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Capítulo 14 • 14 장

O leve vestido branco esvoaça ao toque da maresia, enquanto Yoona caminha sobre o tapete vermelho repleto de pétalas em direção de seu noivo que a espera com lágrimas ao som suave dos violinos. A cada passo dado pela mulher, o coração de Jihyun saltita ainda mais forte. Os olhares cintilantes se encontram compartilhando todas as emoções e sentimentos que a concretização do sonhado momento lhes proporciona.

Enquanto admira a beleza da mulher que caminha em sua direção disposta a lhe entregar todo seu amor, Jihyun tem um rápido lapso de memória da primeira vez que trocaram olhares se lembrando bem da sensação que percorreu seu corpo. E por mais que naquela tarde escaldante Yoona não estivesse em seu melhor dia, Jihyun se apaixonou instantaneamente apesar de está sendo xingado por fazer uma barbeiragem batendo no carro da mulher, que para piorar já estava atrasada para uma audiência.

O dia hoje é repleto de significado, pois foi em dia quente de quinze de agosto a três anos atrás tendo o mar com cenário que se conheceram. Da mesma forma, neste quinze de agosto oficializaram o seu amor.

Entretanto, em meio àquela atmosfera doce que emocionava a todos ali presente, Kang sentado ao lado de Min-Ji, não consegue sentir nada além de agonia. 

Pois, olhar de desprezo direcionado a si por Park Haejin momentos atrás não deixa sua cabeça por instante algum. O torturando durante a troca de alianças, declarações e juramentos apaixonados durante a cerimônia. Foi tudo lindo, mas os olhos de Taehyun estavam nublados demais para poder ver algo além de tensão, pois sentia que a presença de Haejin causaria algum problema.

Ao fim do matrimônio, ao som de aplausos e músicas, os recém-casados e sua comitiva se retiram. E então os convidados começam a seguir em direção ao jardim da casa dos Kims, onde ocorrerá a festa. Mas antes que Kang avance algum passo, Min-Ji o impede.

ㅡ Você está bem? ㅡ Indaga diante do desconforto notório do moreno.

Taehyun queria dizer que não, mas se recusava a preocupar a Kim e atrapalhar seu momento com a família. E encarando os olhos de mel que ficavam ainda mais claros ao toque dos últimos raios de Sol daquela tarde, lhe mostra um sorriso pouco verdadeiro ao assentir. 

A morena não acredita em sua afirmação, mas acaba respeitando o silêncio do Kang, segurando sua mão gélida começando a andar.

ㅡ Bonito, não? ㅡ Fala quando passam a caminhar pela areia em direção ao novo ambiente, ali perto.

ㅡ O quê? ㅡ Taehyun ainda está aéreo, como se estivesse dentro de uma bolha de pensamentos. 

ㅡ A cerimônia.

ㅡ Sim, com certeza. 

ㅡ Eu sempre pensei em me casar, mas sou um desastre com relacionamentos. ㅡ Min-Ji ri esperando por alguma fala do moreno, mas ele apenas sorriu forçado e nada mais. Aquilo certamente despertou ainda mais preocupação.

ㅡ Tem certeza que está tudo bem?

ㅡ Está sim. ㅡ Novamente ofereceu um sorriso mentiroso.

Haviam flores decorando todo o espaço da festa, mesas ornadas e os garçons já faziam suas aparições com novos petiscos antecedendo o jantar que seria servido em breve. Convidados aqui e ali tirando fotos, outros ocupando as mesas e conversando alegremente.

Seojoon, já acomodado em uma longa mesa ocupada por vários membros da família Kim, acena para o falso casal que por direção de Min-Ji se aproxima. E Park Haejin está ali, fazendo com que Kang se sinta completamente sufocado com a ideia de compartilhar o mesmo espaço que o mesmo. Então apenas se senta ao lado Min-Ji, com a postura rígida, preferindo ficar calado enquanto ouve a família Kim conversar sobre assuntos diversos.

ㅡ Taehyun! ㅡ Seojoon o chama animado assim que se acomodam junto aos outros. ㅡ Deixe-me te apresentar meu irmão, Park Haejin, ele é vice-diretor do escritório de arquitetura e engenharia da nossa família lá em Seul.

Eles se encaram de modo nada amigável. Taehyun nunca saberia que Park Haejin fazia parte da família Kim, já que seu sobrenome era diferente.

ㅡ E Hyung, este é Kang Taehyun, namorado da Min-Ji, ele cursa engenharia e mora em Seul também. Quem sabe você possa oferecer algum estágio para ele? O que acha Taehyun?

ㅡ Não sabia que cursava engenharia e muito menos que namorava minha prima. ㅡ Haejin comenta com desdém ao mais novo que nada diz em sequência. ㅡ Ora, seria um prazer contratá-lo, se você estivesse estudando. Realmente está ou está mentindo para minha família?

A tensão entre os dois homens era palpável, fazendo com que todos que ocupavam a longa mesa se calassem e direcionassem atenção total a eles.

ㅡ Você mentiu Taehyun? ㅡ Ri sádico falando ainda mais alto para que todos ali ouvissem. ㅡ Porque fez isso? Queria esconder que você é um ninguém, um pobre qualquer que foi enxotado do cargo de recepcionista por ser um pervertido nojento? 

Kang continua calado, sentindo seu coração disparado socar sua caixa torácica.

ㅡ Você me enoja, aposto que criou todo esse teatro para se aproveitar do dinheiro da minha família!

ㅡ Haejin! ㅡ Seojoon o repreende causando um breve silêncio.

ㅡ É verdade Taehyun? ㅡ Senhora Kim da ponta da mesa quis saber com a expressão dolorida. 

O que ele responderia?

Sem saber o que fazer, procurou os olhos de Min-Ji, mas não os encontrou. Kim está com a cabeça baixa olhando para seu colo completamente tensa.

ㅡ Você sabia Min-Ji? Sabia que ele estava mentindo? ㅡ Sua mãe questiona.

E só agora a morena permite que Taehyun ache seus olhos por poucos instantes antes de evitá-los mais uma vez. Então sente como seu coração estivesse sendo pisoteado por uma enorme manada ao vê-la negar com a cabeça e diz com a voz falha em seguida:

ㅡ Não.

Uma sensação horrível sobe em seu corpo, pressionando seus pulmões e esquentando seu rosto as lágrimas brotam tão rápido quanto a decepção e a sensação de ter sido traído lhe esbofetearam. Mas antes que uma lágrima deságue ou Haejin comente mais algo maldoso, Kang se levanta da mesa e caminha apressado para longe dali o mais rápido que seus pés permitem.

ㅡ Taehyun! ㅡ Entre os sons de seus passos acelerados e da respiração desritmada ouve a voz de Min-Ji, mas se recusa a lhe dar alguma atenção nem sequer.

ㅡ Taehyun! Por favor! ㅡ A morena segurou seu braço o impedindo de se afastar mais.

ㅡ Vai à merda Min-Ji! ㅡ Kang comprime aquele esbravejo entre os dentes puxando seu braço para longe do toque da outrq e volta a caminhar em direção a casa como uma locomotiva furiosa.

A Kim , movida por arrependimento, continua a segui-lo e quando estão distantes da festa, tenta novamente.

ㅡ Me perdoa! ㅡ Ela entra na frente do moreno segurando seus braços.

Taehyun continua a ignorá-lo, se esquivando da mais velha.

ㅡ Olha para mim!

Kang já foi humilhado tantas vezes ao decorrer de sua vida, mas nunca doeu tanto quanto dói agora.

ㅡ Me perdoa, eu só não sabia o que fazer.

ㅡ Você que me colocou nessa merda! Você pensou em tudo, em cada detalhe de esta mentira, menos no que faria se fosse pega? Ou será que seu plano para isto era realmente jogar toda culpa para mim?

ㅡ Não, é claro que não! Escuta, eu agi impulsivamente, mas eu nunca imaginei que algo assim aconteceria. Eu fiquei sem reação. Por favor, Kang, acredita em mim, eu faço qualquer coisa.

ㅡ Min-Ji. ㅡ Era a voz de senhora Kim ao longe. ㅡ Filha, o que está acontecendo? ㅡ Ela corria sobre os saltos que afundavam vez ou outra na grama.

ㅡ Se está mesmo arrependido, vai lá e explica para todos a verdade. Que você está me pagando para mentir. ㅡ Diz em um sussurro para que a senhora Kim que ainda longe lutava para se manter de pé sobre a grama e os saltos finos, não ouvisse, pois, ele queria que a verdade fluísse dos lábios de Min-Ji.

Os olhos se encontram por longos segundos e após uma demorada ponderação, Kim nega mais uma vez.

ㅡ Desculpa, eu não consigo. ㅡ Diz em um tom de lamento.

Taehyun já esperava por aquela resposta então diz tentando parecer firme e indiferente:

ㅡ Só não se esqueça do meu dinheiro, eu preciso dele. ㅡ E tudo o que faz em seguida é recuar alguns passos e então lhe dar as costas iniciando sua trajetória para dentro da casa a passos apressados.

Min-Ji o assiste se afastar até que sua silhueta desaparecesse entre as pequenas árvores do jardim, sentindo um enorme peso pressionar seu corpo.

"Você é um inútil!"

"Você sempre estraga tudo!"

"A culpa é sua!"

"Tudo seria melhor se eu não tivesse te conhecido!"

Aquelas frases, aquela voz, fazia seu corpo tremer a ponto de cair de joelhos sobre a grama. Ela não sente nada além daquela sensação sufocante, nem mesmo se atenta ao abraço da mãe quando finalmente a alcança.

Ao adentrar o quarto, Kang abriu sua mala jogando suas coisas ali de qualquer jeito, enquanto algumas lágrimas insistiam em rolar pelo rosto vermelho. Pediu por um táxi e foi na calçada da entrada da grande construção que esperou pelo carro que não demorou.

ㅡ Taehyun! ㅡ Seojoon, ofegante, encontra o moreno colocando sua mala na traseira do veículo amarelo recém-chegado. ㅡ Estava te procurando.

ㅡ Oi Seojoon. ㅡ Mostra um sorriso triste empurrando a porta do bagageiro para baixo, se aproximando timidamente do Kim, Kang estava com vergonha.

ㅡ O que foi aquilo? É verdade?

ㅡ Desculpa. ㅡ Assenti encarando os pés. 

ㅡ Eu sei que te conheço a apenas uma semana, mas tenho certeza que deve ter algum motivo para o que fez.

ㅡ Acho melhor você conversar com a Min-Ji sobre isso. ㅡ Kang diz abrindo a porta do carro. ㅡ Bom, eu só queria pedir perdão à sua família, principalmente à Yoona e Jihyun. Eu não queria ter causado esse clima estranho, mas tenho certeza que não é uma boa hora aparecer por lá.

ㅡ Realmente, é melhor deixar as desculpas para depois. Eu só espero que tudo isso seja um engano. ㅡ Diz em tom de chateação vendo o moreno concordar cabisbaixo.

ㅡ Eu tenho que ir. ㅡ Diz por fim.

ㅡ Tenha uma boa viagem.

ㅡ Obrigado. ㅡ Entra no carro oferecendo um aceno como última despedida antes que o carro partisse em direção a uma estação de trem.

Na estação, com o pouco dinheiro que levou para uma emergência, compra sua passagem de volta para Seul. Se preocupa em ligar para o pai avisando que estava embarcando de volta e o mais velho não deixou de notar a voz embargada do filho.

Enquanto a locomotiva corria sobre os trilhos, o jovem se encolheu contra a poltrona vermelha, ouvindo em seu fone que funcionava apenas um dos lados sua playlist de músicas alegres, de modo a driblar aquela sensação ruim em seu peito. Entretanto, mesmo ouvindo Yellow Submarine quis chorar.

Foram quatro horas lutando contra o choro ao que sua mente o obrigava a vivenciar cada instante da semana que passou com a Kim. Desde os momentos de sorrisos, picadas de abelhas e refrigerante nos lençóis até os últimos acontecimentos, que em particular era o que mais sua cabeça insistia em relembrar. 

ㅡ Filho? ㅡ Seu pai diz sonolento, quando a porta da casa é aberta pelo moreno no final da noite, beirando a madrugada.

ㅡ Oi pai. ㅡ Taehyun sorriu largo para disfarçar a tristeza que sente, encontrando o mais velho na sala em sua cadeira de rodas assistindo a um documentário duvidoso.

ㅡ Como foi a viagem? ㅡ Logo quis saber assistindo o filho puxar a mala média para dentro da casa.

ㅡ Foi ótima, cansativa, mas tudo bem. ㅡ Se aproxima do mais velho para beijar sua testa. ㅡ Senti sua falta, Velhinho.

ㅡ Eu também, foi uma tortura não te ter aqui por tanto tempo. 

ㅡ Mas o que importa é que estou de volta e já vou logo perguntando, tomou seus remédios direitinho? Fez os alívios de pressão no tempo correto? E tem alguma novidade da fisioterapeuta?

ㅡ Sim, sim e não, mas está tudo bem. 

ㅡ Ótimo. ㅡ Taehyun sorri. ㅡ Eu vou tomar um banho, quero tirar esse terno e relaxar, pois, a viagem foi cansativa.

ㅡ Eu queria mesmo te perguntar, onde conseguiu ele?

ㅡ Eu sempre tive. ㅡ Mentiu.

ㅡ Ele parece novo.

ㅡ Impressão sua. ㅡ Deposita um último beijo no mais velho antes de puxar sua mala para dentro do quarto.

Após um rápido banho, se juntou ao pai na mesa e jantou com seu velho, que mesmo já sendo madrugada fez questão de preparar um jantarzinho simples para o filho. Enquanto compartilhavam arroz, kimchi e alguns legumes, Kang evitava falar da viagem sempre que era questionado direcionando o assunto para perguntas relacionadas a rotina do pai em sua ausência. É óbvio que Jaehyun percebeu, mas preferiu não levantar questão sobre isto, pois o filho estava visivelmente cansado.

Kang aproveitou a manhã de domingo para desfazer a mala. No chão de seu pequeno quarto, iluminados pelos raios solares, retiram suas coisas uma a uma da bagagem até que seu trabalho é interrompido ao se deparar com os presentes que comprou naquela tarde com Min-Ji. 

Se lembra do quanto se divertiu ao lado da morena e como ficou feliz, entretanto a lembrança alegre lhe provoca tristeza e seus olhos logo se enchem de densas lágrimas. E ao perceber as lágrimas descerem silenciosamente, se sentia um bobo, por criar alguma expectativa em relação a Kim, mesmo sabendo que coisas como aquela poderiam acontecer.

ㅡ Taehyun? ㅡ Seu pai aparece na porta do quarto. ㅡ Filho. ㅡ Arrasta a cadeira até seu menino encolhido no chão ao lado da cama velha, que rapidamente se preocupa em secar os olhos.

ㅡ Comprei para você. ㅡ Diz com a voz embargada estendendo a caneca ao mais velho. ㅡ Ela é personalizada.

Jaehyun ao invés de pegar seu presente segura a mão do filho o puxando levemente para si. Taehyun não resiste, apenas se permite encostar a cabeça nas pernas finas e frágeis de seu pai e chorar tudo o que reprimiu por tanto tempo. E sem dizer nada, Velhinho apenas acaricia os cabelos longos de seu menino, até o instante que o filho se acalmou.

ㅡ Eu menti. ㅡ O jovem fala repentinamente.

Jaehyun não diz nada.

ㅡ Eu não fui para Busan pela empresa, eu fui demitido a dois meses atrás. Eu não tive coragem de te contar, porque não queria te preocupar. ㅡ Diz ainda escondendo o rosto.

ㅡ Então, o que você foi fazer em Busan?

ㅡ Uma mulher me ofereceu dinheiro para fingir ser o namorado dela. Eu sei que é ridículo, mas as nossas economias estavam acabando e... ㅡ Taehyun cogita em contar sobre Donghyuk, mas desiste ou seu pai teria uma crise de preocupações. ㅡ Eu estava desesperado, então aceitei.

ㅡ Kang Taehyun! ㅡ O chama com firmeza temendo pela hipótese que aquela confissão trazia em sua mente. ㅡ Filho, você se... ㅡ Ele não consegue completar a frase.

ㅡ Não! Não! Nós não fizemos nada, ela não me obrigou a fazer nada. Foi tudo bem, ela me tratou bem e sua família também. ㅡ Essa não era toda a verdade, mas era o que bastava para aliviar a preocupação do pai.

ㅡ Então aquela mulher morena  que eu vi na nossa vídeo-chamada, era ela?

ㅡ Sim, era ela sim.

ㅡ Por que mentiu para mim?

ㅡ Eu não queria te preocupar. Me perdoa. ㅡ Pede encarando os olhos do mais velho.

ㅡ Sou eu que devo pedir perdão. ㅡ Acaricia a face do filho tendo os olhos marejados de dor. ㅡ Você se submeteu a isso por culpa minha.

ㅡ Não fala assim. Eu fiz pela gente, para podermos ter uma vida melhor, tenho fé que as coisas vão ficar muito melhores daqui para frente.

ㅡ Você não merece nada do que passou meu filho, nada. ㅡ Se lamenta, abraçando o mais novo em uma posição de proteção. Pois, era apenas aquilo que Jaehyun queria, proteger seu menino.

Mas a vida é cruel demais e às vezes nem mesmo os abraços dos pais podem nos proteger dela.

A tarde daquele domingo, por mais ensolarada que estivesse, para Kangs passou em volta de uma névoa cinza e fria. Um conjunto de emoções deprimentes assolavam Jaehyun após a triste confissão do filho. 

Diante da tristeza silenciosa de seu Velhinho, o moreno tentou o alegrar comprando sorvete de creme e fazendo algumas panquecas com o pouco dinheiro que tinha lhe sobrado. Mas enquanto assistia a um documentário dramático sobre a possível existência do Pé Grande ao lado do mais velho, também lidava com os sentimentos referentes ao dia anterior, com a angústia de ver o olhar opaco do pai e a preocupação constante sobre o que poderia acontecer nos instantes seguintes. Pois, a qualquer momento o agiota poderia aparecer ali atrás de seu dinheiro. 

E por mais que estivesse evitando ao máximo tudo o que se referisse a Kim, Kang não deixava de bisbilhotar repetidamente sua conta bancária pelo celular, mas não obtém nenhuma novidade. Aquilo o enchia de aflições, pois aquela quantia que Min-Ji transferiu para conta de seu amigo dias atrás após o "avisinho" de Donghyuk, não chegava a ser dez por cento da dívida que tinha. Sem contar que estava incompleta, pois o dinheiro foi usado para comprar os medicamentos e a cadeira de banho de seu pai, que os capangas do agiota destruíram. Ou seja, Taehyun não tinha nada.

Ao anoitecer, no escuro de seu quarto encolhido em sua pequena cama decide enviar uma mensagem à Min-Ji, engolindo todas as sensações ruins que a morena lhe causava.

"Oi Min-Ji. Eu estou precisando do dinheiro."

Igualmente sob os edredons confortáveis, Min-Ji ouve a vibração vinda de seu celular sobre o móvel de cabeceira. 

Kang estava exausto, não só pela viagem ao amanhecer deste dia de volta para casa, mas principalmente pelo péssimo sono que tivera na última madrugada. Após se recolher para seu quarto ao fim da festa que seguiu submersa de um clima pesado e alguns comentários maldosos de seus familiares referente a Taehyun, Min-Ji se lançou contra a cama sentindo seu peito ser esmagado por uma sensação horrível que a fez chorar. Aliás, assistir sua família dizer o quão mau caráter Kang supostamente era, a enchia de culpa e arrependimento, fatores que não a permitia dormir.

A culpa a corroía de forma dolorosa e ela sabia existir apenas uma única forma de se livrar dela, se arrependendo verdadeiramente. Então na manhã seguinte, enquanto todos tomavam o último café da manhã nada casa antes de voltarem para seus lares e no caso de Yoona e Jihyun, para lua de mel, Min-Ji revelou a verdade para todos.

Apesar de ter toda certeza que o moreno não deseja mais olhar em sua cara, tudo queria era poder pedir perdão e mostrar o quanto estava arrependida, mesmo que no final fosse xingando por Kang.

Então escreveu, inventando uma desculpa qualquer apenas para ter uma oportunidade de encontrá-lo novamente.

"Estou com um problema para fazer a transferência. Posso te entregar o dinheiro amanhã depois do meu expediente?"

"Quando?"

"Meu plantão acaba às oito da noite, então às oito e meia no Flavorplace? Pode ser?"

"Sim"

"Então até lá"

Kang não responde mais nada, apenas bloqueia o celular o colocando sobre a cômoda próxima da cama. Min-Ji, por outro lado, esperou por alguma resposta, mas logo soube que ele não diria mais nada, então enfiou o celular debaixo do travesseiro e tentou dormir.

Ao nascer da segunda-feira, Min-Ji se levanta para atender a porta onde a campainha soava repetidas vezes sentindo o corpo pesado de cansaço pelas poucas horas de sono que conseguiu cochilar.

ㅡ Olá Min-Jinnie ㅡ Yoongi é revelado usando trajes sociais para o trabalho, exibindo seu doce sorriso gengival estampado no rosto pálido.

ㅡ Por que tocou a campainha se já tem a senha? ㅡ A voz da morena estava rouca e os olhos mais miúdos que o comum.

ㅡ Faz parte da minha rotina te infernizar e eu passei uma semana sem cumpri-la, já estava ficando com abstinência. ㅡ O Min se dar a liberdade de adentrar a casa da amiga deixando os sapatos sociais na soleira.

ㅡ Também senti sua falta. ㅡ Confessa desenhando um sorriso nos lábios inchados pelo recente despertar, seguindo em direção da cozinha.

ㅡ Como foi a viagem? ㅡ Yoongi caminha atrás outro.

ㅡ Deu tudo errado. ㅡ Pega um copo e logo abre a geladeira para servi-lo com um pouco de água, aproveitando para checar a hora no relógio digital na porta do eletrodoméstico, "7:28".

ㅡ Como assim?

Min-Ji logo começa a contar ao amigo sobre o que aconteceu no casamento. Rendendo longos minutos de conversa, que acompanharam a preparação dos waffles congelados que rapidamente foram devorados pelos amigos que papeavam sobre tudo o que na visão de Min-Ji, deu errado.

ㅡ Você sabe que foi uma idiota, não sabe? ㅡ Yoongi indaga chupando o mel na ponta de seu dedo.

ㅡ Eu sei. ㅡ Min-Ji confessa se sentindo péssima. ㅡ Mas eu vou me encontrar com ele hoje e quero tentar no mínimo pedir perdão, mostrar que me arrependi. Só sei que Kang Taehyun é precioso demais e não merecia nada daquilo.

ㅡ Que isso, Min-Ji? Kang Taehyun é precioso demais? Eu hein, você vacilou mesmo e o garoto merece um pedido de desculpas, mas isso de mais precioso de mais. Tá apaixonada?

ㅡ Enlouqueceu Yoongi? Eu só estou dizendo que ele não merecia. ㅡ Diz percebendo a recente presença de senhora Choo na entrada da cozinha.

A mulher estava pálida e nitidamente catatônica.

ㅡ Bom dia senhora Choo. ㅡ Min-Ji fala gentilmente se preocupando com a expressão da mulher de vestido rosa. ㅡ A senhora está bem?

ㅡ Sim, sim, eu estou ótima. ㅡ Improvisa um sorriso. ㅡ Eu só havia me esquecido do seu retorno e me assustei um pouco ao encontrá-la aqui.

ㅡ Perdão pelo susto. ㅡ Min-Ji sorriu se pondo de pé. ㅡ Bom, eu vou lavar meu rosto, porque nem os dentes eu pude escovar ainda.

ㅡ Vai lá, sua porquinha. ㅡ O Min provoca a morena.

ㅡ Vai à merda Yoongi. ㅡ Diz antes de deixar o cômodo de uma vez.

ㅡ Eu também te amo.

Taehyun também teve uma noite complicada, seu sono não passou de leves cochilos repletos de sonhos cansativos e repetitivos. Então, assim que viu o céu clarear pela fresta da cortina, não tardou em se levantar, tomar um banho e preparar uma refeição para o pai. E antes mesmo que o mais velho acordasse, pegou a camiseta I-coração-Busan prometida ao amigo e rumou ao pequeno apartamento do mesmo. Desta vez não era para fingir que estava no trabalho, mas para ver o amigo e quem sabe conversar um pouco.

ㅡ Oi Tae. ㅡ Sorri quando a porta é a aberta. ㅡ Café? ㅡ Mostra a sacolinha com um macchiato e um café americano.

O mais velho que atende a porta com a escova de dentes na boca cheia de espuma, não tarda em o abraçar com força por longos segundos antes de puxá-lo para dentro.

ㅡ Não vai para faculdade? ㅡ Taehyun perguntou um tempo depois, quando finalmente deixa o banheiro com a boca lavada, porém ainda sim, de pijama.

ㅡ Não faz mal faltar uma aula, não é? ㅡ Diz se sentando na banqueta no balcão pegando seu macchiato posicionado sobre o mármore.

ㅡ Eu só vim trazer seu presente. Cheguei cedo porque é a única hora que sei que te encontraria em casa, já que da faculdade você vai direto para o trabalho.

ㅡ Relaxa, eu odeio a aula de hoje. E também quero matar a saudades do meu amigo.

Taehyun sorriu com o carinho do amigo e então lhe estendeu a sacolinha da loja em que comprou a tal camiseta I-coração-Busan. Taehyung não deixou de gargalhar com seu presente, mas, no fundo, até que gostou, agradecendo a vestiu por cima do pijama.

ㅡ Como foram as coisas por aqui? ㅡ Kang pergunta em seguida bebericando seu café.

ㅡ Tirando o episódio do Donghyuk, tudo bem. Aliás, seu pai é um fofo.

ㅡ É, ele é mesmo. ㅡ Concorda com um sorriso miúdo.

ㅡ E como foi por lá? ㅡ Pergunta Tae um tempo depois. 

Kang enche os pulmões de ar e seus olhos se recaem involuntariamente sobre a tela do celular no balcão encarando por alguns instantes os números "7:28" que compunham a exata hora em que diz:

ㅡ Deu tudo errado. 

O Kim logo se preocupa fixando seus olhos no garoto que ainda tinha seu olhar voltado para baixo.

ㅡ Na verdade a semana foi tranquila, mas Haejin apareceu no casamento e você já consegue imaginar o que aquele doido fez.

Taehyung pediu por mais detalhes e Taehyun lhe contou tudo, e o pior ele ria para não preocupar o amigo, eram sorrisos apenas para camuflar a decepção que sentia.

ㅡ Ela te pagou pelo menos?

ㅡ Ele vai me passar o dinheiro hoje a noite no Flavorplace.

ㅡ Quer que eu te acompanhe? Hoje é meu dia de folga.

ㅡ Acho melhor não Tae, eu só vou pegar o meu dinheiro e talvez ir dali para entregar para Donghyuk.

ㅡ Tem certeza que você não quer que eu vá?

ㅡ Eu não vou te meter ainda mais nisso.

Taehyung assenti sabendo que não adiantaria tentar convencer o amigo do contrário.

Taehyun acabou almoçando e passando o resto da tarde com Taehyung, matando toda a saudade e se distraindo. Pois, a todo instante que se divertia com o amigo, esquecia momentaneamente de seus problemas. 

Era quase seis da tarde quando Kang regressava para sua casa, de modo a ajudar o pai com o jantar antes de ir ao encontro de Min-Ji.

Mas antes que se aproximasse completamente de seu pequeno lar, seu coração dispara ao avistar o carro preto estacionado em frente ao portão. Donghyuk junto a outros dois homens o esperava.

Sentiu uma onda fria percorrer seu corpo o deixando tenso e trêmulo.

ㅡ Boa tarde senhor Donghyuk. ㅡ Se reverenciou por puro medo.

ㅡ Estava te esperando Taehyun. Estava prestes a perguntar ao seu pai se você iria demorar. ㅡ Se aproxima do mais novo com passos desleixados jogando o cigarro que fumava no chão. ㅡ Onde está meu dinheiro?

O moreno engoliu a seco, ele não queria dizer que estava sem ele e também não queria dizer que iria se encontrar com Min-Ji para pegá-lo. Pois, conhecendo a natureza sádica do agiota, com certeza ele iria o acompanhar até a Kim. E por mais que estivesse chateado com a morena, não iria de forma alguma expor alguém perigoso.

ㅡ Amanhã, ㅡ Sua voz vacila. ㅡamanhã eu lhe entrego.

ㅡ Onde está meu dinheiro? ㅡ O homem avança sobre seu corpo ficando a poucos centímetros de distância, permitindo-o sentir a respiração acelerada do mais novo contra sua face.

ㅡ Senhor Donghyuk, eu tenho que sacar o dinheiro no banco. ㅡ Diz sentindo seu estômago revirar diante do enjoativo cheiro de cigarro impregnado no homem, quanto do olhar ameaçador sobre si.

ㅡ Não seja por isso, eu te levo até lá. ㅡ Kang sabia que uma resposta como aquela viria.

ㅡ Eu prometo, amanhã eu te entrego ele. ㅡ Súplica encarando os olhos que exalam maldade. A troca de olhar se sustenta por algum tempo, até que Kang sente o corpo do agiota se distanciar do seu.

ㅡ Eu te avisei, te avisei que se arrependeria. ㅡ Diz com um sorriso ácido repleto de desdém, fazendo sinal para o que os homens se aproximem.

Taehyun sabia o que iria acontecer, sabia que não poderia evitar ou lutar contra. Então apenas esperou o primeiro golpe em seu rosto, fazendo um corte em sua bochecha, enquanto o outro imobiliza seus braços atrás de seu corpo lhe causando desconforto nos ombros.

Logo voltou a ser golpeado, fazendo o corpo do moreno se curvar bruscamente em reflexo e um estalo doloroso em seu ombro esquerdo vem em seguida lhe arrancando um grito involuntário de pura dor. 

ㅡ Acho melhor você não gritar, ou seu pai vai aparecer aqui preocupado Taehyun. ㅡ Donghyuk que assistia a tudo se divertindo, diz de forma maldosa.

Os homens o jogam contra o chão e novos golpes foram deferidos contra ele.

ㅡ Chega! ㅡ O líder ordena ao ver que Taehyun nem sequer consegue reagir aos golpes.

O mesmo se aproxima do corpo caído, que gemia de dor enquanto tentava achar o ritmo da própria respiração, se abaixando para encarar os olhos úmidos do mais novo.

ㅡ Isso foi apenas um aviso, Kang. Meu último, pois se o dinheiro não estiver nas minhas mãos amanhã eu sinto muito, mas vamos ter verdadeiros problemas.

Então Donghyuk volta a se pôr de pé sem dizer mais nada, caminhando até o veículo preto sendo seguido pelos outros homens, que entram no carro e enfim partem.

Sozinho, mesmo com dores, Taehyun sente alívio por ainda estar vivo e por seu pai estar seguro em casa. Ele estava péssimo, sentia o sangue escorrer pela sua bochecha. Percebe também o gosto ferroso se espalhar por sua boca ao minar de um corte em sua língua que sem querer acabou mordendo. Quando consegue finalmente direcionar o ar para seus pulmões, Kang tenta se levantar, mas acaba sendo amolecido por uma dor insuportável em seu ombro. 

Ao finalmente conseguir se colocar de pé, pega seu celular no bolso de sua calça, este que está agora com a tela trincada e digita uma mensagem ao pai dizendo que vai dormir com Taehyung. Ele não poderia deixar o mais velho o ver daquela forma, ficaria desesperado.

Então Taehyun usa sua pouca força para caminhar até a casa do amigo, um percurso lento e torturante.

ㅡ Taehyun! ㅡ Taehyung se espanta ao ver o estado de Kang parado em sua porta.

ㅡ Hyung, posso dormir aqui? ㅡ Pede encarando o chão.

ㅡ Taehyun que aconteceu? ㅡ Indaga repleto de preocupação e pavor, levando o melhor amigo para dentro de casa.

ㅡ Posso tomar um banho? Tem sangue na minha boca, o gosto é horrível. ㅡ Kang ainda evita direcionar o rosto ao Kim.

ㅡ Taehyun, olha para mim! ㅡ Grita desesperado.

O moreno nega chorando.

Taehyung não perde tempo e o abraça, entrelaçando seus dedos entre seus cabelos em um afago, pousando a cabeça do melhor amigo, irmão até, em seu ombro deixando-o chorar. Tae também chorava, pois não suportava ver Kang, alguém tão amável, sofrer tanto.

ㅡ Eu estou no meu limite.

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