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Ela é minha...minha...(...)

Depois do meu encontro turbulento com o Scooter fui direto para o quarto descansar. Acordei com algumas batidas na porta, era a empregada avisando sobre a reunião. Me aprontei e segui para o escritório do Bishop, todos os chefões da casa estavam lá. Entrei sem chamar atenção e me sentei olhando em volta e percebendo a ausência de Braun e Isaac. Haviier se sentou ao lado dando um sorriso amarelo.

-E ai garoto, fiquei sabendo que você salvou as cargas.

-Eu não salvei as cargas, só as trouxe intactas.

-Humilde! Mais uma grande qualidade do nosso menino prodígio.

-Se você diz –concordei acenando com a cabeça.

Os dois ausentes entraram na sala, Scooter me encarava como se quisesse arrancar meu pescoço fora e Bishop sorria como se a vida fosse bela.

-Meu garoto! –exclamou sentando-se atrás da mesa. –Tenho uma boa notícia pra você.

-Qual?

-Você vai ter a sua iniciação, você provou ser leal e um bom ladrão. –ele gargalhou enquanto os outros vibravam com a noticia.

-Como eu estava sentindo falta dessa iniciação. –Haviier sussurrou olhando pros próprios pés com cara de maluco.

-Como assim iniciação? –perguntei curioso.

-É basicamente uma festa pra celebrar a chegada de mais um a nossa gangue –ele fez aspas e acendeu um charuto, fazendo uma nuvem de fumaça, surgir em segundos, em cima da sua cabeça.

-E como acontece essa festa? –não consegui esconder o meu entusiasmo, afinal uma festinha nunca é ruim.

-Nós chamamos algumas vadias do meu galpão, som alto, bebida, drogas e bem...com tudo isso você sabe aonde todos vamos acabar. –ele deu uma tragada e sorriu satisfeito.

-Quando?

-Daqui três dias.

-Ainda?

-Sem pressa rapaz, eu ainda tenho algumas coisas pra fazer, mas fique tranquilo a sua festinha esta bem próxima. –me aconcheguei no sofá.

-E as cargas?

-Estão bem guardadas, logo, logo todos receberão as suas respectivas partes.

-Ninguém vai investigar a morte do Connor? –Braun soltou uma tosse falsa e saiu da sala.

-Por que nós investigaríamos? Ele era só mais um saco merda, um nada. Quem se importa? –ele gargalhou olhando para o relógio. –Fim de reunião. Saiam da minha sala.

Todos, menos Haviier, se levantaram e saíram da sala acatando a ordem do poderoso chefão, que graças a mim em semanas estaria sem moral, sem dinheiro, sem poder e a sete palmos do chão.

Dei algumas voltas checando como estava o movimento da casa, nada muito diferente dos outros dias, nada acontecia naquela casa de dia, um belo mausoléu de zumbis. Fui pro jardim e dei a volta procurando a janela da sala em que Melody assistia suas aulas. Depois de alguns minutos procurando, lá estava ela.

A janela estava aberta, me aproximei e fiquei observando. Assim que a professor me viu, me ignorou e fez o máximo para que Melody não se vira-se para a janela. Olhei em volta e sentei na janela.

-Mel! –gritei e ela se assustou olhando pra janela.

-Fica difícil aprender sobre geografia com você gritando. –levantou rindo.

-Geografia pra que? Você acha mesmo que algum dia vai te servir saber índice de desenvolvimento da Escandinávia? –se aproximou me beijando.

-Você é uma péssima influência pra mim sabia?

-Talvez seja por isso que você goste tanto de mim.

-Talvez. –a abracei sentindo aquele cheiro delicioso do seu perfume, aquele cheiro era mais embriagante do que qualquer outra coisa que eu já tenho tomado ou bebido.

-Vai me ver hoje a noite?

-Claro, sei que você não vai conseguir dormir sem esse corpinho delicioso sobre o seu.

-Eu passei dezoito anos sem precisar, por que você acha que agora eu precisaria?

-Você tem dezoito anos? –perguntei surpreso, conhecer as pessoas nunca foi meu ponto forte.

-Seria mais coerente se você pergunta-se "Há quantos anos você tem 18 anos?" –ela gargalhou.

-Você ta assistindo muito filme Mel. –ela abriu um sorriso instantâneo me confundindo. –O que foi?

-Sei lá, você nunca me chamou de Mel.

-Não posso?

-Tanto pode como deve. –ela apertou a minha bochecha e belisquei a cintura dela. –Ai! A culpa não é minha se fica fofo.

-Duvido que você vá achar apenas fofo quando eu tiver falando "Vai mel, geme pra mim, vai mel".

-Como você consegue ser tão imbecil. –cruzou os braços me olhando irritada.

-Isso requer anos de prática, infelizmente não vou poder contar o meu segredo. –ela estreitou os olhos tentando não rir.

-Melody, nós temos uma aula ara terminar.

-Não enche! –me intrometi.

-Fica quieto Romeu! –ela me repreendeu. –Eu já vou professora! –Voltou entrelaçando os seus braços no meu pescoço e juntando nossos lábios em beijo rápido. –Te vejo mais tarde e por favor sem essas piados ridículas.

-Não prometo nada. –saltei da janela dando uma última olhada nela.

Nem em um milhão de anos eu imaginaria que isso aconteceria comigo.

Voltei ao meu quarto já com o intuito de, verificar como estava o Bishop e a sua conversa com Haviier. Peguei uma maleta embaixo da cama e tirei o notebook abrindo as câmeras que estavam no escritório, eles já não estavam mais lá, mas eu tinha tudo gravado.

Voltei uma hora e comecei a assistir, eles conversavam sobre uma grande chegada de mulheres do Brasil, umas 15 e algumas delas traziam drogas pra uns compradores. Depois de refletir por alguns segundos eu cheguei à conclusão de que seria uma pena se a polícia fosse avisada e isso acontecesse exatamente no dia em que eu estivesse festejando com eles e não houvesse possibilidade alguma de alguém desconfiar de mim.

Melody's P.O.V.

Recolhi meus materiais e fui escoltada até o quarto por dois seguranças, como sempre. Me joguei na cama ficando de ponta a cabeça e aproveitando pra pensar um pouco. Definitivamente era surreal que as coisas estivesses tão bem pra mim, felicidade nunca foi o sentimento que mais fez os meus dias, mas agora é como se ela fizesse. Romeu... Romeu...Romeu... Por que tão misterioso? Por que tão apaixonante?

Duas batidas na porta e ela foi aberta.

-Melody? –levantei olhando pra porta e fitando Scooter.

-Sim...?

-Tudo bem com você?

-Sim, por que a pergunta?

-Toda vez que nós vamos ao cemitério você fica meio triste por causa da sua mãe, pensei que hoje não seria diferente.

-Por incrível que pareça esta sendo, um dia a gente tem que superar.

-Tem certeza, não tem nada que tenho te feito superar assim repentinamente?

-A vida. –me levantei desviando dos olhares desconfiados que ele começava a lançar pra mim.

-Melody! –me virei o encarando e ela estava sério. –Posso te fazer uma pergunta?

-Mas é claro.

-Por favor, não minta.

-O que você quer saber, pergunta logo.

-Você conhece um tal e Romeu, Romeu McCann? –engoli em seco e permaneci parada o observando, eu não poderia mentir, ele era uma das melhores pessoas que eu já conheci e por outro lado, ele mataria Romeu. –Não, eu nunca ouvi falar em nenhum Romeu. –respondi seca.

-Não conversou com nenhum novato por ai, loiro, tatuado.

-Eu nem sequer saio desse quarto. –dei a volta na cama olhando pela janela.

-Ninguém entrou aqui?

-Quem seria estúpido o suficiente pra fazer isso?

-Espero que ninguém por que se um dia eu descobrir ele vai estar morto. –Droga! eu parecia uma margarina fora da geladeira de tanto que suava. Me virei o encarando, quanto menos eu demonstrasse mais fácil seria convencê-lo.

-Afinal, por que tantas perguntas sobre esse tal Romeu?

-Ele fez besteira e agora eu vou mata-lo.

Senti meu coração chegar a entrada da garganta, parecia que eu ia explodir por dentro. Entrei em desespero.

-Não! –gritei me aproximando dele.

-O que?

-Você não pode mata-lo.

-Por que não?

-Ele é uma pessoa legal. –tentei me explicar mas não adiantaria muita coisa.

-Ele entrou aqui? –ele começou a se descontrolar mexendo os braços e berrando. –Ele tocou em você? Me diz o que ele fez.

-Não, ele não fez nada. –esbravejei.

-Eu não acredito que ele entrou aqui, que ele chegou perto de você.

-Scooter me escuta, por favor!-quanto mais eu falava menos ele escutava, andava de um lado pro outro feito um louco.

-Agora sim, eu tenho um motivo.

-Motivo pra que? –perguntei assustada.

-Eu vou matar aquele filho da puta! Ele vai se arrepender de ter sido tão idiota. –ele abriu a porta e corri tentando impedi-lo.

-Não Scooter! –os meus gritos foram em vão, ele passou pela porta e a trancou.

Por que diabos isso tinha que acontecer comigo? O que eu fiz pra merecer um pesadelo desses? Me encostei na porta e escorreguei me sentando. Senti todo o meu corpo entrar em chamas, mas de uma forma ruim, como se eu estivesse morrendo e tudo a minha volta estivesse caindo. Ela ia morrer e de certa forma eu também.

Justin's P.O.V.

Já fazia algum tempo que eu estava na cozinha, à empregada ficava andando de um lado pro outro mexendo nas suas panelas, a coisa mais entediante que eu já vi na vida. Peguei uma maçã na fruteira e saí pra dar um role na casa, já era noite e as pessoas começavam a brotar do chão. No meio do jardim eu ouvi meu nome, olhei em volta e bem longe, mais pros fundos da mansão Scooter estava para me gritando.

-O que é? –perguntei sem paciência.

-Vem logo! –chamou e sumiu pros fundos da casa.

Caminhei até lá, não achando, olhei para um lado, pro outro e nada do Scooter.

-Braun! –gritei e ele surgiu na escuridão me assustando. –Cara você não cansa de ficar surgindo nos lugares?

- O que você fez com ela? –ele perguntou aparentemente calmo andando a minha volta.

-Ela quem?

-Melody!

-Melo o que? –me fiz de desentendido percebendo uma tensão crescer.

-Primeiro a sua vontade de saber quem era ela, depois as perguntas, a mudança repentina de comportamento dela, os olhares no velório e agora uma bela confissão.

-Do que você ta falando?

-"Scooter por favor, não o mate" Acho que escutei algo do tipo meia hora atrás.

-Não foi culpa dela. –me pus de guarda, a minha ficha tava caindo e eu tava ferrado.

-Claro que não foi, a minha menina é uma santa.

-Se você acha.

-Eu tenho certeza, ele é tudo o que eu tenho e você nem ninguém vai tira-la ou fazer algum mal a ela.

-Eu não entendo, por que essa obcessão pela Melody? –o acompanhei andando em circulo um de frente pro outro.

-Ela é minha... –ele sussurrou contido.

-Sua o que? –falei alto e ele me empurrou me pressionando contra a parede. –Por que você vai me matar hein Braun? –ele puxou a gola da minha camisa e eu pus as mãos sobre a mesma tentando para-lo. –Vamos, fala, essa raiva toda é só por que você usa ela como brinquedinho sexual? Admite que você só quer me matar pra ficar com ela só pra você.

-O que? –ele pressionou o braço no meu pescoço. –Tinha quer ser um assassino de merda pra pensar essas coisas nojentas.

-Nojentas? Aposto que você não acha isso quando saí todo desarrumado do quarto dela.

-O que? –sacou uma arma apontando na minha cabeça. –Você é um nojento, um verme e deveria estar morto.

-Você não me conhece... –sussurrei forçando o braço dele pra longe. –A Melody não é sua, e se depender de mim você nunca mais toca nela. –O empurrei puxando a arma, que disparou pro alto, e a tomei apontando pra ele. Transtornado daquele jeito, ele não mataria ninguém que tivesse cérebro o suficiente pra entender o que estava havendo.

-Você decide, se afasta da Melody ou..

-Ou o que? Hein? –ele gritou se levantando e partindo pra cima de mim com um soco, fui pego de surpresa, a arma caiu no chão e nós rolamos trocando socos. Batemos em uma árvore e eu levei um soco sentindo meu maxilar latejar. –Você nunca mais vai tocar nela. –gritou e eu soquei seu estomago

-Por que não? –gritei rolando e ficando por cima dele.

-Por que eu sou o pai dela, e se você ousar triscar o dedo na minha filha de novo, o diabo vai deixar um lugar reservado pra você.

-Pai dela? –enquanto eu tentava entender o que ele dizia levei outro soco e caí no chão totalmente tonto. Mas que porra de universo paralelo nós estamos vivendo?


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