3. O Verdadeiro Inimigo
Robert olhava a morena dormir em sua cama sentado na poltrona no canto esquerdo ao lado da porta.
Depois de sua pequena provocação na boate, Ana se embebedou por completo e Robert não teve escolha se não trazê -la para casa ou sua segurança estaria em jogo, já que ela dançava sensualmente para quem quisesse ver.
Agora ela estava ali, deitada de bruços , com uma calcinha indecente de baixo da camiseta preferida dele.
De onde estava o poderoso chefe desafia conseguia ver a bunda redonda e macia dela, pedindo por uma palmada sonora.
A garota se remexeu na cama, resmungando.
- Aí.... Minha cabeça...- disse num muxoxo erguendo o braço e coçando os olhos. Logo depois se sentando, o cabelo bagunçado caindo ao redor de seu rosto.- Eu nunca mais vou beber...
Robert continuou de perna cruzadas ,coçando seu queixo enquanto a menina se espreguicava e olhava ao redor, dando de cara com ele lhe encarando.
Ao contrario do que pensou, Ana não gritou.
- Não acredito que eu terminei na sua cama.- disse a garota torcendo o pescoço. Robert sorriu de lado, quem dera.... Ana levantou, esticando o corpo.- Que horas são? Meu pai vai me matar...Nossa já está tarde ne? Você está de terno... Eu não me lembro do seu nome, gato... desculpa... Onde está o meu vestido?
- Você nunca mais vai colocar aquele pedaço de pano.- Robert disse permanecendo na mesma posição.
- Aham. E você nunca mais vai me ver.- ela devolveu com deboche.- Não vai devolver meu vestido? Tudo bem, eu vou embora assim e para o seu governo eu nem me lembro se a nossa foda foi boa.
Ela parou em frente à porta e girou a maçaneta, mas nada aconteceu. A porta não se moveu. Estava trancada.
- Abre a porta.
Robert finalmente levantou, colocou as mãos nos bolsos da calça e caminhou a passos lentos a frente de Ana.
- Você sabe como seu pai paga suas aulas de balé, Ana Carla?- ela não entendeu a pergunta dele,mas estava gostando de se sentir encurralada daquela forma.
- Do que isso importa?
Robert passou a mão no cabelo.
- Deveria importar para você.- ele deu um passo a frente, como na noite anterior ela não recuou.- Se você soubesse como seu pai faz para bancar os seus mimos não iria ser pega de surpresa com o que vai ouvir agora.- Ana cruzou os braços, desenteressada.- Seu pai é um traficante de merda que te vendeu para mim em troca de 40 kilos de cocaina.
Dois segundos depois a garota caiu na gargalhada.
- Nossa, Sério? De onde você tirou isso? Meu pai trabalha como engenheiro.- ela riu com vontade.
- É uma boa fachada...- ele deu mais um passo a frente, ficando praticamente colado nela.- Agora você é minha.
- Você está mentindo.- ela resmungou voltando a ficar seria. Não podia ser verdade.- Meu pai jamais faria algo assim.
Robert ergueu a mão tocando o seu rosto, a pele macia fez seus dedos deslizarem.
Sem desviar os olhos dela o mafioso tirou seu celular do bolso e depois de teclar algumas vezes uma chamada de vídeo foi iniciada.
- Olá, Don Pattinson, no que posso lhe ajudar?
Ana reconheceu a voz do seu pai.
Robert virou a câmera frontal para ela,Ana viu seu pai sentado atrás da mesa do seu escritório.
- Diga a sua filha a verdade.- Robert ordenou.
George olhou para a menina que carregou nos braços e sorriu.
- Bem vinda a sua nova vida, filha.- disse como se fosse algo bom. Os olhos de Ana se encheram de lágrimas.- Agora você pertence ao Don Pattinson, o chefe da Máfia Inglesa, maior exportador de cocaína da América. Espero que você seja muito feliz.
A chamada foi encerrada e Ana continuou encarando o vazio.
Aquilo não podia estar acontecendo.
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