Second Season 14
No peace in grave/ Sem paz na tumulo
Eu estava lá fora na estrada
A vida fora de controle
Ela tornou-se uma vítima de minha agenda lotada
E eu sei que não é justo
Isso não quer dizer que eu não me importo
Essa é dedicada à menina lá fora -Flatline
Ryan's P.O.V.
O barulho que o telefone emitia incansavelmente fez com que eu me arrasta-se pra fora da cama pra ver o que era. Puxei o celular do bolso da calça vendo um lembrete de mensagem na caixa postal. Acessei a minha caixa de mensagem ouvindo o recado.
Oi Ryan, sou eu Melody. Eu não sei realmente por que eu estou te ligando, mas eu..eu queria dizer que eu sinto muito pelo que aconteceu, não queria que nada disso acontecesse entre nós. Você é o meu melhor amigo e não imaginava em momento algum te machucar. Me desculpa por não poder ser quem você queria que eu fosse. Me desculpa por não poder corresponder aos seu sentimentos. – uma breve pausa–E se por acaso se você não quiser mais ficar perto de mim eu vou entender, mas se ainda quiser ser meu amigo eu vou estar aqui esperando sua ligação.
Eu ligaria pra ela assim que soube-se o que dizer, a ficha de que ela nunca seria minha já tinha caído e me afastar agora não mudaria nada. Entrei no banheiro tomando um banho longo e descansando a cabeça. Meus pensamentos ainda estavam embaralhados pelo porre que tinha tomado, nada que mais uma garrafa de cerveja curasse. Saí do banheiro me secando, me vesti e fui até a cozinhando procurando algo pra comer.
-O senhor quer que eu prepare algo? –a empregada perguntou me vendo entrar. –O jantar será servido daqui uma hora. –avisou.
-Me faz um sanduiche, não quero esperar até o jantar –falei me sentando.
Minutos depois ela servia o sanduiche e um copo de refrigerante pra mim. Ouvi um barulho no corredor e portas sendo batidas. Dei uma mordida no sanduiche ignorando o que acontecia, devia ser Justin no seu humor de cão como de costume. Terminei meu lanche ouvindo alguns gritos vindos do escritório, saí da cozinha vendo a sombra de Melody no final do corredor. Tentei alcança-la, mas quando me aproximei já gritando seu nome ela entrara em seu carro.
No primeiro instante ela deu uma ré violenta pegando um dos carros estacionados que acabou batendo na parede da garagem e fazendo um buraco na mesma. Depois ela acelerou atravessando os portões em alta velocidade. Voltei pra dentro da casa mais precisadamente pra escritório.
Justin estava com a cabeça apoiada na mesa extremamente quieto.
-O que houve? –perguntei mas ele não respondeu –Por que a Melody saiu daqui daquele jeito, vocês brigaram. –ele levantou o rosto. Seus olhos estavam vermelhos e ele mantinha uma expressão triste.
-Acho melhor você ficar fora disso cara –disse voltando a deitar a cabeça na mesa.
-To começando a ficar preocupado, não vai me dizer que brigaram pelo que eu disse ontem? –perguntei me sentindo culpado instantaneamente.
-Não, fica tranquilo você não tem nada a ver com isso.
-Então o que foi?
-Eu fiz o que tinha que fazer, não dava mais pra gente ficar junto. –falou vago. –Fecha a porta quando sair.
Aquela era a segunda vez que eu via Justin tão calmo diante uma situação que o fazia tão infeliz. Ele não estava gritando ou derrubando a casa. Ele não estava reagindo. Aquele era de longe o maior sinal de que estava tudo errado com ele.
Voltei pro meu quarto ligando pra Melody, não queria aparecer e ser inconveniente em um momento daqueles seja lá o que tenha acontecido, mas eu também queria saber como ela estava, a parte apaixonada de mim não permitia ignorar a importância que ela tinha pra mim. Depois de algumas tentativas eu acabei desligando, ela não deveria estar a fim de conversar com ninguém.
(...)
Voltei a ligar para Melody mais algumas vezes, e ela continuava não atendendo. A minha preocupação só crescia, decidi atravessar qualquer barreira que me afastava de ir atrás dela. Saí da casa passando por Nolan que seguia com sua cara de bons amigos.
-O que aconteceu? –o parei antes de entrar no meu carro estacionado no meio do jardim.
-Melody arrebentou a frente de um dos carros e ainda fez um buraco na parede da garagem, parte dos tijolos caíram em cima da minha lamborghini –falou entre dentes –Eu só não esgano essa menina por causa do Justin, por que se fosse qualquer outra . –ela grunhiu bravo.
-Calma cara é só um carro –falei tentando acalma-lo.
-Eu dei um duro do caralho pra conseguir aquela lamborghini, ela não é só um carro.
-Nolan você roubou ela a seis meses –falei por fim vendo ele se irritar mais ainda e sai de perto.
Entrei no meu carro acelerando pra longe dali. O sinal foi longo o suficiente pra me fazer ter pensamentos imbecis sobre aquela situação. Por um segundo, um misero segundo eu pensei em entrar na casa dela e dizer que se não estava feliz com Justin, eu estava ali a disposição dela, por que se ela quisesse eu teria amor pra nós dois. Logo em seguida recuperei a minha sanidade percebendo que eu falava sobre meus amigos. Parei em uma loja no centro da cidade, entrei procurando por uma caixa de bombom, eu me lembrava o quanto ela amava chocolate quando estava triste. Peguei a melhor caixa de chocolate da loja e voltei pro meu carro. Dirigi até chegar a casa dela, passei pelo portão percebendo que a segurança havia sido aumentada. Deixei o carro no jardim e apertei a capainha da casa. Uma senhora vestida com uniforme atendeu.
-A Melody esta? –perguntei e ela me deu passagem a entrar.
-Ela estava na sala do piano. –falou apontando na direção do corredor.
Segui o som do piano entrando no corredor logo sua voz começou a surgir também. (musica nas notas finais)
Am I just a fool?
Sou só uma tola?
Blind and stupid for loving you
Cega e estúpida por te amar
Am I just a silly girl?
Sou só uma garota boba?
So young and naive to think you were the one
Tão jovem e ingênua por pensar que você era o cara certo
Who came to take claim of this heart
Que veio reivindicar meu coração
Cold hearted shame
Uma vergonha sem coração
You'll remain just a frame in the dark
Você será sempre uma moldura no escuro
Era a primeira que eu a ouvia cantar e sinceramente era angustiante, sua voz trazia um certo peso enquanto seguia as notas. Me aproximei da porta a observando cantar por uma brecha.
And now the people are talking, the people are saying
E agora as pessoas falam, as pessoas estão dizendo que
That you have been playing my heart like a grand piano
Você está tocando meu coração como um piano de cauda
The people are talking, the people are saying that you
E agora as pessoas falam, as pessoas estão dizendo que
Have been playing my heart like a grand piano
Você está tocando meu coração como um piano de cauda
So play on, play on, play on. Play on, play on, play on
Então continue tocando, tocando, tocando, tocando
Play on, play on, play on. Play on, play on
Tocando, tocando, tocando, tocando, tocando
Era evidente as lágrimas rolando em seu rosto. Chegava a ser doloroso vê-la daquele jeito.
Am I being a fool?
Estou sendo tola?
Wrapped up in lies and foolish truths
Embrulhada em mentiras e verdades sem sentido
What do I see in you?
O que eu vejo em você?
Maybe I'm addicted to all the things you do
Talvez esteja viciada nas coisas que você faz
Cuz I keep thinking
Pois eu fico pensando
You were the one who came to take claim of this heart
Você foi o único que veio reivindicar meu coração
Cold hearted shame
Uma vergonha sem coração
You'll remain just afraid in the dark
Você será sempre uma moldura no escuro
Por um instante as notas perderam sincronia e ela espalmava as mãos aflita no piano, como quem descontava a raiva. Abri a porta correndo em sua direção. Joguei a caixa de bombom em cima do piano e me ajoelhei aos seus pés segurando suas mãos.
-O que houve? –perguntei a encarando. Ela não respondeu, apenas se jogou nos meus braços.
Ela chorava sem parar agarrada a mim, soluçava como uma criança pequena. Seu chorou começou a cessar e ela se recompôs limpando as lágrimas.
-Me desculpa –ela sussurrou ainda fungando.
-Pelo que? –perguntei levantando seu rosto e a fazendo me encarar.
-Sei lá –ela voltou a chorar apoiando os cotovelos no piano e escondendo o rosto.
-Será que da pra me dizer o que ta acontecendo? –perguntei de novo acariciando seus cabelos.
-Você não vai querer saber.
-Apesar de tudo eu ainda sou seu amigo e eu to preocupado, sai de casa e Justin já não parecia bem e agora você chorando como se alguém tivesse morrido. Por favor me diz o que houve. –ela segurou o choro tentando falar.
-Acabou Ryan, e acabou da pior forma possível. –disse por fim.
-Não fala assim, vocês só brigaram, aposto que foi por uma bobagem –falei e ela levantou o rosto vermelho e inchado pelo choro e me encarou.
-Ele dormiu com um dessas vadias numa boate qualquer. –ela voltou a se apoiar no piano e chorar enquanto eu ficava sem reação.
De todas as merdas que eu já imaginei ver o Justin fazer, aquela era a de longe que eu nunca imaginei que ele faria com a mulher que ele tanto dizia amar.
-Não acredito que ele fez isso –disse ainda pasmo. –Ele vai me pagar. –murmurei pra mim mesmo.
-Deixa pra lá, já foi –disse suspirando. –Daqui a pouco eu nem consigo mais chorar.
-Deixa pra lá? Ta bom –eu não ia mesmo –O que você vai fazer?
-Sei lá, chutar o pau da barraca –disse rindo entre o choro –Ta na hora de parar de segurar a onda já percebi que não vale a pena.
-Como assim?
-Sei lá, não to pra pensar agora Ryan. –ela levantou –Eu vou deitar, não consegui dormir a noite.
-Quer que eu vá com você? –perguntei inocente recebendo um olhar desconfiado dela.
-Ryan...
-Não é isso que você ta pensando, eu to aqui como seu amigo e nada mais. –mais uma mentira que eu tentava acreditar.
-Tudo bem. –nós seguimos pro seu quarto, ela se deitou entrando embaixo de um edredom gigante. Fiquei sentada ao seu lado numa cadeira na beirada da cama. Ela ficou quieta por alguns instantes enquanto eu a observava.
-Você acha que eu ficaria bem com o cabelo curto? –perguntou me pegando de surpresa.
-Não imagino você de cabelo curto Mel, gosto do seu cabelo assim longo e nesse castanho natural –ela riu fraco.
-Você parece o meu cabeleireiro falando –ela se mexia inquieta na cama. –E se eu pintasse de preto?
-Por que você quer fazer isso?
-Não disse que queria, só perguntaria o que você acharia.
-Sei lá Mel, eu sempre te vi assim. Normal sabe, uma menina normal. –ela revirou os olhos e afundou o rosto no travesseiro. –O que foi?
-Menina normal –resmungou.
-Assim fica difícil te agradar.
-Então para de tentar me agradar.
Conversamos sobre coisas bobas até que ela finalmente caiu no sono. Depois de ouvir que Justin havia feito uma trairagem daquela com ela eu tinha me segurado pra não correr dali e meter a mão na cara dele. Bem, o meu controle só durou até o momento em que eu passei pela porta de casa e dei de cara com ele deitado no sofá como se nada tivesse acontecido. Fui na sua direção o puxando do sofá e o colocando de pé.
-Mas que porra você... –levantei o punho acertando a cara dele.
-Essa é por você ter desconfiado de mim –esbravejei liberando a raiva adormecido pelo episódio da noite passada. –Eu tomaria um tiro por você seu filho da puta e você desconfiou de mim. –ele ficou ereto limpando o sangue da boca.
-Eu já pedi desculpas –falou.
-Isso não diminui o fato de que você não consegue confiar em mim, logo em mim. –ele riu irônico.
-Você se apaixonou pela minha mulher, não vem falar sobre confiança. –me aproximei.
-Falando nela, isso é por ela -acertei outro soco e ele caiu rosnando pra mim. –Seu desgraçado como você pode trair ela.
-Isso não é da sua conta –levantou cerrando os punhos, eu tinha cutucado onça com vara curta e ainda sim não sentia medo algum.
-É da minha conta sim, eu to sofrendo por que ela te ama e você prova que não é homem pra ela. –ele deu um passo pra frente acertando um soco no meu nariz, me apoiei nas costas do sofá ainda o encarando. –Você não merece um fio de cabelo daquela mulher.
-Você acha que eu não sei? –gritou –Eu sei e isso me mata todos os dias. Mas é a mim que ela ama. –esbravejou mais uma vez, ele vinha na minha direção quando eu ia na dele e de repente Nolan surgiu no meio de nós dois.
-Qual e o problema de vocês –ele ficou no meio de nós nos encarando. –Brigando por mulher? É isso mesmo?
-Fica fora disso Nolan –sussurrei ainda encarando Justin, ele merecia uma bela surra.
-Não –ele gritou bravo –Eu vi o Justin matar o Lil por dinheiro, e eu não vou assistir você tentar matar o Justin por causa de uma garota. –dei um passo pra trás ouvindo ele falar. –Eu to cansado de ter que segurar a onda de todo mundo aqui dentro, chega. Ou as coisas voltam ao normal ou eu saio daqui. Amanha nós vamos enterrar um dos nossos, morto por um dos nossos. –Justin se afastou assim como eu. –Não vou ficar pra ter que enterrar um de vocês.
-Vou pro meu quarto –falei saindo dali.
Por mais que eu não quisesse ouvir Nolan estava certo. Não da pra viver desse jeito.
Melody's P.O.V.
A minha noite tinha sido mais curta que o planejado, o dia ainda não havia surgido e eu já estava de pé. Durante o pouco tempo que dormi, hora ou outra eu acordava procurando por ele na cama. Frustrante e doloroso ao mesmo tempo. Aproveitei o tempo que tinha até amanhecer e segui o meu impulso e chutar o pau da barraca.
Horas depois eu me olhava no espelho gostando do resultado, limpei o banheiro jogando as caixas de tinta e os cabelos que estavam no chão fora. Me peguei encarando o meu reflexo no espelho enquanto chorava mais uma vez, era quase inevitável. Limpei as lágrimas que insistiam em brotar nos meus olhos, prendi o cabelo e desci. Era cedo o suficiente pra empregada ainda estar dormindo. Liguei a televisão da sala deixando num filme qualquer. Passava Notting Hill, coincidentemente um dos meus filmes preferidos da Julia Roberts.
-Mel? –Scooter apareceu me assustando –Você ta bem meu amor? –ele perguntou se sentando na parte que sobrava onde eu estava deitada no sofá.
-Já estive melhor –falei querendo não entrar no assunto.
-Você tava chorando? –perguntou mesmo sabendo a resposta. –Não vai me dizer que é por causa daquele bastardo?
-Esquece isso –falei me sentando. –Não importa mais, acabou. –ela me prendeu num abraço beijando a minha testa.
-Se você não quiser contar tudo bem, mas quero deixar claro que se ele tiver feito algum mal a você eu vou cortar o pau dele colocar em um pote em conserva e alimentar os tubarões com o resto do corpo. –me soltou encarando meu rosto.
-É uma proposta tentadora –ele riu beijando a minha testa.
-Vou tomar café e vou ao enterro do Lil, se quiser quando eu voltar nós podemos dar um role no shopping –ela gesticulou como se fosse uma garota de quinze anos –fazer as unhas, o cabelo –ele encarou meu cabelo fazendo uma careta. –Quando isso aconteceu na sua cabeça?
-Não vem ao caso, vou ao enterro com você. –levantei o empurrando pra passar.
-Sabe que o Justin vai estar lá. –alertou.
-Também sei que ele pode cair em uma daquelas valas acidentalmente –sai da sala ouvindo ele gargalhar.
Tomei um banho rápido e me refugiei dentro do closet procurando alguma roupa preta. A maioria das minhas roupas acabara ficando na casa dele. Peguei calça, blusa e um casaco, o clima lá fora parecia frio. Me vesti e calcei uma bota de salto, parei na frente do espelho encarando meus olhos vermelhos, nem um colírio ajudaria aquilo a diminuir. Soltei o cabelo o deixando natural e coloquei os óculos. Peguei minha bolsa e desci as escadas encontrando Scooter a minha espera, tinha demorado mais que o previsto.
-Gostei do seu cabelo assim –ele falou sorrindo.
O caminho até o cemitério foi calmo, ele cantarolava a música que tocava no rádio e me encarava algumas vezes checando se eu estava bem. Não demorou muito e nós atravessamos as grades gigantes que guardavam o cemitério. Havia um horizonte de lápides em todas em direções. Saltei assim que o carro foi estacionado, segui scooter até uma sala onde o corpo era velado. Por mais inacreditável que pudesse ser a sala estava lotada. A únicas pessoas que eu conhecia ali eram Ryan, Nolan e ele que até o instante que eu havia entrado na sala e parado próxima a porta não havia percebido a minha presença.
Cerca de quinze minutos a família resolveu que era hora de enterrar o corpo. A mãe de Lil, segundo Scooter a mulher de vestido preto longo e chapéu com um ninho em cima não parava de chorar, chegava perto do caixão e encarava o filho morto. Meu coração pesou assistindo aquela cena, afinal eu sentia uma parcela de culpa naquilo. Ainda que fosse pequena eu tinha.
Seis homens, entre eles "ele" ajudaram a fechar o caixão, travaram e o suspenderam segurando cada um em uma alça. Eles seguiram saindo da sala. Justin passou por mim percebendo minha presença e me encarando por alguns segundos. Ela seguia com seus óculos escuros de costume. Senti meus olhos arderem e meu corpo tremer por alguns segundos, talvez eu não estivesse pronta pra encontra-lo ainda. Scooter segurou minha mão chamando a minha atenção.
-A gente pode ir embora se quiser. –respirei fundo seguindo a multidão que saia e o levando comigo.
-Vou ficar até o fim.
A multidão seguiu até uma cova, dezenas de pessoas ficaram em volta ouvindo o discurso de um padre. Me afastei um pouco assistindo a cerimônia de longe. Ryan se afastou da multidão também vindo na minha direção.
-O que ta fazendo aqui? Você nem conhecia o Lil. –parou ao meu lado assistindo.
-Eu tenho compaixão sabia –ele riu sarcástico.
-Ele tentou te matar
-E agora ta morto –finalizei gesticulando.
-Gostei do cabelo –passou a mão nos meus fios curtos. –Sabia que ia fazer isso.
O caixão começou a descer, e em instantes estava completamente dentro do buraco. Algumas pessoas jogaram flores e punhados de terra, até que o coveiro começou a cobri-lo totalmente. As pessoas começaram a sair instantaneamente, não rápido que não pareciam querer estar ali.
-Posso te contar um segredo? –virei na direção de Ryan –Justin não ta usando óculos escuros por causa do enterro, eu o deixei com olho roxo. –ri mesmo sem querer com a cara de felicidade dele.
De repente uma das lápides simplesmente estourou ficando em pedaços. As poucas pessoas que restavam ali congelaram. Outra lápide explodiu e dessa vez foi óbvio entender que era uma bala. Olhei um volta procurando de onde ela vinha, e quando voltei meu olhar pras pessoas no cemitério já estavam todos de arma em mãos.
-Temos que sair daqui –Ryan falou apontando pra todos os lados. Eles começaram a se mover, quando percebi estava no caminho para o estacionamento.
Entrei no carro com Scooter, ela estava nervoso e eu sem ação.
-O que foi isso? –perguntei afoita.
-Gangsters Melody, eles estão nos expulsando da cidade.
-Mas o que?
-A cidade era deles antes, Justin abaixou a guarda enquanto procurava Lil e eu acredito que eles tenham aproveitado a oportunidade.
-E o que acontece agora? –perguntei me encostando no assento e tentando arrumar o pensamentos.
-Nós saímos da cidade o mais rápido possível.
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