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8. All right

Conseguia escutar vozes abafadas distantes de mim, meu corpo parecia tremer agonizado. Acreditei estar em um pesadelo até abrir meus olhos encontrando uma claridade ofuscante no ambiente desconhecido. Abracei meu corpo gélido, sentindo fios interligados em meus braços como se fossem correntes.

— O que está fazendo? — ignorei aquela voz, terminando de arrancar os fios que me perfuravam.

— Quem é você? — grunhi insatisfeita quando meus passos foram bloqueados.

— Apenas quero te ajudar, não complique as coisas. — encarei-o surpresa com suas palavras familiares.

Estava acostumada a ouvir que deveria apenas aceitar aquilo que impunham a mim, como se fosse a única maneira aceitável de se viver; não poderia sequer levantar um dedo para discordar das autoridades que controlavam minha voz, por mais que nenhum som saísse de minha garganta; fadada ao silêncio ininterrupto.

— Não entre no meu caminho. — empurrei o garoto que insistia em me acompanhar pelos corredores, tendo cada vez mais certeza que era apenas alguém enviado por meus pais para lidar discretamente com meus problemas.

— Bo-na, espera! — travei meus passos instantâneamente com a menção de meu nome.

— Como sabe meu nome? — assistia seus olhos ansiosos conectados aos meus, buscando por respostas indecifráveis.

— Isso estava com você. — deixando uma carteirinha em minha mão percebi que se tratava de minha identidade; sorri, percebendo o quão estúpida era.

— Se estiver esperando dinheiro pode esquecer, não deveria ter me ajudado. — murmurei guardando minha identidade no bolso de minha minha jeans antes de voltar a caminhar para a saída.

— Não se lembra mesmo de mim? — bloqueando mais uma vez meus passos, encarei-o sentindo minha paciência escorrer entre meus dedos inquietos.

— Por que está me seguindo? Colocou algum rastreador em mim? — encurtei a distância entre nós, mantendo nosso contato visual durante esses segundos duradouros.

Seus olhos escuros permaneciam vidrados nos meus, como se pudessem enxergar através deles, até alcançar minha alma. E isso me incomoda imensamente. Ninguém tinha esse direito.

— Coincidências. Não acredita nelas? — contive uma risada com sua resposta um tanto criativa para alguém que parecia estar sendo encurralado.

— Não. — respondi brevemente, ignorando sua expressão decepcionada ao receber uma resposta que provavelmente não esperava; vestindo o capuz de meu moletom antes de descer as escadarias do hospital, seguia direto para a faixa de pedestres que me levaria ao outro lado da avenida.

— Xiaojun. — senti meu braço ser puxado para trás antes que pudesse atravessar, encontrando aquele mesmo garoto dizendo coisas sem sentido. — Meu nome é Xiaojun.

— Não encosta em mim. — soltei suas mãos antes de poder infiltrar a multidão que atravessava pela faixa de pedestres, torcendo para que esse fosse o marco para que nos separassemos definitivamente.

Isso não parecia um sonho, muito menos com algo próximo à realidade. Minhas dores de cabeça aumentavam e apenas conseguia me sentir perdida no meio de pessoas que sequer notariam minha presença entre elas.

Minhas mãos estavam frias por mais que as assoprasse ou as escondesse em meus bolsos. Isso era insano, poderia apenas ser memórias fragmentadas de minha mente distorcida. Aquelas sensações nostálgicas voltavam como uma avalanche, destruindo qualquer pedaço de sanidade que viesse a possuir.

Por que aquilo estava acontecendo comigo? O que isso significava?

Não acreditava em coincidências, isso era ingenuidade o suficiente para pensar que poderia lidar com uma tempestade por conta própria. Por mais que não quisesse acordar de minhas alucinações, tinha medo de que esse pesadelo fosse ser minha única realidade.

Sem escapatórias, nenhum grito seria estridente o bastante para alcançar outros ouvidos. Ninguém me escutaria se não tentasse, então eu gritei, como qualquer pessoa faria estando na beirada de um precipício.

Mas não existia nenhum precipício debaixo de meus pés. Estava apenas enterrando minhas próprias tormentas, esperando que pudesse as esconder de outros olhares. Não queria que ninguém me dissesse o que fazer, por mais que soubesse que era minha culpa. Gostava de resumir meus problemas a uma pequena sentença, da maneira mais suportável possível.

Então, quando chegasse a escuridão, poderia deixá-la se apossar de mim sem qualquer temor.

— Você não está sozinha. — meu coração parecia estar se rasgando por conta própria, preso por correntes envenenadas com uma realidade pertubadora.

Por que as pessoas continuam mentindo para mim?

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