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'8'

O jantar que tiveram seguiu agradável, risadas circulavam o pequeno recinto que era a cozinha, pareciam amigos de longa data que possuíam várias histórias para contar. Christopher estava entorpecido pelo sentimento bom que aqueceu todo seu peito, era encantador a forma como changbin e jisung estavam se dando bem no momento, conversavam e riam livremente, nem parecia que tinham quase brigado na noite anterior. Se encostou na cadeira apenas para ter o deslumbre de ambos rindo, suas bochechas levemente coradas por conta da cerveja e genuinamente felizes em ter aquele curto momento de conversa.

Ao acabarem de comer, o bang recolheu a louça com ajuda do seo, juntando tudo na pia para que antes de dormir — ou pela manhã — arrumasse. Ainda estavam acabando algumas latinhas de cerveja, sem maldade alguma chris os chamou até seu quarto na intenção de levá-los até a pequena varanda aconchegante. Dali o vento soprava com dominação, o espaço pequeno com direito a uma grade para proteção dos moradores servia como encosto para os três rapazes, degustavam da bebida meio amarga entre suspiros e murmúrios.

— o jantar estava ótimo. — changbin quem dissera, quebrando aquele silêncio confortável, dando mais um gole no restinho que tinha em sua lata.

Christopher se limitou a sorrir satisfeito, encarando o menor de soslaio, ele parecia tão imponente daquela direção, seu belo perfil deixava o bang sem ar. Ele era realmente bonito.

— faz anos que eu não me sento a mesa para jantar, acho que estava precisando disso. — jisung bateu sua lata levemente na de christopher, desviando sua atenção para o movimento quase nulo de pessoas na rua. Estava um fim de noite absurdamente calmo, aquilo agradava o han, tal qual nunca foi muito fã de lugares cheios, apesar de que cada vacilo seu acabava por se encontrar rodeado de pessoas.

No começo christopher não podia negar que tinha um certo receio em relação ao loiro, claro que perder para ele numa coisa que era especialista — segundo ele mesmo — feria seu orgulho e murchava seu ego. Não os conhecia há muito tempo, não podia dizer com certeza que aquilo que sentia ao encará-los era apenas um sentimento singelo de amizade, ou apenas não queria acreditar que pudesse ser algo além daquilo. Estavam bem daquela forma, por enquanto preferia não se arriscar numa corda bamba sem segurança e que no final acabaria com um dos três machucado.

— fico feliz vocês tenham gostado do jantar... — estranhamente um nó se formava em sua garganta. — hm, queria conhecê-los melhor, tipo, com o que trabalham, se tem familiares aqui. Não sei. Só quero ficar mais próximo de vocês. — o australiano não era do tipo que ficava com vergonha com facilidade, na verdade, a maior raridade era vê-lo realmente rubro em alguma situação que pudesse parecer vergonhosa. No entanto, naquele momento, tendo dois pares de olhos o encarando com tanta atenção, sentiu todo seu corpo arder, apostaria que suas orelhas estavam vermelhas. Bebericou os últimos goles da lata e coçou sua orelha atrás de aliviar a timidez repentina.

— eu sou tatuador. — changbin iniciou, baixo e sem encarar os dois rapazes que prestavam atenção em suas palavras. — minha família é daqui, mas não mantenho contato com eles, apenas com a minha irmã e meu sobrinho. — segurava a latinha de cerveja nos dedos, suas mãos penduradas na grade, respirou fundo antes de olhá-los com um meio sorriso. — não tenho muito o que dizer, sou bem simples.

Jisung limpou a garganta assim que sentiu que encarava demais o seo, algo naquele olhar penetrante prendia sua atenção com domínio. Talvez fosse a luz do poste que ficava ao lado da varanda que fazia sua expressão se tornar tão serena e calma, passando uma energia suave que fazia seu coração palpitar de forma estranha. Sentia uma paz de espírito ao encarar changbin. Bebeu o conteúdo da latinha de uma vez, a cerveja descia por sua garganta quente, caindo em seu estômago com pesar.

— eu não trabalho. — sua voz tinha um tom risonho, mas sentia o acidez naquelas palavras. — minha família mora na Malásia, então eu sou sozinho aqui. Pensando agora, não sei por qual motivo decidi vir para Coréia, talvez a curiosidade que eu tinha quando era um adolescente me comoveu a isso, mas agora só estou aqui porque sei que voltar para casa é bem pior do que viver sozinho nesse país. — quando se deu conta que estava expondo sua vida demais se calou de imediato. Talvez fosse a bebida que o fizera dizer tantas coisas sobre seu passado ou talvez só precisasse desabafar. Bom, naquele momento não saberia dizer. — foi mal, falei muito. — riu sem graça.

— não esquenta. — changbin dissera.

— se precisar conversar sobre isso, eu com certeza vou ouvir tudo. — christopher colocou sua mão sobre o ombro do rapaz, formando uma linha reta em seus lábios e suavizando sua expressão.

— ah, não, não, não quero estragar a noite. Está tudo bem. — abanou as mãos em frente ao corpo e sorriu meio torto. — e você? — encarou o bang. — agora é a sua vez.

— ah, tudo bem. — coçou a nuca meio desorientado. Não se importava com olhares mas tinha algo naqueles dois que o deixava inquieto. — trabalho naquela boate como vocês sabem, meus pais moram na Austrália, e digamos que eu não sou bem vindo lá. — riu nasalmente, a contragosto, enganando a dor que aquilo carregava.

— por que não é? — jisung indagou curioso. Changbin sentiu que aquele fosse um assunto delicado, quis bater na cabeça do Han para mandá-lo calar a boca, mas não negava que estava um pouco curioso também, afinal, ele não citaria tal coisa se não fosse falar.

— resumindo tudo, eu era um mini vândalo de dezessete anos, fui expulso de casa e mandando para cá para morar com uma tia porque se eu aprontasse mais alguma coisa seria preso. — era aquilo que tirava suas noites de sono, não queria falar mais sobre isso porque a história era bem mais funda e dolorida que aquilo. Christopher assumiu um sorriso pequeno, se virando para eles com receio do que eles estavam pensando sobre ele agora. Talvez a boa imagem que eles tinham agora estava arruinada? Era difícil ler o que se passava com aquele dois, principalmente changbin que era tão calado.

— caralho! Você era um daqueles vândalos que subia em prédios e pichava paredes por cordas como eu via na televisão?

— jisung! — changbin o repreendeu. — que espécie de idiota você é? Não vê que isso não é algo bom? Cala a boca!

— mas eu só fiquei curioso! — rabateu, encarando o homem.

Christopher não conseguiu segurar a risada, concordava com changbin, jisung era um idiota, mas sua tolice era cômica e aliviou um pouco a tensão que havia se estabelecido no ambiente. Gargalhava alto, segurando sua própria barriga, não sabia onde via tanta graça, apenas sentiu vontade de rir. Changbin o encarava com a cara de quem dizia que ele estava ficando louco e jisung apenas o acompanhou na risada mesmo sem saber ao certo do que tanto ria.

— estou lidando com loucos. — changbin voltou a se escorar na grade, revirando os olhos.

— desculpa. — Chris recuperava o fôlego aos poucos, seu rosto vermelho e seus olhos marejados denunciando seu momento de idiotice. — só foi muito engraçado a forma como ele ignorou todo resto e focou apenas na parte que eu era vândalo. — retomou sua postura, limpando os olhos com as costas da mão. — e sim, han, eu era um daqueles que subiam em prédios, mas nunca fui pego, o que ferrou a minha vida de uma vez foi ter a imbecil ideia de pichar o muro de um mercadinho, o dono ou sei lá o que daquele canto me dedurou para meus pais que imploraram que o caso não chegasse na polícia.

— por que você fazia essas coisas? — changbin o encarou pelo canto do olho, este que deu de ombros, mostrando indiferença com o assunto.

— rebeldia, talvez.

— queria ter te conhecido nessa época. — jisung dissera assim que recuperou sua lucidez, batendo de leve seu ombro em christopher para atrair sua atenção. — você era foda, cara.

— para de idolatrar as merdas que ele fazia. — changbin o deu uma tapa na nuca.

— ai! Até parece que você era certinho. — jisung coçou o local atingido com desdém em suas palavras.

— melhor do que vocês com certeza eu era.

— vocês não vão brigar, né? — christopher interviu.

— não. — responderam em uníssono.

Mesmo que tivessem dito que não iriam, lá estavam eles novamente discutindo com poucas palavras mas recheadas dos mais derivados palavrões, no entanto, quando os primeiros pingos de chuva atingiram suas cabeças, christopher os chamou para entrar, trancando a porta da varanda.

E como previsto pelo Bang, estava chovendo forte e com uma ventania que fazia a porta corrediça estremecer, mostrando que não teria hora para acabar.

— nossa hora chegou. — changbin disse, tirando a chave do seu automóvel do bolsa da calça. Chris o encarou visivelmente preocupado.

— você tá louco? — jisung o encarou abismado. — eu não vou sair nessa chuva, tá caindo céu lá fora! Se você quiser morrer, vá sozinho, sou muito jovem pra isso.

A expressão de changbin foi de tédio, estava mesmo ouvindo aquilo? Era um motorista de boas qualidades, não era uma chuvinha que o pararia.

— além disso você bebeu, cara, dirigir sob efeito de bebida alcoólica não é lá muito bom. — chris complementou, fazendo ele bufar.

— primeiro que nem está chovendo tão forte. — como um sinal divino, um trovão forte estremeceu o céu. Talvez aquilo fosse um sinal? Changbin ignorou. — segundo que eu não bebi o suficiente para causar um acidente de trânsito, moro algumas ruas daqui e jisung um pouco mais longe mas afirmo com toda certeza que posso levá-lo até em casa em segurança, mas se ele não quiser, eu vou sozinho.

— você é irritantemente teimoso. — christopher coçou a nuca como um ato de costume. — não posso prender vocês aqui, então se quiserem ir, podem ir, mas me mandem mensagem quando chegar em casa, acho que não vou conseguir dormir sabendo que vocês saíram da minha casa e sofreram algum acidente. — dizer que estava realmente preocupado com ambos talvez os espanta-se, então apenas cobriu a verdade com um bom e velho sarcasmo.

— mas eu não quero ir. — han arrastou sua voz, se sentando na cama do australiano. Realmente estava com medo da chuva e no fundo gostou tanto de passar aquele tempo com os dois homens que se entristecia em pensar que ao chegar em casa seria abraçado pela solidão, se rendendo ao vício e no final iria dormir chapado.

Depois de mais uma longa discussão entre ambos mais novos, eles foram embora. A chuva gradativamente diminuiu enquanto eles brigavam, chris via nitidamente a forma como changbin se segurava para não pular no pescoço do loiro. A briga delas era hilária e sem sentido. Christopher gostava daquilo. Ao saírem da sua residência, se limitou a acenar de longe, recebendo um aceno de volta do Han que era puxado pelo casaco por changbin.

Eles estavam mesmo indo embora.

De alguma forma aquilo incomodava o tatuado, fora apenas algumas horas junto a eles mas tinha sentido que cada segundo valeu a pena. Cada risada e discussão. Simplesmente tudo havia saído perfeitamente.

— espero que possamos repetir isso. — murmurou encarando os pingos da chuva que caíam na sua frente.

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