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- It begins with the end -

Ela é tão bonita. Queria poder dizer isso para ela. Vivo admirando seus traços suaves e encantadores desde novo, mas nunca tomei nenhuma atitude sobre isso. As poucas vezes que eu cruzo com ela, iluminam meu dia.

Quando eu era criança, por volta dos meus seis ou sete anos, eu comecei a tentar desenvolver amizades na escola. Algumas pessoas falavam comigo, mas não durava muito. Deve ser porque eu nunca respondia elas. Não com palavras. O motivo? Bom...eu sou mudo. Desde que eu nasci, não pronunciei uma palavra sequer.

O tão esperado "papai" ou "mamãe" que meus pais esperavam ouvir, nunca veio. E provavelmente, nunca virá. Meus pais faziam e fazem tudo o que podem para normalizar minha vida e me animarem, mas na maioria das vezes, não resulta em nada grande. Eu acabo fingindo que estou mais feliz, porque não quero vê-los frustrados. No começo era difícil de convencê-los, mas hoje já faço isso com maestria, por mais que não me sinta bem o fazendo.

Além de meus pais, existem mais duas pessoas que eu realmente admiro e valorizo muito mesmo. Uma delas é meu melhor amigo, e a outra, é ela. Ela me disse seu nome quando eu tinha nove anos de idade, na escola. Eu me lembro bem desse dia. Eu já a observava de longe na época. Via como ela conversava com todos os alunos na sala, como se fossem seus melhores amigos. Ela era tão pequena e fofa.

Se fechar os olhos, consigo imaginar ela naquele dia. Usava um vestido azul marinho com sapatilhas brancas e os cabelos escuros castanhos presos em um rabo de cavalo. E sempre radiante, estampando um doce sorriso em seu rosto.

A nossa professora da época sorteou dois nomes para se juntarem e realizarem a tarefa de artes. Devíamos pensar juntos em uma lembrança boa, e fazer um desenho. Podíamos pegar uma de cada um e unir em uma só ou, se já nos conhecêssemos, colocar uma lembrança dos dois. O professora sorteou nós dois. Quando ela apontou para ela e para mim, meu coração acelerou e eu automaticamente me virei na direção dela. Ela olhou para o lado e procurou por mim até nossos olhares se cruzares. Ela então sorriu, acenou e se levantou de seu lugar, vindo na minha direção. Fiquei apenas parado ali, olhando ela vir, com cara de bobo. Ela se sentou no espaço da cadeira dupla onde eu estava, arrumando seu vestido.

- Olá! Qual é o seu nome?

Eu não podia responder. Me senti triste na hora. Mas eu, definitivamente, responderia aquela pergunta. Escrevi a resposta numa folha de caderno qualquer e quando terminei, sorri e virei na sua direção.

- Park Jimin? É um nome bonito! Mas...você não pode falar?

Desci meu caderno até o meu colo e o deixei lá, olhando para ele. Volto meu olhar para ela novamente e nego com a cabeça, colocando o dedo indicador na frente dos meus lábios, indicando que eu realmente não poderia falar nada. Ela pareceu ficar triste por um momento.

- Puxa, me desculpe. Eu não sabia. Mas, olha! Não se preocupe. Podemos começar da mesma forma. - Ela pega meu caderno e meu lápis e começa a escrever atrás da minha folha. Fico observando a forma como uma mecha do seu cabelo cai de trás da sua orelha enquanto ela escrevia e como seu sorriso sutil ficava perfeito em seu rosto. - Aqui.

Ela esboça um sorriso tão cheio de carisma que por um momento, fico sem graça. Ela direciona sua mensagem para mim para que eu pudesse ler. Na folha dizia: "Olá! Eu me chamo Min Chi! Muito prazer!". Eu não tinha palavras para demonstrar o quanto aquele gesto tinha significado pra mim. Min Chi fez questão de encher a folha de desenhos pequenos e fofos de bichinhos e florzinhas. Ela tinha tentado se comunicar comigo da mesma forma que eu tentei me comunicar com ela.

Naquele momento, abri o sorriso mais satisfeito que eu jamais tinha aberto na minha vida. Além de bonita por fora, ela tinha me dado o primeiro sinal de que tinha beleza interior. Uma beleza que eu daria tudo pra conhecer mais.

Ficamos tentando nos comunicar assim durante todo o trabalho, além dos momentos que ficávamos gesticulando para ver se conseguíamos nos entender sem a escrita. Ao final do trabalho, tínhamos feito um belo desenho da nossa lembrança escolhida. Desenhamos aquele mesmo momento, onde nós dois nos apresentávamos um para o outro com as páginas do caderno. Eu jamais jogaria aquelas páginas fora. Jamais jogaria aquele desenho fora. E jamais esqueceria essa lembrança.

Tiramos dez no trabalho. Depois de dar nota em todos, a professora chamou cada dupla para tirar uma foto junto. Quando ela chamou nossos nomes, me levantei timidamente da cadeira e Min Chi me puxou rapidamente, me envolvendo com seu braço direito e fazendo um 2 com a mão esquerda. Me senti acolhido por ela. Me senti querido. E então, nós dois sorrimos para a câmera, como se fôssemos dois melhores amigos de anos. Tenho a minha cópia da foto até hoje. Min Chi escreveu uma mensagem atrás da minha foto e eu escrevi na dela. As duas mensagens eram simples e pediam uma única coisa: "Por favor, não me esqueça, jamais", e nossa assinaturas. No pedido de Min Chi ela havia incluído meu mais novo apelido: Chimchim. Ela tinha resolvido me chamar assim, e eu nunca tinha ficado tão feliz com um apelido na vida.

Esse foi o melhor dia da minha infância. Queria que tivesse durado mais. Mas é como dizem, tudo o que é bom, dura pouco na vida.

Se passaram 10 anos. Estamos no final do segundo grau. A vida parece ter perdido a graça depois que eu cresci. Meus pais tentam dar o máximo de cor que podem para a minha vida, mas me sinto vazio. Min Chi cresceu tanto. Ficou ainda mais bonita e atraente do que já era quando criança. De vez em quando, trocamos olhares breves no corredor e ela deixa um sorriso escapar. Acena de uma forma discreta e some na sua gigantesca roda de amigos. Ela agora tem muito mais amigas, e uma fila enorme de garotos que querem ficar com ela. Embora digam que conquistar Min Chi seja, ou impossível, ou muito difícil. Ela não dá a mínima bola para nenhum flerte nem nada do tipo. Se concentra em seus estudos e suas amizades e assim segue. Min Chi é um sonho cada vez mais difícil de alcançar.

O sinal da hora da saída bate e finalmente minha aula de matemática acaba. Consigo desgrudar meus olhos do quadro e guardo meu material, jogando a mochila nas costas logo após. Saio da sala, com fome e com a vista cansada.

- Jimin! Me espera, baleia! - Olho para trás e vejo um amigo. Meu único amigo, atualmente. Jung Hoseok vem na minha direção acenando, correndo e gritando, como sempre. Sorrio para ele e continuamos o caminho para fora da escola juntos.

- Será que eu tenho que aprender baleiês pra você me ouvir melhor? Cruzes. Tô te chamando desde hoje cedo na aula de matemática!

Reviro os olhos e dou dois tapinhas na minha mochila. Ele ia entender o recado. Ele sempre entende.

- Ah, estudando. Eu sei que você é nerd. Mas bem que podia virar dois minutinhos pra responder. Eu ia te chamar pra uma festa que vai ter lá na minha casa esse fim de semana, mas você nem pra responder.

Ele tinha esquecido de novo. Solto um dos lados da alça da mochila do meu ombro e abro ela procurando um papel importante. Quando o acho, entrego para Hoseok. Ele pega o papel e o lê, confuso. Logo sua expressão muda e ele parece realmente em pânico.

- COMO ASSIM PROVA? Aish! Semana que vem? - Assenti. Hoseok devolve meu papel e eu o guardo novamente na mochila. - Agora eu já chamei mais de cinquenta pessoas. Não posso cancelar. Não vou poder estudar e vou tirar zero.

Olho para ele e tombo a cabeça pro lado, com cara de tédio.

- O que foi? Você sabe. Sou uma pessoa ocupada. - Ergo uma sobrancelha. - AISH! Para de me julgar!

Dessa vez, não consigo conter a risada. Ele era um bom amigo, apesar de todo o relaxamento escolar.

Hoseok vive tentando me animar também, como meus pais, mas algumas vezes nem ele mesmo consegue. Ele é realmente muito divertido, e eu sou muito grato a ele por gostar tanto de andar comigo. É o único que não se deixa enganar pelos meus sorrisos falsos. E não se dá por vencido em nenhum momento. Ele não desiste até ver meus olhos lacrimejarem de tanta graça. Eu amo muito ele. É meu melhor amigo, de verdade.

Nós dois ultrapassamos os portões do colégio e seguimos juntos até o nosso bairro, que não era tão longe da escola. Hoseok vai contando algumas novidades no caminho e eu vou reagindo a elas como posso. Ele sabe que quando chegarmos em casa, poderei contar qualquer coisa que tenha acontecido comigo por mensagem. Prefiro ser um bom ouvinte nessas horas.

- Oopa! Olha quem tá ali, Chimchim! - Ele me cutuca com o cotovelo e na hora percebo quem era. Chimchim. Era ela. Olho para a beirada da rua e vejo Min Chi e mais duas meninas esperando o sinal fechar para atravessarem. Ela e as amigas riam, dividindo mais lembranças boas que eu mesmo gostaria de poder formar com ela. - Sua crush. Vai lá falar com ela.

Olho para Hoseok como se ele fosse maluco e nego. Ele só podia ter ficado maluco.

- O que foi? Nunca vai conseguir ficar com ela se não tentar. Se você não for, eu te denuncio. - Ele começa a se afastar de mim e eu, surpreso, o puxo de volta pelo braço, dando um tapa na sua nuca e derrubando seu boné. Giro o indicador do lado direito da cabeça, perguntando se ele tinha surtado de vez.

Ele ri da minha cara e pega o boné do chão, colocando de volta na cabeça.

- Não sou maluco. Sou seu melhor amigo. E posso ser seu cupido também. O que você prefere? Ir pra casa agora e estudar matemática ou ir lá interagir com ela?

Fecho a cara e logo aponto para a minha mochila. Eu definitivamente não ia falar com a Min Chi. Hoseok revira os olhos e se aproxima de mim, depositando as mãos nos meus ombros.

- Jimin, você está precisando pegar alguém. - Primeiro fico sem graça, mas depois tento esconder o constrangimento com outra cara de tédio. Hoseok ri novamente olhando pro chão.

Permanecemos em silêncio por alguns segundos e aproveito para olhar para o sorriso de Min Chi uma última vez. Só que eu não sabia que ia realmente ser a última vez.

Quando olho por cima do ombro de Hoseok, vejo ela atravessando a rua com suas duas amigas. O sinal estava fechado, mas eu podia ver claramente uma mini van vindo rapidamente na direção de Min Chi. Tudo fica em câmera lenta de repente. Tento correr, mas minhas pernas estão bambas demais. Estou suando, meu coração está acelerado, e não posso respirar. Um frio passa por todo o meu corpo e tudo o que consigo fazer é estender uma mão na direção dela. Tento gritar para alertá-la, mas não tenho voz. Não consigo dizer uma única palavra. Uma única letra. Sinto meus olhos marejarem quando vejo o corpo de Min Chi ser atingido pelo carro enquanto suas outras duas amigas se safam por muito pouco, tampando suas bocas com as mãos, em choque. Ouço um grito vindo de uma delas, e tudo volta ao normal.

A avenida toda parece parar com o acidente. Alguns segundos se passam e Hoseok, que estava amarrando o cadarço, levanta assustado do chão.

- Mas o q-....meu Deus! Jimin!

Assim que Hoseok vê o que aconteceu, olha imediatamente para mim, parecendo estar procurando minha alma no meu corpo, chocado. Eu devia estar branco, frio, paralisado. Meus olhos não saiam de cima da imagem dela, no chão. Meus olhos estavam se enchendo se lágrimas aos poucos. Minha mente ainda estava processando. Aquilo tinha realmente acontecido? Meu amigo tenta me alcançar com seus braços, mas eu começo a dar passos para frente, cada vez mais rápidos, até chegar no meio da rua.

As amigas de Min Chi choravam ao lado dela, desesperadas, gritando por ajuda. Vou me aproximando mais até estar a uns dois metros de distância delas.

Várias pessoas começam a se amontoar ao redor, tentando ver. Eu não era nenhum amigo íntimo dela, mas não estava nem ligando.

Me aproximo do seu corpo, abrindo espaço entre alguns senhores que pareciam estar tentando ajudar as amigas a se acalmarem.

- Alguém já chamou uma ambulância? - Ouvi alguém gritar.

- Eu vou chamar agora! - Ouço a voz de Hoseok chegando perto. Mas não tiro meus olhos de Min Chi. Me agacho ao lado do seu corpo. Suas amigas pareciam não entender minha presença ali. Me olhavam com pontos de interrogação nos olhos. Mas eu queria estar ao lado dela. Precisava fazer alguma coisa. Fosse o que fosse.

- V-você...conhecia a Minie? - Uma das garotas diz, chorando. Minie...ela tinha um apelido também. Queria eu ter descoberto isso antes. Sem tirar os olhos dela, faço que sim com a cabeça, afirmando que sim, eu a conhecia. Elas não falam mais nada.

Puxo seu corpo para o meu colo. Ela estava ferida. Sangrava muito. Tinha hematomas no corpo todo. Tiro algumas mexas de seus cabelos da frente de seus olhos e os vejo fechados.

Sinto as lágrimas rolando descontroladamente pelo meu rosto. Sinto minha face esquentando. Meu coração se partindo em mim pedaços. Sua pele estava fria. Não parecia a mesma pessoa de segundos atrás. A pessoa a quem pertencia meu coração estava completamente desacordada.

Senti vontade de morrer. Queria matar o motorista. Acabar com o infeliz que a levou de mim. Queria trazê-la de volta. Mas não podia fazer nada disso. Nem ao menos gritar eu podia. A maldita voz não existia em mim. E tinha medo de não poder nunca mais ouvir sua voz também.

Aproximo meu rosto do de Min Chi e encosto nossas testas. Tento sentir uma única esperança. Seguro seu pulso e tento sentir um mínimo sinal de vida. Ali, em algum lugar, parecia surgir um batimento. Lento, fraco, mas estava ali. Sinto um pinguinho de força brotar dentro de mim e viro rapidamente para Hoseok, que me olhava preocupado enquanto falava no telefone. Trocamos olhares por segundos e ele conseguiu entender. Tinha uma esperança.

Horas depois, estávamos todos no hospital. Eu, Hoseok e suas duas amigas estávamos na sala de espera. Fazendo a única coisa que nos era permitida no momento: esperar. O médico estava recebendo os pais dela. Eles estavam desesperados por respostas sobre a saúde da filha. Assim como todos nós.

- Vieram correndo quando souberam. - Uma das amigas dela me tira de meus pensamentos. Desvio meu olhar do chão para ela. Seus olhos estavam vermelhos, assim como os meus. Estávamos ali já faziam horas. Todos cansados. Eu sabia disso. - Eu não acredito que isso aconteceu com ela...

A segunda amiga olha para a primeira e lhe dá uma abraço, deixando que ela deite a cabeça em seu ombro.

Minha mente estava cansada de tanto imaginar como ela estava, no que o médico estava falando para os pais dela. Eu estava tentando ao máximo ter esperanças, mas estava tão difícil...

- Eu estou com medo... - Disse a segunda garota. - Por ela.

- Garotos. - Olhamos para o início do corredor que levava para os quartos e lá vemos o médico com as mãos nos bolsos do jaleco. - Os pais da paciente já foram embora. O pai da jovem achou melhor poupá-los de...ver o estado da mãe.

Isso era um péssimo sinal. Alguma coisa ruim aconteceu. Algo ruim aconteceu com a minha pequena.

Eu me apaixonei tão facilmente por ela. Caí nesse amor maluco de uma forma que me faz querer dar a minha vida pela dela. Eu só quero ver ela feliz, sorrindo, como sempre esteve. Quero ver o brilho dela novamente. Sentir esse calor aconchegante que só ela tem. Eu preciso dela. Ela pode não precisar de mim, mas eu preciso dela. Eu preciso e gritaria pra todo o mundo se eu tivesse alguma voz...

- Podem me acompanhar. Levarei vocês até o quarto dela...mas, por favor, peço compreensão da parte de vocês. Algumas decisões...não devem ser tomadas pelo hospital.

Decisões? Do que ele estava falando? Todos nós levantamos confusos do sofá da sala e seguimos o médico a passos curtos até o quarto dela. Antes de abrir a porta, o médico para com a mão na maçaneta e nos olha, um por um, terminando em mim e dando um breve suspiro.

Quando todos nós entramos, sinto meu mundo desmoronar. Escuto um "ai meu Deus" feminino ao meu lado e um resmungo vindo de Hoseok.

Min Chi. Deitada na cama do hospital. Ainda mais pálida do que antes. Olhos fechados. Pele parcialmente arroxeada. Feridas em toda a parte. E o pior de tudo. Aparelhos desligados. Entendo na hora o que o médico disse..."Algumas decisões...não devem ser tomadas pelo hospital." Os pais mandaram desligar os aparelhos...

- Está....m-morta? - Ouço a pergunta sair dos lábios de uma das meninas com pesar. Quase como um sussurro. Ela olha para o médico possivelmente tentando ter esperanças de não ser verdade. Eu também gostaria muito de acreditar, mas tudo o que sobra da minha esperança se esvai quando o médico assenti.

- Vou deixar vocês todos a sós. E...me chamem se precisarem... - O médico sai rapidamente.

As garotas voltam novamente a chorar. Alto. Abraçadas uma na outra, elas tentam se manter de pé diante daquela cena. Elas se dirigem até a cama da garota e passam alguns minutos ali com ela. Chorando, se perguntando o por que daquilo. Lamentando a partida da tão querida amiga. Chorando. Chorando. E chorando.

Meu corpo todo estremecia ao ver aquele rosto que antes era tão lindo e expressivo, agora parado. Sem emoção. Meu coração dói como nunca doeu antes. Sinto minha energia indo embora. Sinto uma vontade de botar meu café da manhã pra fora. Sinto as lágrimas novamente descerem quentes pelo meu rosto, e meu nariz começar fungar. Caminho lentamente na direção da minha querida enquanto suas amigas se afastavam, com dificuldade para dizer adeus. Hoseok fica observando de longe. Dando espaço para quem tinha mais intimidade com ela. Quem tinha uma ligação com ela. Ou pensava que tinha.

Me sento ao lado dela numa poltrona. Tomo uma de suas mãos. Seguro ela entre as minhas duas mãos. Sem pulso. Sua pele estava tão fria. O ambiente estava tão triste. Seu rosto era tão cheio de sorrisos. Agora não havia mais nem um breve erguer de lábios. Não havia brilho. Não havia alma. Não havia vida. Não havia nada. Min Chi estava morta. Levaram meu amor de mim. Se nunca tivemos nem uma mísera ligação, por que sinto que uma parte de mim se foi? Por que dói tanto assim? Por que meu coração está perdendo as forças só de olhar para essa pequena mão que estou segurando e pensar que ela jamais poderá segurar a minha?

Aproximo mais minha poltrona da cama e deito minha cabeça em sua barriga. Enrosco seus dedos no meu cabelo. Fecho os olhos e finjo que Min Chi está acordando de um sono longo e agora está aqui comigo, para fazer carinho na minha cabeça, bagunçar meus cabelos. Sorrir pra mim como fez quando éramos crianças. Ou ao menos como fez hoje de manhã. Mas nada acontece, como esperado. Minha Minie não move um músculo. Já deve estar longe. Quem sabe onde...

Levanto meu rosto de sua barriga e levo ele até o seu. É hora de se despedir. Nunca mais nos veremos. Nunca mais trocaremos olhares. Nunca mais escreveremos nada um pro outro. Não sorriremos mais um pro outro. Mas, um pedido eu mantenho. Por favor, não me esqueça, jamais, Minie.

Aproximo meus lábios de seus olhos e deposito um beijo em cada um. Vá em paz, meu amor. Distribua seus sorrisos pelo céu. Continua dando esse privilégio para quem encontrar por lá. Viva como eu nunca consegui viver. Nem que seja em outro lugar. Nem que seja longe. Nem que nunca mais olhe nos meus olhos novamente. Sorria. Ame. Viva. Eu te amo, Minie.


-Em memória de Min Chi.


...

~cholando~

Anyeon, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá)

Não sei o que deu em mim hoje. Bateu uma vontade de escrever drama, e deu nisso.

Gostaram? :P

Torço para que alguém tenha curtido XD

Comentem, pessoas. Por favor.

Quero saber o que acharam.

É uma Shortfic.

Editado:

É, eu sei o que eu disse, pessoal. Eu havia prometido postar mais um último capítulo para terminar essa fanfic, mas eu acabei mudando de ideia.

Desde o ínicio, era pra ser uma Shortfic, mas o objetivo principal era tentar fazer ela como uma Oneshot. Eu peço perdão aos que estavam esperando para ler o final que eu estava escrevendo, mas eu realmente acho que é melhor manter este final. Eu gostei dele.

Nem tudo termina como nós desejamos. Muitos romances terminam em tragédia. E quero manter esse como um deles. Pensem por um lado bom...digamos que...ele a encontre do outro lado da vida. Não é tão mau, é?

Bom, desculpe novamente. Mas, esse é nosso final.

Vocês ainda me amam? Eu ainda amo vocês!

Os aguardo nas minhas outras fanfics!! ^^


BJUNDAS <3





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