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Second Season - 07


Hide And See


Foliei uma pasta com dezenas de fotos de casas lindas por todo o mundo, grandes, pequenas, medias, de todas as cores e formas e de preços assustadores. Puxei duas imagens que me chamaram atenção, a primeira era de uma casa simples, de bairro. Varanda e cercadinho na entrada, parecia coisa de filme pra mim. A outra era uma pequena mansão de frente pro lago, parecia aconchegante. Seus detalhes em madeira, um lindo gramado e uma estonteante parede de vidro que dava vista ao lago.

-Olha essas duas –eu estava sentada em frente a Justin no escritório, então aproveitei para lhe mostrar as fotos. –O que acha? –mas ele nem sequer olhou pras fotos.

-Eu to ocupado agora Mel –disse calmo desviando sua atenção de uma papelada para o computador.

-Fala sério Justin, você que pediu pra eu dar uma olhada nas casas e agora você não pode olhar a droga de uma foto? –perguntei incomodada e ele largou a papelada.

-Okay, okay –puxou as fotos e as encarou por alguns instantes –A casa do lago é melhor, afastada, porte médio e aqui em Detroit. –ele devolveu as fotos e voltou a encarar sua papelada.

-A possibilidade de morar no Canada com a sua família não passa pela sua cabeça? –perguntei.

-Não, receber visita dos meus avós todo mês já é suficiente pra mim! –respondeu. Toda a confusão na casa de Jeremy, havia acontecido há uma semana, apesar de tudo Bruce e Diana não abriram mão de poder ver Justin, mesmo sabendo o que havia acontecido naquela tarde.

-E seu pai? –ele parou por um momento e me encarou, mas logo voltou aos seus papeis.

-A minha vontade de vê-lo é tão grande quando a dele em me ver –fechou o notebook e largou os papeis –Nenhuma.

-Tudo bem –levantei dando a volta na mesa e sentei em seu colo. –Que horas vai sair?

-Antes de anoitecer, o caminho é longo. –respondeu passando os braços pela minha cintura.

-Tem certeza que você precisa ir? Ninguém pode ir no seu lugar? –perguntei preocupada, não queria que ele fosse.

-Mel –ele riu acariciando meu rosto –Esse é o meu trabalho e, eu não o faço desde que você chegou aqui, toda vez que eu tento sair você encontra um jeito de me impedir, mas dessa vez não dá, eu preciso trabalhar. –balancei a cabeça fingindo concordar.

-Nada mesmo? –eu pisquei e ele revirou os olhos.

-Para Mel!

-Me deixa ir então... –choraminguei mexendo na gola da blusa dele.

-Nem fodendo, a última coisa que eu quero é você metida nisso.

-Então você ir lá e dar uma de vida louca, roubar uma cegonha em outra cidade e ta tudo bem.

-Sim –respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o que era. Não queria que ele fosse pois estava com medo que algo acontecesse. –Faço a mais tempo do que você possa imaginar Mel, vai dar tudo certo. Acredite eu posso pegar aqueles cegonha cheia de carros de olhos fechados.

-Okay –respondi derrotada.

Seus lábios tocaram os meus delicadamente como se quisessem me convencer de que tudo ficaria bem e não havia motivo para se preocupar. Mas ainda sim, meu coração chacoalhava em pensar num possível acidente ou o que diabos pudesse vir a acontecer. Uma vez fora daqueles portões ele estava a margem do destino, bom ou ruim.

-Já liguei pros tios das crianças, eles os buscarão amanhã de manhã. –ele disse.

-Eles vem aqui?

-Não, eu os deixarei no aeroporto. –ele respirou fundo. –Eu vou contar o que aconteceu pra eles assim que eu chegar.

-Tem certeza? –ele assentiu.

-Eu preciso fazer isso, eles precisam saber a verdade por mim afinal eu fui o culpado.

-Não é bem assim Justin. –ele revirou os olhos puxando o celular de cima da mesa.

-Tenho que ir checar algumas coisas antes de sair. –sai de seu colo percebendo que ele queria levantar.

-Vou pedir que a empregada prepare um lanche pra vocês antes de saírem. –Nolan havia conseguido uma empregada nova no dia seguinte a morte de Dakota, mas ela ainda estava em período de teste.

-Okay –levantou, passou por mim dando um beijo na minha bochecha e saiu.

Voltei aonde ele estava e me sentei em seu lugar. Ainda que entendesse que era perigoso sair com os rapazes e entrar no meio de balas perdidas pra pegar algo, eu estava cansada de ficar ali, as vezes me sentia tão presa quanto quando estava na casa do Bishop. Justin não era nenhum ditador ou coisa do tipo, mas a vontade de me proteger era tão grande que as vezes era mais dura que a do meu pai. Falando nele, as coisas estavam bem, mas bem até demais, do tipo monótono e chato... Eu estava sufocada, precisava de um pouco mais de adrenalina e menos de brincadeiras de menina. Escolher o menu do jantar, fazer compras ou levar as crianças pro parque, que saco.

Me debrucei em cima da mesa tomando coragem pra levantar dali.

***

Justin P.O.V.

Abri a porta e joguei a ultima a bolsa de armas no porta malas e a fechei. Uma camionete com quatro seguranças –eu não queria chamar atenção afinal eu estava indo para a cidade vizinha –e três camaros que sempre usamos no caso de algo der errado e precisarmos despistar alguém ou a policia. Nolan e Ryan já estavam em seus carros e eu precisava me despedir de Melody antes de sair, afinal era ela quem me dava sorte.

-Tchau amor –disse me aproximando e a abraçando.

-Até mais tarde –ela respondeu nem um pouco contente.

-Não fica assim, daqui a pouco eu to de volta.

-Eu espero –resmungou.

-Te amo –falei beijando sua testa.

-Te amo –respondeu enquanto eu me distanciava indo em direção ao carro.

Entrei e dei sinal dando partida, nem sequer ousei olhar pelo retrovisor e encarar Melody, sabia que se fizesse isso corria o risco de desistir de ir só pra não deixa-la preocupada. Acelerei atravessando os portões até chegar a auto estrada onde Nolan tomou frente, ele era quem melhor conhecia o caminho. Liguei o rádio do carro pra manter contato com o Nolan, chamei Ryan uma vez mas ele não respondeu.

-O radio do carro do Ryan ta desligado? –perguntei sem tirar os olhos da estrada.

-Não que eu saiba, por que?

-Sei lá, chamei e ele não respondeu.

-Deve ta escutando música.

-É tanto faz, quanto tempo pra chegar ao armazém da distribuidora?

-Uma hora e meia. –respondeu.

-Ta bom. –respondi desligando o rádio e colocando uma música qualquer pra tocar. Tentei me ajeitar no banco, mas o colete a prova de malas fazia o favor de incomodar. Abri o porta luvas e puxei um cigarro e um isqueiro. Coloquei o cigarro na boca e acendi usando uma das mãos sem deixar o volante.

Traguei alguns cigarro pra passar o tempo, eu não queria pensar em nada, nada que pudesse que me levar a loucura naquele instante, que no caso qualquer coisa. A musica que eu escutava foi interrompida pelo bip na chamada do rádio.

-Que foi? –perguntei atendendo.

-Em cinco minutos nós estamos na entrada pro armazém, já avisei o Ryan.

-Entendido. –ele fez um barulho rindo.

-Você ta fumando Justin? –perguntou.

-To, por que? –ele voltou a rir.

-Quando olho pelo retrovisor vejo uma fumaça seguindo seu carro. –ri com ele.

-Idiota, eu to só me mantendo calmo. –falei.

-Se você diz, vira a direita é a entrada.

O segui entrando em uma estrada de chão de poucos quilômetros, mais a frente eu já podia ver o tal armazém. Cercado por cerca elétrica e um portão gradeado automático. Paramos no portão do armazém.

-Não sabia que tinha portão aqui. –falei com Ryan.

-Nem eu, pelo menos não tinha a última vez que viemos aqui.

-Derruba o portão –falei pegando o capuz preto no bando do carona.

-Vai chamar atenção demais – me repreendeu.

-Cala a boca e faz logo o que eu to mandando, manda a camionete derrubar o portão e nós entramos atrás seguindo seu plano. –falei pegando uma submetralhadora no banco de trás e colocando no meu colo e uma pistola no porta luvas a guardando na cintura. –Agora! –mandei percebendo que nada havia saído do lugar ainda.

-Ta bom –disse com um tom de voz nada feliz.

A camionete passou na nossa frente e acelerou arrebentando a grade do portão e o jogando no ar. Pisei no acelerador entrando no estacionamento e derrapando com o carro na porta de entrada que estava meio aberta. Coloquei o capuz na cabeça e sai do carro com a arma na mão. Nolan e Ryan logo estavam atrás de mim, os seguranças nos cobriam enquanto entravamos.

Apesar da porta meio aberta o lugar estava completamente escuro, e calmo. Passei a mão na parede encontrando o interruptor e liguei a luz, haviam três cegonhas com dezenas de carros de luxo, até onde me lembrava estávamos avisados de que só uma estaria ali.

-Tem algo muito errado aqui –sussurrei pros caras enquanto encarávamos o lugar.

-Não tem ninguém, como isso é possível –Ryan murmurou dando um passo a frente e encarando o galpão sem nenhum segurança.

-Tem que ter –falei seguindo a minha intuição. –É uma emboscada –sussurrei e eles se manterão de guarda. –Vamos cobrir o local.

Fui na frente e indiquei os caminhos pra eles. Em alerta em entrei num dos corredores criados pelas cegonhas de carros no armazém. Não era a primeira vez que pegávamos carros ali, com certeza eles já estavam esperando que voltássemos. Olhei entre os carros e vi uma sombra se movendo lentamente na minha direção. Destravei a arma calmamente e abaixei mirando nas pernas do individuo, apertei o gatilho e ele caiu. No mesmo instante ouvi outros tiros, sequencialmente.

-Mãos pra cima –ouvi e me virei sem soltar a arma. O cara me encarou e apontou uma pistola na minha cabeça. –Solta arma ou eu atiro. –ele gritou fazendo escândalo. Algo bateu nos carros o distraindo e eu atirei o derrubando. Dois caras surgiram me encurralando, sem pensar me virei subindo na cegonha e pulando por cima dos carros enquanto ouvia os tiros atrás de mim, escorreguei por cima de um dos capôs e deitei atirando em um deles. Cai em pé entre dois carros procurando o outro, ele sumiu por alguns instante ,mas logo reapareceu atirando em mim. Senti a bala acertando meu peito, apertei o gatilho metralhando o filho da puta na minha frente enquanto eu cai lentamente pra trás desequilibrado pelo tiro. Caí perto do corpo do cara que eu havia acertado primeiro e quando bati no chão senti minha cintura batendo numa arma jogada no chão. Senti um espasmo de dor e rolei pro outro lado encostando a cabeça no chão. Uma sombra surgiu em cima de mim e eu apontei a arma pra pessoa a encarando.

-Abaixa essa porra e levanta, não tem mais ninguém. –Ryan me estendeu a mão e eu levantei.

-Como assim não tem mais ninguém? –perguntei ignorando a dor que eu sentia.

-Contando com os que você derrubou são dez, só dez. –ele falou caminhando pelo corredor tranquilamente.

-Não é possível –resmunguei pra mim mesmo. –Não deixariam só dez cuidando de três cegonhas, não mesmo.

-Abram as portas –Nolan gritou e nós o ajudamos a abrir as portas do armazém. Três seguranças entraram em cada uma das cegonhas.

-Nolan –me aproximei dele enquanto as cegonhas saiam –Vai na frente as guiando e coloca a camionete atrás, antes de entrar em Detroit checa se não tem nenhum rastreador. –ele assentiu e nós saímos. Enquanto as cegonhas saiam guiadas por Nolan eu fui até o carro e tirei a mascara e o moletom preto que vestia, a bala alojada no colete começava a queimar tentando entrar na minha pele. Puxei o colete e o joguei por cima da submetralhadora no banco de trás.

Quando a camionete atravessou o portão Ryan surgiu correndo na minha frente e entrando em seu carro.

-Nolan disse que ouviu a sirene da policia próxima daqui, eles tão vindo pra cá, vombora! –gritou acelerando. Não fiz diferente entrei no carro e quando percebi já tava voando na auto estrada. Ryan sumiu e eu continuei seguindo o caminho por aonde viemos, quando avistei a viatura na minha cola. Acelerei e a desgraçada continuou no meu pé, passei algumas curvas até ser fechado pela viatura. Parei o carro de uma vez e os policias já vieram em cima do carro, puxei o moletom preto no banco e vesti escondendo a arma na minha cintura.

-Documentos por favor! –Um armário branquelo surgiu na minha janela. Peguei minha carteira no porta luvas e os entreguei meus documentos, falsos claro.

-Senhor Romeu McCann –o policial encarou minha carteira de motorista. –Poderia sair do carro por alguns instantes?

-Claro –respondi saindo do carro e me encostando na porta. –Posso saber por que estou sendo interrogado? –perguntei.

-Não esta sendo interrogado senhor –outro policial um pouco menor saiu da viatura. –Estamos fazendo o nosso trabalho e patrulhando nossas auto estradas. Ouvimos alguns tiros na direção que veio. Viu alguma coisa?

-Não senhor –disse tentando ser convincente.

-Se importa de desencostar do carro por alguns instantes. –nos distanciamos do carro parando no meio da pista, um dos policiais puxou o rádio falando com alguém enquanto o outro me encarava com cara de poucos amigos.

Ouvi um zumbido vindo na direção que eu seguia, era um carro em alta velocidade e não parecia diminuir enquanto chegava perto de nós no meio da pista. Ele não ia parar, dei um passo pra frente antes que ele passasse por cima de mim.

-No seu lugar rapaz –o policial gritou apontando a arma pra mim e num piscar de olhos os dois estavam no ar. O carro, um dos camaros azuis ,havia atropelado os policiais. Os corpos caíram no chão, eles estavam estraçalhados.

Me aproximei de um dos restos do policial e peguei meus documentos que ele ainda segurava, a última coisa que eu precisava era de uma prova que eu estive ali. Dei meia volta e entrei no meu carro, tentando respirar. Que diabos o Ryan estava fazendo, tudo bem salvar a minha pele, mas daquele jeito? Nem parecia ser ele, mas tinha que ser, era única explicação que eu tinha no momento. Girei a chave na ignição e pisei no acelerador saindo dali. Liguei pro Ryan pelo rádio do carro mas ele não respondia, algo interferiu a ligação e o rádio começou a falhar até que uma voz robótica surgiu. A mesma dos telefonemas.

-De nada de novo senhor Romeu! – a voz disse debochada.

-O que você quer agora? – perguntei sentindo a raiva tomar conta de mim.

-Apenas o seu agradecimento, nada mais do que isso.

-Prometo que vou te agradecer quando te matar. –ele riu.

-Quando ficar frente a frente comigo, duvido que tenha coragem. –Não! Pensei sentindo meu estomago revirar não podia ser o que eu estava pensando.

-Eu vou te matar não importa quem você seja.

-Eu salvo a sua vida, deixo tudo mais fácil pra você no armazém e é assim que me retribuiu.

-Mostra a cara que eu vou te retribuir da melhor forma, que tal a minha arma descendo pela sua garganta?

-Isso se você conseguir me pegar.

-Eu vou. –disse saindo de uma curva fechada em alta velocidade.

-Vamos ver quem é o melhor em pique e pega.

-Brincadeira de criança, serio? –perguntei rindo irônico e ouvi a ligação cair.

Minha cabeça queimava de raiva, eu não acreditava no que eu estava pensando, deduzindo. Surreal.

***

Melody's P.O.V.

Eu havia adormecido esperando Justin, as crianças já estavam no terceiro sono e eu não consegui aguentar também. Dormia tão calmamente que sentia meu corpo flutuar em cima da cama. Ouvi a porta se abrir e abri os olhos vagarosamente vendo a sombra de Justin entrar no quarto.

-Demorou –murmurei o vendo sentar na beirada da cama.

-Não foi tão fácil quando pensamos –disse pensativo.

-Estão todos bem? –perguntei me sentando na cama e ligando o abajur.

-Acredito que sim. –passei os olhos encarando as suas costas e vi um grande e feio hematoma roxo ali.

-Você ta machucado –me aproximei passando as mãos pelas suas costas.

-O que houve?

-Não importa –ele resmungou.

-O que te deixou com tanto mal humor? –perguntei mas ele não respondeu. –Fala Justin!

-É o Ryan.

-O que? –ele se virou me encarando.

-Eu acho que é o Ryan quem ta me ameaçando.

-Não pode ser, ele é o seu melhor amigo.

-Ele é a única pessoa próxima o suficiente de nós agora pra poder fazer o que quiser. Me perseguir, me amedrontar...matar alguém aqui dentro.

Encostei na cabeceira da cama recuperando o ar que eu havia perdido. O que Justin falava fazia sentindo, mas meu coração não queria e nem conseguia aceitar que isso pudesse ser verdade. Ryan não podia ser um traidor, não podia. 

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