P E L E (𝒆𝒙𝒕𝒓𝒂 )
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Os raios de sol atravessam as paredes de vidro da Loja de sucos, no térreo do hotel, é uma linda manhã, ensolarada, movimentada e com cheiro de abacaxi e mel no ar. Normalmente gosto de manhãs assim, estaria perfeito se invés de estar aqui, reunida com Mansur e meus futuros sogros, eu estivesse na costa caminhando na areia assistindo os surfistas se aventurando em ondas da altura do Monte Evereste. Se fechar os olhos por um instante consigo sentir o gosto da água salgada na ponta da língua, o sol alimentando minha melanina, o vento balançando meus dreads vermelhos. E paz. Céus, como eu sinto falta de me sentir em paz, de cabeça vazia.
A gargalhada alta da minha sogra chama minha atenção, ela estava falando sobre como adorou as minhas escolhas para a decoração da cerimônia, eu suas palavras, é como se tivesse casando uma filha e tivesse ela mesma escolhido tudo a dedo, exceto que não foi. Sabendo seu gosto, ela provavelmente mandaria fechar a avenida principal da ilha, me colocaria para entrar em cima de um cavalo enquanto fogos de artifício são lançados dos vulcões.
Sorrio de volta e agradeço, cruzando as pernas embaixo da mesa. Estou entediada. Meus sogros são quem mais falam na mesa, depois que a cortei quanto ao assunto de ter filhos e de bônus ter que criar o seu, ela não tem mais tocado no assunto. Fala apenas na festa e na tal viagem de lua de mel que seria presente deles, uma surpresa. Aquela altura eu bem torcia para que estivessem nos mandando para o quintos dos infernos.
──── Me deem licença, vou ao banheiro. ── anuncio me levantando. Mansur não tira os olhos do celular, apenas acena. Teria a mesma reação se eu tivesse dito que havia um rato nadando na minha vitamina.
Uso a cabine e paro a frente do espelho largo e bonito, a pia de mármore esta molhada, mas não me importo em apoiar as mãos ali, a sensação gelada me lembra que ainda estou viva. Ainda. Respiro fundo e jogo os fios por cima do ombro esquerdo, tomo um susto imediato, as manchas roxas em minha pele ainda estão ai, fracas, mas ainda perceptíveis. O praguejo mentalmente e fico brava comigo mesma ao me pegar sorrindo com o simples nuance da sua face rastejando pela minha mente.
Maldito estrangeiro pausudo. Eu queria muito poder dizer, gritar aos sete mares que odeio Kim Taehyung com todas as minhas forças. Mas, recentemente, lembrar do sorriso canalha faz meu corpo esquentar, não só entre as pernas, mas no local mais perigo que poderia ser. Meu peito.
Lavo as mãos e respingo água no meu pescoço, tomando cuidado para encobrir o rastro deixado pelo sul coreano.
Me sento outra vez, Mansur não esta mais no telefone, como tem passado os últimos quarenta minutos. Parece emburrado, como uma criança que levou esporro dos pais em público. Enrugo a testa ao notar a minha cadeira mais próxima a sua, o clima na mesa esta estranho.
──── Já foi até a ilha? ── a mulher pergunta.
──── Ainda não, pretendo ir ás vésperas, dizem que traz boa sorte.
──── Isso é verdade, eu fui um dia antes do casamento, e deu tudo certo. ── ela olha para o marido e eles trocam olhares melancólicos, teatrais. ──── Na verdade, deu mais certo do que eu esperava.
──── Que inveja! ── sibilo trazendo o líquido a boca, tomo um bom gole do smoothie de pêssego.
──── Tenho certeza que será o mesmo com vocês, Mansur vai te acompanhar.
──── Ele não vai. ── respondo estranhando o braço grande passando por trás de mim na cadeira. ──── Ele disse que não se importa com essas tradições, quando o perguntei.
Não me atrevi a virar o rosto, mas tinha certeza que o rosto do meu noivo estava tão vermelho quanto um caqui. Sorri internamente com a visão. Ele me cutuca, estou o fazendo passar vergonha na frente dos pais.
──── Não foi bem assim, é que nó somos jovens, essas coisas são, tipo, do tempo de vocês. ── tentou consertar. ──── Mas, se a minha noiva fizer questão é claro que cancelo meus planos e vou caçar pedrinhas com ela.
──── Você é tão doce. ─── não me contenho rolando os olhos, seu pai percebe minha reação e se ajeita na cadeira constrangido. ──── Não precisa, vamos passar muito tempo juntos daqui para frente, posso fazer isso sozinha.
O assunto parece se enterrar ali, voltamos a falar sobre os preparativos do casamento, por um golpe de sorte recebo um telefonema da senhora O'maley para ir buscar meu vestido, os último ajustes já haviam sido feitos, ele estava limpo e pronto para ser usado.
A mãe de Mansur é quem me acompanha desta vez, apenas porque estava comigo quando recebi a ligação, teria esperado o dia todo se pudesse fazer isso com minha irmã e Jada. Senhora O'maley nos serve chá e pergunta se minha pele melhorou, eu minto descaradamente ignorando o fato de que parecia ter sido jogada a sangue sugas outra vez.
É meio da tarde quando vou em direção a minha loja, no centro de Wakiki, as funcionárias ficam alegres em me ver ali, há duas semanas que simplesmente não consigo dar atenção devida ao meu negócio e se penso em o fazer alguém decide me atormentar os pensamentos dizendo que deveria estar organizando o maldito casamento.
Fiscalizo as vitrines, faço algumas perguntas sobre como anda as vendas e fico surpresa ao saber que haviam dobrado naquele período. Converso com a minha gerente, ela me deixa a par em como andam as negociações para a abertura da filial na Europa. As duas horas em que fico no meu escritório passam tão rápido que nem me dou conta, ainda precisava visitar a linha de produção, mas naquele horário já estavam todos cansados querendo ir para suas casas, assim como eu.
Me despeço de todas e atravesso a calçada indo em direção ao meu carro, um Jeep branco estacionado a frente da loja da Gucci. Seguro a maçaneta prestes a me lançar dentro dele quando vejo a figura de cabelos longos e bandana deixar a loja com sacolas com design da marca, ao lado dele Brian gesticula e ajeita os óculos escuros no rosto. Eles parecem conversar fervorosamente sobre algo.
O cretino veste shorts e chinelo, uma camisa havaiana com os primeiros botões abertos e mesmo assim parece ter saído de algum catalogo. Os último raios de sol fazem sua pele bronzeada brilhar, em tom tão cintilante quanto seus olhos. E se não bastasse essa visão, ele sorri mostrando os dentes em uma caixinha retangular. Isso acontece em poucos segundos, mas seu que é uma imagem que vai ficar cravada na minha mente como penitência.
Entro no carro antes que me veja, dou partida manobrando para sair dali. Solto um suspiro quando paro no primeiro sinal da avenida. Turistas atravessam de um lado para o outro em roupas de banho e colares havaianos. Meu celular toca jogado no banco do carona, aperto o bluetooth no painel atendendo a ligação.
── Esta indo para casa? ── é a voz dele, grave e arrastada.
── Sim, você me viu?
── Acho que não tenho a capacidade de não te ver, está bonita.
── Sempre diz isso. ── arranco quando o sinal abre.
── Sempre está bonita. ── ouço o barulho de buzina e não consigo identificar se vem do trânsito ou da ligação. ── Não respondeu minha pergunta.
── Estou indo para casa, feliz?
── Não, me deixe te encontra lá e estarei feliz.
── Nem pensar.
── Podemos conversar, eu adoraria ouvir sobre o seu dia. ── aperto os dedos no volante. ─── Fui até sua loja hoje, gostaria de passar meu feedback sobre o estabelecimento diretamente para a CEO.
── É só isso mesmo? ── questionando tentando segurar o riso, não acredito nenhum pouco nas suas intenções.
── Sim, mas se por acaso nesse meio tempo você ficar tentada a me beijar ou sentar em mim, não poderei fazer nada a não ser aceitar meu destino. ── seu tom é sério, mas me arranca uma gargalhada genuína.
── Por Pele*, você não vale nada homem.
── E você gosta, fazemos a dupla perfeita.
── Tanto faz, espere eu chegar em casa e ter certeza que ninguém esta lá. ── soltou um som em concordância. ── Se comporte ou vou te jogar para os tubarões.
── Você é má, vou acabar me apaixonando. ── aperto o botão de desligar repentinamente, engulo em seco fixando o olhar na estrada.
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North Shore esta calma, da varanda do meu quarto assisto á ondas gigantes se formando e com a mesma intensidade se quebrando na zona de impacto. Menos surfistas do que o esperado estão no mar naquele final de tarde, mas a energia deles, mesmo de longe, parece incrível.
Durante muito tempo me perguntei o que os fazia sair de suas casas, deixar seus países para ir enfrentar ondas como aquelas, do tamanho do Monte Evereste. Que diabos eles viam em toda aquela adrenalina, estavam procurando felicidade ou a morte? Até que um dia, Kai me explicou que era um pouco de tudo, para alguns deles, a antecipação, o desconhecido, a adrenalina era o caminho para o nirvana.
Vejo o rapaz de madeixas longas passar pelo portão de madeira, qual havia deixado aberto, pedi que estacionasse em outra rua, chamaria menos atenção. Instantes depois ouço o barulho dos seus pés batendo contra a escada de madeira, subindo até meu quarto.
──── Para bem aí! ─── levanto a mão impedindo que continuasse a andar em minha direção. Ele enruga a testa.
──── O que foi? ── olha para os lados alarmado. ──── Tem alguém aqui?
──── Se tivesse você nem entraria. ── cruzo os braços entrando no quarto me sentando na poltrona. ──── Disse que queria conversar, podemos fazer isso assim. ──── gesticulo apontando para a distância entre nós.
──── É sério isso? ─── seu tom de voz é incrédulo e eu me divirto.
──── Sim, nem mais um passo. ── aponto para o banco a frente da minha penteadeira. ──── Fique á vontade.
──── Obrigada. ── ignorando parcialmente o que tinha dito, se joga em minha cama.
──── Ei!
──── Estou á vontade.
E de fato estava, esparramado em minha cama, agarrado a um dos meus travesseiros. Pude jurar que por um instante ele inalou o perfume na minha fronha. Só a ideia disso me deixa febril. Estico o braço em busca da garrafa de vinho que havia arrastado escadaria acima comigo. Sabia que se ficasse tempo demais olhando para ele acabaria perdendo o eixo.
──── Eu gostei. ── soltou repentinamente chamando minha atenção enquanto brigava com o saca-rolhas.
──── Da minha cama?
──── Também, mas tô falando da sua loja. Tive a impressão de que tudo foi escolhido a dedo por você. ──── os dedos longos vagam pela lateral da cabeça alinhando os fios.
──── E foi, do piso ao uniforme das funcionárias, eu fiz tudo. ── explico arrancando a rolha com o dente após ser derrotada pelo saca-rolhas.
──── Vai se machucar fazendo isso. ─── quando dou por mim, Taehyung já rolou da cama e está próximo a mim checando meu lábio com o polegar e a boca da garrafa. Estrangeiro sorrateiro. ──── Me dá aqui.
──── Eu te disse pra ficar lá. ─── segura a garrafa da minha mão puxando contra si ao notar que não vou ceder.
──── Pensei que tivéssemos passado da fase em que ainda tem medo de ficar perto de mim e não resistir.
──── Não passamos, eu me conheço, sempre perco a cabeça perto de você. ── a mão que agarra a garrafa se infiltra sobre a minha.
──── Então perde a cabeça, quem se importa?
──── Eu me importo, tenho mesmo que listar os motivos para você pela sétima vez ? ──── suspira frustrado, afrouxa o aperto em minha mão e puxa a garrafa outra vez, acabo cedendo dessa vez.
O assisto tomar um gole longo e em câmera lenta. Seu pomo de adão se move grosseiramente, um fio de vinho escapa pela lateral da sua boca. Estico o braço limpado o líquido com o polegar, uma vez com a garrafa afastada e o meu dedo que ele chupa eliminando qualquer resquício da bebida.
──── Então porque você sempre abre a porta pra mim? ── o par de olhos acastanhados e turvos me encaram.
──── Por que você é a porra de uma onda gigante, desconhecida e que me enche de adrenalina.
──── O que isso quer dizer?
Deslizo a ponta dos dedos pela clavícula amostra subindo pelo pescoço até alcançar sua nuca, encho a mão com os fios sedosos e me inclino em sua direção. A respiração quente encontra a minha no meio do caminho, seu hálito tem cheiro do vinho que acabara de beber, os lábios macios se esfregam contra os meus.
──── Quer dizer que você vai ser a minha perdição.
A mão livre agarra meu rosto, os dedos logos e grossos seguram meu queixo afastando nossos rostos suficiente para vislumbrar o brilho céptico dos olhos. A tempestade vez ou outra capturada nas orbes amendoadas esta calma, não como um oceano calmo, mas com ondas sutis que se chocam as margens das suas pupilas. Penso em nadar, penso muito em me afogar.
Os lábios macios se chocam contra os meus. Enquanto ele se mostra mar calmo, me sinto um vulcão borbulhando, com larva quente ameaçando vazar e varrer todo o resto. É tão surreal o desastre que posso causar se entrar em erupção.
Agarro seu ombro o trazendo para perto, em meio as minhas pernas. O abraço e me entrego ao beijo que sutilmente se transforma em uma melodia de sucções e línguas estalando. Dura o suficiente para o meu corpo se sentir recarregado. Parece que corri uma maratona, mas foi só um beijo do turista cafajeste.
──── Comprei algumas peças. ── dita afastando o rosto do meu lentamente, deixa beijos na minha boca antes de se afastar por completo. ──── O seu estilo é único. ── levanta a mão antes pousada em minha coxa e mostra e anel de pedra vermelha fosca em seu dedo. ──── Me convenci de que fez esse para mim.
──── Eu vendi umas mil cópias desse, bonitão, é o favorito dos turistas. ─── aliso os fios de cabelo com cheiro de mar.
Me assusto com o barulho da garrafa se chocando ao chão repentinamente. Inclino o corpo verificando se não havia quebrado ou virado no piso.
──── Assim você fere o meu ego viu. ─── vira o rosto acompanhando meu olhar. ──── Desculpa, eu esqueci do vinho. ── tenta agarrar a garrafa outra vez.
──── Não é isso Taehyung, pensei que tivesse derramado. ── aponto para a caixa branca e grande com o vestido, na outra extremidade do quarto, mas não tão longe. ──── Seria um desastre se sujasse.
──── O que é aquilo?
──── Meu vestido de noiva.
──── Oh... ──── suas sobrancelhas se ergueram criando linhas de expressão em meio a sua testa.
──── Já tinha esquecido que vou me casar? ── solto em tom de divertimento, mas ele não ri como das outras vezes.
──── Pra falar a verdade, sim. ── seus olhos não desgrudaram da caixa. ──── Deve ficar uma deusa vestida de noiva.
──── Modéstia parte, se tem uma coisa que não posso reclamar é como eu fico de noiva. ── digo orgulhosa e confusa com o olhar dele sobre a caixa.
Não compreendo o motivo por trás do brilho intenso e melancólico dos seu olhos encarando a caixa. Aliso seus fios puxando sua atenção em minha direção. Algo na sua expressão faz me coração apertar. Eu não sei, mas seus lábios estão minimamente curvados para baixo e as suas sobrancelhas retas. Ele esta chateado?
──── Vai ser uma linda noiva.
──── Me diga isso no dia, ai vou acreditar.
──── Eu não vou te ver, meu voo é no fim da tarde do mesmo dia. ──── suspiro desviando o olhar do seu.
──── Quer ver agora? ── agora sou eu quem encara a caixa.
──── Vestiria só pra mim? ── o tom apático elevou-se, quase animado, diria até excitado.
──── É, talvez, só pra você parar com essa cara de cachorro caído da mudança.
──── Mentirosa. ── beijou minha boca. ──── Quer que eu te veja de noiva, eu quero muito te ver de noiva.
Entro no closet com a caixa, nem preciso me questionar se isso é ou não uma boa ideia quando a resposta parece tão óbvia. Mas quero fazer isso, de tudo que fizemos até agora esse é o menor dos pecados, e em conjunto, me ajuda a não pensar na sua partida. Consigo entrar no vestido sozinha, uso o espelho embutido em uma das portas de correr para ajeitar as alças largas, toda a parte superior era coberta por pequenos brilhantes, acompanhando o tom cintilante do vestido, a saia longa tem o tecido brilhante também. Acentuando bastante minha cintura.
Prendo os dreadlocks no topo da cabeça, tentando me aproximar do penteado que escolhi para o dia. Faltava o véu e mais alguns acessórios, mas não achei necessário no momento. Giro o calcanhares retornando ao quarto. Puxo as portas pensando em me revelar, mas acabo surpresa com Taehyung esparramado no meio da minha cama com mais botões da camisa aberta, bebendo vinho direto da garrafa.
Ele congela. Arregala os olhos e abre a boca como se uma palavra tivesse ficado no meio da sua garganta. Ele fica assim por pelo menos meio minuto. Não diz uma palavra. De repente seu rosto se derrete em um sorriso, o olhar intenso que me lança faz as minhas pernas bambearam, parece olhar através de mim.
──── Não olha pra mim dessa forma. ── peço logo me arrependendo de ter colocado o vestido.
──── De que jeito? ── deixa o vinha na cabeceira e ergue o corpo deslizando até a ponta da cama.
──── Como se estivesse vendo a coisa mais preciosa do mundo.
──── Talvez eu esteja. ── ele suspira pesadamente e me chama com a ponta dos dedos. ────Vem cá, deixa eu te ver de perto.
Me aproximo em passos hesitantes, não havia para onde correr mesmo. Afasta o fios da face com as ambas as mãos, o sorriso cresce em seu rosto. O sorriso retangular cheio de dentes e confissões bonitas demais para serem ouvidas. Ouço soar no fundo da minha mente aquele sinal de alerta, o mesmo toque que indica desastre na ilha.
Pousa as mãos em minha cintura e inclina o rosto, seu silêncio começa a me deixar de cabelos em pé.
──── Curiosidade satisfeita, é isso. ── agarro a saia pronta para me virar, mas suas mãos não me deixam sair do lugar. ──── Me deixa ir Taehy...
──── Peça algo mais fácil. ── sibila com o tom bruscamente mais grave.
──── Estou falando sério, não posso sujar o vestido. ── reclamo fingindo que aquela era de longe a melhor desculpa para sair do seu olhar intenso.
──── Prometo que não vai sujar, não sou tão cretino assim. ── o polegar alisa minha cintura e eu acredito nele feito uma tola. ──── Me deixa absorver um pouco mais da sua beleza. ─── cerra os dentes. ──── Como pode conseguir ficar tão gostosa vestida de noiva? ── solta ar entre os lábios subindo o toque pela lateral do meu corpo. ──── Talvez eu deva te foder nesse vestido.
──── Você não vale nada mesmo.
Foi o que a minha boca disse, mas o meu corpo respondeu de outra forma. A hesitação foi imediatamente varrida pela inquietação entre as minhas pernas. De repente todo aquela cenário parecia ridiculamente erótico, com todos os tons errados e incoerentes ainda conseguia pintar nitidamente a imagem do seu corpo sobre o meu.
Taehyung se levanta, as mão na minha cintura me puxam contra o seu corpo, sinto o peito quente contra o meu, os hálito se chocando contra a minha bochecha.
──── Tenho certeza que posso te fazer gozar gostoso nesse vestido como ele nunca vai conseguir. ── sussurrou raspando os dentes no meu maxilar. ──── Você aceita Nalani Kalawaii, que eu chupe essa bocetinha até você gozar nesse vestido? ── o aperto de um das suas mãos sobe até meu seio. ──── Tem que dizer sim para mim baby.
──── Eu aceito. ── as palavras escapam em um murmúrio.
É mais que o necessário para ele fazer o diabos que quiser. Nos beijamos, em uma combinação intensa e desleixada, quase afoita. A mão no meu seio desce para entre as minhas pernas, sobe o vestido e se infiltra me acariciando por cima da lingerie.
E torturante, mas não por muito tempo.
Agarro as camadas de saia levantando o suficiente para que pudesse me ver. Taehyung ergue uma das minhas pernas e coloca sobre a cama, um sorriso sacana ilumina seu rosto antes de sumir em meio ao pano. O sinto imediatamente, acariciando a parte interna da minha coxa, distribuindo beijos pela minha virilha provocando meus nervosos.
Sem ver seus próximos seus próximos passos cada pequena ação se tornava uma surpresa. Quando afundou o polegar entre minhas dobras, ou sugou meu clitóris. A língua quente deslizando de cima a baixo, me beijando ali como beijava a boca, hora fodendo com os dedos, metendo a língua.
Meus suspiros afoitos se tornaram gemidos ecoando por todo o quarto. Me esfrego contra seu rosto, sedenta pela fricção, agarrando os cabelos e pedindo por mais. Revirando os olhos e chamando pelo nome do único canalha que teria coragem de me fazer sua mesmo vestida para me casar com outro homem.
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𝐍𝐎𝐓𝐀𝐒 𝐅𝐈𝐍𝐀𝐈𝐒:
Olá querides! Deixa eu aproveitar para esclarecer que esse é um capítulo bônus/ extra de uma cena que acabou ficando perdida nos últimos capítulos. Não se prendem a posição deste capítulo na linha tempo da história. Enfim, é isso. Espero que tenha gostado. Beijos de luz.
Pele* : é a deusa havaiana do fogo, do raio, da dança, dos vulcões e da violência
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