Capítulo 1 • 1 장
Tenham uma boa leitura!
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ㅡ Como você ainda não contou ao seu pai? ㅡ Kim Taehyung, mais conhecido por Kang Taehyun como seu melhor amigo, esbugalha os olhos diante de sua confissão.
ㅡ Eu não sei como fazer isso. ㅡ Diz Taehyun exaurido, jogando-se contra o pequeno sofá rubro da sala minúscula.
ㅡ Taehyun você foi demitido já faz cinco dias e ainda não disse nada para ele? ㅡ Tae, como é chamado pelos mais íntimos, ingada recolhendo as roupas sujas espalhadas pelo chão do pequeno apartamento, colocando-as dentro do cesto verde musgo segurado por seu braço.
ㅡ Acontece que não é tão fácil quanto parece. Eu sou o único que trabalha em minha casa. Meu pai sabe que estamos duros para um caralho. Ele já se sente péssimo em não poder ajudar, isso só pioraria. ㅡ O de cabelos castanhos claros de estatura mediana diz completamente cabisbaixo.
ㅡ Uma hora ele vai ficar sabendo. ㅡ O outro o alerta jogando a última peça de roupa espalhada para dentro do cesto.
ㅡ Não se eu conseguir um emprego antes. ㅡ Diz com mais firmeza, esperança seria a melhor definição.
ㅡ Mas diz aí, você ainda não me contou o porquê foi demitido. O que você aprontou?
ㅡ Uma longa história. ㅡ Rapidamente o garoto tenta desviar do assunto.
ㅡ Eu ainda tenho alguns minutos. ㅡ Seu amigo diz largando o cesto de roupas sujas sobre o balcão americano que fazia a divisão da cozinha com a sala.
ㅡ Lembra da Sun DaeYoung?
ㅡ A arquiteta bonitona que estava dando em cima de você? ㅡ Tae questiona retoricamente seguindo até a geladeira no fundo da cozinha miúda. ㅡ É claro que eu lembro! Você não parava de falar do quando ela é linda, gentil, inteligente e como fica sexy nas roupas sociais da empresa. ㅡ Taehyung diz com uma pitada de ironia, pois semana passada Sun DaeYoung era o único assunto que saia da boca de Taehyun.
E com razão, ela é realmente uma mulher de tirar o fôlego. Tanto que Taehyun sequer se importou com o fato dela ser doze anos mais velha do que ele. E ela também mostrava não se importar com os vinte e dois anos de Taehyun, na verdade ela parecia adorar sua pouca idade.
ㅡ Bom, eu estava em sua sala durante o horário do almoço, então nós estávamos meio que nos almoçando, se é que você me entende.
ㅡ O que? Vocês estavam fodendo no escritório? Taehyun você é louco?
ㅡ Não! Não estávamos transando. Eram só beijos, seu pervertido. ㅡ Taehyun ri jogando uma das almofadas dos Simpsons em direção ao amigo, mas a mesma sequer alcançou a metade do caminho planejado por Kang, que era o rosto do Kim. ㅡ Não estávamos fazendo nada de errado para aquele horário. Se bem que ela estava com a mão dentro da minha calça e eu com a minha em seu sutiã. Mas enfim. Senhor Park, nos flagrou. E ali eu descobri que eles namoram, ou melhor, namoravam.
ㅡ Puta que pariu Taehyun! ㅡ Seu amigo diz após cuspir toda água em sua boca. ㅡ Como você não sabia que ela namorava seu chefe, você trabalhou lá por cinco meses?
ㅡ Eu não sabia que ela era comprometida e pelo visto ela não queria que eu descobrisse. E eu fui transferido para aquele setor a duas semanas não tinha como saber. ㅡ Explica.
ㅡ E ela? Foi demitida também?
ㅡ Até parece. Por mais que os chifres pesem em sua cabeça, ele nunca a demitiria, porque ela quem sustenta boa parte da imagem e credibilidade da empresa. Enquanto eu, um simples e substituível recepcionista.
ㅡ Porra Taehyun, você vacilou.
ㅡ Eu sei. ㅡ Taehyun riu uma pequena gargalhada, mas no fundo era um sorriso triste.
E Taehyung sabia muito bem disso. Conhecia como ninguém tal mania de Taehyun, de esconder suas frustrações atrás de um sorriso ou de uma piada sobre sua própria desgraça.
Pois por trás da história contada com humor, Kang escondia toda a humilhação que foi submetido diante de todos da empresa ao ser xingado e cuspido na face por seu ex-chefe. Sem sequer poder revidar, ficou calado enquanto o homem lhe enchotava da empresa de engenharia e arquitetura, ou a confusão seria ainda maior e Taehyun sabia que não teria dinheiro para uma possível fiança e advogados.
Kang já passou por muitas situações ruins durante a vida. Desde olhares e comentários preconceituosos vindo em relação a sua bissexualidade e até mesmo por seu baixo status social. Entretanto em todas às vezes em que quis chorar pelo sentimento esmagador da rejeição, ele sorriu.
Tae tem noção de que essa mania pode afetar a saúde emocional do amigo, mas o que ele podia fazer? Obrigá-lo a falar sobre suas dores, com chutes e pontapés? Não, não é bem assim que as coisas funcionam, ainda mais quando se trata de Kang, que tem toda uma pose de fortão, mas no fundo é arisco.
Os dois amigos se conheceram em uma conveniência, onde Tae costumava trabalhar como atendente, isso até o dono falir. Uma relação repentina que se iniciou quando Taehyun foi comprar pilhas. Amizade essa que o ajudou a superar a situação desastrosa que Kang vivia. O moreno era novo na cidade, não conhecia nada e foi Taehyung quem lhe deu todo o suporte mesmo o conhecendo tão pouco.
Kang havia deixado Busan, sua cidade natal, e se mudado para Seul. A mudança para capital foi repentina, e obrigou o jovem de dezenove anos na época, a largar tudo o que sempre sonhou: sua faculdade.
Kang é um excelente aluno, sempre foi. Não atoa que ficou em segundo lugar no vestibular que fez para o curso de Química em uma grande universidade de Busan. Ele se orgulhava tanto da sua conquista. E ele não podia se sentir mais feliz por isso, pois Taehyun simplesmente era apaixonado pelo curso que escolheu. Amava entender como tudo no mundo funcionava nas menores escalas.
Conquista essa, que não durou tanto quanto desejava. Pois um dia, durante uma de suas aulas, Taehyun recebeu uma ligação com uma triste notícia, seu pai havia se acidentado. O velho Kang Jaehyun havia lesionado a coluna vertebral após escorregar na escada, ocasionando em possível uma paraplégia, que foi confirmada tempos depois.
Aquilo acabou com Taehyun e com seu sonho de concluir seu curso superior, pois o mesmo se viu obrigado a deixar tudo o que tinha e ir para a capital em busca da reabilitação de seu pai.
Aquela época não foi nada fácil. Mas é como dizem: Se está ruim, ainda há como piorar. E foi exatamente isso que aconteceu, as coisas se tornaram ainda piores com o passar do tempo. Pois com seu pai sem condições para trabalhar, aluguel atrasado, comida faltando em sua despensa e uma enorma lista de medicamentos para comprar, Kang não encontrou outra alternativa a não ser negociar um empréstimo bancário.
Mas não deu tão certo como planejava. Com os meses se passando em um velocidade preocupante, Taehyun não conseguia um emprego sequer para pagar o parcelas do empréstimo. O tempo ameaçava a se findar, os telefonemas de cobrança eram cada vez mais recorrentes e Taehyun ainda não tinha um centavo para negociar. Pois todo o dinheiro que conseguia com alguns bicos de garçom e lavador de pratos, servia apenas para os remédios do pai e para o mínimo de comida.
O desespero cresceu ainda mais quando em um telefonema, descobriu que a dívida havia se duplicado por conta dos juros. Taehyun não conseguia pensar direito a esse ponto, não sabia o que podia ser feito. Até que a sugestão de uma pessoa próxima iluminou sua mente. Então o jovem seguiu em direção de uma região considerada perigosa de Seul, onde se encontrou com Jo Donghyuk, um agiota.
Com o empréstimo ilegal ele se livrou de todas as dívidas com o banco, mas o que não imaginou era que Donghyuk oferecia ainda mais riscos do que qualquer funcionário do banco que o telefonava a cada dez minutos. Taehyun agiu diante da aflição, sem sequer considerar o perigo que estava se expondo. E agora, ao invés de recebe telefonemas do banco, ele recebe visitas de homens armados.
O alívio de enfim ter conseguido um emprego, mesmo que não o pagasse tão bem, era decorrente ao fato de que ao fim do mês ele teria a parcela com juros altíssimos para entregar aos criminosos. Mas agora, sem emprego e ainda tendo um terço da dívida a pagar, a angústia e o medo consomem cada célula de Kang.
Mas não apenas isso. Como Taehyun compraria os remédios do pai? Como ele conseguiria colocar comida dentro de casa? O aluguel? As contas?
Estes pensamentos vão enlouquecê-lo.
ㅡ Hey, você sabe que eu estou aqui para o que precisar, certo? ㅡ Taehyung diz ao perceber a aflição tomar conta da face do outro.
Taehyun não diz nada, apenas fixa o olhar em suas meias nos pés.
ㅡ Eu vou conversar com o senhor SeokJin e tentar alguma coisa para você. ㅡ Taehyung continua a falar.
ㅡ Obrigado Tae.
ㅡ Por nada. ㅡ Responde. ㅡ Bom, eu já vou indo ou me atraso, pois é senhor Hyun que está na gerência hoje.
ㅡ Tudo bem, vai lá, antes que aquele porco arrume motivos para lhe infernizar. ㅡ Taehyun diz com desgosto ao lembrar o quão insuportável aquele homem é.
Taehyung ri do comentário do amigo, antes de pegar sua mochila pendurada em uma armação na parede de entrada, e enfim sai do apartamento deixando Taehyun sozinho em completo silêncio.
Desde que foi demitido Taehyun vem para a casa do amigo e fica das oito da manhã até as cinco da tarde, período que ficava no trabalho. Assim, seu pai não desconfiaria do que havia acontecido.
O rapaz deixa um suspiro longo escapar de seus lábios, demostrando toda derrota que sentia.
E sem ter muito o que fazer, Kang se deita no pequeno sofá pegando o controle da televisão e se apressa em selecionar o aplicativo de streaming. E então inicia um novo episódio de Breaking Bad, uma série que Taehyun já deve ter assistido umas milhares de vezes, mas nunca enjoa.
E assim ele passou aquela manhã de sábado, deitado no sofá assistindo sua série favorita. Perdendo completamente a noção do tempo e só se levantou quando sua barriga revirou de fome, assim que as três da tarde se aproximam.
Deu pausa no episódio e levantou preguiçosamente do sofá e da mesma forma caminhou até a cozinha. Enquanto o rámen, encontrado na bagunça dos armários do amigo, era cozido junto a outros ingredientes, Taehyun aproveitou e alimentou Doraty, um beta azul.
Com seu almoço/lanche da tarde pronto, Kang voltou a sala se ajoelhando diante da mesa de centro. Arrastou a montanha de papéis da faculdade do amigo para o lado e ajeitou seu prato ali.
Enquanto comia o macarrão fumegante, aproveitou para checar as diversas notificações em seu celular.
Mas antes, a primeira coisa que fez foi ligar para seu pai, buscando saber se ele estava bem, se já havia se alimentado e tomado seu remédios na hora certinha. Agora despreocupado, abriu o aplicativo de mensagem repleto de notificações.
Uma das mensagens era de Taehyung, o lembrando de dar comidinha ao Doraty. Outra era de um ex-colega de trabalho perguntando se estava tudo bem, mas ele não o respondeu. Pois sabia que ele não estava realmente preocupado com seu estado, queria apenas fazer fofoca.
Entre as outras inúmeras conversas, uma lhe chamou uma atenção especial. Ela vinha de um número desconhecido e no ícone da conversa exibia a imagem de uma mulher de cabelos escuros de óculos escuro. Ela era bonita, tão bonita que fez Taehyun se perder por alguns instantes analisando a pequena imagem perguntando se a mesma havia cometido algum engano.
Porém, mais surpreendente que a beleza de seu remente, era a mensagem que foi enviada.
Desconhecida:
Olá, me chamo Kim Min-Ji. Sou amiga de Hoseok. Bom, ele me falou sobre você e disse que você está desempregado e precisa de dinheiro. Então eu tenho um proposta para lhe fazer.
Taehyun engasgou. E ainda sem conseguir respirar direito tratou de lhe responder.
Taehyun:
Desculpe senhora, mas eu não faço programa.
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