Capítulo 19
1 mês antes
Pablo narrando.
______
Tem horas que Juanita saiu para se encontrar com os irmãos Gusman e eu não consigo falar com ela de jeito nenhum. Fico de forma impaciente andando pelo escritório a espera de alguma informação, até que Fernanda entra no escritório de forma assustada e pega o controle da televisão que está em cima da mesa ligando o aparelho.
— Olhe isso Pablo. — Ela bota em um telejornal que traz notícias urgentes e a apresentadora logo explica o que está acontecendo.
— Temos notícias exclusivas que Juanita Zénon uma das maiores narcotraficantes do México acabou de se jogar do alto de um penhasco para tentar fugir da polícia americana que desde de sua fuga estão a procura dela pelo país. Foi informado que Felipe e Chili Gusman colaboraram com a polícia para levar Juanita até o poder americano mas não estava nos planos da Mafiosa ser presa e ela acabou se jogando de uma altura de aproximadamente 50 metros de altura. Os bombeiros já começaram a busca pelo corpo de Juanita Zénon, mais informações no Jornal da Noite… — Pego um peso de papel em cima da mesa e jogo contra a televisão.
Que merda, eu disse para Juanita não ir. Fernanda me olha atentamente.
— O que vamos fazer?
— Vamos esperar, Zénon não pode ter morrido eu não aceito isso…
***
Mas dois dias depois do seu desaparecimento eu já não estava tão convicto assim. Estaciono meu carro em frente ao prédio onde sua cobertura está localizada.
Olho sobre o teto solar e pego seu celular no porta luvas, entro no aplicativo onde ela disse para eu ir e coloco a senha para dar início a contagem regressiva para o apartamento ser destruído.
942 coloco a senha e ativo as bombas e em menos de dois minutos ouço uma grande explosão e o incêndio começa, as pessoas correm alvoroçadas vejo alguns ligando para o bombeiro. Ligo o carro e saio do local indo direto para o banco, seguindo a risca o que Juanita me mandou fazer.
Estaciono o carro e entro na agência bancária pedindo para falar com Mário Vegas, ele logo vem me atender.
— Pois não?
— Eu vim em nome de Juanita Zénon. — Ele concorda rapidamente e me indica uma cadeira para eu me sentar.
— Volto daqui a pouco. — Ele diz e sai. Eu fico esperando de forma impaciente louco para sair logo daqui, não posso me expôr tanto assim.
Alguns minutos depois Mário volta e me entrega uma maleta pequena.
— Isso é tudo que tinha no cofre da Senhora Zénon. E o dinheiro será depositado em sua conta na Jamaica, todas as informações estão dentro da maleta.
— Ótimo, obrigado. — Pego a mala e saio do banco rapidamente.
Entro no carro e dirijo o mais rápido possível até a mansão, me tranco no quarto dela onde tem um pequeno santuário para seus pais e abro a maleta. Lá dentro tem uma chave, um cartão e uma carta escrita a mão, meus olhos lacrimejam assim que vejo sua bonita caligrafia, mesmo com um enorme nó na garganta eu começo a ler a carta.
Pablo, se você está com esta carta em mãos nesse exato momento isso quer dizer que eu morri, não acha engraçado isso tudo? Eu estou morta e meio que sei disso, provavelmente no inferno pois sinceramente eu não iria para o céu nem se nascesse de novo, enfim vamos ao que interessa. Eu sinceramente espero que você não tenha me decepcionado e que a minha cobertura esteja as cinzas nesse momento. Bom, isso aqui é meio que um testamento eu queria deixar claro que a mansão é propriedade da Fernanda, eu quero que ela fique com a mansão e quero que você deposite na conta de Pilar e Vitório 5 milhões de euros e na conta dos demais que estiveram ao meu lado deposite somente 1 milhão, acho que já dá um adianto, você não acha?
E
agora chegou a sua vez, quero que saia do país pegue a chave e o cartão que estão na maleta e vá para a Jamaica as informações que precisa estão no cartão, assim como o endereço onde você tem que ir. Saia o mais rápido do país e comece uma nova vida longe de tudo e de todos, nos vemos por aí.
Juanita Z.
Depois de ler a carta eu estou tremendo e com o rosto banhado em lágrimas, coloco a carta dentro da maleta fecho e passo o cadeado e depois vou para o meu quarto pegando somente uma mala de mão pequena e botando as coisas de mais importância, entro no site de uma companhia aérea e compro de última hora uma passagem para a Jamaica.
Desço para onde todos estão reunidos e converso com eles sobre a carta que recebi, todos ficam chocados por serem lembrados no testamento de Juanita, ela não deixou ninguém de fora e eu faço exatamente o que ela mandou depósito o dinheiro para todos e me despeço passando o comando de tudo para Fernanda e entregando a ela as chaves da mansão. Minha estádia no México acaba aqui.
***
Muitas e muitas horas, minutos, segundos e milésimos de segundos depois…
Assim que chego no endereço marcado no cartão que Juanita me deixou dou de cara com uma mansão enorme, quase que duas vezes maior que a mansão dela no México um jardim enorme se estende além dos meus olhos. Um homem alto e barbudo se aproxima usando jeans e um casaco branco, ele me olha com desconfiança segurando em sua arma que está no cós de sua calça.
— Quem é você?
— Eu sou Pablo, fui mandado aqui por Juanita Zénon. — Ele arregala os olhos em compreensão.
— Sinto muito pela Senhora Zénon, ela sempre foi muito boa.
— Sim.
— Venha vamos entrar. — Ele diz e eu o sigo para dentro da mansão.
Nos sentamos de forma informal na sala de estar mesmo, ele me entrega um copo de whisky e pega um envelope em cima de uma mesa.
— Assim fiquei sabendo sobre a morte dela eu sabia que você viria, então já deixei tudo aqui para facilitar o serviço. Juanita me disse que se algo acontecesse com ela você viria e era para eu te entregar isso e logo em seguida deixar a mansão te deixando aqui sozinho. Então o recado está dado, fico feliz que você tenha conseguido chegar. Prazer em conhecê-lo Pablo. — O homem diz e pega uma mala que está no hall de entrada.
Caramba ele estava mesmo esperando por mim, já deixou tudo no esquema para ir embora. Assim que o vejo sair com seu carro esporte eu abro o envelope e pego mais uma das cartas de Juanita.
Olha só você chegou na fase dois. Bem-vindo de volta, preparado para a sua parte da herança? Primeiro essa mansão linda é sua, lembra que sempre nos imaginamos morando na Jamaica? Aí está, agora realize essa vontade por nós dois. Segunda parte? Que tal brincarmos de caça ao tesouro? Nesse jardim enorme e lindo dessa mansão fodastica tem um tesouro para você, o que tem lá dentro vai garantir que você jamais trabalhe na vida, pois é Pablo tem muitas coisas da minha vida que você não sabe uma delas é o quão rica eu sou, minha fortuna já estava na casa do bilhão e ela está guardada por partes no mundo. Se quiser nós podemos facilmente continuar brincando de caça ao tesouro pois você tem muitas fases para concluir, mas se quiser parar por aí, pode parar pois só o que tem no tesouro dessa mansão já te garante uma vida milionária. Mas para isso você vai precisar de um detector de metais, como eu sou boazinha deixei um pra você lá no porão.
Abraços, Juanita Z.
Olho para o enorme jardim e respiro fundo, Juanita e suas brincadeiras.
— Ai Zénon, eu ainda te encontro viu?! Então vamos brincar, vamos dar início a caça ao tesouro. — Digo para o além e começo a minha caçada…
***
2 meses após o desaparecimento de Zénon.
Continuo na mansão a procura do tal tesouro, o jardim que era lindo agora está cheia de buracos por conta das escavações que fiz achando ser o tesouro, parei com a caçada por vários dias achando ser mentira dela mas eu conhecia Juanita o suficiente para saber que ela não mentia.
Ando pelo jardim apontando o detector de metais para todos os cantos até que ele começa apitar.
— Zénon que seja ele. — Pego a pá e começo a cavar até que sinto algo bloqueando a passagem. Jogo a pá pro lado e começo a cavar com as mãos até que encontro, é mesmo a porra de um tesouro puxo com dificuldades por conta do peso e quando abro a merda está abarrotada de dólares, vários montinhos embalados a vácuo.
Na tampa do baú tem uma nova carta.
E aí quanto tempo demorou para encontrar? Chegou a hora de me despedir de você, fique bem Pablo.
Adeus, Zénon.
Ai Juanita demorei 2 meses após sua morte. A carta dela foi breve me deixando com gostinho de quero mais.
Levo o baú para dentro da casa e deixo no hall mesmo pois o negócio está bem pesado. Ela nem deixou o quanto tem dentro do baú, não acredito que vou ter mesmo que contar. Agradeço a Juanita por tudo, ela é sem dúvidas a pessoa mais especial da minha vida e eu nunca vou amar ninguém como amo essa mulher.
Duas semanas depois.
Estou na sacada de meu quarto fumando um cigarro e usando um robe vermelho e olhando no binóculos o movimento ao redor da mansão até que vejo um carro parando em frente. Deve ser Marcus o homem que me entregou as chaves da mansão ele viria buscar umas coisas que deixou aqui.
Desço e libero o portão. Fico na porta de casa com os braços cruzados e o carro para logo em frente. A porta do motorista se abre e assim que vejo quem sai de dentro dele minhas pernas perdem as forças e eu caio no chão não acreditando nisso.
— Pablo, eu te ensinei várias coisas nessa vida e uma delas foi: Jamais abra a porta sem identificar quem está lá. — Estou chorando como um garotinho que voltou de viagem e encontrou os pais.
Me levanto, e vou até ela mas sem abraçar pois estou com medo de ser uma miragem.
— Juanita?
— Juanita? Não, Juanita está morta foi comida pelos tubarões. Eu sou Teresa Adonia. Está esperando o que para me agarrar? — Sem mais delongas eu abraço ela fortemente e sinto seu perfume.
Eu não acredito nisso.
— Como… como você sobreviveu?
— Fui achada por pescadores, estou fodida por dentro até o último fio de cabelo. Fui levada para a Guatemala e cuidada lá, perdi uma perna. — Ela levanta o vestido longo e me mostra uma perna mecânica e eu arregalo os olhos. Entramos na mansão e nos sentamos no sofá, eu a todo tempo segurando ela com medo de perde-la novamente.
— Você me encontrou.
— Claro, consegui recuperar uma grana que eu tinha em Belize e sabia que você estaria aqui mofando dentro de casa. O que foi Pablo? Você morreu junto com Juanita Zénon?
— Eu jamais iria me recuperar da sua morte. Não consegui mais sair de casa.
— Pois agora eu estou aqui, e você trate de sair dessa Bad. Vamos incendiar Jamaica. Ai, ai Pablo você achou mesmo que eu teria aquele final deplorável? Como se você não me conhecesse hein, bobinho. Agora vamos reunir toda a minha fortuna, pois agora eu mereço ter uma vida de rainha.
Ela abre aquele sorriso que diz tudo que ela está pensando e eu me levanto beijando aquela boca gostosa dela.
— Tudo por você, Teresa Adonia.
Conclusão.
Pablo e Teresa, compraram uma pequena ilha e lá eles mantém a todo vapor uma produção de cocaína. E de lá eles distribuem as drogas para toda a Jamaica. Eles vivem juntos em uma praia no Caribe, onde mantém um relacionamento aberto com a participação de terceiros. E vivem felizes para sempre nadando na grande fortuna que Juanita… ops, Teresa acumulou.
Teresa Adonia e Pablo Castilho, são conhecidos na Jamaica por suas obras de caridades e ajuda aos pobres. Que bom coração tem esse belo casal.
Com amor eterna, Juanita Zénon.
Fim!
Nossa Teresa Adonia e Pablo Palácios para a revista honestidade mundial hahaha. Que casal influencer hein. Amo mais que tudo, beijos de luz e nos vemos na próxima. Não esqueçam de me seguir no Instagram: @ EscritoraJhennyPaty
E de entrarem no grupo do whatsapp (link em meu perfil)
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