CAPÍTULO 03
Tenham uma boa leitura!
Não é que eu não acredite em você
Eu só estou tentando suportar
Porque isso é tudo
Que eu posso fazer
- Awake (BTS)
- Aonde eu estou?
- Você não sabe? - o rapaz arqueou as sobrancelhas e me encarou. - Como você não sabe, se é a segunda vez que você aparece na minha casa?
- Eu estou falando sério, eu simplesmente não sei - suspirei e me sentei na cama.
- Coreia do Sul, eu sou coreano.
O encarei perplexa. Caramba, eu realmente estava do outro lado do mundo mesmo. Eu fui parar na Ásia! A pessoa a qual estou destinada mora do outro lado do mundo. Mas por que eu estou aceitando esse assunto de que estou destinada a ele tão facilmente?
- Meu deus - tampei meu rosto com as mãos. - Por quê isto está acontecendo?
- Não sabemos - o cara dos ombros largos e lábios carnudos diz e eu o encaro. - Precisamos descobrir o que está acontecendo.
- Eu sei.
Olhei o quarto, a porta, e em seguida meu olhar vai para os outros rapazes, que até o momento estavam calados apenas observando tudo. Alguns estavam sentados, outros em pé. Eles eram, interessantes.
- Eles são tímidos? - perguntei e ele negou.
- Só estão assim por que não sabem o que fazer, devem estar confusos - soltei um "ah" em resposta. - Mas normalmente eles são brincalhões, barulhentos e muito doidos.
- Entendi - os encaro. - Ei, sejam vocês mesmos. Não precisam se preocupar comigo.
- É que isso tudo é tão estranho - o mais baixo de todos começa a dizer. - Quando nós e Jin-hyung vimos você na sala naquele dia, praticamente do nada, ficamos estáticos e assustados e pensamos: Como ela conseguiu entrar aqui? Ela é uma sasaeng?
Espremi o rosto com a palavra, sasaeng? O que é?
- O que é sasaeng? - perguntou e os rapazes me encararam.
- Você não sabe?
- Não - disse simples. - Essa linguagem coreana, eu não conheço.
- Sasaeng é é um nome dado para uma pessoa que são excessivamente obececadas pelos seus idolos, ou seja fãs que perseguem seus idolos e invade sua privacidade com métodos questionáveis, essas fãs são capazes de arriscar até mesmo sua própria vida a perseguir e usufruir o máximo que elas poderem de seus idolos, até mesmo chegar ao ponto de feri-los, monitora-los e persegui-los.
- Credo - murmurei. - Então, vocês acharam que eu era uma sasaeng, pois apareci do nada na casa dele não é? - apontei para o homem dos ombros largos e lábios carnudos. - Faz sentido. Essas sasaeng, perseguem seus idolos, então vocês são famosos?
Os mesmos me encaravam desacreditados. Mas o fato é, eu não tenho culpa de nada. Vida de universitária é ferrado, nunca temos tempo para nada, e quando temos, fazemos o que podemos. O fato é que eu não prestava muita atenção em nas notícias do mundo, e muito menos nos novos artistas da música que estão fazendo sucesso.
- Você realmente não sabe de nada - um garoto de pele pálida e lábios finos disse, e eu concordei consigo.
- Não sei mesmo, e admito isso - dei de ombros. - Vida de universitária não é fácil. E não temos tempo para quase nada.
- Entendo.
- Mas, vamos nos apresentar, ainda não sei o nome de vocês - me alevantei e andei pelo quarto. - Eu sou a S/n.
- Eu sou SeokJin, dono desta casa - o homem dos lábios carnudos e ombros largos disse. - Estes são Namjoon, Yoongi, Hoseok, Jimin, Taehyung e Jungkook.
SeokJin apontou para cada um, enquanto dizia seus nomes. Eu olhava e prestava atenção, para conseguir gravar os nomes deles. Seria um pouco complicado, os nomes deles eram diferentes do que eu estava acostumada. Mas eu acho que consigo.
- Nós podemos, podemos atravessar a passagem? - Jungkook perguntou.
- Ah, tudo bem, por que não - concordei de imediato. - Mas vou dizer algo antes, provavelmente quando terminarmos de atravessar, vocês não vão mais me entender, por estarmos no Brasil. Provavelmente o efeito de entendimento da língua coreana só funciona quando eu estou aqui.
- Faz sentido - os meninos concordam.
- Então, provavelmente, vocês terão de me abraçar. - os encaro e vejo alguns arquear as sobrancelha, outros torcerem os lábios. - Não estou me aproveitando de nada. Mas a teoria é de que precisa abraçar o dono da casa para poder começar a entender e falar o idioma do lugar. E como eu sou apenas uma, tive apenas que abraçar o SeokJin uma vez. Mas ao todo, tirando eu, vocês são em sete. E a dona da casa, do outro lado da passagem, sou eu. Então creio que cada um de vocês terão de me abraçar.
- Isso é meio estranho...
- Não estamos acostumados com isso - Taehyung coçou a nuca. - Na Coreia, abraçar uma desconhecida, ou fazer qualquer contato é estupro.
- Relaxem, eu não vou ver o abraço de vocês como um estupro - expliquei e os tranquilizei. - Vai ser apenas um abraço, sem malícia, nem nada. Podem ficar tranquilos quanto a isso.
Caminhei até a pequena porta e a abri novamente, vendo o quarto ser consumido pelo pelas duas cores roxa e rosa. Olhei para trás e sorri tentando tranquilizar os meninos que estavam tensos. Suspirei antes de me abaixar para ficar do tamanho da porta.
- Vamos lá! - disse e no segundo seguinte, já estava agachada começando a engatinhar sobre o túnel.
Olhei de relance para trás, sem parar de engatinhar, e pudi ver os meninos parecem curiosos e impressionados com o que estavam vendo. SeokJin estava atrás de mim, Yoongi estava atrás dele, Namjoon logo depois, Jimin em seguida, Taehyung atrás, Hoseok e por último Jungkook.
Quando já pudi ver a pequena porta suspirei aliviada, andar engatinhando doi as costas. Empurrei a pequena porta e sai de dentro do túnel suspirando de alívio. Encaro minha pequena sala, que estava escura e com apenas a televisão ligada, iluminando o ambiente.
Esperei todos os meninos saírem, e quando todos já estavam fora do túnel e deixei a porta pequena encostada apenas.
- Bem vindos ao Brasil!
Os garotos me encararam, passei por eles e acendi a luz da sala. Dando uma melhor visão para os olhos curiosos que estavam observando tudo.
- Agora os abraços - digo e os meninos me olham como se eu tivesse os xingado.
Rio antes de abrir os braços, para que eles vissem e entendessem que eu estava dizendo que era hora dos abraços. Vi os meninos excitarem por um momento, e mexo os braços os incentivando a virem.
SeokJin se aproxima relutante e sinto seu abraço desajeitado. Abraço sua cintura e encosto a cabeça em seu peito por um momento. Alguns segundos depois o solto e o encaro.
- Consegue me entender?
- Sim.
Sorrio e abro os braços esperando o próximo. Pouco a pouco os outros meninos pararam de relutar e vinheram sem muita timidez. A ordem foi: SeokJin, Jungkook, Yoongi, Hoseok, Namjoon, Jimin e Taehyung.
- Todos me conseguem me entender, não é? - pergunto e os vejo concordar. - Agora é oficial, bem vindos ao Brasil!
Abro a porta para o lado de fora e saio, sendo seguida pelos garotos.
- Isso é muito legal.
- Estamos mesmo no Brasil? - Jimin perguntou e eu soltei um "sim".
- Desse jeito é muito mais prático, quando formos fazer show no Brasil, poderíamos vir por aqui! - Hoseok comenta animado. - Se não tiver problema para a S/n.
- Por mim tudo bem - sorrio para ele. - Mas eu acho que as pessoas desconfiariam.
- Verdade.
- Venham comigo - os chamo e volto para dentro de casa. - Sentem-se.
Os meninos sentaram uns no chão, outros no sofá e me encararam. Fiquei de pé para que pudesse olhar para o rosto de todos.
- Eu tomo remédios para insônia, e quando você toma remédios se insônia e o remédio tenta fazer efeito, mas mesmo assim a pessoa luta para continuar acordada, isso resulta em alucinações visuais e auditivas. E a naquela noite, ou dia para vocês, eu havia tomado o remédio e relutei para ficar acordada pois queria terminar de ver o desenho - expliquei a todos que me encaravam com atenção. - Então quando eu acordei de manhã eu achei que havia tido uma alucinação por tentar ficar acordada mesmo com o remédio tentando fazer efeito.
- Você tem insônia? Sério? - Taehyung perguntou e os meninos o encararam, inclusive eu.
- Taehyung, isso não é hora - Namjoon comentou e o garoto murmurou um "desculpe" antes de voltar a prestar atenção.
- Pelo fato de eu achar que tive uma alucinação por causa do remédio, no dia seguinte eu não tomei, e foi quando eu vi que era real. Bem, hoje, já que ainda não passa da meia noite.
- Isso é muita doideira. E o bilhete que você havia citado? - SeokJin perguntou e procurei pelo papel pela sala, o achando em cima da estante.
- Aqui.
Entreguei o papel e o vi ler, assim como os meninos. Quando terminaram me encararam.
- Isso é mesmo real hyung.
- Não existe destino, tudo acontece absolutamente por acaso - Namjoon comentou.
- A questão é, o que faremos agora? - perguntei e encarei um a um. - Precisamos descobrir a verdade. Precisamos descobrir o que está acontecendo. Então, qual é o plano?
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