ℂ𝔸ℙÍ𝕋𝕌𝕃𝕆 𝟚𝟠
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EU VOU MATAR!
EU VOU ACABAR COM A CARA
EU VOU ESMURRAR NISHIMURA RIKI. NOSSA, MAS SE NESSE MOMENTO EU TIVESSE A OPORTUNIDADE DE ESPANCAR ELE EU ESPANCARIA.
Simplesmente Nishimura Riki decidiu acabar com o que restava da minha paciência, saúde mental, ou qualquer tipo de coisa que me deixe bem. Esse muleque é um idiota!
Ele tem a famosa habilidade de quebrar o básico, havia apenas UMA regra (tirando as outras que ninguém se importa), mas mesmo com UMA regra ele conseguiu a quebrar. Sabe era tão básico! Ele nem precisava se esforçar para seguir essa regra, era só ele ficar no cantinho dele fazendo o que qualquer pessoa normal faria no nosso lugar. Mas mesmo estando acostumada a esperar o inusitado vindo dele, eu ainda me surpreendo.
A comunidade ficou meio desorganizada assim que as novas pessoas chegaram, ficou uma espécie de caos, pessoas que não se davam bem, e também um certo medo pela nossa atual situação. Os militares estão a procura do grupo, se caso ainda não tenham encontrado eles junto de nós ainda estão a procura, então total saída dos muros está sendo super restrita. Fizeram regras básicas. Até esse momento a saída da Comunidade é apenas aberta a pessoas que estão fazendo ronda do lado de fora, ou para procura de suprimentos a mais, mas tirando isso de maneira alguma podemos sair, especificamente adolescentes, os líderes incluirão até mesmo aqueles que já são grandinhos, como Jake, Jay, Sunghoon, Hee Seung e He-yon e entre outros, estão proibidos de sair totalmente, para a própria segurança.
Mas assim como já dito Nishimura Riki é um idiota! Se fez de surdo! Ignorou completamente o que foi dito para todos e nesse momento está lá fora. Não deu nem setenta e duas horas que todos do seu grupo foram aceitos aqui, para simplesmente esse garoto tomar um chá de sumiço.
Passamos por dois dias normais, as coisas aqui estavam se ajustando graças a grande quantidade de pessoas novas, estavam com planos de expandir a comunidade pois estava um pouco apertada, e também de trazer novos trailers. Os jovens foram designados a participar das aulas na biblioteca, até mesmo aqueles que tiveram a oportunidade de terminar o ensino médio, mais como uma maneira de entreter aqueles que podem causar confusão. O que trouxe muita indignação para certas pessoas, que queriam trabalhos mais difíceis ou importantes, não ficar trancados dentro de uma biblioteca tendo que escutar sobre cantigas.
Mas segundo o Senhor Suzuki certas pessoas foram encaminhadas a ficar na biblioteca mesmo sendo mais velhos por terem fama de aprontar, nessa lista de garotos está Hee Seung, Niki, Jay e Sunghoon. Não me surpreendo de Niki estar nessa lista afinal é o Niki, mas Sunghoon? Esse cara é um santo!
Niki de uma maneira ou outra teria que frequentar a biblioteca, temos a mesma idade e se eu tenho que ficar lá ele também tem que ficar. Mas foi feita questão de por ele nessa lista de pessoas que precisam estar lá, pois esse grupinho aprontou alguma coisa que até agora nenhum deles me contou.
Mas então estava indo tudo "bem", chegamos ao terceiro dia, pela manhã estava tudo ótimo, tirando o fato que o garoto decidiu testar a minha paciência, mas nada fora do normal. O diferente começou no horário do almoço, quando eu estava saindo da Biblioteca junto com ele e íamos almoçar lá no trailer, minha mãe havia tirado um tempo para cozinhar e ele iria almoçar com a gente. Mas ai no meio do caminho ele cismou que tinha algo para fazer, o que era super estranho, afinal ele tava super desocupado por aqui.
Achei estranho e não vou negar que fiquei um pouco brava, virei as costas para ele e sai andando, ignorando quando ele me chamava. Mas tirando isso estava até que bem "normal", mas ai acabou o almoço e começaram a chamar para voltar para a biblioteca, o meu verdadeiro tédio.
He-yon estava sendo obrigada a ir pela vó dela, que inclusive a todo momento pergunta de Jay, algo que a garota odeia e não quer me contar o motivo. Os outros adolescentes foram chegando, incluindo Sulin com seu nariz quebrado, que por conta do caos da Comunidade ninguém deu muita importância pelo o que eu fiz, afinal eu ajudei a salvar algumas pessoas. Mas também vieram os meninos, Sunghoon e Hee Seung, que estavam sendo obrigados a estar ali, mas ao contrário do que eu imaginava Niki não veio junto a eles, na verdade ele não veio. Não apareceu na segunda parte das aulas, e inclusive levou falta na chamada, mas não constei como algo preocupante, pois eu cabularia aula se eu pudesse.
As coisas começaram a ficar mais estranhas quando perguntei para os dois amigos dele se haviam o visto, e disseram que o viu junto de Jay, ahs justamente não apareceu na aula também. Após o horário das aulas fui a procura do garoto, perguntei para várias pessoas, mas ele havia desaparecido totalmente, passei horas o caçando por todas as partes, mas nem sinal dele e nem de Jay.
Tive que ir atrás de uma autoridade maior, senhor Suzuki de imediato fez uma cara de decepcionado e repetia que teria que brigar com o garoto, foi atrás de se informar sobre aonde estava o garoto e um dos guardas disse que viu ele e Jay irem em direção ao mudo de trás durante o almoço, justamente na troca de horários. Ele havia saído da Comunidade junto de Jay, não havia me dito nada e apenas desapareceu.
O que me deixa mais frustrada não é o fato apenas dele ter saído, mas na verdade não ter me dito que iria fazer isso. Assim como ele eu tenho muita vontade de sair, mas eu tenho uma certa noção de que se eu sair tenho uma grande chance de encontrar com os militares lá fora. Aparatar do momento que me encontrarem tudo de pior pode ocorrer comigo, a mesma coisa com ele, mas será que ele não se dá conta disso? É tão difícil pensar?
Três dias, exatamente três dias! Nishimura Riki saiu por esses juros e desapareceu, a exatos três dias. Três dias que eu nem mesmo consigo dormir direito, me questionando se foi pego pelos militares, se derrepente ele foi mordido por um zumbi e se está andando por aí agora sem vida. Não tenho respostas, mas eu preciso delas!
Duas rondas viram os militares a alguns kilómetros daqui, que atendo ou não eles estão próximos, e wiandot isso aqueles dois idiotas estão lá fora fazendo sei lá o que. Sinto que a qualquer momento eu vou surtar.
Senhor Suzuki de início estava nervoso, mas disse que eles sabiam se virar lá fora, e que logo estariam de volta. Três dias se passaram e ele não está mais do mesmo jeito, está preocupado, mas infelizmente não pode ser feito nada, não pode ir ninguém atrás dele por conta de suas próprias regras que foram criadas junto do Senhor Sim. Quebrar essas regras claramente seria uma quebra de contrato, deixaria tudo ainda mais complicado e iria contra sua própria palavra. Ao mesmo tempo que eu concordo em não mandaram ninguém, ainda mais porque foi uma decisão dos dois, isso me deixa frustrada, pois gostaria de sair e ir atrás deles.
Não posso nem cogitar nessa ideia, pois após os dois terem conssguido sair fizeram uma vistoria, em qualquer lugar que seja possível escapar para o outro lado, incluindo a loja dos avós de He-yon, o que a deixou extremamente frustrada, pois não teria mais a sua "liberdade".
Nishimura Riki, tem me deixado nervosa, preocupada, com medo e muito, mas muito frustrada. Ele pode se considerar um garoto morto assim que eu o ver.
.・゜゜・
-Idiotice, sério como eles conseguem ser tão idiotas a esse ponto? - O olhar de He-yon vinha em minha direção sobre a revista que a mesma estava lendo - Não é possivel cara! Eles tinham que seguir uma regra, APENAS UMA!
-Jiwoo, você tá a mais de três dias apenas falando sobre isso, já pensou em relaxar? - Fala virando uma página da revista
-E tem como? Aquele idiota ta lá fora a mais de três dias, ele sumiu! Deixando nenhum sinal de vida, ele nem mesmo me disse que ia sair.
-E você deixaria se ele falasse?
-Eu provavelmente estaria com ele lá fora
-Então é a suja falando do mal lavado! - Ela diz colocando sua revista sobre a mesinha ao lado da cama
O quarto de He-yon era tudo aquilo que mais representava ela, desenhos de roupas, uma penteadeira com luzes e led rosa, e totalmente coberta por muitas maquiagem em cima, acessórios de cabelo e tudo relacionado a beleza. Um guarda roupa grande completamente lotado de roupas, uma cama macia e com muitas almofadas de pelinhos, além das cores que iam de azul bebê e rosa. As paredes eram de uma cor bege, mas a que ficava atrás da cama tinha um papel de parede rosa com gliter.
Seu quarto é basicamente ela por completo.
-A questão não é essa, ele me deixou para ir lá fora e não me avisou!
-Está se sentindo traída?
-Estou! Aquele idiota, nunca mais conto nada para ele, traira.
-E também está preocupada com ele?
-Estou! Ele desapareceu, até agora não voltou, nem mesmo consigo pensar em onde esteja, isso me deixa ainda mais frustrada. Queria sair, encontrar ele e puxar a orelha dele até aqui.
-Está apaixonada! Mas acredito que não seja novidade para ninguém.
-Não diga bobagens
-Continua negando, mas uma hora você vai ter que assumir
-E você? Não está preocupado de que Jay esteja lá fora?
-Eu não! Pra mim é um alívio, ter aquele ser o mais longe possível de mim é uma dádiva!
-Diz isso, mas ontem se ofereceu para fazer companhia no posto de vigia apenas para ver se ele aparecia
-Mentira! Eu apenas estava conversando com meus amigos, nada disso!
-Fez amizade com eles ontem, e você não me engana
-Você sabe que eu faço amizades fácil, é o meu jeitinho
-Tá tá, continua negando
-Hey, ta pegando a minha fala!
- Estou indo! - Pego minha jaqueta que estava sobre uma poltrona e a visto - Vou ver minha mãe
-Ela não vai brigar por que está cabulando aula?
-Provavelmente, mas depois vai ignorar isso, deve estar muito ocupada. Ela acha estranha eu frequentar ainda a biblioteca, mas realmente se dependesse de mim eu nunca mais pisava lá.
-Vê se não é vista por alguém cabulando aula, sabe que estão nos entregando agora né
-Eu sei! Vou tomar cuidado.
Saio da casa de He-yon a todo momento olhando para os lados, andando por onde as pessoas pouco olham ou fazendo o possível para não ser notada. A entrada da enfermaria era bem na rua onde sempre tem bastante pessoas, por esse motivo opto por entrar pelos fundos.
Passo entrevista a enfermaria e outro edifício, encontro uma janela grande aberta. Vejo se não havia ninguém olhando e entro, olho para o lado de dou um pulo se susto.
-Ai! Quer me matar do coração!
-Quem quer me matar do coração é você, entrando desse jeito pela janela. Por que não entrou pela porta? - Pergunta Jungwon
-Iriam me ver cabulando aula
-Olha temos mais uma pro grupinho - Olho para trás e vejo Jake e Sunghoon
-Calma vocês estão cabulando e nem me chamaram? Nossa que amigos! Estou surpresa com Jake aqui, até você?
-Aquelas aulas estão um saco!
Derrepente a cortina que nos escondia do resto da enfermaria se abre, minha mãe olha para todos e olha para mim.
-Tava demorando! - Diz dando um suspiro longo
Observo minha mãe com o vestido longo, que deixava bem aparenta sua barriga que está bem maior do que antes, e agora ela deixa bem claro que está grávida, não tem mais medo de mostrar.
-Quantas vezes tenho que dizer que vocês não podem ficar aqui! Desse jeito vai dar problema para mim. - Vejo se aproximar logo atrás da minha mãe minha tia
-Que isso aqui? A escola agora é aqui e eu não fiquei sabendo? - Ela brinca e passa por nós para pegar alguns medicamentos
Minha tia tem melhorado, mas tudo no sei tempo. Ela tem brincado mais, e não desaparece mais como fazia antes, acho que o resultado disso também é a segurança maior que fizeram nos muros. Mas ela tem voltado a ser encantadora como antes, só não sei se ela está fazendo isso como uma forma de proteção, oh realmente está melhorando.
Mas o luto que ela sente ainda é muito grande, minha mãe também, mas a minha mãe tem uma facilidade maior a esconder o que está sentindo.
-Jungwon, vamos continuar a última aula. E vocês vê se não causam problemas, não quero dor para a minha cabeça por culpa de vocês. Inclusive você mocinha - Ela diz para mim - Seu castigo do taco acabou, mas para de ficar batendo ela no travesseiro para descontar a raiva - Jungwon segue e a minha mãe e eles fecham a cortina em seguida
-Por que você estava batendo com o taco no travesseiro? - Sunghoon
-O culpado é Nishimura Riki - Jake diz antes que eu pudesse falar qualquer coisa - Se ela parar para pensar um pouco vai surtar de ódio por conta dele
-Você está exagerando!
-Eu vi você arregaçando aquele travesseiro, consegui ver seus olhos transparecendo ódio - Fala um pouco gramático, mas em seguida começa a rir
-Me lembra de proteger o garoto assim que ele pisar com os pés aqui dentro -Sunghoon diz para Jake
-Pode deixar!
-Hey! Desde quando vocês viraram amigos?
-Desde ontem, aquela aula está a um tédio
-E vocês estavam tudo dormindo, dai a gente começou a conversar - Jake diz
-Ah, interessante. Mas agora um de vocês poderiam por favor pegar o meu taco ali em cima - Aponto para cima do armário, aonde minha mãe havia deixamos para mim pegar
Sunghoon se levanta e pega o taco e me entrega, me deito em uma das macas e deito o taco bem ao lado.
-Vou tirar um cochilo, assim que acabar o horário das aulas vocês me acordam
Me cobro e deixo que o sono me dominasse. Mas antes de enfim cair no sono não consigo evitar de pensar no garoto, me pergunto se ele está realmente bem, ou se algo aconteceu com ele e com Jay.
Durmo com o som de uma conversa vindo dos dois garotos próximos a mim, também ouvindo algumas vezes minha mãe exíliando Jungwon pro algumas coisas. O mesmo estava sendo o aprendiz da minha mãe, queria ser médico então ela estava o ensinando, inclusive ele deia muitas vezes de fazer a lição da aula para ler livros de medicina.
Não tenho uma noção certa de quanto tempo eu dormi, mas sou despertada pelo som de uma porta sendo fechada fortemente.
-Desculpa... - Era a voz de Hee Seung
Ignoro o acontecido e volto a fechar meus olhos para voltar a dormir, mas ouço os passos rápidos dele se aproximando.
-Só peço que continue tomando os remédios, mas já está de alta Hanbin - Ouço a voz distante de minha mãe.
A cortina próxima é aberta e aparentemente o garoto estava agora junto a nós.
-Eles voltaram - Meus olhos se abrem imediatamente quando ouço isso. Me sento na cama e olho em direção ao garoto, os três me olham assustados .
-Aonde ele está? - Pergunto calma e Hee Seung dá um passo para trás
-Hyung, não- Sunghoon ia terminar sua fala, mas eu interrompo
-Hee Seung... Aonde ele está? - Ele olha para mim e para seus amigos
Não deu tempo de perguntar mais nada, pois ele sai correndo e em seguida seus amigos vão atrás. Me levanto daquela cama e pego meu taco ao lado da cama, minha mãe me olha curiosa, provavelmente por conta dos meninos que saíram correndo dali.
-Aonde está indo?
-Matar um japonês - Vou em direção a porta a brindo
-Desejo sorte a ele... Espera! Por que você tá com esse taco? - Eu fecho a porta - JIWOO! - Minha mãe grita.
A enfermaria dava uma ótima visão para a comunidade, dava para ver as duas ruas, ao lado estava o terreno com os trailers. Reflito em qual caminho eu deveria seguir, e né pergunto aonde esse garoto poderia estar. Mas se caso ele tenha chego agora, muito provavelmente esteja perto do portão.
Sigo pela primeira rua, olho para os lados a procura do garoto, minha mão segurava o taco que balançava enquanto andava. Me aproximo do portão, mas não via nada de estranho por lá, sigo por outra rua indo em direção ao centro da comunidade.
Meus pés travam assim que olho em direção a praça, vejo os dois garotos até então desaparecidos completamente encharcados, eles riam de alguma coisa enquanto andavam. Consigo voltar a andar, dou passos lentos em sua direção, ele estava de lado e ainda não tinha me visto, mas vejo logo chegando até eles os outros três garotos.
Niki então vira seu rosto em minha direção, o mesmo passava a mão por seu cabelo o arrumando para trás. Ele me olha e sorri.
Esse sorriso me deu múltiplos sentimentos, alguns que nem mesmo identifico, já outros que tenho sentido bastante ultimamente. Raiva, desespero e um pouquinho de alívio.
-NIKI, CORRE POR SUA VIDA! - Grita Hee Seung. O menino olha para seu amigo confuso, mas assim que olha para mim novamente eu levo o taco que eu segurava para cima, o encosto em meu ombro. Isso foi o suficiente para seu sorriso sumir.
-Seu idiota! - Eu falo me aproximando mais dele, mas ai os meninos se colocaram na frente.
-Jiwoo, se acalma! - Jake Fica de frente para mim e segurava um de meus ombros - Vamos resolver tudo na base do diálogo vamos?
Não consigo o responder, olho novamente para Niki que estava completamente confuso, e sinto uma onda grande de nervosismo e desespero.
-SEU IDIOTA! NISHIMURA RIKI, POR QUE VOCÊ É ASSIM?! - Ele não me responde, apenas parece querer entender a ocasião - VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE TEM FEITO? POR QUE VOCÊ É ASSIM? - Sinto meus olhos se encherem de lágrimas, abaixo meu rosto e tento suspirar para me acalmar.
Sinto então alguém me puxar me afastando mais deles, era Jungwon que certificava que eu não havia acabado com o garoto.
-O que aconteceu? - Ele pergunta preocupado
-Fala para ele não olhar mais na minha cara! - Dou passos apressados para sair o mais rápido possível dali.
As lágrimas que acumulavam em meus olhos escorriam pelo meu rosto, o cúmulo de raiva, tristeza, desespero e múltiplos outros sentimentos me causava isso. Nishimura Riki fez que passar noites pensando no que podia ter acontecido com ele, eu pensei o pior, pensei que ele não voltaria dessa vez, achei que passaria por tudo aquilo que passei novamente.
Ao mesmo tempo que me sinto aliviada por ele estar bem não consigo olhar para seu rosto, não consigo falar com ele sem pensar em tudo aquilo, além da sua falta de noção que está me deixando extremamente nervosa. Nesse momento o que eu mais desejo é me manter longe, me manter afastada desse garoto que me tem causado tanta dor de cabeça, pois talvez assim as coisas se tornem menos confusas.
Me tranco em meu quarto, evito as batidas na porta do trailer algumas vezes do dia, apenas dou atenção quando a batida foi direcionada a porta do quarto.
-Então não matou ele né? - Era minha mãe - Quer conversar sobre isso?
-Eu acabei com outro travesseiro - Ouço o suspiro pesado dela do outro lado da porta - Ele é um idiota mãe, um completo idiota. Odeio ele
-Não, você não odeia - Cruzo meus braços e faço uma careta, por mesmo que ela não fosse ver - Apenas não consegue identificar e nem admitir o que está sentindo.
-Se você vir com aquele papo de novo...
-Não vou dizer nada disso! Tudo que eu tinha para dizer sobre isso eu já falei, você apenas precisa acreditar e abrir os olhos, talvez o coração também. Mas o que pretende agora?
-Não quero falar com ele, na verdade não quero ficar perto dele, pois tem grande chance de eu pular em cima dele e acabar com aquela carinha.
-E você não quer isso né?
-É...
-Então vai evitar ele? - Fico em silêncio sem saber o que responder - Ai Jiwoo, quem diria que ser a filha que não saia de casa e que não se relacionava com pessoas da sua idade te daria tanta dor de cabeça no futuro.
-Mãe... - A chamo pensando em lhe fazer uma pergunta
-Oi
Me questiono se devia mesmo perguntar aquilo, qual seria a resposta ou se era aquilo que estava em minha mente. Fazer perguntas ou pesquisas agora é tão complicado, antes eu podia simplesmente entrar no google e pesquisar o que queria, com toda certeza teria até um vídeo respondendo minha pergunta, mas infelizmente isso não está mais ao meu alcance.
-Deixa pra lá, vou dormir, boa noite.
-Boa noite...
Por mesmo que eu tenha dito que eu ia dormir essa não foi bem a realidade, por mesmo que eu tenha tentado várias vezes cair no sono não foi bem possível. Meus olhos se fechavam e se abriam muitas vezes, mas não teve nenhum resultado bom, aconteceu algumas vezes de eu conseguir cair no sono, mas acaba acordando minutos depois.
Sinto que passei por horas, até que comecei a ver o céu clarear do lado de fora, necessitava de dormir pelo menos um pouco, ou então eu provavelmente passaria o resto do dia me escorando em qualquer canto para tirar um cochilo. Pelo menos essa minha tentativa me resultou a duas horinhas de sono, ou pelo menos essa é o que eu estou supondo.
Tento novamente a dormir, mas me conformei que não seria mais possível por agora. Me levanto então e faço minha higienes no banheiro, aproveito para pelo menos arrumar o cabelo, e ver se minha aparência melhorava óleo menos um pouco, só para não ser confundida com um zumbi.
Vou até a cozinha composta pela sala e me jogo no sofá, observo o céu através da janela, enquanto isso minha mente vagava por tudo, mas ao msm só tempo por nada. Minha atenção é direcionada a uma mancha que estava no vídeo da janela, que assim que se moveu percebi que era um mosquito.
-Você acordada a essa hora? - Olho para o lado e vejo tia Hatysa me encarando com uma sombrancelha arqueada - Você tá bem? Geralmente te imploramos para sair da cama.
-Não, eu não tô bem - Fico encarando o teto agora. Minha tia vai até a cozinha abrindo um dos armários.
-Já que está acordada toma café da manhã, e tenta mudar essa cara, ta parecendo que morreu.
-Você não vai perguntar se eu tô bem?
-Não! - Ela dá de ombros e despeja sucrilhos em uma tigela - Vai querer?
Suspeito de sua resposta, mas assinto para sua pergunta e ela coloca sucrilhos para mim em uma tigela.
-O bode daqui ta rendendo algo de bom, pelo menos valeu apena ter examinado ele, por mesmo que eu não seja veterinária.
Ela me entrega a tigela com sucrilhos e leite de bode. Minutos depois minha mãe acorda e se assusta ao me ver acordada, me olha estranho e afirma que eu estava precisando de ajuda.
Decido contrariar a mim mesma, vou contra minha vontade e vou para a aula na biblioteca. Estava disposta a ignorar Nishimura Riki, estava disposta a ficar longe dele. Então decidi ir para o lugar que ele menos vai querer estar.
Minha lógica não fez efeito, afinal assim que estou em frente ao casarão o mesmo também estava lá, junto de Jay e de Senhor Suzuki que levava os dois e afirmava que se eles fizessem qualquer gracinha de novo ele os molhar ia de novo. Assim que me viu o mais velho me comprimentou, o retribuo o comprimento, mas ignoro a existência do garoto ao seu lado.
Entro no casarão e deixo minha bota logo na entrada, estou andando pelo corredor dn direção a biblioteca, ouço a voz do garoto me chamar, mas o ignoro entrando no cômodo.
Entro na biblioteca aonde já havia várias pessoas reunidas, a senhora Shin ainda não estava presente, por esse motivo todos conversavam e riam de alguma coisa. Me aproximo de Jungwon e me sento ao seu lado, Jake estava ao lado garoto, ambos liam livros, Jake estava lendo uma história de fantasia, já Jungwon estava com um livro de biologia. Assim que me senti ao seu lado ele tira sua atenção do livro e a direciona até mim.
-Você tá bem? Parece não ter dormido
-É porque eu realmente não dormi. Sinto que vou apagar a qualquer momento - A porta da biblioteca é aberta e em seguida temos a visão de Niki, Jay, Hee Seung e Sung Hoon. O mais novo olha para mim, mas eu o evito.
-Conversou com ele depois daquilo?
-Não, e nem quero conversar
-Ué, mas por que? Vai ficar o ignorando agora?
-Vou! Nishimura Riki é um idiota, ele apenas me faz sentir raiva, nem mesmo consegui dormir por culpa dele.
-Tem certeza que não quer falar com ele, e que não consegue dormir é por causa do que ele fez?
-Qual mais seria o motivo?
-Você passou esses dias sem dormir direto porque estava preocupada, mas agora que ele voltou você surtou, e simplesmente não quer falar com ele! Isso faz sentido para você?
-Eu não consegui dormir por culpa daquele idiota, e então ele voltou rindo e eu fiquei preocupada atoa. Ele provavelmente estava apenas dando um passeio lá fora, o que poderia causar problemas para eles e para nós.
-Tem certeza que é apenas por esse motivo? Você não quer esconder nada?
-Jungwon, não venha com esses papos estranhos logo agora, eu to morrendo de sono e ta muito cedo - Ele então volta sua atenção par
a seu livro
Minutos depois a senhora Shin entra e começa a pedir silêncio a todos, estão todos ficando em silêncio Conforme ela pedia, mas então a porta é aberta novamente e vejo He-yon sendo empurrada por sua vó.
-Ai Vó! - Ela resmunga
-Se eu souber que você está cabulando aula de novo você vai ver! - Ela falava nervosa, mas olha para o lado e vê Jay - Oi querido, como você está?
-Eu já terminei a escola! - Resmunga vindo em nossa direção e se sentando ai meu lado - Sofri tanto para terminar o ensino médio, para simplesmente começar um apocalipse zumbi e eu ter que continuar estudando. Eu já devo ter feito aniversário, então eu tenho vinte anos, por que ela me trata como criança?
-Meu pai também me trata as vezes como criança, deve ser algo de pais e avós - Jake diz e He-yon suspira frustrada
-Será que poderiam ficar em silêncio para mim começar a aula? - Senhora Shin fala olhando em nossa direção.
Ignoro sua bronca direcionada a nos e encosto minha cabeça na parede, ela começa a falar sobre alguma coisa de matemática.
-Ele ta olhando para você - He-yon sussurra para mim, o que me faz olhar para frente. Niki realmente estava olhando dm minha direção, fico o encarando por alguns segundos, mas depois olho para He-yon.
-Problema dele.
A voz da Senhora Shin parecia ficar cada vez mais calma e distante conforme os minutos, sinto minhas palpebras pesarem, e em poucos minutos eu me entrego ao sono.
Derrepente o som de algo caindo no chão me desperta, abro meus olhos e vejo senhorita Shin pegando um livro recém caído. Percebo que estava dormindo com a cabeça encostada no ombro de Jungwon.
Levanto minha cabeça e passo minha mão por meus olhos, olho para o lado e vejo He-yon deitada no chão lendo um livro de moda.
-Se quiser continuar dormindo - Jungwon diz, mas me distraio ao olhar para o outro lado da sala.
Niki estava de braços cruzados e olhava em minha direção com os olhos semi cerrados, pela sua cara conseguia perceber uma certa frustração. Só não sei o motivo, ainda mais por ele estar olhando em minha direção. Finjo não ligar e deito minha cabeça no ombro de Jungwon novamente.
Estou prestes a fechar meus olhos para voltar a dormir, mas então noto uma certa garota com curativo no nariz se aproximar do grupo de menino do lado oposto da sala. Ela se aproxima falando alguma coisa, essa tal coisa que faz todos eles rirem, principalmente Niki.
-O que aquela- paro de falar assim que vejo Sulin se sentando ao lado de Niki.
Sinto meu sangue ferver, ainda mais por ela estar conversando com ele e falando ele rir. Fecho meus punhos e bato ele contra o chão.
-O que foi? - O menino ao meu lado pergunta assustado
-Eu vou matar aqueles dois! - Ele olha na mesma direção que eu e dá risada
-Você está com ciúmes?
-Não... - Mas derrepente o pior aconteceu. Aquela ridículo ela teve a ousadia de encostar, levar aquela mão suja até o cabelo dele
-Vagabunda! - Acabo soltando alto demais, fazendo os dois como também o seu grupinho olhar dm minha direção, mas foi alto o suficiente não só para eles escutarem, mas sim a biblioteca inteira.
-JIWOO! - A senhora Shin diz irritada lar mim - Como ousa soltar esse palavriado indecente aqui? Vai agora para fora, eu vou conversar com a sua mãe!
-Como quiser, ficar no mesmo ambiente que essa gentinha me dá nojo! - Me levanto ando dando passos pesados para fora da biblioteca, assim que passo pela porta a puxo e bato com tudo contra o batente - Aquele idiota! Agora que du não vou falar com ele mesmo, otário!
Coloco minha bota e saio do casarão indo em direção a enfermaria, entro lá e vejo minha mãe atendendo uma mulher. Ela olha de relance para mim e franziu a testa.
-O que está fazendo aqui? Não devia está na aula?
-Fui expulsa da biblioteca - Minha mãe olha indignada para mim e cruza os braços
-O que? - Ela olha para sua paciente e dá um suspiro - Vou terminar aqui, mas depois nós vamos conversar!
Minha mãe passa mais alguns minutos cuidando da sua paciente, assim que terminou o diagnóstico a liberou e veio em minha direção. Se sentou na cama que eu estava e coloca sua mão em suas costas, mostrando a dor que estava sentindo.
-Agora me conta o que aconteceu, e por que você foi expulsa de lá?
-Eu acabei xingando uma pessoa alto demais
-Ai meu Deus! - Minha mãe olha para cima, como se estivesse implorando por algo - por que você xingou essa pessoa? E por favor me diz ahs não era a senhorita Shin! - Implora
-Não era ela, era aquela idiota da Sulin, mãe você nem acredita o que aquela garota fez.
-Primeiro você quebra o nariz dela, e sobrou para mim dar um jeito, mas agora você simplesmente xingou ela durante a sala. Jiwoo, o que você tem tanto contra ela?
-Mãe, a culpa é dela! Ela que é uma irritante mimada, e você nem vai acreditar no que ela fez!
-O que dessa vez?
-Ela encostou nele, ela mecheu no cabelo dele mãe
-Ele quem? - Pergunta, mas sm seguida dá um sorriso - Está falando de Riki né?
-De quem mais eu estaria falando? Já não basta tudo aquilo, agora isso? Eu não aceito!
-Ai minha filha ta tão grande! - Ela me puxa me dando um abraço - Esses dias você era tão pequena, e agora ta aqui, sofrendo pelo amor!
-Hey! - Eu a empurro de leve - Não gosto dele!
-Mas eu não disse isso!
-Ai! - Coloco minha mão na cabeça - Nossa... Acho que essa noite mal dormida não me fez bem! - Falo deitando na cama devagar - Acho que estou precisando dormir! Isso não está me fazendo bem, estou muito doente.
-Conheço essa doença, ela é diagnosticada como doença do amor, mas você é muito cabeça dura para me ouvir! - Ela dá um talinha na minha cabeça - Deita e vai dormir, vou te dar um remédio para ver se fica melhor!
-Obrigado, você é a melhor!
Minha mãe trás um remédio para dormir e um copo de água, eu os tomo e me deito na cama me cobrindo com o cobertor. Observo minha mãe arrumando algumas coisas, enquanto isso ela alisava algumas vezes sua barriga.
-Falta quanto tempo?
-Não sei exatamente, perdi as contas a um tempo, mas não vai demorar muito.
-Você não sente receio, ou algo contra o bebê? - Ela me encara por alguns segundos, mas se aproxima novamente.
-Não mais... Você sabe que eu tentei abortar, e aquilo foi uma escolha minha, mas ao mesmo tempo foi um peso muito grande que eu tive por conta daquele lugar, e daquela pessoa - Desde que saímos de lá minha mãe nunca mais comentou sobre ele, e nunca mais disse seu nome - Eu sempre quis ter outro filho, mas nunca esteve ao nosso alcance. Por mesmo que não tenha vindo de seu pai o bebê não tem culpa, e eu quero o tratar bem e ama-lo idependente da pessoa que tenha feito parte - Consigo ver o jeito carinhoso que ela olhava para sua barriga - Espero que esse bebê traga muita coisa boa, e também esperança para muitos, afinal é uma vida.
-Eu vou cuidar dele, idependente se for uma menina ou um menino, eu vou cuidar! - Ela sorri e dá um beijo em minha testa.
-Agora vai dormir!
.・゜゜・
Sinto meu corpo tão pesado, abri e fecho diversas vezes meus olhos, minha vontade de levantar e minha vontade de continuar dormindo estavam em guerra, uma guerra extremamente seria e épica, qual será o grande vencedor?
Viro meu corpo e vejo a janela mostrando a claridade lá de fora, o que pode ser uma coisa no ou ruim. Ou eu dormi por apenas algumas horinhas, ou já é outro dia e eu dormi mais do que esperava.
-Que horas são? - Pergunto para minha tia, ela que estava sentada em uma banco perto de mim se vira.
-Sete horas, o sol vai se por logo.
-O que?! - Me sento na cama percebendo que perdi o dia inteiro
-Você dormiu a manhã e a tarde toda
-Nossa... Então por que eu continuo com sono?
-Efeito do remédio. Fiquei sabendo do que você fez, sua mãe está conversando agora com a professora. Acha legal xingar os outros?
-Ela merecia!
-Merecia mesmo? Você quebrou o nariz dela Jiwoo!
-Eu sei disso! Mas ela- Paro de falar tentando achar uma justificativa válida - Ela mereceu! E eu não preciso ouvir bronca de você também, minha mãe já conversou comigo.
-Mas eu sei que ela não brigou, ela nunca brigava quando você se metia em confusão na escola. Quem sempre brigava com você era seu pai, ele você escutava, ele era o único que você realmente ouvia.
-Exatamente, mas não precisamos ficar comentando sobre isso.
Corto o assunto. Ainda é algo que não me faz muito bem ficar comentando, pois todas as vezes que olho para o anel em meu dedo lembro de minha família, lembro de meu pai e o quanto eu sinto saudade dele. Além de que sempre me vem pensamentos tristes e negativos sobre eu nunca conseguir o reencontrar.
A porta da enfermaria é aberta, vejo Jungwon entrar e vir em nossa direção.
-Nossa, você sumiu o dia todo!
-Estava hibernando, e sinto em dizer, mas eu não estou com um bom humor nesse momento.
-Ta, mas venha, vamos fazer algo.
Protesto um pouco por estar com preguiça, mas sou praticamente expulsa da enfermaria por minha tia. O que me resta é seguir o agora para seja lá onde que ele esteja me levando.
-Aonde vamos?
-He-yon, preparou algumas coisas para nós fazermos um piquenique durante o por do sol
Estranho o fato de He-yon ter feito algo para comer, ainda mais poruad ela já me disse uma vez que era péssima na cozinha. Por mesmo que não esteja acreditando muito no que ele dizia continuo o seguindo, afinal queria saber do que exatamente se tratava.
Seguimos andando até as plantações, que estavam sendo recém plantadas do lado de fora, porque a neve não estava mais presente, dando o bem-vindo para a primavera. Passamos pelas plantações indo até a parte de trás da estufa, aonde era quass que vazio, exceto por uma pequena casinha e alguns galhos de árvore.
-Aqui? - Pergunto
-Sim! He-yon e Jake logo devem estar trazendo as coisas, vou arrumar a toalha e você pode pegar as velas ali dentro por favor! - Ele pede se referindo a casinha. O olho desconfiada, mas vejo ele abrir uma folha que segurava e começar a estender pelo chão, então fico um pouco convencida.
Vou para a casinha e entro a procura das velas, era um lugar bem pequeno e aparentava ser um depósito de coisas para plantação. Olho mais a frente e vejo em cima de uma mesa uma vela acesa, acho estranho, mas quando vou e pegá-la vejo uma movimentação estranha, estou prestes a pular em cima da tal coisa, mas ele se vira.
-O que você tá fazendo aqui? - Pergunta Niki
-Era isso que eu ia te perguntar!
Derrepente ouvidos um estrondo, olho para trás e vejo que a porta tinha sido fechada. Tento a abrir girando a maçaneta, mas não adiantou de nada.
-Jungwon, que palhaçada é essa?
-Vocês precisam conversar, quando eu voltar espero encontrar os dois resolvidos.
-Jungwon, quando eu sair daqui, eu juro que eu te mato! - Minha ameaça não ouve nenhuma resposta - Jungwon! YANG JUNGWON!
-Ele já foi. - Olho para trás vendo Niki me encarar
-Não preciso que você me diga o óbvio - Dou um suspiro frustrada e me afasto da porta
Observo todo o ambiente tentando achar uma forma de sair daqui, mas parecia não ter nenhuma outra a não ser a porta. Apenas uma pequena janela que fica mais no alto.
Me aproximo passando pelo garoto, pego o banquinho e o coloco a baixo da janela, antes de subir nele o balanço e percebo que ele estava médio quebrado, estava balançando. Ignoro e subo para tentar abrir aquela janelinha.
-Você vai cair dai.
Eu o ignoro e continuo tentando abrir a janela, mas a quantidade de poeira que tinha ali com toda certeza mataria alguém com rinite. Em uma tentativa de puxar a parte de abrir a janela ela se quebra ficando na minha mão, acabo perdendo o equilíbrio e estava prestes a cair.
Antes que meu corpo vai de encontro com o chão sou segurada, aquele que me segurava era o motivo da minha maior raiva nesses dias. Assim que olho para ele ele já me encarava, sinto uma tensão tão grande naquele momento.
Meu coração estava disparado, minha respiração o acompanha ficando da mesma maneira, sinto meu corpo ficar quente e por alguns momentos nossos olhos se encontram. Mas quase que imediatamente eu evito o contato visual.
-Eu avisei... - Sua voz sai baixa e um pouco mais aguda, o que me causou um breve arrepio.
Me dou conta então da situação, balanço minhas pernas e ele então me coloca no chão, dou passos para atrás para poder me afastar do garoto que ainda me encarava.
Fica um silêncio constrangedor pelo ambiente, evito olhar para ele e sinto minhas mãos soarem por conta de nosso último contato.
-Jiwoo... - Ele tenta falar, mas assim que eu olho para ele, ele fica em silêncio -Eu...
-É um completo idiota, sem noção, e que adora arrumar confusão - Eu digo e ele abaixa a cabeça - É sério Nishimura Riki, você pelo menos tem noção do que fez? Qual era a necessidade, não tinha motivos, não tem uma razão!
-Eu tinha meus motivos! - Ele finalmente diz e olha para mim
-Sério? Quais? Ser pego pelos militares e provavelmente ser torturado até contar para eles aonde todos estão
-Eu não sou irresponsável nesse nível
-Pois não é isso ahs parece!
Me sinto tão nervosa ao falar tudo isso para ele, mas sm algum momento eu ia explodir e falar tudo.
-Você tem noção de como ficamos? Ficamos preocupados com vocês, pensei que você podesse estar ferido, machucado, morto. Eu quis sair para ir atrás de você, eu não conseguia dormir por sua culpa!
-Então ficou preocupada comigo? - Ele pergunta dando um sorrisinho de canto
-Agora não é momento para isso! Eu to falando sério!
-Eu também estou! - Ele diz rindo, o que com toda certeza me deixou ainda mais estressada - Eu tenho noção de tudo que fiz, e vou estar pagando com isso. Mas eu não me arrependo.
-Você é um completo idiota!
-Sim eu sou! Pode continuar me chamando de idiota, me batendo, descontando sua raiva em mim. Eu não ligo, mas o que me dói é você contínua agindo desse jeito.
-O que?
-Eu sei o que você quer dizer quando age assim, me mantêm longe, me evita. Mas você não sabe que está me machucando e quebrando o meu coração. Disse para sua mãe que nada acontecia e que nunca aconteceria entre nós, mesmo depois de todas aquelas vezes, para logo depois quase nos beijarmos no terraço.
-Sempre que algo acontece dói tanto, sempre que nos falamos dói
-Por que você não sabe o que somos?
-E nem se vamos ter algo... - Minha voz sai quase que em um sussurro.
-Mas eu posso fingir, posso fingir que nada anda acontecendo, que tudo aquilo nunca aconteceu. Se essa é a sua vontade. Dizemos que somos amigos, mas eu espero todos os dias um passo a mais.
Não faz sentido estarmos brigando pelo que fazemos. Mas tem algo que tenho ouvido com tanta frequência, e por mesmo que eu não quero exigido algo de você, mas amigos não se olham assim.
Amigos não se olham assim?
Niki da um passo mais a frente se aproximando de mim, mas antes que qualquer coisa acontecesse ouvimos o som da porta sendo destrancada, por puro reflexo acabo o empurrando e olho em direção a porta.
-Oi, espero que estajam- Passo correndo por Jungwon
**✿❀ ❀✿**
Infelizmente o capítulo ficou grandes demais e eu tive que cortar uma parte dele, então fica pra próxima né.
OUTRA COISA! NÃO QUERO DISCURSOS DE ÓDIO CONTRA A MINHA MENINA!
SE LEMBREM QUE ELA NUNCA GOSTOU DE NINGUÉM E NUNCA TEVE ACESSO A ESSES SENTIMENTOS, ENTÃO É NORMAL ELA FICAR CONFUSA!
Mas o que vocês acharam da declaração? Eu não vou negar que senti umas borboletas, mas ao mesmo tempo não sei se está bom. Inclusive nessa cena eu usei alguns trechos da música That way como inspiração.
Essa música é um dos spoilers que estavam na playlist da fic, só quem ouviu presenciou e pensou nessa possibilidade. Mas é isso gente, o próximo capítulo eu não sei quando sai, depende de mim e da minha vontade de escrever.
Mas espero que tenham gostado, pq realmente achei meio mais ou menos. Mas me despeço aqui, e até a próxima! ❤
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