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잡아줘 (Hold Me Tight)

Se mexeu preguiçosamente na cama, pronta para se levantar e começar o dia quando sentiu o peso da perna dele sobre si, o corpo sendo puxado devagar até as costas baterem contra seu peito e os braços completarem a armadilha. Deu risada. Era assim pelo menos todo final de semana que passavam juntos.

— Ainda não deu a hora... - ouviu a voz grave e rouca contra o cabelo da nuca.

— Eu preciso ir antes que chegue alguém para te buscar. — falou rindo e ao mesmo tempo se aconchegando contra o corpo dele, confortável ali dentro daquele abraço de corpo todo.

— Fica... — ele suspirou preguiçosamente. — Vai ter doce...

Ela riu alto da tentativa dele de imitar a brincadeira que sempre fazia quando era ela quem queria que ele ficasse. Tinha essa mania desde criança, quando vivia no Brasil e não perdeu. Taehyung adotou a frase para si.

— É "fica, vai ter bolo". — corrigiu sorrindo e passando a mão de leve nos pelinhos do braço dele.

— Isso. Vai ter bolo. Fique, por favor... — repetiu com um suspiro. Ela não estava vendo, mas o conhecia o suficiente para saber que estava com os olhos fechados, passando o nariz em seu cabelo, abrindo caminho até seu pescoço.

— Não posso, eu tenho que trabalhar... e eu gosto do meu emprego. Não posso perdê-lo. — respondeu voltando a se mover para tentar sair da cama. Beijou delicadamente o braço mais próximo do rosto e os abriu para se levantar. A perna a enlaçou com mais força e ele passou o queixo áspero da barba por fazer contra sua nuca. Sentiu um arrepio involuntário, o corpo todo respondendo automaticamente.

— Quando vai finalmente vir morar aqui?

Lola congelou. Será que ele...? Não. Ainda era muito cedo. Ele ainda era muito novo e o grupo estava no auge. Ela não podia se iludir a esse ponto. Já estava vivendo um conto de fadas apenas por ter um relacionamento secreto com Kim Taehyung. Não se atrevia a subir mais um degrau nesse sonho. Não podia. Mesmo que secretamente já o tivesse feito.

— Como assim? — perguntou.

— Existem inúmeros apartamentos vazios no prédio. Você e a Ji Hu-noona poderiam se mudar tranquilamente. Ia facilitar nossos encontros, inclusive. — respondeu baixinho, ainda com o queixo na nuca dela.

As borboletas no estômago de Lola morreram imediatamente. Mesmo sabendo que não podia, não devia e, provavelmente, nunca iria acontecer, tinha esperado outro tipo de resposta. Contrariando a si mesma e seu próprio bom senso.

— E gastar todo o meu salário apenas para pagar o aluguel? E o resto? — respondeu fingindo entrar na brincadeira e finalmente se afastando dele. — Não, obrigada. — completou se levantando. Não olhou para ele com medo que ele notasse a decepção em seus olhos, mas Taehyung ainda estava no mundo dos sonhos, os olhos fechados, agora abraçado ao travesseiro dela.

— Vou ter uma conversa séria com seu chefe. Você merece um aumento. — respondeu sorrindo contra o travesseiro e abrindo apenas um olho.

A risada grave e cheia de preguiça dele fez com que ela sorrisse também. No entanto, havia alguma coisa que a incomodava naquela simples conversa de preguiça matutina. Quase como se sua intuição, que andava dormente nos últimos meses, voltasse a dar sinal com força total.

***

— Ju?

— Hmm?

— Já pensou em morar num lugar maior? — perguntou.

Estavam no café da empresa, localizado no andar térreo, onde quase todo mundo passava pelo menos quinze minutos do dia apenas para se distrair do dia cheio que envolvia trabalhar na Big Hit. Era a primeira vez em muito tempo que tinham um intervalo que coincidia para as duas. Desde que a empresa havia crescido e "adotado" outros grupos por se fundir a empresas menores, as duas viam o trabalho aumentar e o tempo juntas durante o expediente diminuir. As responsabilidades tinham aumentado exponencialmente e agora não cuidavam apenas do visual do BTS. Julia também cuidava da maquiagem do primeiro grupo feminino da empresa, Gfriend, enquanto Lola ajudava com o figurino do grupo mais novo, TXT. Aquele era um intervalo raro que decidiram aproveitar tomando um café e fofocando como faziam antigamente.

— Como assim? Não gosta mais de morar comigo? — perguntou Julia levantando os olhos do cardápio e encarando a brasileira. Lola também encarava o cardápio como se fosse achar a cura de uma doença pandêmica em segundos com medo do que veria nos olhos da melhor amiga. As duas já sabiam o que iam pedir, mesmo assim sempre se distraiam com o menu que mudava praticamente toda semana. — Lola? — chamou.

— Gosto... eu adoro morar com você. Estou perguntando justamente por isso... — falou finalmente. — E se a gente mudar para um lugar maior...?

— Tipo onde? — perguntou Julia desconfiada.

— Ah não sei... um bairro mais próximo, provavelmente. Talvez ?— sugeriu desviando o olhar. — Hoje eu acho que vou pedir um chá ao invés de um café, o que acha? — perguntou por cima, como se quisesse que a amiga não desse mais atenção ao bairro que havia sugerido.

— Chá... sei. — resmungou Julia. Sabia exatamente de que lugar específico do bairro sua amiga estava falando. — Eu vou pedir um Iced coffee caramelizado em homenagem à sua proposta de sermos vizinhas dos meninos. — completou, fechando o cardápio e encarando Lola séria.

— O que? Não! Não foi isso que eu quis dizer! — respondeu a outra na defensiva.

— Eu sei o que quis dizer. Não precisa mentir para mim.

— Não, é sério! Eu...

— "Tadeu" te deu essa ideia, não foi?

Os ombros de Lola caíram alguns centímetros, derrotada. Usar o apelido brasileiro que tinham dado para Taehyung era um jeito delas falarem dele e de Jungkook – que nessas horas se chamava João Biscoito (em português mesmo) – sem que ninguém percebesse. Desde que tinha deixado o apartamento dele – pela porta dos fundos, passando-se por funcionária da mansão – a questão tinha ficado martelando sua cabeça de modo incessante. Gostava muito do apartamento de dois quartos que dividia com Julia. Era o mesmo desde sua época como estagiária e intercambista. O lugar carrega memórias afetivas para as duas e ela tinha dificuldade em abandonar esse valor sentimental. Ao mesmo tempo que viver perto de Taehyung e os outros facilitaria muito sua vida, tanto em nível pessoal quanto em nível profissional. Mas isso também significava correr o risco de ser descoberta.

Não tinha mentido para ele de manhã, realmente gostava do emprego e de tudo o que envolvia trabalhar com o kpop. Era seu sonho virando realidade de inúmeras maneiras. A cereja no bolo era ter um relacionamento com o homem por quem se apaixonou à primeira vista assim que assistiu ao debut do BTS. Mesmo assim, era muito tentador ver a possibilidade desse sonho receber um upgrade.

— Eu adoraria morar mais próxima deles... — Julia interrompeu os pensamentos de Lola. Não olhava diretamente para a amiga, no entanto, estava com os olhos presos num cartaz de propaganda do grupo com sua linha de cafés— Ao mesmo tempo que não sei se isso seria saudável para qualquer um de nós... — encarou os olhos castanhos de Lola finalmente.

— Eu sei... — concordou.

— Seria como trabalhar em tempo integral, na parte profissional da questão. E ficar para sempre olhando por cima do ombro, com medo de como as pessoas reagiriam se soubessem do que rola nos bastidores. Já conversou sobre isso com ele?

— Sobre o que?

— Assumirem para o mundo que tem alguma coisa entre vocês.

Lola ficou muda diante daquela pergunta. Ela, sozinha, já tinha pensado em como seria sua vida se o mundo soubesse que namorava Kim Taehyung, mas nunca tinha tido coragem de perguntar isso a ele. Tinha medo dele finalmente perceber que podia ter o mundo, se quisesse, e ela era só mais um degrau rumo ao destino final dele com outra mulher. Uma coreana, de preferência.

— Vocês já tiveram essa conversa? — perguntou em resposta. Julia exibiu um sorriso triste e decidiu que já era hora de pedirem o café que as levara até ali.

— Ele já... mas eu não sei se tenho coragem ainda. — admitiu se levantando e indo para o balcão do café. — Um macchiato.

— Ué?

— Vou pedir diferente hoje... — falou olhando de soslaio para Lola. Sorriu para tranquilizá-la sobre suas inseguranças e enlaçou o braço no dela.

— Então vou querer um Latte Macchiato. Vou mudar também. — sorriu de volta.

— Um dia nosso conto de fadas vai acabar, não vai? — perguntou Julia encarando o perfil de Lola enquanto ela pagava. A mesma conversa tinha acontecido entre ela e Jungkook. A diferença é que o garoto era muito mais romântico e sonhador que ela, e já tinha feito planos para os próximos vinte anos, como se soubesse que ficariam juntos para sempre.

— Vai... Ou vai melhorar? Não sei... — concordou Lola abaixando a cabeça alguns segundos e depois a encarando de volta. — Eu queria só que não fosse tão complicado. Seria mais fácil se todo mundo soubesse, pelo menos.

— Mas e os fãs?

— Eventualmente eles vão ter que aceitar que os meninos são humanos e precisam viver também. Não acha? — perguntou em resposta.

Não se importava demais, de fato, com essa parte porque também já tinha sido fã. Antes de sequer imaginar que um dia trabalharia com seu grupo favorito, Lola tinha tido esse tipo de conversa com suas amigas no fandom — e essa é a parte boa de ser mais velha que a maioria dos fãs usuais — e todas ficariam em choque, verdade, mas depois torceriam pela felicidade deles. O choque de realidade seria difícil, mas eventualmente iria acontecer. Agora, sendo parte dessa hipótese, não tinha medo de como reagiriam, tinha medo de como Taehyung ficaria quando isso acontecesse. O army era muito importante para ele, sabia disso e o amava mais ainda exatamente por ser assim. Mas agora tinha medo de como ele ficaria com esse relacionamento platônico, porque é fato que muitos não vão reagir bem e vão cobrar isso dele.

— Mesmo assim eu tenho medo. Existem fãs extremas— falou Julia, também perdida nos próprios pensamentos.

— Mas é você que tem medo delas ou é o João? — perguntou. Seu celular apitou avisando que tinham mais cinco minutos, apenas.

— Ele não se importa. Diz que já imaginou todas as possibilidades— contou. — Não me pergunte como, ele só disse que sabe. — completou diante do olhar intrigado da amiga.

— Todas, todas? Até mesmo como a empresa vai reagir?

— Eu...

— KIM JI HU! — alguém gritou da porta do café. As duas olharam e deram de cara com uma das assistentes de equipe. O desespero no olhar dela fez com que Lola e Julia largassem o café e voltassem correndo para o trabalho. A chegada de tantos grupos novos fazia com que não tivessem muito tempo e essa era uma das inúmeras consequências.

Separaram-se na porta do elevador, porque Julia iria com a assistente para o sexto andar, enquanto Lola iria para seu ateliê no segundo.

— Continuamos depois?

— Te vejo em casa.

Apesar de ter visto Lola concordando, Julia percebeu que havia algo mais naquela conversa. Algo relacionado à última pergunta, que não tinha conseguido responder antes de ser interrompida e que, honestamente, não sabia responder. Nunca tinha pensado na empresa como obstáculo, porque sempre teve apoio em todas as vezes que precisou cuidar de seus problemas pessoais. Mesmo assim, nem ela e nem Jungkook tinham tido coragem de abrir seu relacionamento para o resto da equipe.

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Nota da autora: era para esse capítulo ter sido postado na quarta passada, dia 06/01, porque era meu aniversário. Mas, apesar da pandemia, consegui aproveitar meu dia tão bem que perdi o timing na fic. Sendo assim, vamos na quarta seguinte e talvez sigamos com esse dia? Não sei. 

Espero que gostem. 

Boa leitura

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