ℂ𝔸ℙÍ𝕋𝕌𝕃𝕆 𝟚𝟙
Alerta capítulo grande e destinado a surtos.
Deixem seus surtos registrados!
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Esse lugar fede, por mesmo que não esteja um funcionamento a muito tempo ainda tem um cheiro ruim. Um cheiro de humildade e mofo, além de estarmos pisando em um pouco de água.
Eu juro ter ouvido ou barulho de rato e ter sentido algo passar do lado do meu pé, mas eu prefiro fingir não ter acontecido isso, pois minha tia tem fobia de rato.
O alçapão é totalmente fechado por Niki que acabara de descer. A pouca iluminação que vinha do lado de fora não é mais presente. Todo o ambiente se torna escuro, e cada vez mais sombrio. Sons de gotas caindo, barulho de passos sobre a água eram distantes.
Acendo a minha lanterna que peguei na mochila, mas sua luz estava um tanto quanto fraca, frequentemente piscava, mostrando que a bateria estava acabando.
Todos que estavam nos acompanhando já haviam sumido, provavelmente os que desceram primeiro já devem estar bem longe daqui. Assim eu espero.
-Precisamos ir o mais rápido possível, não sabemos se algum deles nos viu podem acabar vendo o alçapão - Tia Pearl fala parecendo nervosa - E esse lugar é muito estranho!
-Sim, conseguimos chegar até vaquinha, agora vamos continuar - Minha mãe concorda
-Já jogamos a merda no ventilador, agora é só darmos o sumiço, depois disso adeus militares otários! - Minha mãe coloca a mão em meu ombro
-Adeus para esses otários e duas regras merdas! - Diz Niki empolgado
-Agora vamos!
Tentava iluminar o caminho, mas aquele túnel era muito extenso e escuro, ainda por cima minha lanterna estava com a luz super fraca. Chegou em um momento em que havia dois lados para ir, ficamos meio indecisos em qual direção devíamos ir. Nos questionando em que direção os outros foram.
-E agora, como decidiremos? - Minha tia Hatysa que estava bem quieta então fala, ela parecia um tanto que com medo de tudo isso, mas foi uma das primeiras a concordar com o plano
-Não sei... - Tento pensar em alguma alternativa, assim como todos que ficaram em silêncio. Enquanto eu pensava começo a escutar algo, não conseguia identificar exatamente o que, mas vinha do caminho da direita. - Por aqui, escutei algo vindo dessa direção, deve ser algumas das pessoas que fugiu com a gente
Nós então começamos a seguir por aquele caminho. Não consigo perceber se era extenso demais, ou por conta da ansiedade perecia que aquele túnel nunca chegava ao fim, ou até alguma saída. O quanto mais andamos aquele túnel parecia se estender mais.
Estava um pouco angustiada, pois ainda não havíamos fugido totalmente, ainda estamos a baixo se seus pés. Mas me sinto um pouco mais tranquila quando sinto uma mão segurar a minha. Era Niki. Ele andava agora ao meu lado, e segurava firme minha mão, me trazendo um pouco mais de paz.
Os barulhos iam aumentando, passos mas águas e mais alguma coisa. Quando miro minha lanterna mais a frente n consigo ver algo, me aproximar na frente de todos chegando mais perto. Não era uma saída, muito menos alguma pessoa. Eram grades, não havia mais caminho por ali, era sem saída.
Dou um suspiro longo, decepcionada. Não devíamos ter vindo por aqui, os outros provavelmente foram para o outro lado. Andamos atoa.
Levo um susto quando uma mão se estica em frente ao meu rosto, tentando me agarrar. Sou puxada para trás, me afastando daquilo que tentava me alcançar. Era um zumbi. Outros se aproximaram se acumulando da grade, eles passavam suas mãos tentando nos alcançar, mas não conseguiam.
-Ta tudo bem? - Ele pergunta fazendo eu me virar para ele. Com a pouquíssima iluminação do ambiente consigo apenas enxergar seus olhos, que percorriam por meu rosto, a procura de qualquer machucado.
-Estou bem, foi só um susto - Dou um passo para trás, tento disfarçar meu constrangimento. Mas assim que iluminou em direção a minha mãe e minhas tias elas me olhavam, minhas mãe estava com um olhar malicioso, e minhas ficam riam um pouco - Acho melhor voltarmos, não acham? - Não espero a resposta delas, apenas começo a nadar de volta por onde viemos
Sempre achei que as voltas eram mais rápidas que as idas, e nesse caso decidiu comprovar isso. Parece que voltamos para onde estávamos antes muito mais rápido, não sei que porque acabei andando mais rápido do que antes. Mas dessa vez vamos por outro caminho, então finalmente indo para o caminho certo. Assim esperamos.
Não consigo não me sentir envergonhada, perdemos nosso tempo por conta de uma decisão minha, por uma lógica idiota que eu pensei que fizesse sentido. O peso de que essa decisão errada poderia nos causar algo, fica que nem um fardo em minha cabeça. Haviam zumbis lá, poderiam ter mais e fora daquelas grades, poderíamos estar todos em perigo. Eu poderia ter colocado eles em perigo.
Tomar as decisões para mim é algo mais fácil, não ter que depender de alguém para isso. Mas ter o fardo de ver o resultado de minhas decisões é ainda maior, poderia ter tomado outras decisões, analisado mais a situação. Poderia ter sido diferente, mas não, eu não pensei muito, apenas fiz o que achei que fosse certo. Apenas esqueci que o achamos nem sempre é o certo.
Isso é um erro que eu não cometeria se meu pai estivesse aqui, ele sempre me guiou para o jeito certo, para decisões importantes. Tanto quando treinávamos boxe em casa, quando também chegava brava por alguma situação na escola. Ele sempre sabia o que dizer, sempre sabia de tudo, ele é o meu grande exemplo.
Mas passar por uma situação como essa, apenas fez eu me lembrar ainda mais de que ele não está aqui, de que não tenho seu apoio, nem sua ajuda. Era isso que eu precisava, dele, ele para ser meu suporte para esses momentos. Talvez eu tivesse evitado muitas coisas se ele estivesse aqui, ou se eu tivesse pensado igual a ele.
Tomar decisões quando eu estava sozinha era bem mais fácil, qualquer decisão seria errada eu sofreria as consequências, não havia outras pessoas que sairiam prejudicados. Acabei pensando nisso até mesmo quando estava apenas eu e Niki, uma decisão minha poderia o machucar, até mesmo o matar.
-Hey, ta tudo bem? - Ouço a voz de Niki quase que em um sussurro, afinal se dizermos qualquer coisa um pouco mais alto, fará um eco absurdo.
Eu não o respondo, apenas sigo andando pelo caminho que nos restava.
-Está com medo? - Ele continua ao perceber o meu silêncio
-Não é isso...
-Então o que é? Está ansiosa para sairmos daqui?
-Talvez seja isso...
-Fica tranquila, vai dar tudo certo a partir daqui. É ser ter um pouquinho de pensamentos positivos, mas acho que talvez isso seja um pouquinho difícil para alguém que espera sempre que aconteça merda - Tento dar um soco em seu braço, mas por conta da escuridão suponho que eu tenha errado - Ai! - Exclama
-O que foi? Vocês estão bem? - Pergunta minha mãe. Levo a lanterna em sua direção e conseguido ver um pouco de seu rosto.
-Sim, só Niki que está falando bobeira!
-Bobeira? Apenas estava perguntando se você estava bem, e é assim que você me trata?
-Começou...
-Eu me importo com você, pergunto se ta bem, deixo você falar seus sentimentos e você me dá um soco. No dia eu eu morrer você vai me dar valor! - Fala dramático
-Para de ser dramático garoto! Ou então eu vou te bater até calar a boca!
Consigo ouvir a risada de minha mãe e minhas tias, o que fez esse longo túnel se tornar mais barulhento, graças às risadas e ao drama do garoto.
Ele continua resmungando por um bom tempo, mas após um tempo ficou quieto. Chego a conclusão que estava com sono, depois de bocejar umas três vezes seguidas isso deve ser algum sinal.
-Não escutamos ninguém, nem encontramos com alguém. Isso pode ser um sinal de que á uma saída! - Tia Pearl diz
-Sim, se entraram e não estão aqui, quer dizer que encontraram uma saída - Minha mãe concorda - Vamos ficar mais atentos a parte de cima, talvez encontraremos algum alçapão para sair
Foco e lanterna para a parte de cima do túnel, atenta para de caso tiver alguma saída para nós. Enquanto estou andando foco a perna em olhar para cima, então deixo de apestar atenção no que acontecia em meus pés.
Derrepente piso em algo, que soltou um gritinho agudo e fez com que minha tia que estava ao meu lado pulasse, espalhando mais e mais água para todos nós. Nós molhando mais ainda.
-Isso não tem como ficar melhor...
Após a minha tia ter uma surto graças ao Rato em que eu pisei, e ficar totalmente traumatizada e com medo de continuar andando. Conseguimos retomar a nosso caminho. Novamente havíamos mais duas opções de caminhos, acredito eu que isso acontececia quando estamos abaixo de ruas, então poderíamos virar em alguma rua.
Deixo que eles decidissem para que lado deveríamos ir, não tinha mentir palpite e não quero tentar ter algum.
Após escolherem continuamos o caminho, fico na frente com a lanterna e atenta para se caso algo aparecesse. A lanterna para de iluminar o enorme breu que fica em nossa frente, pois agora ela finalmente estava iluminando algo. Chegamos até um fim desse túnel, dando para uma parede aonde havia uma escada, dando até um alçapão.
-Finalmente - Tia Hatysa súplica animada em ver a escada
Pretendia ir primeiro, mas enquanto apoiava a lanterna em minha blusa para que ela não caísse, e também continuasse iluminando. Niki passou na minha frente e começou a subir as escadas, ele chega até em cima e tenta abrir o alçapão.
-Ta difícil? - Pergunto para provocar ele - Quer ajuda?
-Não... - Ele continua - Mas, está molhado
-O que? Mas por que será
-Espera
Nós ficamos em silêncio, conforme o silêncio conseguimos ouvir algo vindo lá de fora. Uma chuva forte caia do lado de fora, pelo som aparentava ser um temporal.
-Está chovendo
-Não está chovendo, está caindo o mundo lá fora! - Falo balançando meu pé na água, que me chamou mais atenção pelo fato de aparentar ter mais.
-Devemos sair agora, ou esperamos mais? - Minha tia pergunta, enquanto tia Hatysa ficava em silêncio
-Tem mais água - Falo
-O que?
-Esse esgoto ainda tem utilidade, está chovendo e a água está aguentando aqui. Não parece estar chovendo a muito tempo, mas acredito que em mais um tempo aqui em baixo a água vai triplicar de quantidade.
-Eles não parecem ter vindo por aqui, talvez tenham achado outra saída - Niki fala e abria o alçapão
-Sim, talvez encontraremos com eles quando amanhecer, ou então não. Mas precisamos sair daqui!
Não sei se estava agindo de forma precipitada, mas não consigo tirar de minha mente que perdemos muito tempo por aqui. Deve estar um completo caos na escola, além de que talvez o sargento já esteja acordado, podem tentar vir atrás da gente, afinal se alguém de lá sair é motivo para eliminarem.
Se as coisas estão normais fora da Coreia eu não faço a menor ideia, mas se um de nós morrer aqui não fará diferença, acredito que todos acreditem que todos aqui já estejam mortos.
Após minha mãe e minhas tias converse em um pouco ela concordam. Niki então empurra o alçapão o abrindo, a chuva começa a entrar a cair sobre mim. Assim que ele termina de subir a escada e sair eu sigo logo atrás, em alguns momentos quase escorrego na escada, por conta da água, mas consigo me manter firme e continuar subindo.
A chuva caia sobre meu rosto, dificultando um pouco da minha visão, mas uma mão me segura me ajudando a sair. Nós dois ajudamos minha mãe e minhas tias a saírem, logo em seguida fechamos o alçapão.
Finalmente reparo em aonde havíamos saído, não estávamos longe das grandes cercas, pelo contrário estávamos mais perto do que eu imaginava. A poucas ruas daquela base, também considerada como um inferno para se viver.
Com dificuldade por conta da chuva, consigo enxergar de relance as casa ao nosso redor. Ao ver uma sombra em meio aquela chuva me recordo os perigos que estamos correndo agora, além de termos que fugir temos a companhia novamente dos zumbis. Isso me deixa com mais medo ainda, afinal minha mãe e minhas tias não tiveram um contato muito direto com eles, podem não ter medo de os ver de longe, mas ter que enfrentar um quando está vindo para cima de você é totalmente diferente. Além de que estamos quase inofensivos, temos apenas uma arma que provavelmente a munição não vai durar muito. E que não é nossa melhor opção, afinal fazer qualquer barulho é um grande perigo, quem dirá dar um tiro com a arma. Chamaria a atenção de todos os zumbis e militares por perto.
Minha mãe e minhas tias acabavam de sair, me aproximo delas atenta olhando para os lados, atenta para se caso algo se aproxima-se.
-Precisamos nos manter juntos, arrumar um abrigo para passarmos essa noite. Não façam muito barulho e se verem algo digam - Falo e elas parecem entender bem
Não estava gostando de meio que dar "ordens" para elas, afinal geralmente é o contrário. Além de que não me sinto apta para fazer isso. A única certeza que tenho é que sei sobreviver nesse lugar, pelo menos sobre isso eu sei orientar.
-Ji... - Olho para trás e vejo Niki em meio a chuva. Assim como todos nós ele estava completamente encharcado, seus cabelos grudavam na pele de seu rosto e suas roupas ensopadas - As armas
Me lembro então de nossas armas que estavam escondidas, desejo muito que elas ainda permaneçam no lugar que deixamos. Elas nos ajudariam extremamente nesse momento, estamos inofensivos e eu e Niki somos os únicos que danos sobreviver aqui, ter nossas facas e minha arma de volta, nos ajudaria muito.
-Você lembra aonde fica a casa? Consegue nos levar lá? - Passo a mão pelos olhos afastando a água que começava a me incomodar.
-Não tenho certeza, mas acho que sim
-Então vamos!
Observo algumas sombras se aproximando, com toda cerge6 eram zumbis. Passo meu braço pelo da minha mãe e chamo a atenção de minhas tias, começamos então a andar seguindo Niki.
Andamos conta a chuva o mais rápido que conseguimos, causado pela chuva a mochila parecia ainda mais pesada, minhas roupas estavam na mesma situação. Conforme damos passos pesados pelo chão mais água de espalhava, minha bota estava completamente encharcada também e me dando um certo desconforto, parecia ter algo ali dentro, algo que perfurava meu pé. Mas mesmo assim continuo seguindo o caminho.
De início parecíamos saber aonde estávamos indo, ele estava decidido sobre o caminho, mas assim que viramos uma das ruas, era apenasais uma rua desconhecida, nunca passámos por ela antes, não era ali que ficava a casa estivermos anteriormente.
-Por aqui - Suponho apontando para uma outra rua. Não imaginei mesmo que fosse por ali, apenas não havia outros caminhos para seguir, tenhamos que ir para algum lugar.
Conforme íamos andamos mais e mais, começou a ser ouvido barulhos altos, ainda distantes, mas barulhos de tiro. Estavam em algum lugar longe daqui, mas não o suficiente, não como gostaríamos.
Niki parecia muito perdido, não sabia mais por onde deveríamos ir. Alguns zumbis atrás de nós se aproximavam, o que causava um panico maior em minha mãe e minhas tias. Preciso tomar uma decisão rápida, e que nós tire daqui.
Puxo o garoto e entramos nos becos entre algumas casas, eram estreitos e não parece ter sido uma boa ideia entrar aqui. Mas pelo menos tinha uma quantidade menor de chuva caindo sobre nós, por conta das construções em nossa direção. Consigo ver uma parede, que me faz pensar ser o fim, e que estamos com zumbis atrás de nós e que morreriamos sem saída. Entes que eu me arrependa dessa minha idiota decisão, consigo ver que o corredor não se finalizava ali, e sim que ele tinha uma outra saída para a direita.
Antes de pensar, de analisar a situação ou fazer qualquer outra coisa, eu viro aquele corredor junto de minha mãe. Mas para a nossa grande surpresa, assim que viramos aquele corredor paródia imediatamente. Demos de cara com cinco zumbis que de viraram em nossa direção imediatamente, sedentos por nossa carne, por um pedaço de nos. Eles começam a vir em nossa direção, com suas bocas que abriam e fechando, parecendo estar aquecendo para nos comer.
Foi o primeiro contato dessa maneira que minha mãe teve com um deles, ouço o seu desespero trasparecendo vindo de seu grito, que logo veio acompanhado de um raio de luz que iluminou por alguns segundos o céu, d que logo em seguida veio acompanhado do Alto e grande som do trovão.
-Por aqui! - Gritou tia Pearl a trás de nós
Eu mal me certifiquei de olhar antes de qualquer coisa, apenas puxei minha mãe que tremia apavorada e em choque. Nós corremos indo para outro corredor do lado oposto do que havia indo, os zumbis vinham atrás de nós, mas por enquanto estávamos mais rápidos que eles. Mas será questão de tempo para ficarmos cansados.
Saímos daquele corredor dando novamente para uma rua, ela parecia estar um pouco mais vazia. Tebtamos correr, elas pareciam já ter se cansado, não conseguiam mais acompanhar eu e Niki. Talvez correr tenta me fez ter uma resistência maior, mas não o tanto que eu imaginava, pois começava a me sentir cansada e não estava mais aguentando correr com toda essa chuva que caia.
A visão era péssima, os zumbis se aproximavam cada vez mais e mais a frente da rua havia mais, mas ainda não notaram nossa existência ali. Outro clarão tomou conta do céu seguido de seu barulho.
-Aqui!! - Grita Niki mais a frente de nós. Conforme me aproximo consigo ver a casa de quem ele se referia, era a casa que nós escondemos nossas coisas.
Era muito bom, mas ao mesmo tempo péssimo. Pois estamos muito perto da escola, muito perto dos militares, muito perto mesmo de sermos pegos.
Aparentemente nós não fizemos uma boa escolha de casa para escondeemos, escolhemos aquela que seria mais fácil de entrar, não pensamos na casa melhor para se esconder. Com isso a casa que estamos pestes a entrar se encontra em uma situação nada favorável, aparentemente no muro existiu um portão, mas ele já não existe mais, é apenas um buraco no meio do muro.
A porta da casa estava completamente aberta, havia uma grande listra de sangue que seguia até a parte de dentro da casa. Alguma coisa nada legal aconteceu aqui, está completamente diferente de quando estivemos aqui da outra vez.
Minha mãe olha para tudo aquilo e está completamente horrorizada, imagino que de tivesse a oportunidade voltaria correndo para a escola, mas isso já não é mais uma opção.
Entramos dentro da casa o mais rápido que possível, fecha a porta e se encosta contra ela, logo em seguida um impacto grave vai contra a porta. Conseguimos trancar a porta, mas ela aparentava não durar muito tempo com aquela quantidade de zumbis. Arrastam os um sofá e colocamos ele contra a porta, para pelo menos durar um pouco mais.
Me sento no sofá para recuperar o fôlego, minha mãe andava de um lado para o outro claramente em pânico, minha Tia Hatysa chorava e Pearl estava sentada no chão olhando para a parede fixamente. Niki não estava mais no mesmo cômodo que a gente. Me levanto e elas olham para mim.
-Vou vasculhar a casa, pode ser que tenho algum deles aqui. Fiquem aqui, qualquer coisa é só chamar - Não espero nenhuma resposta, apenas saio entrando em um corredor
Entro em uma cozinha e encontro Niki mexendo em uma gaveta, ele olha para trás me vendo e tirando algo de lá.
-Aqui - Ele me entrega uma faca - Ouvi alguns barulhos vindo do andar de cima, não vai ser inteligente ir lá sem nada para se defender - Assinto - Como elas estão?
-Chorando, em completo pânico, acho que em pouco tempo elas vão surtar, mas até que estão bem, pensei que estariam um pouco pior.
-Vamos conseguir sair daqui e arrumar um lugar seguro, elas ficaram melhor
-É...
Vamos em direção a escada para o segundo andar, aquela listra de sangue continuava a escada a cima. Tentamos subir o mais silencioso possível, mas alguns degraus não pareciam colaborar com a gente, pois a cada passo que dávamos eles faziam um barulho diferente.
Conseguimos subir as escadas sem que nenhum zumbi aparecesse, queríamos entrar logo no quarto infantil que deixamos nossas coisas, mas aquela listra de sangue ia em direção a outro quarto, um quarto que estava de porta fechada. Nos encaramos decidindo se devíamos entrar ou não lá, mas decidimos que iríamos, precisávamos saber o que estava ali do outro lado, por mesmo que seja meio óbvio.
Niki abre a porta e eu entro em seguida, pronta para atacar tudo aquilo que viria contra mim. Mas nada avançou em minha direção, ele gostaria muito de vir me atacar e arrancar minha pele, mas apenas não conseguia.
A listra de sangue continua até a cama de casal no meio do quarto, acima dela havia um zumbi, deitado sobre a cama, mas não por vontade própria. Suas mãos estavam amarradas na cabeceira da cama, sangue seco estava a baixo de sua boca e olhos. Noto alguns tiros por seu corpo, o que deixa a minha imaginação sobre o que aconteceu aqui mais confusa.
Não espero qualquer reação ou fala do garoto, apenas me aproximo da cama vendo aquele zumbi, que um dia já foi uma mulher desejando por minha carne, tentando avançar para cima de mim, mas não conseguindo por conta dos panos que prendiam suas mãos. Levo aquela faca de cozinha até sua cabeça, a enfio e evito olhar para o buraco em sua cabeça.
Estava dando passos para sair do quarto quando esbarro em um vaso encima de uma mesinha, ele vai de encontro com o chão se quebrando em vários pedaços. Ignoro essa acontecido e saio do quarto, sendo seguida por Niki.
-A maioria das janelas lá de baixo estão quebradas, alguma merda aconteceu aqui - Diz Niki - Acha que não devemos chamar elas? Lá em baixo pode estar perigoso
-Já vamos descer, se elas verem isso aqui vai as deixar ainda mais assustadas - Puxo a porta as fechando - Vamos descobrir se nossas coisas ainda estão aqui, é nossa única esperança
Vamos em direção ao quarto infantil, abro a porta calmamente e aquele cômodo parece ser o único inteiro até então, tirando uma casa de brinquedo completamente destruida. Vou em direção ao armário aonde escondemos nossas coisas, coloco a mão na parte de trás do armário, mas não encontro nada lá.
-Você colocou do outro lado! - Ele alerta
-Sabia! Só estava testando para ver se você lembrava
-Sei...
Dessa vez vou para o outro lado do armário e encontro a minha arma, grudada com fita adesiva na parte de trás do armário, junto estava minha faca e a de Niki. Sinto alívio por elas estarem ali, pelo menos alguma coisa de bom estava acontecendo. Pego uma cadeira para então ver se meu taco permanecia ali encima, e também ali estava.
Quando estou prestes a descer a cadeira, ouço um barulho vindo da entrada do quarto. Viro a lanterna com luz faca naquela direção, mas ao contrário do que eu esperava que aparecesse quem aparece era minha mãe e minhas tias. Por um momento me arrependi de não ter olhado as outras partes da casa, realmente foi um descuido e poderia ter algum zumbi.
-Por que estão aqui? Deviam estar lá em baixo, poderia ter algo aqui encima
-Ouvimos um barulho vindo daqui, tentei te chamar, mas quando falei um pouco mais alto aqueles monstros da porta pareciam ficar mais bravos - Minha mãe fala - Está tudo bem por aqui? Se machucaram?
-Estamos bem! - Niki responde simpático para ela, talvez para tentar trazer algum tipo de tranquilidade para elas?
-O que estavam fazendo? - Tia Pearl pergunta desconfiada
-Viemos pegar isso - Mostro o taco e a faca, mas quando mostro a arma minha mãe arregala os olhos
-Jiwoo, aonde arrumou isso?
-Era do papai, peguei assim que fiquei sozinha em casa. Ele me deu a faca, mas pensei que não fosse proteção o suficiente
-Ai meu Deus! - Ela coloca a mão no coração e se apoiou na parede - Minha filha estava andando armada por ai
-Esse é o de menos mãe, afinal ela foi muito útil, me salvou em alguns momentos - Tive uma breve lembrança de quando Niki usou a arma para acabar com um daqueles homens, ele me salvou - Acho que é mais preocupante não andar com uma arma por ai
-Ainda estou absorvendo o fato de isso ser comum para nós, também que podemos morrer a qualquer momento que aquela porta lá em baixo ceder
Noto tia Hatysa quieta encostada na parede, não sei identificar se ela estava ainda assustada, ou se estava no mundo da Lua. Apertava sua mão com força, parecia estar aguniada com algo.
-Tia, ta tudo bem? - Ela balança a cabeça e então olha para mim surpresa
-Sim! - Diz imediatamente - É só que... Eu preciso tomar um remédio - Antes que eu pudesse dizer algo ela sai, ouvimos os passos dela descanso as escadas até o andar de baixo
-Ela não está bem
-Tem sido difícil, ela sempre foi mais sensível - Pearl fala - Mas ela vai ficar bem!
Desço da cadeira e arrumo o taco preso em minha mochila. Sinto todo meu corpo tremer, estamos no inverno e simplesmente caiu a maior chuva, o que não é super comum, mas que também não é impossível. Mas por já ver visto algo sobre isso, imagino que logo a chuva passará, mas nós que estaremos ferrados depois, na verdade já estamos.
-Precisamos trocar de roupa, a temperatura pareceu aumentar um pouco, mas já sinto que está esfriando novamente. Já viram aquele quarto? Pode ter roupas lá
-Não entre lá! - Ela olha surpresa para Niki - É... Deixa que eu eu Jiwoo damos uma olhada, para certificar que está tudo seguro! - Ela arqueia uma de suas sombrancelhas
-Ta bom! - Nos observa desconfiada
Vamos até o quarto, assim que entramos fechamos a porta, para não ter chances de uma delas ver qualquer coisa aqui dentro. Niki pega uma coberta e coloca por cima do cadáver na cama, sinto um alívio maior por não estar vendo, mas mesmo assim é estranho.
Mexemos no armário tentando achar casacos quentes, nossas roupas não estavam completamente encharcadas, e espero muito mesmo que a chuva passe para podermos sair sem nos molhar muito.
Pegamos algumas roupas que nos esquentariam. Estou prestes a sair do quarto, mas Niki me impede, olho para ele esperando que falasse algo, mas ele fica apenas calado. Me puxa e me entrelaça em seus braços, me dando um abraço que poderia ser quentinho, se nós não estivéssemos completamente molhados.
-O que está fazendo?
-Cala a boca - Fico quieta
Fico ainda sem entender, mas ele fica por um tempo me abraçando apenas em silêncio. Nossas roupas molhadas estavam geladas, mas por mesmo que isso fosse um incômodo não queria sair desse abraço.
Ele me solta e dá um sorriso, passa a mão pelo meu cabelo e sai do quarto. Não consigo entender bem o que aconteceu, só sei que esse garoto me deixa confusa, muito confusa.
Vou para o quarto e entrego as roupas para minha mãe e minha tia, Niki não estava ali, deveria estar no andar de baixo e tia Hatysa também. Nós trocamos usando agora roupas mais confortáveis, procuro pelo andar de cima algumas pilhas para colocar em minha lanterna agora já desligada, por sorte encontro e consigo trocar.
-E agora? - Minha mãe pergunta
-Vamos sair daqui, não vai ser algo fácil, mas eu e Niki já fizemos coisas parecidas - Resto a lanterna e agora ela estava com a luz funcionando perfeitamente.
Enquanto estava acabo olhando para a janela, vejo algo de estranho lá fora, não consigo identificar o que exatamente era, nem mesmo de onde vinha, mas parecia ser uma pequena luz.
-O que é aquilo? - Pergunta minha tia
-Não sei - Me aproximo a janela tentando identificar, mas então assim que percebo o que era me abaixo. Uma bala vai contra o vidro o quebrando em vários pedaços, que caíram sobre mim.
-Corre! - Puxo minha mãe e minha tia para sairmos do quarto, descemos as escadas correndo e quando chegamos ao térreo encontramos com Niki e minha tia Hatysa estava assustada olhando para nós.
-O que aconteceu? - Ele pergunta
-Nos encontraram, eles sabem aonde nós estamos, precisamos sair daqui!
-Unnie? - Minha mãe fala olhando para sua irmã, olho para tia Pearl e então vejo, o tiro que havia passado pela janela havia acertado em seu braço - Não... Precisamos ajudar ela!
-Mãe, precisamos primeiro sair daqui! Não vai dar para ajudar ela aqui, eles estão vindo e os zumbis logo vão entrar - Olhamos para a porta que já se deslocava de seu lugar, estava quase cedendo completamente
-Ta... Vamos fazer um curativo
Olho para tia Hatysa que estava com seus olhos marejados, suas mãos tremiam. Algo que não havia notado é que ela também havia trocado de roupa. Sento em seu lado e a abraço tentando acalmar ela.
-Vai ficar tudo bem, nós vamos conseguir sair daqui e fugir - Ela me encara, mas não responde
Minha mãe volta para a sala com uma caixinha de primeiros socorros, tenta fazer um curativo para que pudéssemos sair.
-Vou estou bem! - Minha tia tenta tranquilizar suas irmãs - Nós vamos sair daqui e vai dar tudo certo! - Ela sorri. Mesmo após levar um tiro e obviamente sentindo muita dor ela permanece sorrindo, ela continua tentando nós tranquilizar. Mas mesmo assim vejo em seus olhos que aquilo estava doendo.
-Pode ser um pouco difícil, mas não podemos deixar vocês sem proteção - Niki entrega sua faca para minha mãe, um martelo para minha tia Pearl e uma faca para tia Hatysa - Nós vamos tentar fazer o possível para proteger vocês, mas se caso algo aconteça vocês precisam acertar na cabeça
Elas parecem entender. Tiro meu taco da minha mochila e entrego para ele.
-Toma, mesmo que esteja com uma arma precisa de algo que não faça tanto barulho - Ele o pega
-Vocês tem quantas armas?
-Mãe, depois explicamos como conseguimos a outra - Ela me olha desconfiada
-Eu tenho um plano, eu vou pular pela janela da cozinha, vou chamar a atenção pelo quintal enquanto vocês pulam aquela janela ali - Ele aponta
-Não! Ta maluco? - Pergunto - É muito perigoso
-Ji, alguém precisa fazer isso
-Então deixa que eu faço
-Não! Eu corro mais rápido que você e você sabe muito bem disso! Eu vou estar com vocês em poucos minutos, é só para vocês saírem
-Mas e se você não voltar?
-Eu vou!
Dou um suspiro longo para tentar me acalmar. Não adiantava falar mais nada, pois ele iria me contrariar, mas esse idiota não percebe?
Ele pede pra mim levar sua mochila para que ele pudesse correr mais rápido, assim faço.
-Assim que eu eu der um tiro vocês pulam - Ele diz e vai para a cozinha
-Ele vai estar com a gente logo! - Minha mãe diz, mas não respondo
Ouvimos alguns barulho de aparentemente ele pulando a janela, ele começa a gritar chamando a atenção dos zumbis, era possível perceber que havia menos zumbis na porta. Aguardamos até o sinal, mas o silêncio estava me deixando aguniada. Até que o som do tiro foi presente por todo o ambiente, e obviamente também chamaria a atenção dos militares que estavam vindo para cá.
Jogo a mochila dele pela janela e pulo logo em seguida, ajudo minha tia Pearl a descer, seu braço sangrava cada vez mais. Minha mãe e minha tia descem, então passamos a correr, saímos do terreno da casa estandk agora na rua. A chuva havia parado, mas agora se encontrava nevando, não sabia se era melhor ou pior. No final da rua avisto alguns zumbis vindo em nossa direção, olho impaciente para a entrada da casa a espera do garoto, mas ele estava demorando muito.
-Nishimura, cadê você... - Digo enquanto batia o pé no chão
-Eles estão vindo! - Hatysa fala, vejo os zumbis cada vez mais perto da gente
-Filha... - Minha mãe me chama
Engulo qualquer coisa que possa querer descer se meus olhos nesse momento, pego minha arma decidida de correr para longe dali. Mas assim que estou me virando vejo ele, correndo com a respiração pesada e saindo por aquele buraco do muro.
-Vamos! - Pega a sua mochila em minha mão e me puxa para começar a correr
Corremos os mais rápido possível, chegamos até mesmo em nosso limite correndo deles. Estava quase impossível enxergar ali, precisei estar com a lanterna ligada para podermos correr, mesmo que ela chame muito a atenção.
Quando estamos em uma esquina vejo uma luz vindo de uma rua mais afastada, eram eles, estavam chegando, estavam a pouco de nós encontrar.
-Então de carro! - Avisa minha mãe
-Continua correndo!
Aparentemente estávamos em uma parte Rural da cidade, havia mais lugares sem casa e com mais árvores. Nossa única saída era entrar no meio das árvores, pois eles já haviam nós visto e estavam mais e mais perto de nós pegar. Nós enviamos em meio as árvores, desviando delas e tomando cuidado para não cair, minha tia já gemia de dor por conta de seu braço o que nós deixava ainda mais apavorados.
Então ficamos sem saída, em nossa frente havia uma cerca de arame. Olho para trás conseguindo ver a luz do fasil do carro parado, estavam aproximando e assim que nos veriam com certeza atiraram, estávamos mortos.
-Aqui! - Tia Hatysa diz mostrando um buraco naquela cerca, parecia até mesmo que havia sido cortada
Entramos sem nos certificar de que aquele lugarr era seguro, pois com certeza não era, mas era a única coisa que tínhamos. Conforme fomos andando fui percebendo aonde estamos, corremos entre vagoes de trens, parecia ser um lugar legal e seguro, mas não era. Eu e Niki estivemos ali antes de encontrarmos minha mãe, e assim como havíamos visto antes vimos agora, o lugar estava completamente infestado de zumbis. Mas o que nos fez continuar foram os barulho de tiros vindo de trás de nós.
-Por aqui! - Grita Niki. Corremos em direção a plataforma da estação, subimos por uma escada. O chão estava escorregadio, em alguns lugares estava coberto por gelo, mas em outros havia água.
Zumbis que percebiam nossa existência saiam de dentro do vagão de um trem aberto ao lado da plataforma, seguiamos Niki que ia em direção as escadas. Uma delas estava interditada, já a outra começa vai ser infestada por zumbis que vinham lá da cima.
-E agora? - Pergunta minha mãe
-Vamos ter que subir - Digo
-Tem zumbis lá! - Minha tia fala, já minha tia Pearl estava aparentemente quase desmaiando, muito sangue escorria por seu braço
-Tem zumbis em todo lugar! - Vejo um zumbis que se aproximava de minha mãe, mas antes que ele a alcançasse consigo o matar com minha faca - Vão!
Um zumbis escorrega na escada não interditada, chegando em nossos pés. Tiramos a proteção que havia na outra escada, e amarramos ela na escada aonde vinha zumbis.
-Vamos dar cobertura, vocês sobem e correm! - Digo - Vão- Mas paro de falar assim que ouço um grito vindo de minha tia Pearl, antes que eu pudesse ver ou fazer qualquer coisa um zumbi a alcançou a mordeu seu pescoço. Um tiro é disparado do garoto ao meu lado acertando o zumbi que a mordia.
-NÃO! - Grita minha mãe
Meus olhos se enchem de lágrimas, zumbis chegavam mais perto é tudo pareciam estará errado, pois estava errado, não era para isso acontecer. Não era...
-VÃO! - Grito empurrando minha mãe e minhas tias - SOBE AGORA!
Elas não protestam mais, apenas puxam sua irmã e começam a subir as escadas. Eu e Niki nós preparamos pois zumbis estavam praticamente encima de nós, pego o martelo que estava caído no chão, que antes estava com minha tia. Niki começou vai a atacar vos zumbis que vinham em dia direção com o taco enquanto eu acertava suas cabeças com o martelo.
Dois contra todos esses zumbis era algo praticamente impossível, mas eu acho que a raiva e a tristeza ficou tão presente em mim que se tornou ódio. Tirei uma força de aonde eu não consigo identificar, pois todo zumbis que aparecia em minha frente eu apenas queria acabar com eles, derrotar eles e os eliminar.
-Ji... - Niki me chama, mas eu não o respondo - JIWOO!
-Fala - Digo enquanto chuto a barriga de um zumbi, fazendo ele cair junto de mais dois que estavam atrás dele
-Sobe, você precisa ir atrás delas
-Não venha me dizer para deixar você, pois eu não vou - Olho para ele assim que consigo acabar com mais um zumbi. Ele me olha asim que bate com o taco na cabeça de um - Só vou se você for
-Eu vou logo atrás de você
-Não! Eu vou se você estiver do meu lado - Uma mão vai até meu ombro, antes que algo aconteça consigo pegar minha arma e aturar na cabeça do zumbi que quase me mordia
-Você vai e eu vou estar logo atrás! - Ele me puxa me afastando de um zumbi que estava prestes a me atacar - Eu vou estar logo atrás de você, eu prometo! - Ele dá um beijo na minha testa e me empurra em direção a escada - Vai!
Não consigo protestas, pois não era momento para isso. Começo a subir a escada enquanto vai os zumbis na escada ao lado esticando suas mãos para me morder. Ouço passos atrás de mim significando que Niki estava logo atrás de mim, mas não consigo olhar para ele pois acabo caído quando meu pé se prende em uma espécie de fio.
Faço força para me levantar, deixo o martelo ali e volto a subir as escadas, mas agora meu meu pé doendo extremamente. Consigo terminar de subir as escadas e observo o ambiente ali emcima, muitos zumbis acumulados atrás de uma porta e vidro. Mas logo no final do corredor vejo minha mãe e minha tia Hatysa, tia Pearl não estava lá. Tento afastar os pensamentos piores para apenas ficar em sair dali.
- ZUMBIS ATRÁS DE VOCÊ! - Grita a minha mãe
Olho para trás e vejo eles vindo ao meu encontro, tento correr o mais rápido que eu conseguia, mas meu pé doia muito. Até que ouço um barulho alto de vei dor caindo no chão, a porta havia sido quebrada, todos aqueles zumbis estavam vindo em minha direção.
Minha cabeça doia, meu pé doia, sinto como se todo esse esforço e tudo que havia feito até hoje foi por água a baixo, em vão. É como se minha vida predestinada a acabar ali, assim que vi todos aqueles zumbis entrando na minha frente e me impedindo de que eu visse a minha mãe.
A última coisa que esteve em minha memória foi o barulho deles, o barulho deles contra algo. E a visão da minha arma e minha lanterna caidas sobre o chão de um lugar pequeno.
**✿❀ ❀✿**
OI GENTE
VOLTEI E FOI COM BOMBA! MANO SÉRIO O QUE ACONTECEU?
E fica mais interessante ainda de lembrar que eu sonhei com isso, sem brincadeira. Mas tem algumas modificações, mas eu sonhei exatamente com essa cena, e foi o que me deixou com inspiração para criar essa fic, tudo graças a essa cena.
Mas então o que acharam? Surtaram? Por que eu surtei e muito!
Esse capítulo está gigante então dê valor!
Comentem suas teorias e oque aguardam para o próximo capítulo, além das talvez ameaças.
Mas é isso, até a próxima!
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