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[2] Dur (돌)

Jimin

Depois de saber sobre o Supremo Alfa da vila vizinha, eu ando mais inquieto que o normal. Eu não sei ao certo quando ele virá para cá, mas só o fato de saber que ele virá já me faz ter vontade de não sair mais de casa.

Eu sei que tenho que dar uma chance de saber como o Supremo é, antes de ter a certeza de que é uma pessoa ruim. No entanto, meu medo acumulado desde muito tempo não me permite outro pensamento além do de que eu tenho desde que Hoseok me contou sobre sua vinda:

Ele vai destruir nossa aldeia se não achar o ômega ou beta que procura.

Sim, eu estou verdadeiramente assustado com essa suposição, e só de imaginar a Moon acabada me dá um pequeno pânico e alguns arrepios.

Eu ainda estou voltando para casa, depois de ter saído da casa de Hoseok. O vento tranquilo daquela tarde, o céu com a coloração alaranjada e rosada, felizmente sem as nuvens de chuva de hoje mais cedo, me acompanham pelo caminho até minha casa. Tudo ao meu redor demonstra a calmaria que eu gostaria de estar sentindo por dentro, e a calmaria que eu gostaria que permanecesse por muito mais tempo.

- Park, que bom ver você por aqui - inesperadamente, uma voz já conhecida por mim se faz presente, e é uma infelicidade encontrar a dona dela.

- O que você quer? - eu perguntei, já sabendo que não viria nada de bom dela.

Elkie é uma ômega que conheci na escola, e que desde sempre, vive no meu pé, mesmo depois de termos terminado o ensino médio. Não faz tanto tempo desde que saímos do colégio, e eu espero sinceramente que ela pare de me atazanar quando cansar de vir atrás de mim.

Mesmo que seus traços sejam diferentes, Elkie ainda é uma ômega muito bonita, e seus cabelos pretos apenas destacam toda a sua beleza, assim como seus olhos igualmente escuros.

Com dezessete anos, eu finalmente terminei a escola. Ano passado, inclusive (ou seja, faço dezoito esse ano). Mesmo que eu goste de estudar, ir para o colégio não era uma coisa boa. Tanto essa ômega quanto as amigas dela pegam no meu pé por diversos fatores, nenhum deles verdadeiramente válidos.

Primeiro: nunca me viram com nenhum alfa que não seja meu pai ou Hoseok, e já sabem que Hobi e eu somos apenas amigos.

Segundo: Não sei bem o porquê, mas não gostam do meu cabelo, da cor dele, em específico.

Terceiro: Meu cheiro é fraco, e sinceramente, é meu ponto mais fraco.

Sendo um ômega comum, não é de se admirar que meu cheiro seja fraco, entretanto, ele é mais fraco que o normal, alguns chegam a dizer que nem sabem qual ele é, já que não conseguem sentir direito. E pelo que já ouvi, tanto de conversas desinteressantes de ômegas aleatórios na escola, enquanto eu passava por eles, como de Hinamy, em um dia em que eu perguntei; meu cio também é mais fraco.

Quando eu pesquisei para tentar descobrir porque isso acontece, eu descobri que, por algum trauma do passado ou algum medo que eu possa ter, meu lobo interior acaba se escondendo, e isso pode resultar em cheiros e cios mais fracos. Então, aparentemente, é normal.

- Não quero nada demais, Park - ela nunca vem falar comigo por nada. - Ah, deixa eu te contar; eu tenho um alfa agora, sabia? E ele sempre diz que ama meu cheiro. Ele é tão fofo - como eu disse; ela nunca fala comigo por nada.

- Que bom, fico feliz por você. Agora, se não se importa, eu preciso ir - eu tento desviar o caminho, sendo interditado por ela, que se recusa a sair da minha frente.

- O que foi? Ficou com inveja? - ela pergunta, realmente acreditando que me atingiu de alguma forma com seu comentário.

- Claro que não, querida, eu não tenho motivos para isso - eu disse, sorrindo levemente, não esperando para saber o que mais ela diria. Eu apenas segui meu caminho, desviando dela, mesmo que ela tenha tentado me impedir novamente.

Eu tento desviar meus pensamentos do que eu ouvi instantes atrás. Eu sei que sou muito mais que um ômega estranho com o cheiro fraco, minha mãe sempre me dizia isso e eu acreditava nela.



Flashback

- Omma, por que os outros ômegas me acham estranho? - eu perguntei, chorando por não entender o que tinha de tão diferente para que os outros não gostassem de mim. - Eles dizem que eu sou estranho por causa do meu cabelo, mas eu não entendo isso.

- Meu doce, eles só te acham diferente. Eles não entendem que o diferente também é lindo, docinho - ela dizia, enquanto acariciava meus cabelos claros, limpando alguns resquícios das lágrimas que escorriam de vez em quando. - Você é mais importante e mais forte do que imagina.

- Mas eles dizem que eu sou fraco.

- E eles estão errados. Você é mais do que vê, e no fundo, você sabe disso.

Eu continuei olhando para ela, em silêncio. Eu sabia que a minha mãe não mentiria para mim, e por isso, prometi a mim mesmo que tentaria ser forte, não só por ela, mas por mim também.

- E como estão os dois ômegas da minha vida? - meu pai perguntou, ao entrar no meu quarto, parando ainda na porta. - Posso entrar?

- Claro, meu bem. Eu estava falando para o nosso filho o quanto ele é importante - ela sorria enquanto falava, intercalando o olhar entre meu pai e eu, sem parar o carinho em meu cabelo.

- Sua mãe está certa, filho. Você é muito importante, e não tem que ligar para o que os outros dizem de você.

- Você acha mesmo, appa? - eu perguntei, parando de chorar por me sentir amado pelos dois.

- Eu nunca vou pensar de outro jeito, filho.

Antes de verdadeiramente voltar para casa, eu passei em um campo que eu gosto muito. O cheiro das flores lá é incrível. O lugar, além de lindo, é incrivelmente tranquilo, e isso faz dele um dos meus lugares favoritos da aldeia, se não for literalmente o favorito.

Caminhando por entre as flores, eu passo uma de minhas mãos pelas que são mais altas, as que alcanço, sorrindo ao sentir as pétalas macias nas palmas.

Ao caminhar por um tempo, eu decidi colher algumas das flores na tonalidade arroxeada, junto de algumas brancas. Eu sentia o vento fresco entrar em contato com a minha pele, juntamente do fraco brilho do sol, que está sem muita força por causa do fim da tarde. Tudo ainda parecia tranquilo, mas aparentemente, não permaneceria assim por muito tempo.

"Ele está vindo... O supremo está chegando..."

Eu escuto a voz do meu ômega interior, me avisando sobre algo que não está longe de acontecer. Ele não sabe sobre a vinda do Supremo porque Hoseok disse, ele sabe porque sente que vai acontecer. Diferente de mim, ele pede por um chefe, um alfa supremo, e, involuntariamente, não consigo reprimir um arrepio que subiu por minha coluna.

Tentando reprimir outro arrepio, eu paro de colher as flores, decidido a ir direto para casa, agora. A luz do sol já havia ido embora quando eu cheguei em casa, mas ainda estava claro o suficiente para que meu pai e Hinamy não ficassem tão preocupados, e para que ainda tivesse algumas pessoas na rua.

- Você demorou, filho - eu escutei a voz de meu pai, assim que entrei em casa. Eu caminhei pelo corredor de entrada, que tinha acesso à cozinha do lado direito e à sala do lado esquerdo. Seguindo reto, tinha a escada, que dava acesso à parte de cima de nossa casa. Meu pai e Hinamy estavam sentados juntos no sofá, assistindo alguma coisa, que eu não me atentei em querer saber o que é.

- Desculpa, appa. Eu fui até a casa do Hobi, não saí de lá muito tarde, mas acabei indo até o campo depois disso. Acho que perdi a hora - eu não iria dizer nada sobre o que aconteceu no caminho, não quero que meu pai saiba que alguns ômegas ainda pegam no meu pé por coisas que deveriam ser normais.

- Tudo bem, não tem problema. Eu sei o quanto você gosta daquele campo - meu pai sorriu ao dizer.

Claro que ele sabe, era o lugar favorito da minha mãe, e eu sempre ia lá com ela, pelo menos uma vez na semana. Depois que ela morreu, eu tentei manter sua pequena tradição, mas foi muito difícil fazer isso nos primeiros dias. Hoje em dia já é mais fácil, mas eu ainda não consigo ir toda semana.

Depois de passar na cozinha para colocar as poucas flores que colhi em um vaso com água, eu fui para meu quarto, decidido a tentar fazer alguma coisa antes de dormir. Como eu não tinha tantas opções, por já estar de noite, eu decidi ler um de meus livros, que eu claramente já li mais de uma vez. Sendo assim, antes de verdadeiramente escolher um livro e começar a leitura, eu decidi tomar um banho e já me arrumar para dormir. Assim eu poderia ficar tranquilo enquanto leio, sem me preocupar em me arrumar para dormir, sem verdadeiramente querer fazer isso, por estar entretido demais com o livro.

Depois de separar um par de roupa confortável, eu fui até o banheiro que tinha no corredor. Minha intenção era tomar um banho rápido, mas isso mudou quando eu senti a água quente em contato com a minha pele, e foi quase impossível sair rápido dali.

Ao entrar totalmente debaixo do chuveiro, eu estranhamente senti como se estivesse em um momento dejà-vu. Sabe aquele momento em que você sente que já viveu aquilo? Então, acabei de sentir isso.

Coisas assim são normais de acontecer, então, não me preocupei com isso. No entanto, quando tive o contato da água quente em meus cabelos, assim que coloquei a cabeça debaixo do chuveiro e fechei os olhos, algo verdadeiramente estranho aconteceu.

Era como se eu estivesse correndo em uma floresta, preocupado com alguma coisa, ou alguém. Era como se eu precisasse chegar a algum lugar o mais rápido possível.

Eu abri meus olhos rapidamente, ofegante, como se realmente estivesse correndo instantes atrás.

- Meu Deus... O que...?

Eu não faço ideia do que aconteceu, e não sei se mais alguém saberia. Talvez eu fosse pesquisar sobre isso mais tarde, mas agora, eu queria apenas acabar logo com o banho, para que eu finalmente pudesse ler meu livro.

Durante o restante do banho, eu não tive coragem de voltar a fechar os olhos, e tentei me convencer de que não estava com medo, mesmo que na realidade, realmente estivesse. Quando finalmente saí dali, eu me troquei rapidamente, indo para meu quarto em seguida.

De frente para minha estante de livros, eu não sabia qual escolher. Já tinha lido todos, e amava cada um deles. E depois de mais um tempo, eu finalmente escolhi um.

Eu me aconcheguei em minha cama, abrindo meu precioso livro, começando a ler, e esquecendo completamente o que aconteceu no banheiro minutos atrás.

Dois lobos corriam em direções diferentes um do outro. Eles parecem não ter ligação alguma, e ao mesmo tempo, parecem se conhecer há anos. Mais algum tempo correndo, e nada acontece além disso. No entanto, quando tudo parece continuar da mesma forma, um finalmente encontra o outro, e os dois enfim param de correr. Era como se eu estivesse no sonho junto com eles. Eu senti vagamente o que eles sentiram, e senti fracamente três tipos de cheiro, que não consegui reconhecer, mas que sabia que reconheceria se o sentisse fora do sonho. O cheiro parecia vir de um deles, enquanto o outro parecia ter um cheiro incomum, mas que eu também não sabia reconhecer. E antes que qualquer outra coisa aconteça, um barulho soa de algum lugar, me tirando desse sonho.

Ao abrir meus olhos, eu encontro o motivo que me fez acordar: Meu despertador. Mas além disso, eu encontro meu livro aberto sobre minha barriga, assim como encontro a fina faixa de luz que passa pela cortina em meu quarto.

As imagens do sonho dessa noite são vagas. Agora, eu lembro dos lobos, e lembro que estavam correndo e que se encontraram, mas não lembro a cor de suas pelagens, assim como não consigo me lembrar do sentimento e dos cheiros que senti. Esses detalhes, agora, são lembranças distantes, que eu espero algum dia conseguir lembrar, mesmo sabendo que seria algo verdadeiramente difícil de acontecer.

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Foto da Elkie na multimídia💙

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