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2. Mirror

- HATHAWAY -

"As horas passavam a uma velocidade alarmante, era isso que o pequeno e sofisticado relógio de bolso do visconde dizia. Ele estava sentado em seu escritório olhando para os documentos de suas posses enquanto brincava com a corrente do pequeno artefato, ele o havia ganhado de presente do pai quando atingiu a maioridade, agora não era mais tão necessário já que o recém construído Big Ben fazia questão de alertar os moradores londrinos do horário, para que ninguém se atrasasse.

O visconde Hughes ainda estava preocupado com o seu casamento, ele já havia adiado demais, porém na próxima temporada era imprescindível que ele arranjasse para si uma noiva, ele só queria uma senhorita que pudesse mostrar respeito ao aparecer nas diversas reuniões sociais ao seu lado, o visconde não cresceu em um leito regado de carinho e amor, ele apenas aprendeu a ser responsável e obediente, esses eram os requisitos que ele procurava em uma boa moça, para que fosse digna de se casar com o mesmo."

Encontrei a primeira passagem do livro que citava o amor explicitamente. Enquanto estava jogada no sofá da casa de Jungkook, eu escrevia em meu caderno tudo o que consegui extrair daquele parágrafo.

- Como vai o trabalho? - Hoseok se sentou ao meu lado.

- Por enquanto tudo bem. Sabe, eu queria entender a mente dele... - Apontei para o livro.

- A mente de quem? Kim Namjoon? - Ele perguntou após olhar a capa do livro que eu estava lendo.

- Sim! Pra que o nome desse livro é "As margens do Tâmisa" se a história não tem nada a ver com esse rio? Ele fedia! Pra que colocar o nome de um rio podre no título de um livro de romance?

Jungkook entrou na sala carregando uma bandeja de biscoitos.

- Não fale mal do Tâmisa, amo aquele rio.

- Hoje ele está limpo Kookie, mas antigamente... Era pior que esgoto!

Hoseok se levantou rindo e foi ajudar Jungkook com a comida.

- Você sempre ficou intrigada com esse escritor, tenho certeza que venderia sua alma pra ter a chance de conversar com ele por uma hora.

Eu já estava preparada pra falar pro Hoseok que vender a alma era muito radical quando Madison chegou me cortando.

- Ela não precisa vender a alma pra falar com o Namjoon, é mais fácil do que imagina.

- Não começa com essa história de novo Madison! - Jungkook falou com uma voz de sofrimento enquanto escondia o rosto atrás de uma almofada.

- Não é história! Kim Namjoon é bem carismático, e ele tem um irmão gato.

Madison se sentou no braço do sofá contrariada e colocou um biscoito na boca.

- Descobriu isso como, Madison? - Perguntei já sentindo o olhar de Jungkook em minhas costas, eu sei que não devia dar bola pras maluquices de Madison mas caramba, era meu escritor preferido. Se alguém me dissesse pra jogar esterco de cavalo na minha porta pra ter a chance de falar com o Sr. Kim eu poderia até dizer que a ideia era absurda, mas meia noite eu estaria na frente de casa com uma sacola cheia de bosta e uma pá.

- Vocês nunca acreditam em mim, mas eu estive lá no século XIX, participei de uma temporada. Não fiquei muito tempo, cerca de três dias, mas foi o suficiente pra conhecer algumas pessoas, principalmente o seu escritor.

- E aí depois desses três dias você acordou! - Hoseok falou e Jungkook começou a rir, quebrando o teor da conversa e nos fazendo comer biscoitos e assistir televisão.

Algumas horas depois, durante um dos filmes, percebi que Jungkook já estava de boca aberta dormindo escorado no sofá, Hoseok ainda olhava pra tela mas de vez em quando sua cabeça tombava pra frente, evidenciando seu sono.

- Emilly? - Olhei pra cima e encontrei os olhos grandes de Madison me encarando.

- Que susto garota! - Ela saiu de trás do sofá e puxou o meu braço.

- Vem comigo! - Saímos da cozinha e Madison me levou pelo corredor aonde ficavam os quartos, ela e os garotos alugaram esse apartamento juntos pra passar os anos da faculdade aqui, depois Jungkook e Hoseok voltariam pra Coréia enquanto Madison voltaria pra Nottingham.

Ela abriu a porta do próprio quarto e nós entramos, eu nunca havia entrado aqui, então não imagina o quão admirada eu fiquei quando vi aqueles móveis antigos espalhados pelo quarto.

- Madison que incrível! - Passei a mão por sua escrivaninha, ela era tão delicada que parecia que ia quebrar ao toque.

- Eu sei... - Madison se sentou na cama. - Minha família vem da linhagem de um conde, os bens dele passaram todas essas gerações até chegarem na minha mão, eu sempre fui apaixonada pela história da minha família, foi por causa disso que uma coisa aconteceu.

Ela se levantou de novo e tirou um pano branco que cobria um espelho de cima do mesmo.

- Isso aqui estava brilhando Emilly! Esse espelho não brilha!

Fui até o espelho para olha-lo de perto, mas a única coisa que vi foi o meu reflexo.

- Aonde você quer chegar Madison?

- No ano de 1854. Foi nessa época que eu cheguei em Londres depois de ter atravessado por dentro desse espelho. - E é agora que a conversa começa a ficar estranha. - Por favor Emilly me escute, eu estou tentando te ajudar! Teve uma noite que eu estava tão determinada a estudar a linhagem de condes da minha família que esse espelho começou a emitir uma luz estranha, eu não sei o que deu na minha cabeça pra colocar a mão nele mas ela atravessou, e eu doida do jeito que sou atravessei junto.

- Aí você foi parar em 1854! - Falei revirando os olhos.

- Eu sei que você não acredita! Mas me escute. - Ela se sentou na cama de novo depois de eu ter me sentado lá também. - Eu conheci a minha família, pra eles eu era só uma camponesa que havia se perdido, mas um dos garotos da casa acreditou em mim quando eu disse que não era daquela época, ele me tratou como uma irmã... Me lembrou muito do jeito que meu pai cuida de mim. Linhagem é linhagem. A questão é que eu descobri muitas coisas que eu jamais saberia estudando aqui, e depois que encontrei esse espelho na casa dele e coloquei a mão por dentro eu voltei pra cá. O espelho nunca mais brilhou pra mim, e isso tem quatro anos.

Olhei pro espelho depois que Madison parou de falar, eu queria realmente que aquilo fosse verdade, mas eu vivia no mundo real, talvez ela só tenha sonhado.

- Me desculpe Madison. A sua história é tentadora, mas eu não consigo.

- Independente, durma comigo hoje sim? É um saco morar com dois garotos sem ter uma amiga por perto.

Eu morava no final da rua, meus planos eram terminar o filme e voltar pra casa, mas como estava tarde e Madison havia me pedido pra ficar então só voltei na sala pra recolher minhas coisas e fui pro quarto dela de novo.

Nós conversamos coisas aleatórias e o assunto do espelho foi esquecido, até que meus olhos começaram a pesar, antes de eu pegar no sono por completo eu ouvi Madison falando.

- Se eu acordar de manhã e não ver você na cama eu já sei aonde você vai estar, só não demore pra voltar, cubro suas faltas na faculdade com alguma desculpa.

Revirei os olhos mentalmente porque meu corpo já tinha apagado.

Logo depois minha mente também.

***

Acordei com a luz machucando os meus olhos, Madison ainda dormia ao meu lado, eu estava pra acorda-la pra nos arrumarmos para a aula e tirar com a sua cara dizendo que não voltei no tempo como ela insinuou quando percebi ao olhar pra janela que ainda estava de noite.

Fiquei um pouco desnorteada tentando entender como acordei com a claridade se não tinha sol.

Foi quando olhei pro bendito espelho.

Brilhar era pouco, aquele troço reluzia como uma maldita estrela explodindo, virei para o outro lado tendo certeza que aquilo era uma alucinação causada pelo sono e pela história maluca que a Madison me contou, mas eu não consegui dormir de novo já que a cada minuto que passava meus olhos doíam mais por causa da luz.

- Espelho mau!

Me levantei da cama e fui buscar o lençol que cobria o espelho antes pra jogar em cima dele, mas como a curiosidade matou o gato eu acabei estendendo a mão no vidro.

Caí literalmente de bunda no chão quando percebi que minha mão havia atravessado.

Pensei trinta e uma vezes se deveria fazer isso ou não, eu ainda acreditava estar sonhando, mas até em sonho eu queria descobrir mais sobre a vida do Sr. Kim. Então em meu sonho muito maluco eu peguei a minha bolsa, coloquei o caderno e a caneta dentro junto com o livro "As margens do Tâmisa" e outros troços que eu carregava por precaução e coloquei o pé e depois o meu corpo todo pra dentro do espelho.

Senti como se eu estivesse sendo sugada por um buraco negro.

Depois eu não senti mais nada.

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