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1. "Trabalho"

Eu estava comendo sem conseguir me concentrar na comida, pela primeira vez em muito tempo. Queria poder mentir sobre a razão, mas eu sempre sou sincero demais. Estava nervoso porque tinha um trabalho pra fazer hoje. Um trabalho em dupla.

- Jimin...tudo bem, filho? - Meu pai pergunta, me vendo brincando com a comida e enrolando pra pôr outra colherada na boca.

- Eu estou...bem. - Respondo.

- Você parece nervoso. Tem certeza que está bem? Aconteceu alguma coisa? - Minha mãe insiste.

- Sabe a garota que vem aqui mais tarde? - Meu irmão mais novo fala e olho pra ele mexendo a cabeça, pedindo que fique quieto. - É a paixão de infância dele.

- Aaah, então é isso! - Meu pai ri. - É um encontro?

- Não é um encontro! - Falo um pouco alto demais. Meus pais me olham assustados e meu irmão segura o riso. - Perdão. Nós só...só fomos os indicados pra liderar o projeto bimestral da escola. Ela vem aqui pra começar a pesquisa sobre o tema.

- Hmmm, entendi. E você está nervoso porque gosta dela e vão ter que trabalhar juntos? - Minha mãe olha pra mim com o rosto apoiado sobre as mãos, como quem acha a situação agradável.

- Não, não estou nervoso. - Sorrio.

- Ah, se ele está!

- Jihyun, cala a boca. - Resmungo entre os dentes, tirando minha falsa expressão de calma do rosto.

- Não precisa ter vergonha de estar nervoso, Jimin. Isso é normal. Principalmente se for alguém que você gosta faz muito tempo. Desde quando é isso?

Minha mãe pergunta e olho pro prato, sem coragem de responder. Começo a forçar a comida pra usar de desculpa pra não falar.

- Desde o terceiro ano do fundamental. - Jihyun responde. Meus pais arregalam os olhos.

- FAZEM DEZ ANOS? - Meu pai pergunta.

- Qual parte do "cala a boca" você não entendeu, Jihyun? Não era pra falar isso. - Digo, pondo as mãos sobre a mesa com a boca cheia.

- Ela deve ser muito especial. - Minha mãe sorri.

- Não é tanto assim. - Rio de nervoso. - Eu só acho ela legal desde o terceiro ano e nunca achei ninguém mais legal. Só tem gente chata na escola mesmo.

- Você tem sentimentos muito fáceis, então. Pra sair fazendo tantos desenhos dela pra lá e pra cá....

- JIHYUN!!

- Aqueles desenhos de uma garota no seu quarto são ela?? - Meu pai questiona.

- Criei meu filho muito bem, graças à Deus. Olha que fofo. - Minha mãe põe as mãos sobre o peito.

- Eu vou subir pro meu quarto. Obrigada pela comida. Tenham uma ótima tarde. - Me levanto e deixo todos pra trás mesmo com meus pais tentando me chamar.

Bato a porta e me jogo na cama. Olho pros desenhos pendurados no quadro do quarto.

- Preciso tirar essas coisas daqui antes que ela chegue. Se ela ver isso, eu vou morrer.

Tiro todos os desenhos do quadro e guardo todos eles empilhados na gaveta da mesa de estudos. Me sento na cama e começo a repassar o que tinha programado pra hoje.

- Eu cheguei e tomei banho, troquei de roupa, arrumei o quarto, almocei, me livrei dos desenhos, o notebook tá carregado e o material na mesa...ok. Acho que não falta nada. - Alguém bate na porta.

- Jimin?

- Morre, Jihyun.

Ele entra no quarto da mesma forma e com a mesma cara de irmão mais novo pentelho de sempre.

- Mas que droga foi aquela lá embaixo? - Pergunto.

- Me desculpa, Jimin. - Ele dá risada e fecha a porta. - É que é engraçado como você não esquece da Alice de jeito nenhum. E me surpreende que nunca falou dela pros nossos pais. Se bem que...

- Não tem motivo pra eu falar dela. Eu falaria se tivesse alguma possibilidade de acontecer algo entre nós dois. Por que eu contaria sobre a minha paixão de dez anos com quem nunca tive coragem de falar mesmo estudando na mesma sala que eu todos os anos? E ela vive um mundo paralelo ao meu. - Digo.

- Ah, não vem falando sobre isso de novo. Você continua preso nessa comédia adolescente do nerd e a popular? - Ele cruza os braços.

- Mas é um fato. Ela é desejada pela escola toda, é super popular, carismática e todo mundo sabe que ela vive de relacionamentos abertos. O único defeito dela são as notas péssimas. E eu não tenho UMA pessoa da minha idade naquela escola que eu considere um amigo. Não mais. Sabe que eu não estava exagerando quando eu disse lá embaixo que só tem gente chata. Eu sou focado na aula e ponto.

- Sim, Jimin. Mas isso também veio da criação que a gente teve. Os nossos pais decidiram que se tivessem filhos homens, criariam eles pra serem diferentes dos que eles viam na época deles. Então a gente acabou crescendo mais...reservado, por assim dizer. E eu não sei como foi a criação dela, mas não parece nada semelhante ao que nós tivemos. Não adianta se achar menos por causa disso. - Fico em silêncio. - Olha, eu só vim aqui pra te refrescar algumas coisas na mente. Eu sei que você sabe de tudo isso, mas com a Alice vindo aqui hoje, eu achei melhor vir falar com você.

- Hm, pode falar. Aceito qualquer conselho.

- Então escuta. Nós dois temos uma visão mais séria de relacionamentos. Ambos sabemos disso, mas a Alice não sabe. E você sabe que ela tira notas ruins porque não liga pra estudar. Porém, ela está vindo pra sua casa hoje. Porque tem uma pesquisa pro projeto da escola. Entende sobre o que eu quero alertar?

Olho pra ele sem certeza se ele está falando exatamente sobre o que está na minha cabeça.

- Você acha que ela...vai tentar fazer alguma coisa comigo??? - Pergunto, achando que estava deduzindo errado.

- Eu acho bem possível. - Ele responde.

- Mas...sou eu. Por que ela ia querer isso?

- Porque ela não gosta de estudar, mas gosta de relacionamentos casuais. E aqui ela vai ter a oportunidade perfeita pra ter isso. Vocês vão ficar sozinhos no seu quarto. - Meu irmão explica.

- Jihyun, eu...não acho que ela vai fazer alguma coisa comigo.

- Isso é o que eu espero da parte dela. Porque você é entregue demais.

- Que isso? Quer me detonar de graça, assim? - Empurro ele pelo ombro.

- Não é nenhuma mentira, Jimin. Você tem vontade de ter um relacionamento sério, mas gosta dela faz muitos anos. O meu receio é você se deixar levar e depois ficar se sentindo mal porque vai ter sido só mais um pra ela. E olha, eu sei que você respeita o estilo de relacionamento que ela leva, mas por não ser o que você gostaria, te machuca. Então esse alerta é pelo seu bem. Pensa direito quando ela chegar aqui. Porque, pra ser sincero... - Ele põe a mão no meu ombro. - Você é capaz de fazer e deixar ela fazer tudo que ela quiser. Tenho certeza.

- Você não está ajudando nem um pouco.

- Perdão, Jimin. Mas é a verdade. Tenta pensar um pouco em você. No momento da razão, você gostaria de ter tido uma relação casual com ela e depois ficar por isso mesmo? Pensa bem. - Ele se levanta. - Bom, ela não deve demorar muito mais, né? Você disse que ela vinha lá pelas 14:30.

Olho o relógio. Eram 14:26. Me levanto rápido da cama.

- Ela vai chegar logo. Jihyun, o que que eu faço???

- Cara, eu não faço ideia. - Ele me dá dois tapinhas nas costas. - Boa sorte. Perdão por te expor pro pai e pra mãe. E se alguma coisa finalmente acontecer, usem camisinha.

- O QUÊ?? E a conversa que acabamos de ter?!?

Ele sai do quarto e me deixa sozinho.

- Entre tantos irmãos. Por que o Jihyun? - Digo, olhando pro teto do quarto.

De repente, meu telefone toca e eu levo um susto. Ao olhar a tela, vejo o nome "Alice". Meu coração acelera instantaneamente e pego o celular com as mãos tremendo.

- A-Alô? - Digo ao atender. - Oi, Alice...v-você está aí na porta? Ok, eu v-vou abrir pra você.

Desligo o telefone e puxo uma respiração profunda, tentando me acalmar. Ainda estava tremendo de nervosismo. Sacudindo as mãos, desço as escadas e sigo meu caminho até a porta. Seguro a maçaneta e hesitante, a puxo. Alguns segundos durante a abertura da porta e a coragem pra olhar pra cima se passam até eu finalmente encarar a visitante.

- Boa tarde, Jimin. - Alice sorri. - Tudo bem?

- Tudo... - Dou passagem pra ela entrar. Ela vai andando até passar por mim. - Você quer água ou alguma coisa?

- Não, obrigada. Estou bem.

- Ah, c-certo. Então...vamos subir. - Passo por ela, sentindo um cheiro doce de perfume feminino e respiro fundo. Ah...por que tão cheirosa?

Ouço seus passos me seguindo por todo o caminho. Subo as escadas e vou até a porta do meu quarto. Abro e ela entra antes de mim.

- Vamos fazer a pesquisa aqui dentro. Tudo bem? Temos um escritório, mas nesse horário minha mãe normalmente está usando ele. Então não vai estar vago. - Explico enquanto fecho a porta e me viro, percebendo que ela analisava meu quarto.

- Não tem problema. Aqui está ótimo. - Ela olha pra mim.

- C-certo...pode se sentar, então. - Puxo as duas cadeiras na frente da mesa de estudos e cada um de nós de senta em uma delas.

Enquanto eu mexo no material escolar em cima da mesa em busca dos livros e cadernos certos, ela mexe no celular. O silêncio estava me comendo por dentro e eu não sabia exatamente o que dizer.

Será que eu deveria começar já ligando o computador e falando das minhas ideias? Eu já li as folhas da proposta do tema do projeto antes dela chegar e pensei em algumas coisas, mas...eu não sei se isso soaria chato. Se bem que...por que eu deveria tentar algo mais descontraído? Não somos amigos, afinal de contas. Ela não deve estar esperando esse tipo de coisa de mim.

Olho pra ela de novo e vejo que seu rosto mudou da aparência relaxada e casualmente feliz pra uma expressão de incômodo. Ela ainda mexia no celular e digitava rapidamente, como se estivesse com problemas ao falar com alguém. Por um momento, virei o rosto pro outro lado, pensando que poderia estar reparando demais. Devem ser problemas pessoais. Só pega as coisas, Jimin. Deixa de ser intrometido.

Abro duas apostilas e o meu caderno em páginas específicas que olhei mais cedo, quando percebi que o tema do projeto estava incluso na matéria que estávamos tendo recentemente em artes.

Agora eu precisava falar com ela. Certo, Jimin. Calma, respira. Vai dar tudo certo. Só fala com ela. Você sabe o que precisa ser dito. É só dizer.

Me viro na sua direção com um sorriso calmo forçado.

- Alice, eu dei uma lida no tema do projeto hoje cedo e vi que... - Enquanto eu falava sem tentar prestar muita atenção nela, senti que estava sendo observado de uma forma estranha.

Quando tento reparar mais no seu rosto, percebo que sua expressão estava muito estranha. Ela parecia meio triste, mas ao mesmo tempo meio desperta, como quem está com o pensamento distante em algo que ninguém consegue adivinhar.

- Alice? - A chamo.

- Sim? - Ela responde imediatamente, demonstrando estar prestando mais atenção do que realmente parecia estar.

- Hm...Algum...p-problema? - Pergunto.

- Hm? Nenhum. Por quê? - Seus olhos fixos em mim me traziam um sentimento de insegurança estranho. Não só uma insegurança de ser inseguro, mas uma insegurança de estar em perigo. O que soa ridículo. Seu olhar distante parecia mudar aos poucos, agora que eu tinha parado de introduzir sobre a pesquisa e tinha perguntado sobre ela.

- Nada, é só que...você parece estar dispersa. Achei que...não estivesse se sentindo bem. - Digo.

- Não estou bem. Mas não estou dispersa, também. Estou bem atenta, na verdade. - Ela responde.

Seu tom de voz parecia estranho. E a forma como ela me olhava continuava mudando. Parecia começar com uma melancolia, ir pra um tédio, raiva e depois virava algo que eu não sei explicar, mas me deixava desconfortável. Mas mesmo assim, não sei o que ela estava realmente pensando.

Pisco algumas vezes. Olha, estudo com frequência, sabe? Sempre busco diversas fontes pra aprender sobre as coisas e me dedico muito. Não só por obrigação, mas porque gosto. Entretanto, não sou bom em ler as pessoas. Não sei o que ela quer dizer com esse comportamento e nem com o que ela disse.

- Bom, v-você...precisa de ajuda com alguma coisa? Já que você disse q-que não está bem...eu posso tentar ajudar. - Largo o lápis que eu estava segurando e me viro de frente pra ela.

Provavelmente eu não conseguiria ajudar ela com nada. Não tenho ideia da razão dela não estar bem. Mas se ela não estava, eu queria ajudar. Até porque...eu gosto dela, afinal de contas...

- Você quer me ajudar? - Ela sorri. Meu coração pula uma batida.

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