Prólogo.
Surpresa de fim de ano. As postagens começam no dia 01/01/2020.
Book Trailer:
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{ Juanita Zénon, Narrando }
Meus pés estão queimados e com calos, resultado do tempo que estou caminhando por uma estrada não asfaltada. Minha garganta está arranhando de sede e minhas pernas já não aguentam mais o meu peso sobre elas, e eu caio de joelhos e esgotada quando vejo um carro preto parar na minha frente e meus pais saírem dele correndo, a última coisa que sinto antes de desmaiar são os braços deles ao meu redor.
Agora... como eu cheguei até essa situação? Prestem atenção nesse pequeno resumo de tudo que me aconteceu nos últimos quatro anos, isso explicará um pouco do que me tornei.
Aos 13 anos de idade, eu fui sequestrada. Resultado de ser filha de dois mafiosos riquíssimos e cheios do poder. Um dos casais mais poderosos de todo o México, mas tinham um ponto fraco e os inimigos sabiam qual era, no caso eu. Me levaram na saída do colégio, os capangas dos meus pais tentaram me salvar mas foi inútil e eu acabei indo parar em um buraco, sujo, escuro e fedorento. Depois de um tempo meu corpo se acostumou com o cheiro e com o barulho dos ratos que me faziam companhia na maioria das vezes. Aos sábados eu era tratada como uma princesa, tomava banho, me alimentava bem e bebia água sem restrições. Mas é óbvio que tinha um preço a se pagar por esse tratamento, eu não fazia ideia de onde estava não sabia se tinha sido levada para outro país, se continuava no mesmo estado ou em uma região diferente. Só o que eu sabia era que estava em um lugar onde as pessoas falavam vários idiomas diferentes. O meu papel lá o que era? Era me deitar em uma cama e esperar enquanto um, dois, cinco, dez homens me estupravam enquanto eu não expressava absolutamente nada. É engraçado como alguns homens só se importam com seu próprio prazer, não importa se a mulher esteja bêbada, consciente mas sendo obrigada ou até mesmo em coma. Eles só se importam em enfiar o pau em você e gozar como uns cães no cio. Todo sábado era o mesmo script, nada mudava. Eu passei por um inferno naquele lugar, fome, sede, tortura, estupros, espancamentos, tudo para provar para os meus pais o que eles eram capazes de fazer, me gravaram apanhando, sendo estuprada e sofrendo naquele cubículo horrível.
Mas tudo foi por terra quando eu descobri uma gravidez, eu tinha quase 16 anos. Não fazia ideia de quem era o pai, eram tantos homens que abusavam de mim sem camisinha que era impossível saber, eu só tinha total consciência de que não havia contraído nenhuma doença, pois eles faziam testes de DST em mim. Mas a gravidez eu acho que foi inevitável. E agora eu tinha alguém ali comigo para me fazer companhia eu nunca imaginei que poderia amar alguém que nem conhecia ainda, eu só sentia a presença dele ou dela ali comigo, eu conversava com aquele bebê como minha única companhia. Era a minha luz na escuridão que foi tirada de mim quando estava no quarto mês de gestação. Me foi trazido um médico alto, barbudo e magricela com uma maleta cheia de coisas que me fizeram arrepiar, eu tentei lutar de todas as formas possíveis mas foi em vão. Injetaram drogas em minhas veias, abriram minha barriga e tiraram meu companheiro de lá. Eu estava somente grogue pela droga mas eu senti minha barriga sendo aberta e logo depois costurada. Depois dali eu dormi e perdi qualquer noção de tempo que eu poderia ter, aquele momento foi o fim para mim. Eu precisava fazer alguma coisa para sair dali.
E eu parei para pensar nas inúmeras conversas que minha mãe teve comigo, ela sempre me avisou que independente de qualquer situação que eu esteja, eu tenho que conseguir captar o ponto fraco de alguém. Que eu tinha que me aproximar da pessoa que tivesse mais empatia por mim e fosse o mais gentil, eu teria a obrigação de captar quem poderia ser essa pessoa. E eu consegui, me aproximei do homem que achei que tivesse mais sensibilidade com a minha situação, no começo ele foi relutante mas depois caiu feito um patinho, se encantou por mim. Bolou um plano e me tirou daquele lugar, finalmente eu sabia que não tinha saído do México, mas em compensação eu estava do outro lado do país.
Lembro-me com riquezas de detalhes como foi o meu último dia com aquele homem...
— Ainda procuram por você, você é uma pessoa muito importante para González. — Marcus, o homem que me ajudou a sair daquele lugar diz entrando no quarto onde estamos hospedados, em um motel de estrada. Saí do buraco onde estava, faz uns 15 dias. Hoje é meu aniversário de 17 anos, vi no calendário que está pregado na parede, Marcus risca os dias para não se perder. Eu não fiz questão nenhuma de falar com ele que hoje eu estava fazendo aniversário, nesse momento isso não importava mais para mim.
— Eu não sou importante, meus pais são, se eu não fosse filha de Franco e Zulema Zénon, jamais estaria viva. Eu sou a peça de tortura dele contra os meus pais, sem mim ele não tem mais nada que impeça meus pais de o atacarem. — Digo e mordo um pedaço do pão duro que está em cima da mesa.
Marcus coloca as chaves em cima da cadeira e senta na cama tirando a bota suja de lama.
— Precisamos sair daqui, eles vão nos encontrar e nós vamos ser mortos. Precisamos de um lugar mais seguro. — Concordo e o observo abrir o cinto e o botão de sua calça
— Você ainda vai sair?
— Não, agora venha até aqui fazer um agrado ao seu homem. Estou precisando relaxar. — Largo o pão na mesa e me ajoelho na frente dele.
Ele tira seu pau para fora e o enfia em minha boca com zero delicadeza. Buscando o seu próprio prazer mas quando percebe que eu não faço nenhum movimento ele me empurra e da um tapa em meu rosto.
— Odeio quando você faz isso. Você me deve pelo menos um tempo de prazer por eu ter te tirado daquele lugar, sua puta imunda.
— Me desculpe, é que eu não estou me sentindo muito bem. — Digo e mordo o lado interno da bochecha sentindo arder o lado de fora do meu rosto por consequência do tapa.
— Vou dormir um pouco. Tome um remédio, eu me preocupo com você. — Ele deposita um beijo em minha testa e vai se deitar.
Eu me deito ao seu lado e dou um beijo em seus lábios.
— Eu também me preocupo com você. — Ele sorrir e passa a mão pelo meu rosto.
— Desculpe-me pelo tapa, é que eu tive um dia difícil. Eu te amo menina e sei que um dia viveremos livres e felizes. — Abro um sorriso e me aconchego em seu peito.
— Também te amo. — Ficamos em silêncio depois disso, eu sinto seu coração bater de forma calma abaixo da minha cabeça e sua respiração se suavizar indicando que ele adormeceu. Mas eu só me afasto dele quando o ouço roncar baixinho.
Me levanto da cama e o observo por um tempo. Depois vou até o banheiro e enfio a mão atrás do pequeno armário e pego uma faca de tamanho médio. Marcus não me deixa ter contato com objetos cortantes nem nada que vire uma arma em minha mão, ele diz que tem medo que eu me mate ou faça algo para o meu mal. Mas a verdade é que eu tenho certeza que ele tem medo que eu faça mal a ele e não a mim mesma. Mas ele está certo em ter esse medo, pois desconhece a vontade que tenho de esfaquia-lo até ver seus órgãos pular para fora. E acho que hoje eu mereço um presente.
Passo os dedos pela lâmina da faca e abro um sorriso, o primeiro sorriso verdadeiro em muito tempo. Consegui a faca com a mulher que fica na recepção imunda e caindo aos pedaços. Disse que precisava de uma faca para cortar o pão e ela por sorte só tinha uma faca grande. Parece que chegou o dia dos humilhados serem exaltados hein, achei que esse dia nunca chegaria.
Marcus ainda ronca na cama, eu me aproximo dele e respiro fundo. Eu preciso conseguir dar um golpe fatal ou pelo menos um golpe que vá deixá-lo fraco e preciso ser rápida nos golpes seguintes para não dar a chance dele gritar. Mordo o lábio fortemente levanto as mãos e desço com a faca botando toda a força.
Marcus arregala os olhos quando a faca entra bem no seu peito, onde eu estava deitada há alguns minutos atrás. Tiro a faca novamente e volto a enfiar, uma, duas, três, quatro... sete vezes. Quando paro, minha respiração está pesada, ele ainda respira pesadamente com os olhos arregalados e tenta falar alguma coisa mas o sangue sai de sua boca o impedindo.
— Muito obrigada Marcus, por me livrar daquele lugar. Mas a única coisa que posso dizer agora é: nos vemos no inferno. — Coloco o travesseiro em sua cabeça e acabo de vez com seu sofrimento.
Me limpo rapidamente, coloco um moletom dele, calço meu chinelo e pego a mochila jogando lá dentro a faca. Coloco o capuz sobre a cabeça e saio do quarto e do motel de cabeça baixa, depois que cruzo a esquina eu corro o mais rápido que consigo precisando me comunicar com meus pais o mais breve possível...
E agora? Bem-vindos ao México Muchachos!
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Eu não sou obrigada a nadaaaaaa, e lá vamos nós com uma cadela sanguinária no poder. Beijos e me liga bebês 😎😘
*O grupo do whatsapp é especialmente para vocês leitores, para nos conhecermos melhor ♥️
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