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12. Amargo

"porque quando eu jurei meu amor
eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
que ninguém nesse mundo
é feliz tendo amado uma vez"
- medo da chuva | raul seixas -
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Voltavam para a casa com a chuva molhando seus corpos, embora tivessem saído com o sol fazendo seu melhor papel de bola gigantesca de fogo, por isso, não levaram um guarda-chuva ou alguma capa para se protegerem. Era fim de tarde, os pingos estavam gelados como se o céu tivesse se tornado uma grande geladeira, decidiram que correr não seria a melhor opção, afinal, iriam se molhar da mesma forma. O que deixava tudo menos pior era o fato de estarem juntos, na realidade isso deixava tudo melhor. Não importava o clima, nem as horas, nem o humor, o que valia era que estavam juntos. Então, tudo bem andar sob a chuva gélida, suas mãos entrelaçadas era o suficiente para aquecer os dois.

- O céu devia ter aquecedor. - Dongmyeong se aproxima mais do garoto na tentativa de se aquecer.

Giwook ri ao pensar na ideia de construir um aquecedor do tamanho da Lua para aquecer a chuva. No entanto, para agradar Son seria capaz de lhe dar toda uma constelação com seu nome só para vê-lo olhar curioso para céu noturno em busca de seu xará, então a ideia de construir um aquecedor gigante não lhe era tão absurda, afinal.

- Busan é tão fria quando chove, não acha, amor? Nossa cidade era mais quente. - Dongmyeong seguia reclamando, como se assim pudesse minimizar o frio e os arrepios em seu corpo.

- Myeongie! - Lee para de repente segurando os ombros encharcados do namorado, deixando-o assustado com a pausa brusca dele. - Eu acho que sei!

- Você me assustou, Wook! - Dongmyeong observa seu amado e como ele era lindo até mesmo assim, todo ensopado. - O que você sabe, amor?

- Que bom que perguntou.

Giwook segura sua mão e o puxa para um beco entre duas lojas, era um tanto apertado o local, havia uma grande caçamba fechada de lixo que ocupava quase todo o espaço, eles passaram pelo caminho estreito rumo ao lado de trás da caçamba. A chuva ali era fraca, já que os telhados quase se encontravam lá em cima, fazendo a água cair sobre eles com menos intensidade. Giwook empurrou levemente o namorado contra a parede escura, prensou sua cintura com a dele, fazendo o espaço entre eles ser tão pequeno que era possível sentir suas respirações um tanto mais fortes agora.
Dongmyeong passa seus braços ao redor do pescoço do mais alto, enquanto Lee encontra a bainha de sua camiseta branca e passa suas mãos para debaixo dela, fazendo seus dedos caminharem sobre a pele macia de Son, lentamente percorre aquele corpo que conhecia tão bem, segura a cintura do garoto e pressiona contra a sua, o fazendo suspirar. Son puxa seu cabelo para trás, deixando o pescoço de Lee vulnerável, Dongmyeong tenta se aproximar mas sente a pressão das mãos do rapaz em seu corpo, não restando opções, o força a se aproximar de seu rosto e o beija calorosamente, era isso que Giwook sabia; como aquecer seus corpos sob a chuva. Suas línguas se movimentavam impacientes em suas bocas, clamando por mais, seus corpos sentiam o desejo queimando sob a pele, cada célula se tornara fagulha. Nem a chuva mas gélida, nem a neve mais densa podiam apagar a chama em seus corações.
Ao menos eram o que pensavam naquele momento.

- Eu te odeio, Dongmyeong! - Giwook separa do beijo e encara seu namorado.

Dongmyeong sente um forte impacto em seu corpo e logo em seguida abre os olhos, a sua frente está a cama, o que não fazia sentido, visto que havia dormido em cima dela, como as pessoas geralmente fazem. Se sentou sentindo uma dor em sua têmpora, vendo onde estava, concluiu que havia caído da cama e no percurso acertou a cabeça no criado mudo. O sonho retornou como mágica para sua mente, não era apenas um sonho, era uma lembrança dos primeiros meses em Busan. Sem dúvida um dos melhores dias que já teve, no entanto, a frase dita por Giwook antes de cair da cama não era aquela, se lembrava bem. Provavelmente sua mente estava cansada demais para distinguir os sonhos da realidade.
Atordoado se levanta e vai até o banheiro, observou seu reflexo no espelho, sabia que era ele ali, mas não conseguia se reconhecer, haviam olheiras profundas embaixo de seus olhos e seu rosto parecia magro demais. É torturante não reconhecer sua própria imagem refletida no espelho, Son não saberia dizer quando passou a ver um desconhecido no reflexo, como se o tempo estivesse se dissolvendo pouco a pouco em sua mente.

- Bom dia, Myeong. - Dongju, estava sentado à mesa e bebericava do conteúdo de sua xícara lilás de porcelana. - Escutei um barulho vindo do seu quarto, espero que não esteja tentando desovar um corpo, se for isso, todos os vizinhos já descobriram.

Dongmyeong franze o cenho analisando seu irmão, admirava sua capacidade de sempre demonstrar estar seguro de si.

- Não tenho um corpo pra desovar. - Caminha até a sala e pega sua mochila arrumada para a aula.

- Achei que você ainda dormia com o babaca do seu namorado. - Dongju deposita a xícara na pia e faz o mesmo que seu irmão.

- Ele não é babaca! - Dispara.

- Convenhamos que seria uma ótima ideia matar ele, pelo menos você teria um corpo pra desovar, uma vez na vida ele seria útil.

Os gêmeos caminhavam para o ponto de ônibus, Dongju parecia inquieto, apesar de manter boa fachada, mas havia apenas uma pessoa que o conhecia melhor que ele mesmo; Dongmyeong, que notou sua ansiedade. Sua pele transpirava e isso era um evento raro, como neve no Brasil e supernova nesse sistema solar.

- Fala, Xion, o que te aflige? Tá me deixando angustiado.

Dongju se lembrava do que Giwook havia lhe dito, sobre tentar dizer a seu irmão para terminar esse relacionamento, não havia nada certo naquela relação e tudo piorou quando escutou, da boca do próprio Lee, que havia usado drogas. Aquilo foi, definitivamente, o estopim. Naquela noite, Dongmyeong assistiu inúmeros vídeos do casal, além de ver suas produções audiovisuais nos quais Giwook era o protagonista. Chorou ao perceber que seu namorado não atenderia o telefone e muito menos iria dizer onde estava, ainda teve a audácia de chegar no apartamento como se nada houvesse acontecido.

- Nada. - Por fora manteve a compostura, mas internamente gritou e xingou todos os palavrões que sabia, não apenas em coreano, pois não seria o suficiente para demonstrar todo seu ódio por si mesmo no momento.

- Você acha que vou acreditar?

- Pra ser honesto, Myeong, por que você não termina com o Giwook?

E então, Dongju finalmente entendeu o que Lee quis dizer aquele dia, como se houvesse recaído, sobre seu irmão, uma esfera melancólica, sua expressão mudou levemente de curiosidade para tristeza, mas apenas ele pôde decifrar isso. Dongmyeong para de caminhar, fazendo Son se virar para ele.

- Eu o amo, Dongju, tanto que até dói. - Ele coloca sua mão sobre o peito, apertando sua camiseta listrada. - Dói tanto que me corroe, as vezes sinto que o amo mais que a mim mesmo.

As últimas palavras deixaram um amargor em sua boca, nunca havia dito isso antes, embora fosse essa sua maior verdade. Tudo o que fazia era pensando em Lee Giwook, se apaixonou por cada detalhe dele, jurou todo seu amor, mas se traiu ao fazer isso, pois esqueceu de amar primeiro a si mesmo.

- Dongmyeong, o amor não dói, ele não deve corroer. - Xion o abraça. - Eu te amo tanto que sinto sua dor, mas não sinto dor por te amar.

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// o q dói mais; as brigas dos dongcya ou as lembranças do dongmyeong?
// vou postar mais cedo porque hoje tô atolada de coisa de novo aiai
// espero q estejam gostando, não esqueçam da estrelinha meus amores
// fiquem comigo
// até segunda ❤️

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