Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

ℂ𝔸ℙÍ𝕋𝕌𝕃𝕆 𝟚𝟛

**✿❀ ❀✿**

Não saio do quarto até que minha mãe tivesse ido para a enfermaria, mas assim que ouço a porta do trailer se fechando sei que a área está livre para mim, livre para arrumar um plano sem ser incomodada ou pega no flagra.

Levo minhas coisas para a sala e coloco sobre a mesa, de dentro da mochila pego o mapa na qual eu utilizei muito para chegar até a base Militar. Agradeço muito por eu ter pensado e ter encapado ele, pois se não já teria se despedaçado faz tempo.

Abro o mapa sobre a mesa, e analiso aonde estava a estação em que estávamos antes, começo a rabiscar e anotar lugares em que Niki poderia estar caso tenha fugido, mas para poder chegar lá preciso descobrir primeiro aonde estou. Me lembro de terem dito sobre um camping, e o acho no mapa, fica a uma distância certamente meio grande da estação, mas nada comprado ao tanto que eu andei por semanas. Vejo uma vila que ficava perto do camping, chego a conclusão que era lá aonde eu estava.

Descobri aonde estou e aonde tenho que chegar, agora eu só preciso sair e ir até lá.

Antes que eu guardasse o mapa observo algumas coisas desenhadas nele, rotas para chegaramos até a base militar. Me lembro de todos o caminho que percorri até lá, nos dias difíceis e nos dias que ficamos felizes ai conseguir achar algo para comer. Acabar aquela casa foi a nossa salvação, e sem dúvidas um dos melhores dias dessa viagem, me senti realmente confortável com Niki.

Afasto meus pensamentos e guardo meu mapa, precisava dar um jeito de escapar aqui, mas antes preciso conhecer o lugar, descobrir uma rota de fulga. Guardo minhas coisas e coloco um casaco para sair.

Saio do trailer sentindo a luz do sol em contato com a minha pele, olho em volta e vejo pessoas andando, conversando e crianças brincando. Todos agiam de maneira normal, talvez até como se mortos vivos não existissem, me fez lembrar até de como era a vida antigamente. Quando não precisávamos nos preocupar em sair na rua, quando tínhamos vidas monótonas de trabalho e estudo, mas o acesso a comida e outras coisas necessárias para nossa vida era mais fácil de se conseguir.

Faço questão de observar, esperando que aparecesse algo de estranho, incomum e de estranho, é isso que eu espero, uma falha, máscaras caindo, provas de que á algo de errado com alguém aqui, que tudo passa de um fingimento. Assim como eu acreditava que aquela base militar era segura as pessoas podem pensar que aqui é seguro, mas diferente da ilusão de que eu tive antes eu não tenho mais, eles não vão me pegar desprevenida, não mesmo.

Além do fato de que eu estou planejando a minha saída, tenho mais algo para me preocupar. A minha segurança, apartir do momento em que eu sair daqui estarei indefesa, não tenho minha faça, nem mesmo minha arma. Isso é mais um motivo pra mim não querer confiar neles, estão com minhas coisas de defesa, se quiserem fazer algo não terei como me defender.

-Jiwoo! - Ouço alguém me chamar, olho para trás e vejo Jungwon correndo em minha direção - Saiu do trailer, não esperava ver você aqui fora nem tão cedo, sua mãe disse que você não estava com muita vontade de sair

-Pois é, mas precisava de um pouco de sol

-Se você precisar de ajuda para conhecer o lugar estou sempre por aqui, mas se não me achar vai na enfermaria, sua mãe está me ensinando algumas coisas

-Eu prefiro descobrir sozinha, mas obrigado

-Ta bom, olha sempre temos aulas a tarde na biblioteca, se você quiser ir será bem vinda

-Eu passo, estudar não é bem o que eu quero nesse momento

-Mas qualquer coisa no convite ainda ta de pé, é você já sabe, se mudar de ideia é só aparecer lá - Assinto - Vou indo, nos vemos por aí! - Ele sai andando rapidamente com as mãos dentro do bolso.

-Estudar... - Mormuro - Até parece!

-É mais legal do que parece! - Dou um pulo olhando para trás. Vejo uma garota de ponta cabeça, o que a segurava no Grande galho de árvore eram suas pernas. Sua pele era mais bronzeada do que a das demais pessoas que tenho costume de ver. Seus olhos eram mais arredondados e seus cabelos longos e caídos de uma cor mais clara, e com algumas ondulações.

-Você quer me matar do coração?! - Dou alguns passos para longe dela. A sorte é que eu não tenho nada para me defender, se não eu viraria para atacar na hora

-Você é a garota nove né? - Ela levanta um pouco seus braços segurando no tronco de árvore, em seguida soltando suas pernas e pulando para o chão - Sou a Kang He-yon - Ela dizia passando a mão por suas manchas de cabelo as arrumando.

Estando com ela de frente pra mim noto outras coisas em seu rosto, não era algo comum nem mesmo genético. Pelo contrário, em seu rosto havia gliter, desenhos de florzinhas e alguns corações, eram de maquiagens. Ela estava maquiada, e não é algo que tenho mais costume de ver, pelo contrário, ninguém mais se arruma, mas pelo jeito ela sim.

-Jiwoo Mackenzie - Digo tentando ter o mínimo de educação possível

-Minha vó falou de você, disse que você é um amorzinho e super fofa, mas agora não sei se concordo com ela - Diz cruzando os braços - você provavelmente não tenha feito nada demais, mas ela apenas vê coisas que não são todos que vêm, e eu sou assim também - Ela dá um enorme sorriso gengival - Já conhece o lugar?

Ok, essa garota é estranha.

-Não, estava fazendo isso agora

-Ótimo! Vou te apresentar tudo! - Não tenho tempo para negar ou falar outra coisa, pois ela agarra meu braço entrelaçando o sei com o meu e me fazendo andar ao seu lado.

-Vai ser bom ter outra menina, as que tem por sai são um porre! E você não parece ser igual a elas, então já te considero legal

-Obrigado?

De certa forma consigo ver uma vantagem em ter ela do meu lado, ela realmente me conheceu agora, ninguém falou de mim para ela, no caso minha mãe não falou. Com isso poderei perguntar as coisas sem que ela já tenha ouvido algum aviso dá minha mãe, seja por qualquer tipo de silêncio, como para esconder informações de mim. Por mesmo que Jungwon possa parecer ter intenções boas minha mãe já deve ter conversado com ele, e ela me conhece, sabe meus planos mesmo que eu ainda não tenha os feito, ela já imagina que eu vá fazer algo.

He-yon não faz a menor ideia de qualquer coisa, minha mãe não a alertou, nem mesmo pediu para que ela esconde ser qualquer coisa de mim. Posso conseguir tirar informações dela, parece ser fácil.

-Aqui aonde estamos agora é o centrinho, crianças e pessoas gostam de se reunir aqui, além de que quando fazem algo é sempre aqui. Para lá tem o campinho dos trailers, mas você já deve conhecer - Ela se vida me levando para próximo de algumas construções - Aqui é aonde a maior a das coisas da comunidade fica, algumas pessoas também moram nessas casas, mas são poucas. Eu Moro pois uma delas é da minha vó, mas outras pessoas que moram são o nosso líder e seu filho também alguns outros idosos que precisam de mais cuidados. Tem a enfermaria e nosso estoque, toda comida é monitorada e muito bem contada! - Ela mostra casa construção e o que ficava em cada - Tem mais um lugar!

Sou arrastada de uma rua para a outra, passamos por algumas árvores ainda dentro dos muros, vejo então uma área mais aberta, uma construção logo atrás nos muros me chamou a atenção, mas dentro também havia uma com o teto de vidro.

-Aqui é nossa estufa, é aonde conseguimos comida fresca mesmo no inverno, fica um pouco mais limitado, mas ainda temos! Bem ao lado tem o galinheiro, que também tem sido mais cuidado no inverno para as galinhas não morrerem.

-Produzem suas próprias comidas?

-Claro! Algumas pessoas daqui sempre moraram no interior, alguns até mesmo eram fazendeiros e cuidam disso para nós. Os suprimentos fica cada vez mais difícil de achar pela região, então precisamos certificar que não morreremos de fome. Uma coisa que eu posso certificar é que os ovos mexidos com legumes da senhora Choi são os melhores! Vou pedir para ela fazer um dia para você.

Ela parecia extremamente empolgada em falar desde lugar, a cada coisa que ela dizia ela se empolgava mais, tanto que algumas vezes dava leves pulinhos enquanto falava. Parecia realmente gostar daqui, e conhecer muito desse lugar.

-É... A segurança daqui como é?

-Ham?

-Sabe segurança contrário os zumbis, vocês pensam em segurança não é?

-Claro, mas é que não é algo muito bem pensando, tanto que houve alguns incidentes... Mas temos algumas pessoas que ficam de olho, mas poucos realmente sabem se defender

-Por que? Não pensam na segurança? É se um dia alguém invadir vocês, podem perder tudo!

-A maioria das pessoas aqui são idosos, não tem como pensar muito em segurança defendendo deles, são fazendeiros não guerreiros. Fazemos o possível e até hoje não tivemos problemas nenhum, pelo menos não com pessoas.

-Mas e armas? Vocês tem?

-armas de fogo? Poucas, aqueles que usam são os que ficam de olho no portão, mas acredito que a maioria não sabe nem mesmo usar - Bufo de frustração

Esse lugar está de mal a pior, me surpreendo por ainda estar em pé.

-A um tempo tentaram ir atrás de mais fontes de proteção, armas e outras coisas, mas não conseguiram encontrar quase nada, então continuamos na mesma! - Ela me solta e fica de frente para mim - Vou aparecer na aula do nada agora, vai querer ir?

-Não, vou fazer outras coisas

-Então tá! Nos vemos por aí! - Ela sai andando dando alguns pulinhos

Consegui algumas informações interessantes, informações que me ajudaram a sair daqui. Eles tem poucas pessoas capacitadas que conseguem proteger os outros, poucos guardas, aparentemente apenas no portão, apenas preciso achar outra saída, simples!

Observo que um dos melhores lugares para poder fugir seria na região dos trailers, por a maioria deles haviam escadas que iam para o teto do trailer. Me certifico de que nem minha mãe nem minha tia estivessem no trailer para subir. Enquanto subia a escadinha meu pé que ainda não estava todo recuperado me faz perder o equilíbrio, mas consigo me segurar antes de cair.

Consigo subir encima do trailer pelo menos sem cair, e conseguia ver mais coisas ao meu redor. As placas de aço agora perto do trailer eram um pouco mais altas, mas ficando em pé consigo ver um pouco do outro lado. Observo para ver se não tem alguém por perto, ou me observando de longe e não encontro ninguém. Fico em pé e corro um pouco para pular, mas antes que eu pulasse ouço uma voz.

-Eu não faria isso se fosse você - Olho para baixo na parte de trás do trailer e vejo lá, o garoto de braços cruzados e encostado na grande placa de metal

-O que você tá fazendo aqui? - Cruzo os braços olhando para Jake

-Tava pegando um sol, mas ai vi uma garota quase cair de cima do trailer - Ele dá um sorriso balançando a cabeça - Está tentando escapar daqui né

-O que você acha?

-Acho que você quer ir atrás de respostas, sobre aqele seu amigo né? O Niki. Sua mãe falou sobre ele

-Eu preciso ir atrás dele

-Não julgo, mas essa sua ideia de pular pro outro lado é burrice, você vai acabar caindo e machucando seu pé de novo, talvez até quebrar ele.

-E eu tenho outra escolha? Pelo que eu percebi não

-Não estamos se prendendo aqui, você não é uma prisioneira ou algo do tipo, é só sair pelo portão - Estou prestes a responder, mas ele continua - Sua mãe não deixa né. Você nem mesmo sabe aonde está, sair sem nada para e perdida vai apenas por sua vida em risco

-Você acha que sou burra a esse ponto? Pois está enganado! Eu sei aonde estou, e não ia fugir agora, apenas averiguar lá fora, não sou estúpida!

-Desculpa ai! Mas então já conseguiu informações né, tirou elas de quem?

-Isso não é da sua conta

-Tá bom, mas talvez você queria saber como sair daqui sem que as pessoas saibam, e que você não se machuque

Eu não sei aonde esse garoto quer chegar, mas ele parece querer me ajudar se certa forma, mas não vou acreditar totalmente nele.

-E tem uma saída que me proporciona isso?

-Sempre tem outras saídas, eu estou disposto a te mostrar essa saída, mas - Sempre tem um "mas" - Você vai precisar fazer um favor para mim

-O que seria?

-Desce dai primeiro, se alguém ver você ai vão achar estranho!

Desço e me aproximo dele atrás do trailer.

-He-yon, eu vi vocês duas andando por ai, você conhece ela

-Conheci ela hoje, não ache que somos amigas

-Ta bom, mas ela é quem sabe sair daqui, nesse mesmo momento ela está lá fora, cabulando as aulas na biblioteca para estar lá fora

-Ela simplesmente está lá fora?

-Tem seus motivos, e o favor que eu quero de você é na verdade para ela

-Qual seria exatamente o favor?

-Ir com ela até um apartamento perto da estação, apenas isso

-Por que ela quer ir lá?

-Não posso falar, todos nós temos histórias tristes, não é certo contar a história de outras pessoas

-Tá bom, está feito nosso acordo - Ele estende a mão penso um pouco antes, mas junto nossas mãos e fechamos o acordo

-Quando ela voltar falarei com ela, provavelmente irão amanhã, ela virá atrás de você, então se prepare

-Eu sempre estou preparada!

Passei o resto do dia socando um travesseiro que colei na parede, para pelo menos ter alguma coisa para treinar. O som da música que saia do mp3 estava presente em meus ouvidos, me desligando de qualquer tipo de barulho ao meu redor. Mas sinto que algo me observava, então olho para trás e vejo minha mãe, encostada no batente da porta com os braços cruzados me observando.

Tiro o fone de meus ouvidos e seco o suor que escorria em minha testa com a camiseta.

-O que foi? - Pergunto

-Troca de roupa, vamos jantar na casa do Jake - Ela fala e sai

Suponho que eu não tenha muita escolha, então não protesto, por mesmo que eu queria sair. Troco de roupa e vou para a sala, encontro minha mãe me esperando.

-E minha tia?

-Ela não vai, e é melhor não insistirmos

Saímos do trailer e andamos pela rua a noite, até que chegamos em uma casa, logo ao lado tem uma casa bem grande, vejo pela janela algumas pessoas conversando lá dentro, eram idosos, eles riam e dançavam ao som de uma música. Minha mãe bate na porta e depois de poucos minutos ela é aberta.

O homem que havia aberto a porta nos olha sorridente, seus cabelos levemente grisalhos e suas roupas eram perfeitamente arrumadas e limpas.

-Olá, sejam bem vindas! - Sua voz era calorosa e alegre - Fico muito feliz em receber vocês em minha casa, fiquei a vontade - Ele abre espaço e entramos em sua casa. Nossos sapatos e casacos são deixados logo na entrada, o ambiente era bem aquecido e iluminado.

Sigo ele indo em direção a uma sala, aonde vejo Jake que lia um livro sentado no sofá, uma lareira estava acesa com fogo que esquentada todo o ambiente. Jake tira a atenção de seu livro e olha para mim, dando um sorriso.

-O jantar está quase pronto, espero que gostem de assado de legumes, vieram de nossa horta. Jake, por favor, venha comprimentar as visitas

Minha mãe e o senhor Sim conversavam enquanto eu ficava em silêncio, uma moça nos chamou assim que o jantar estava pronto. Vamos até a sala de jantar aonde, aonde a comida estava posta sobre a mesa.

-Se junte a nós Hye, venha comer com a gente - Ele diz para a mulher

-Obrigado pelo convite, mas hoje não, vou levar comida para os idosos e vou jantar com eles, hoje é a noite de jogos, senhora Kang e a senhora Choi estão disputando

-Então tá bom, uma boa noite

Ela nos deseja uma boa noite, e nites de sair deixa um beijo na testa de Jake.

-Ela é tão carinhosa, admiro o amor e a lealdade que tem com nós

-É da família? - Minha mãe pergunta

-Virou, ajudava minha esposa quando estava doente, também cuidou muito de Jake. Mesmo depois de tudo continuou com a gente, e ajuda todos que precisam.

-E sua esposa? - Percebi que foi uma pergunta idiota assim que vi suas expressões mudarem e minha mãe ter me dado uma cotovelada dele- Ah, desculpa!

-Tudo bem! Você não sabia, não tinha como saber - Ele dá um sorriso forçado - Foi antes disso tudo, a doença a pegou com força e ela não resistiu, conseguimos nos despedir

Consigo ver pela expressão de Jake que aquilo ainda doía, perder uma mãe deve ser uma dor em tanto!

-Ela era boa demais, delicada, bondosa - Ele diz. Seus olhos brilhavam ao falar de sua mãe - Ela não servia para esse mundo, seria sofrimento demais ver tudo isso

-Mas que tal falarmos sobre você - Senhor Sim diz olhando para mim - Sua mãe contou como se separaram, acho incrível que você conseguiu sobreviver tanto tempo sozinha

-Não foi totalmente sozinha, tive duas companhias durante tempos diferentes

-Então essas pessoas te protegiam?

-Não, meu primeiro companheiro tinha um problema na perna

-Então além de se proteger você ainda o protegia, nossa você é realmente uma sobrevivente! Perdeu uma pessoa e continua firme e forte, é uma guerreira

-Perder minha tia foi bem chocante, ela faz muita falta!

-Sim, mas sua mãe disse que também perdeu um amigo, seu outro companheiro

-Não! Não perdi ele

-Jiwoo... - Minha mãe sussurra

-Para com isso, não diga coisas sem ter certeza! Eu não acredito que ele esteja até ver uma prova sobre isso, caso contrário ele está vivo, eu sei que está! - Minha mãe abre a boca para falar algo, mas senhor Sim começa a dizer:

-Entendo sua frustração e sua dúvida, é realmente muito difícil estar no seu lugar

Suspiro para não falar algo, decidi apenas ficar em silêncio e me concentrando apenas em minha comida. Os três continuam conversando, as vezes tentando me fazer conversar com eles, mas não dava muitas respostas, apenas respostas curtas.

-Podem ficar com medo de confiar na gente depois do lugar que vieram, mas nós vamos fazer o máximo para conquistar a confiança de vocês - O mais velho diz dando um sorriso e nos acompanhando até a porta

-Vamos cuidar de vocês, todos aqui cuidam um dos outros, espero que possam contar com a gente e que possamos contar com vocês. Cuidarem os de vocês e do bebê- Jake diz

Nos despedimos e voltamos para nosso trailer, não troco mais nenhuma palavra com minha mãe, apenas chego e me tranco no quarto. Estavam sabendo bastante sobre nós, minha mãe contou até mesmo sobre o bebê.

Me deito na cama de cima e suspiro, olhando para o lado de fora da janela, aonde havia uma vista para os demais trailers mais a frente.

Coloco minha mão em meu bolso, tirando de lá o colar na qual eu o levanto colocando acima da minha cabeça, fico o observando por alguns segundos. Analisando o colar vejo o motivo dele ter caído, o fecho dele estava quebrado, devia ter se quebrado quando ouve alguma pressão sobre ele.

Libro do garoto andando ao meu lado mas estradas desertas, quando ele falava alguma idiotice e ficava pelo menos uns cinco minutos rindo disso, e por mesmo que fosse algo patético ou bobo ele conseguia me fazer rir. Ou quando ele fazia questão de me encher o saco, apenas porque estava no tédio.

Após me lembrar tanto dele antes de dormir, tenho a presença dele em meus sonhos. Não tenho mais a memória de como ele foi, nem mesmo o que fazíamos no sonho, apenas me lembro de sentir meu coração disparar e ter ele perto de mim.

Na manhã seguinte me arrumo ficando com uma boa roupa para sair, deixo minhas coisas organizadas na mochila. Minhas memórias vão até minha arma e faca, preciso de algo para me defender, preciso delas. Mas não sei dizer se foram as pessoas daqui que as pegaram, ou se foi a minha própria mãe. Lembro dela não ter gostado muito de eu ter essa arma, e de andar armada por ai.

Espero que ela e minha tia não estivessem mais no trailer e entro no quarto delas, encontro o lugar em perfeito estado, completamente organizado e bonito. Começo a procurar em todos os lugares, gavetas armários e até mesmo atrás da televisão, mas não estava em nenhum desses lugares. Me sento na cama tentando pensar em algum lugar em que minhas coisas poderiam estar, então me levanto, olho em direção a cama e tenho uma teoria.

Puxo uma parte da cama para cima, e eu estava certa, em baixo da cama havia um compartimento para guardar coisas. No canto do compartimento vejo uma sacola de pano, a pego e assim que a abro vejo lá dentro, minha arma e minha faca. Pego minha arma que vejo que ela continuava como antes, vejo quanto de munição tinha e para minha tristeza tinha apenas uma munição.

Guardo minha arma na parte de trás da minha calça, com o moletom por cima para esconder, e a prendo a bainha com a faca no cinto. Termino de me arrumar colocando mais um casaco por cima e calçando minhas notas.

Ia atrás de He-yon, mas antes ouço algumas batidas na porta, assim que abro a porta a encontro lá. Seu enorme cabelo estava dividido em dois rabos de cavalo, um em cada lado. Usava maquiagem, mas dessa vez com as bochechas bem rosada em diversas estrelinhas douradas mas bochechas, além de um batom avermelhado e maquiagem rosa nos olhos.

-Jake veio falar comigo, você realmente quer sair?

-Já estou pronta, quando vamos? - Ela dá um sorriso de canto

-Tente ser discreta, não olha para os lados como se estivesse fazendo algo de errado, isso vai trazer desconfiança. Apenas evita contato visão para as pessoas não perguntarem nada - Assinto

Começo a seguir ela, andamos chegando até o final de uma das ruas, os muros cobriam partes de duas ruas, além das outras áreas. No final da rua que estamos ela está fechada por um enorme caminhão, nas partes não cobertas por ele está fachadas com madeiras, aparentemente bem presas.

-Vamos por baixo? - Pergunto

-Não, tenho uma saída melhor

Passamos por um uma passagem entre duas construções, uma delas não tinha acesso para dentro dos muros, apenas sua parede que era usada como divisória.

-Aqui - Diz apontando para cima, vejo uma pequena janela mais a cima - Somos magrinhas, passamos numa boa! - Ela se vida pegando alguns caixotes que estavam ali perto, colocando logo em baixo da janela - Pode ir na frente, vou ficar vigiando para ver se ninguém nos verá saindo

-Mas para descer do outro lado?

-Tem vários colchões e almofadas, já fiz isso milhares de vezes, então afim que é seguro! O máximo é se caso você tenha rinite é que ela ataque por conta da poeira.

Subo em cima do caixote, coloco minhas mãos sobre a abertura da janela, fazendo impulso para poder subir, consigo passar uma parte de meu corpo para dentro, então vejo os colchões com almofadas no chão, me jogo caindo de encontro com os colchões.

Logo em seguida He-yon faz o mesmo que eu, se jogando sobre os colchões macios. Se levanta batendo em sua roupa, para tirar o pó delas.

-Agora precisamos ir para o centro da cidade, é aonde fica os lugares que precisamos ir. Dependendo fica a mais ou menos quarenta minutos daqui, mas é relativo pelo caminho que faremos

-Olhei pelo mapa, e podemos cortar caminho por meio das árvores, daremos em uma rua bem próximo de lá

-Pode ser então, eu geralmente vou pelas ruas, mas você que sabe!

Saímos daquele cômodo que parecia ser um estoque, estamos em uma pequena mercearia, ela parece conhecer bem esse lugar, tanto que á um pote com balinhas de caramelo, ela pega duas me entregando uma.

-Como descobriu esse meio de saída?

-Já conhecia, essa loja era da minha vó e do meu vô. Quando estar lá dentro se tornou meio que... - Ela pensa um pouco antes de falar - Começei a sentir vontade de sair, ir atrás dos lugares que frequentava antes, eu me lembrei dessa janela. Na primeira vez que passei por ela não havia os colchões, cai de cara com o chão e ainda torci meu pulso. Mas consome o tempo fui pegando prática, não só em sair de lá, mas para sobreviver aqui fora

-Então você é experiente?

-Não, não mesmo! Passo mais tempo lá dentro do que aqui fora, mas sempre senti a necessidade de saber o que se passa ao meu redor. Não sou a melhor sobrevivente, na verdade já quase morri várias vezes, mas fui salva por alguém de lá que me encontrou. Porém sei fugir pelo menos, isso eu posso afirmar que sei!

Andamos pelas ruas, até vejo o caminho marcado por meu mapa, e entramos em meio as árvores. A intenção não era cortar caminho, negativo, mas evitar que tenham uma visão melhor de nós, mas nos mantemos perto da estrada, para se caso algo aconteça.

Até tentei deixar essa uma caminhada silenciosa, mas He-yon não colaborava com isso, ela simplesmente começou a falar sobre qualquer coisa, até mesmo sobre o canto dos pássaros ao amanhecer. Inquieta, característica que notei nela.  Em seus braços haviam pulseiras, em seus dedos aneis e em seu pescoço colares, ela sempre estava mexendo em algo, por mesmo que fosse um toque simplesmente, sempre o fazia, sempre estava mexendo em algo, por mais simplesmente que fosse.

Ela permanecia tentando puxar assunto, mas não era do tipo incoveniente, que me deixasse incomodada, com relação a família, amigos, nem mesmo sobre Niki, por mesmo que eu tenha certeza que Jake falou sobre ele para ela. Mas ela sempre falava sobre coisas bobas, o que deixava a conversa fluir de um jeito muito mais tranquilo, mesmo que eu responda de um jeito mais curto as vezes, ela continua empolgada em falar tudo que vem em sua mente.

-Já pulou de uma árvore para outra?

-Não, mas por que eu faria isso?

-É ótimo para fugir dos mortos, ou então conseguir ficar mais a frente deles e subir em uma árvore, dependendo da distância eles não enxergam direito, a visão deles é limitada - Dizia agora brincando com pingente em formato de flor no seu colar

-É uma tática boa, mas eu tenho certeza que cairia se tentasse

-Eu tô acostumada desde que era criança, mas continua sendo muito divertido! - Ela sorria animada

Por mesmo que não fosse ela ainda aparentava características de uma criança, He-yon sorria ingenuinamente falando de coisas boas, quando diz algo que a empolga ela dá pequenos pulinhos. Por mesmo que tenha o corpo de alguém que não está mais na infância, até mesmo em uma fase a mais da adolescência, ela parece colocar em sua mente pensamentos infantis. Por incrível que pareça não é irritante, mas engraçadinho. Talvez isso seja meio único hoje em dia, mas acredito que isso não é alguma demonstração de que ela não perdeu pessoa, nem mesmo que não tenha prejudicado ela nesses tempos, mas talvez seja uma forma dela lidar com isso.

Já estávamos dentro da cidade, parcialmente no centro da cidadezinha de interior. Faço questão de evitar os lugares com mais zumbis, por mesmo que não seja muitos, mas não sei exatamente qual a relação dela com os mortos, afinal até agora ela só disse que evitava eles, e que tem experiência em fugir deles.

-Vai por aqui! Tem uma outra rua - Digo assim que vejo em média dez zumbis no final da rua

-Mas por aqui é mais rápido, por ali vai gastar muito mais tempo

-Meu pé ainda não está totalmente recuperado, então vamos evitar problemas - Ela me observa desconfiada, mas continuar a andar

Depois de mais um tempo caminhando finalmente paramos em frente ao destino. Um prédio de mais ou menos dez andares, muros com vegetação, aparentemente faz parte da decoração, e um portão grande para entrada de carros.

Observo a rua e aparentemente não havia nenhum zumbi a vista, estou prestes a voltar a andar, mas olho para He-yon. Ela estava completamente parada olhando para o prédio em sua frente, sem nenhuma expressão em seu rosto, não consigo saber se ela estava feliz, triste, com raiva, simplesmente não estava aparente.

-Ainda quer ir?

-Sim... Mas é que- Ela para de falar e dá um suspiro longo, balançando a cabeça levemente e dando um passo - Eu sempre vim aqui, mas era sempre a mesma coisa, fico parada observando e vou embora, mas eu não posso desistir dessa vez

Ela dá passos fortes até a entrada do local, como se estivesse lutando contra si mesma, talvez esteja com medo, talvez eu deveria estar também, final não sei o que tem lá dentro.

Nos aproximamos do portão de entrada, tentamos o empurrar, mas estava trancado. Derrepente um zumbi aparece na janelinha aonde ficava um porteiro do prédio, esticando seus braços por mesmo que fosse impossível.

-Senhor Ho... - Ela sussurra - Ele não estava assim quando sai daqui, pensei que tivesse fugido... - Ela fica em silêncio observando o zumbi abrindo e fechando a boca, desejando a morder

-Podemos entrar pela entrada de carros - Ela assente e vamos até lá

O portão era um automático que ia para o lado abrindo o caminho, mas por falta de energia não estaria trancado, o que facilita para podermos entrar. Começo a empurrar ele para abrir, He-yon vem e me ajuda, quando empurramos o suficiente para podermos entrar a deixo entrar primeiro, antes que eu entre olho para a rua.

Sem rumo, sem pensamentos, sem nada vejo um zumbi no meio da rua andando. Uma parte da carne de seu rosto e de sua barriga estavam exposta. Se inda fosse uma pessoa normal era completamente impossível estar vivo, mas por esse motivo não era uma pessoa normal, não estava vivo.

De relance vejo seus olhos brancos, completamente sem vida apenas observando as coisas sem reagir de qualquer jeito, apenas era mais um pedaço de carne podre que anda por aí atrás de algo viva, para devorar até ficar sem vida também.

Balanço minha cabeça voltando aos meus pensamentos normais, passo pelo portão sem ser notada por ele e ando ao lado da garota.

O jardim do condomínio já não era mais cuidado a muito tempo, o apartamento em si estava em uma boa forma, apenas com traços de abandonado por paredes e chão sujos, mas a neve também deixava a visão um poucos melhor.

Estamos prestes a entrar pela porta principal, mas impeço a garota fazendo sinal de silêncio. Pego minha arma na parte de trás da calça, ela arregala os olhos, mas não diz nada. Entro na frente averiguando todo o lugar, quando vejo se estava tudo vazio faço alguns barulhos com a intenção de chamar a atenção se caso tiver algum zumbi escondido.

-Tudo livre - Me aproximo da bancada de recepção, pegando algumas balinhas que estavam em um pote e colocando nos bolsos

-Aonde você arrumou isso? Por um acaso roubou de alguém? - Ela pergunta me seguindo

-É minha, eu já tinha ela antes de achar vocês - Ela parece entender, mas ainda sim parecia confusa - Era do meu pai, ele era militar - Explico

-Ele... - Ela não terminada de falar

-Não! Ele provavelmente saiu do país, então não teve que ver tudo isso

-E por que não foi junto?

-Longa história - Se fosse outra pessoa diria que não era da sua conta, mas ela até agora foi bem educada comigo, então acho melhor não agir de uma forma tão grosseira com ela - Vamos subir, até qual andar vamos subir?

-Até o quinto - Suspiro só se pensar nas escadas de incêndio

-Então vamos para as escadas

-Espera! - Me impede - Acho melhor não - Ela aponta em direção a porta as escadas, e ali havia restos de sangue que havia saído de baixo da escada, mas agora já era sangue seco - Posso dizer que isso é culpa minha, deixei um estrago bem grande na última vez que estive aqui

-Ta, mas então como subiremos? Se você não for a garota aranha consegue escalar paredes e me levar junto sinto em te dizer, mas não tem como nos subirmos

-Vamos tentar achar outro jeito! - Diz esperançosa. Dou um suspiro pensando em uma alternativa, mas não conseguia pensar em nada

-Ta bom - Não digo que provavelmente não havia outra opção, afinal vai que tem

Andamos pelo primeiro andar do prédio, encontro três zumbis trancados na acadêmia, mas fora disso nenhuma forma de subir. Vejo uma porta com uma placa escrito "Acesso apenas para pessoal autorizado", He-yon abre aquela porta e a vejo entrar, entro logo em seguida com a arma em mãos, mas era apenas uma sala de controle de energia.

-O que é isso? - Ela pergunta apontando para uma máquina. Olho para aquela máquina e sinto um pouco de esperança, era uma alternativa

Sem saber muito bem o que estava fazendo começo a mexer nos botões, até que aperto um em específico, um barulho vem da máquina demonstrando que havia sido ligada. O contador de combustível foi até o verde, significava que havia até que bastante combustível no gerador. Após alguns segundos algumas luzes foram acesas.

-Sabia que havia uma outra alternativa - Diz animada, ela sai correndo da sala, mas assim que saio me dou conta que o barulho era mais alto do que eu esperava

Voltamos para hall de entrada, o barulho era ainda muito alto, o que chamou a atenção dos zumbis que estão do outro lado da porta, que vai ata as escadas, eles batiam fortemente contra a porta. Mas aquilo que era nossa forma de subir estava ligada, o painel logo em cima do elevador mostrava que estava no segundo andar.

He-yon leva meu dedo até o botão, mas eu impeço antes.

-Aperta, mas logo depois se afasta, tem a chance de ter um zumbi lá dentro - Ela faz o que eu digo, nos afastamos e alguns segundos depois o painel mostra que está no nosso andar. As portas do elevador se andam lentamente, mas não havia nenhum zumbi, mas o elevador não estava vazio também.

Não era um zumbi, mas á um corpo totalmente sem vida caido no chão do elevador. Aparentemente essa pessoa ficou presa assim que a energia acabou, não tinha comida, nem água, então desidratou até morrer.

Entramos no elevador, aperto do botão do quinto andar e as portas se fecham. He-yon parece dar breves olhadas para o corpo logo atrás de nós, mas sempre desviava o olhar parecendo querer afastar seus pensamentos.

O elevador se abre no quinto andar, olho pelo corredor antes de sair totalmente, mas estava completamente vazio. Saimos do elevador e observo ela ir em direção a uma porta, ela tira uma correntinha de seu pescoço aonde havia uma chave, observe a chave e a porta.

-Será que eu devo? - Ela pergunta

Não sei muito bem o que dizer, mas fico observando como suas mãos tremiam segurando a chave.

-Se for algo que pode te machucar é melhor não, mas se for algo que vai cicatrizar uma ferida pode ser que sim

Ela me olha rapidamente e encaixa a chave na fechadura logo em baixo da maçaneta eletrônica. Gira a chave destrancando a porta e entrando em seguida. Entro logo atrás observando se havia algo de estranho mó lugar, mas não, era tudo completamente normal.

Um apartamento relativamente grande, com móveis bonitos e organizados, não havia sangue, não havia nenhum zumbi, apenas camadas grandes de poeira em cima dos móveis. He-yon olha para alguns quadros na parede, quadros que tem fotos de vários jovens, todos sorrindo e se divertindo, mas especificamente uma mulher de cabelos da cor igual de He-yon estava em todas. Ela estica sua mão pegando um quadro em específico, na foto estava essa mesma mulher e um cara, seu tom de pele era um pouco mais escuro, até mesmo mais escuro do que da garota ao meu lado, ele sorria olhando para a garota ao seu lado, pareciam ser um casal.

-Veio buscar isso? - Pergunto e ela assente

-Mas não é só isso - Um barulho veio de um cômodo próximo, nós olhamos em direção aquela porta e graças a sombra em baixo da porta percebo que havia algo lá

**✿❀ ❀✿**

Oi preciosos.

Eu ando muito inspirada em escrever, não sei se isso é bom ou preocupante, porque minha semana de prova está chegando e não tenho certeza se vou bem ou não. Mas esse capítulo vai sair antes do previsto como um presente para vocês.

Entretanto era para ter mais coisa, era para ter outros acontecidos, mas ficaria muita coisa para um capítulo só e tem mais de seis mil palavras, está grande o suficiente.

Por conta na minha falha de planejar os capítulos, não tenho certeza no que vai acontecer no próximo, esse capítulo tendo ficado tão grande dificultou meus planos, então provavelmente o próximo também será bem grande, ou talvez eu dívida ele no meio, mas não sei muito bem.

E é como dizem "aonde á esperança de vida, sempre terá pelo menos um pouco de vida" vocês tem esperança do Niki vivo? (A resposta de vocês influenciará na fic, ou não)

Mas é isso, um beijo para vocês, e um feliz dia dos namorados para todos, até para quem não namora que nem eu.

Até a próxima ❤

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro