próximo a mesa da cozinha e passou a observar, com um olhar não muito convidativo, seu amigo.

     Kim, a pedido de Dongmyeong, foi até o apartamento e buscou todos os pertencer de Giwook, Son lhe disse que não aguentaria ver seu ex-namorado ainda, sabendo que possivelmente Geonhak o acolheria, pediu que buscasse as malas que Dongmyeong organizou meticulosamente. Leedo não viu, pois chegou a casa dos gêmeos e as malas já estavam postas à porta, mas Dongju observou todo o tempo em que Dongmyeong tirou as roupas do guarda roupa, colocou-as sobre a cama, dobrou cada peça e organizou na mala, mas chorou enquanto fez isso, chorava como uma criança desamparada, derrubou tantas lágrimas quanto podia, seu coração estava tão apertado que se sentia esmagado. Dongju tentou acalmar seu irmão, mas era como apagar uma chama com um gotejador, ele precisava de seu tempo, então o respeitou.

     — Não queria magoar ele. – Giwook  olhou suas malas, ainda inerte em seus pensamentos.

     — E você esperava o quê? Que ele fosse te aplaudir e ficar feliz em ver a pessoa que ele mais amava beijando outro? – Leedo estava ofegante, controlando sua raiva.

     — Porra, Leedo, eu não pensei em nada! – O clima se tornou denso entre os dois.

     — Você acabou com a vida dele. – Leedo se aproximou até ficarem cara a cara, sentia o sangue borbulhar. — Você é um puto irresponsável, inconsequente e egoísta.

     Kim segura a gola da camiseta do garoto, e antes que mantinha a voz estável, passou a aumentar o tom a cada palavra dita.

     — Você acha que só você tem problemas, pensa que é o único que está cansado, triste e entediado, olha só pra esse monte de bosta que é seu próprio umbigo. – Leedo solta o garoto de uma vez, fazendo ele dar alguns passos para trás até encontrar o balcão atrás de si. — Mas eu vou te contar um segredo, Cya. – Leedo abaixa a voz, mantendo ela em um tom mais grave que de costume. — Você não é exclusivo de nada, é só mais uma pessoa incapaz de lidar com os próprios problemas por achar eles grandes demais, porque está muito ocupado pensando em si mesmo. Então age como age usando a desculpa de que está triste, mas não pensa, sequer um segundo, que as pessoas ao seu redor podem estar sofrendo também. Eu tô muito puto com essa sua atitude ridícula!

     Giwook mantém seu semblante sem nenhuma expressão, porque realmente não sabia como se expressar, é difícil reagir quando muitas verdades são jogadas de uma vez, se torna impossível digerir, para Lee não era apenas impossível, era inaceitável, intragável.

     — Não precisa me deixar ficar, seu panaca.

     — Tsc... – Leedo coloca as mãos na cintura, rindo sem graça daquilo. — Você é tão teimoso. Tô nem aí, fica onde você quiser, se quiser se prostituir também, problema é seu.

     Geonhak sai da cozinha, deixando Lee sozinho, pensando em tudo o que aconteceu a pouco.
     Giwook estava sozinho.
     Definitivamente, sozinho.

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// não postei ontem porque tive aula e acabei esquecendo
// gente as leituras caíram bastante, acho q ate o final vai ter 2 leitores kkkkkkk enfim se puderem compartilham com alguém, eu ficaria agradecida
// espero que estejam gostando ;(
// até amanhã e obrigada a quem está comigo ainda ❤️

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