14. Helloween
"ruína está em minhas mãos
agora faça sua escolha
resgatado ou escravizado
eu lhe mostrarei paixão e glória"
- halloween | helloween -
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— Em 1975 uma família da Argentina se mudou para cá, a mulher ficava em casa com seus três filhos, enquanto o homem trabalhava como professor. – Hongjoong caminha de um lado para o outro. — Até que um dia, a mulher foi morta em sua própria casa durante o dia, os três filhos viram a cena e nenhum deles disse aos policiais o autor do crime, então o pai foi preso e condenado a 35 anos de prisão. As crianças cresceram com uma família adotiva, todo mês eles vinham aqui para limpar o mausoléu construído para sua familia, o mais velho visitava regularmente seu pai, até que um dia ele o envenenou com um bolinho, ele chegou em casa e matou toda sua família e depois se matou. Todos foram enterrados aqui, e desde os anos 80 isso está jogado às traças. Dizem que todo ano no dia 31 de outubro, a família morta de reúne aqui, espíritos revoltados com suas mortes, inclusive muitos tentaram adentrar o local e poucos voltaram para contar o que rolou lá dentro, os que voltaram, atualmente estão em clínicas psiquiátricas.
Hongjoong termina sua história macabra e se senta no chão, como se não houvesse contado algo horrível, apanha uma garrafa de vidro de cerveja, a abre com a palma da mão e vira toda a bebida de uma vez na boca. Logo depois coloca a garrafa no meio das pessoas, fazendo todos se sentarem para formar um círculo em volta.
— A rega é simples, a boca indica o sortudo ou vítima, todos tem direito a três verdades apenas, eu faço as perguntas e dou os desafios, quem mentir terá consequências. Que os jogos comecem. – Kim sorri friamente analisando os rostos perplexos
Gira a garrafa e todos aguardam ansiosos, a boca mira em uma garota de cabelos rosa desbotado, ela escolhe "verdade".
— Verdade, Yuki, que você fica com seu chefe, mas aqui você finge que gosta da Miyeon pra não se sentir deslocada? – Hongjoong analisa suas expressões faciais.
Yuki limpa a garganta e desvia rapidamente o olhar do rapaz.
— Como disse? – Sua voz fraqueja ao fim da frase.
— Sim ou não, Yuki?
— Não. – Yuki balança, quase que imperceptível, positivamente a cabeça. — Não. Nunca faria algo assim com aquele homem, e não mentiria para Miyeon.
— Você negou com a voz e afirmou com a cabeça. Além disso, por que não usou o "eu"?
— Hã? – Yuki passou a piscar com mais frequência, cutucava suas pulseiras nos braços.
— Você mentiu, Yuki. – Hongjoong volta seu olhar para uma menina de cabelos longos e preto. — Ela não gosta de você.
Dois rapazes altos se levantam e puxam Yuki, que chorava descontroladamente. Miyeon se levantou e se aproximou de sua ex-futura namorada.
— Você... Me enganou, sua vadia. – Miyeon parecia aceitar toda a situação, mas logo as lágrimas tomaram seu rosto.
— Eu amo você, Mi, mas não desse jeito, sou apaixonada por Jaebom desde que o vi pela primeira vez. – Dizia entre soluços fortes. — Vocês não iriam me aceitar assim...
— O que não é verdade, Seonghwa namora uma garota e nós aceitamos. – Hongjoong franze o cenho para a cena deprimente, depois acena para que os rapazes levassem a garota.
Miyeon corre para fora do cemitério, enquanto Yuki grita para a soltarem, mas sem sucesso. Giwook estava assustado com toda a cena, sem entender muita coisa. A brincadeira recomeça, e rodadas como aquela tornam a se repetir, o jogo psicológico que Hongjoong fazia deixava a maioria desconcertado e abalado, o grupo antes grande, diminuía gradativamente, alguns iam embora por causa de suas verdades, outros por verdades como a de Yuki e Miyeon, e o restante era levado para longe. Até que a garrafa para em Yonghoon, que não demonstra nenhuma emoção.
— Desafio. – Responde sem ser perguntado.
— Quebre duas lápides e piche outras duas de pessoas importantes de Busan.
Yonghoon se levanta tranquilamente, recebe uma marreta e uma lata de spray dos rapazes, caminha rumo as centenas de lápides, lendo os nomes entalhados. A brincadeira recomeça, da mesma maneira, os que ainda restavam ou não haviam tido oportunidade ainda ou já tinham perdido a "verdades", os desafios pareciam fáceis, mas Lee notou o sofrimento de Jin ao quebrar as lápides, além disso, aquilo poderia gerar sérios problemas mais tarde. Houve um garoto, chamado Taehyun, parecia novo demais para estar ali, seu desafio era desenterrar um caixão. Harin fora desafiado a passar o resto da noite na mata não muito longe do cemitério. Até que a vez de Hyungu chegou.
— Desafio.
— Jogue Ouija dentro do mausoléu. – Hongjoong sorri ao notar a expressão de Giwook. — Como se chama?
— Lee Giwook.
— Como não sei nada sobre você, vá com ele. – Hongjoong faz sinal para que seus rapazes abram as portas de ferro. — Só não esqueçam que eu tenho olhos em todos os lugares.
,眼泪。
— Qual é a dele? – Questiona Giwook quando ambos já estão dentro do fétido lugar.
Não era possível ver muito dali, viam apenas até onde a luz trêmula da vela alcançava, era possível ver algumas gavetas e alguns caixões ao longo das paredes, havia muita teia de aranha, além do cheiro de poeira, mofo e putrefação. Até chegar onde estavam, desceram alguns bons degraus e ficaram ali no meio, com a única vela que lhes foram entregue.
— Hongjoong é só um babaca que se acha melhor que os outros. – Hyungu se senta e deposita o tabuleiro no chão, perto da vela. — Ele fez vários cursos técnicos de linguagem corporal, quando era mais novo tentou entrar para o FBI, mas não conseguiu passar nos testes psicológicos, atualmente ele usa seus conhecimentos para perturbar as pessoas, como fez essa noite.
— E como ele sabe da vida de todos? – Giwook também se senta e observa o Ouija atentamente.
— Ele se aproxima das pessoas pra saber sobre elas, Hongjoong faz uso de técnicas de aproximação, então consegue captar todas as informações que elas dão até nas entrelinhas. Ele é meio que venerado nesse clubinho dele, todos o respeitam e querem fazer parte.
O silêncio recai sobre os garotos, Lee lembrou do que Yonghoon disse quando chegou, essa não era apenas uma festa entre amigos, era mórbida e assustadora, analisou o loiro ao seu lado, parecia tranquilo e pleno, como da primeira vez que o viu, como se nada fosse capaz de o atingir. Apesar de tudo, podia se sentir seguro com o mais velho, afinal, nada de ruim havia acontecido com ele.
Kanghyun pede que Giwook coloque a mão sobre o copo de vidro, e assim inicia a sessão.
— Há algum espírito entre nós?
Os dois aguardam o copo de mover ao menos um centímetro, mas nada ocorre.
— Acredita nisso? – Giwook mantém sua mão no copo.
— Não. – Retira sua mão e começa a rir da situação. — Eu acredito na loucura do Hongjoong, ele nos deixará presos aqui até de manhã.
Os rapazes passam a conversar sobre assuntos irrelevantes para passar o tempo, a vela se queimava pouco a pouco, diminuindo de tamanho, logo seriam comidos pela escuridão medonha do lugar. Involuntariamente, Lee se aproxima de Kanghyun, buscando proteção não sabia de quê.
— Já que estamos aqui...
Kanghyun se vira, ficando de joelhos e parte para cima de Giwook, fazendo o garoto se deitar no chão frio, o loiro passa cada uma das pernas em torno da cintura do mais novo que estava paralisado com a atitude, Hyungu se abaixa colocando seus cotovelos no chão ao lado da cabeça do garoto. Se aproxima ao ponto de sentir a respiração acelerada dele.
Giwook não consegue raciocinar com o loiro assim tão perto, literalmente, em cima de seu corpo. Olha de seus olhos para sua boca, carnuda e bem desenhada, tão chamativa que era difícil desviar o olhar. Kanghyun nota a forma que era observado e se aproxima para o beijo, mas Lee vira seu rosto.
— Eu sei que você quer me beijar, Giwook. – Com uma mão, segura as duas mãos do garoto, mantendo um cotovelo no chão, ainda com o rosto próximo.
— E-eu não sei... – Era o que mais desejava, mas não assim, não ali, não dessa forma, não ainda estando em um relacionamento.
— Negue, Giwook, mas seu corpo chama. Você me quer.
Kanghyun, com a mão livre, retira sua máscara, abaixa a mão e puxa a peruca do garoto, para em seguida segurar seus cabelos, forçando o mesmo a olhar para ele. Aproxima novamente seu rosto, e sela seus lábios, o beijando calorosamente, embora Giwook mantinha os seus fechados, sentia os lábios úmidos de Hyungu passear por ali, logo desceu para seu pescoço, dando beijos curtos e molhados. Retorna para a boca do menino, ainda fechados. Agora o beija delicadamente, como se aguardasse sua boa vontade. Giwook ainda sentia que não queria aquilo como estava, mas cedeu. Cedeu aos desejos do loiro, apesar que também eram seus desejos, não podia negar, então não havia nada de errado naquele ato, pois ambos queriam. Pelo menos era nisso que se forçou a acreditar. "Eu também queria, não é errado, não preciso me sentir mal", recitou isso em sua cabeça enquanto o beijava, sem sentir verdadeiramente aquilo, sem ao menos notar o sabor que o rapaz tinha.
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// e aqui estou atrasada né jkkkkkk
// e uma observação;
// o nome foi intencional mais uma vez, agora inspirado na banda helloween, vem de HELLoween
// puta sabedoria desbalanceada!
// vocês não comentam, já aceitei, mas saibam q eu choro
// mas deixa a estrelinha pra mim
// até sexta e obrigada por ler ❤️
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