Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

ℂ𝔸ℙÍ𝕋𝕌𝕃𝕆 𝟙𝟟

**✿❀ ❀✿**

-Jiwoo, eu te avisei, eu te pedi milhares de vezes, mas filha as vezes parece que você simplesmente não quer escutar, ou então finge que não está ouvindo. Você sabe como as coisas funcionam aqui, o tempo que está aqui já aprendeu que é melhor seguir as regras, por mesmo que você não goste e você não queria você deve!

Aquele vagabundo do Sargento Stones, nossa se eu tivesse a oportunidade de arregaçar a cara daquele homem eu faria sem pensar duas vezes. Graças a aquele homem eu tô escutando uma bronca vindo de minha mãe a mais de dez minutos, simplesmente por estar com meu amigo, gostaria que esse lugar pegasse fogo de tanto ódio que eu tô.

-Eles não estão de brincadeira filha, a cada dia que passa estão mais cansados de estar aqui, ainda mais por estarem a trabalho

-Eles não queriam estar aqui, nós também não! Se eles estão a trabalho tem uma autoridade maior atrás disso, então por que não nós tiram daqui? De onde vem a comida? Por que militares somem e outros aparecem? Mãe, eu tô cansada de estar aqui e não ter respostas, eu e Niki quase morremos muitas vezes para chegarmos aonde estamos! Com a esperança de sermos evacuados e poder ter pelo menos uma vida aceitável, um lugar seguro, ele me ajudou a estar aqui para reencontrar com você e com meu pai. Mas pra que? Para sermos usados como escravos? Capachos deles, quando sermos algum vacilo sermos jogadas para fora e eles nos substituírem por pessoas que estão necessitadas por comida, água ou qualquer coisa, sem ao menos saber como realmente é aqui dentro? Isso é viver mãe?

-TEMOS ESCOLHA?! - Ela grita nervosa, o que me assusta pois ela nunca havia aumentado seu tom de voz assim. Ela percebe que havia gritado e então volta a falar normal - Não quero que você nem suas tias morram e seja lá aonde seu pai esteja espero que ele esteja bem, mas está na hora de focarmos em nossa sobrevivência apenas nisso. Então deixe de pensar apenas em você e no que você acha certo, pois uma hora eles cansaram. Todos nós precisamos fazer sacrifícios para estarmos vivos hoje.

Suas palavras foram quase como facadas em meu peito, sinto meus olhos quererem se encher de lágrimas, mas não permito que elas desçam. Sou suspiro longo recarregando meu foco na conversa.

-Sei bem os sacrifícios que você faz para viver dessa maneira - Digo e ela arregala os olhos - Eu talvez pense apenas em mim mesma né, mas pelo menos eu não admito viver uma vida miserável sendo humilhada por grandes bostas que se acham os maiorais. Fazer sacrifícios é algo que todos um dia terão que fazer, mas sacrifício não quer dizer se humilhar - Me levanto

-Como você descobriu?

-Os militares falam bem abertamente sobre as coisas quando a grande parte das pessoas daqui não falam inglês, é fácil ficar sabendo das coisas - Ando em direção a porta - E sempre a uma escolha! - Saio do quarto batendo a porta atrás de mim

Enquanto eu ando pelos corredores daquele inferno as lágrimas queriam descer pelo meu rosto, acabei esbarrando em um dos militares assim que virei em um corredor, ignoro sua existência é volto a andar pelo corredor sem rumo.

-HEY GAROTA! NÃO OLHA PARA ONDE ANDA NÃO?! DEVIA PEDIR DESCULPAS! - Ele grita me deixando ainda mia irritada, me viro vendo ele a alguns metros de distância de mim me olhando com os braços cruzados - Cadê o pedido de desculpas? - Pergunta debochado

Ao contrário do que ele estava eu aponto minha mão em sua direção, lhe mostrando o dedo do meio. Causou uma expressão surpresa e enfurecida no mesmo. Me viro ignorando seus gritos nervosos direcionados a mim.

Chego no refeitório aonde várias pessoas se reunião para o almoço, então vejo Niki que alguns segundos após olhou para mim. Noto então em seu rosto um curativo em seu rosto, que não estava na última vez que o vi.

Minha pele estava mais quente do que o costume, começo a dar passos pesados por aqueles corredores a procura dele. Atravesso os prédios até que chego ai prédio da administração, indo diretamente até aquela sala.

Abro aquela porta e meu olhar percorre por todo aquele escritório, vejo sobre a mesa papéis, um rádio grande, quadros, muitas outras coisas, mas ele não estava ali. Um garoto que organizava algumas coisas lá dentro me olhou assustado, tanto que alguns papéis que ele segurava caíram no chão se espalhando pela sala.

-Aonde ele está?

-Lá lá fora! - Ele gagueja e se agaixa para pegar os papéis derrubados

O deixo sozinho e vou em direção ao meu destino, assim que passo pela portando dando para a parte exterior que logo a frente estava interditada graças ao incidente da madrugada passada. Caminhões grandes tapavam agora a parte que estava derrubada da cerca, avisto ele junto de outros militares que pareciam discutir algo.

Começo a dar passos diretos em sua direção, passo pelas proteções que sinalizava para não irmos para lá.

-Garota, você não pode ir ai! - Ouço uma voz distante, mas que foi o suficiente para chamar a atenção também dos outros

Aquele vagabundo agora me olhava curioso enquanto eu andava em sua direção, mas antes que eu pudesse chegar mais perto dois braços brutos me seguravam, mas empurro o Militar e dou um soco em seu rosto. Volto a ir em direção ao Sargento Stones.

-Seu vagabundo! - Digo me aproximando mais dele, ele me olha com uma de suas sombrancelhas arqueadas - O que fez com ele?! - Assim que estou de frente com ele sou segurada por dois militares, que começaram a me puxar para longe. Mas o Sargento levanta sua mão fazendo eles pararem e me soltarem

-Está falando comigo?

-Tem muitos dessa espécie aqui, mas se mantenho contato visual com alguém enquanto falo quer dizer alguma coisa né! - Ele ri contraindo seu maxilar

-O que você quer garota? Precisa falar algo para mim?

-Talvez você não esteja com uma audição tão boa né, então vou repitir, o que você fez com ele?

-Com quem? Com o japonês? Apenas dei uma lição para ele lembrar que existe regras, apenas não fiz algo assim com você, porque você é uma garota e me imploraram para não fazer nada. Devia estar grata

-Grata por ter machucado um garoto que não fez nada de errado? Me poupe!

-Nada de errado? Estar se envolvendo com uma garota quando se existe regras sobre isso, estamos em uma base de sobrevivência, não em uma colônia de férias. Além de estar fora do quarto ainda em toque de recolher, após um ataque que aconteceu. O que não garante que ele não estava tentando fugir? Ou estava colaborando com a rebelião

-Estávamos no prédio da administração, bem longe de onde tudo aquilo estava acontecendo. Não ignore como se eu não tivesse lá também, incrível como consegue se manipular apenas por conta de palavras de outra pessoa, parece até mesmo um-

-JIWOO! - Ouço a voz da minha mãe, mas a ignoro apenas continuando a olhar para ele

-Regras idiotas, feitas por pessoas idiotas. Vocês não tem o direito de controlar tudo o que fazemos, não tem direito de nos tratar como animais

-Você quer apostar?

Esse cara era com toda certeza uma das pessoas mais desprezíveis que eu já conheci.

Os passos da minha mãe eram barulhentos por conta da neve. Assim que ela chega ao meu lado ela agarra em meu braço.

-O que está fazendo?! - Pergunta para mim - Desculpe Sargento, estou precisando ter uma conversa com a minha filha

-Aquilo que eu já tinha para escutar eu já escutei, não quero mais perder meu tempo ouvindo os mesmos sermões. Com licença - Solto meu braço de sua mão e saio dali

Quando as coisas mudam as pessoas também mudam, após um certo tempo vejo que minha mãe não é mais a mesma, assim como eu também não sou totalmente a mesma, acredito que temos que nos moldar as vezes conforme as circunstâncias. Mas isso não é um motivo para deixar seu orgulho de lado e trair a confiança de sua família para isso.

As atitudes dela não desagradam apenas a mim, como também escutei ela e minhas tias discutindo algumas vezes, elas aparentam ter até mesmo se afastado de minha mãe.

Ela tem responsabilidades sobre suas atitudes, mas também não coloco a culpa totalmente nela, pois se não fosse a aquele desgraçado do Sargento nada disso estaria acontecendo. Eu só gostaria que tudo isso acabasse, se é que um dia acabará.

-Hey - Sinto uma mão em meu ombro, olho para cima vendo o garoto, ele se senta logo ao meu lado em um dos degraus da escada

-Sai daqui - Me afasto dele o que faz ele fazer uma careta

-Por que? Aconteceu alguma coisa? - Parecia preocupado e me encarava, mas eu evitava manter o contato visual com ele

-Não quero que você se machuque de novo, vamos ficar longe um do outro - Me levanto prestes a sair daqui, mas ele segura minha mão

-Pensei que não estava se importando com isso. Não me diga que você era a garota que estava arrumando confusão com o Sargento a uns minutos atrás - Não o respondo - Já imaginava que fosse você...

-Como você pode ter tanta certeza disso?

-Suas bochechas estão vermelhas, quando você fica nervosa elas ficam assim - Imediatamente viro meu rosto para esconder dele - Ta com vergonha? - Ele pergunta se aproximando

-Cala boca Nishimura! - Empurro ele, ele ri e deita sua cabeça em meu ombro

-Já disse para ficarmos longe um do outro - Me levanto que ele faz bico - Olha no espelho, você está com um machucado bem em seu rosto e fica brincando, parece que não tem medo do perigo

-Está dizendo a garota que falou merda para o Sargento, tem medo de morrer não?

-Se me tirar daqui pra mim está no lucro!

-Para de brincadeira! Ji, o que aconteceu para você estar assim? Você já é meio estressada de natureza, mas não desse jeito

-Estou cansada de tudo isso, além de que- Paro de falar e penso um pouco - Deixa pra lá!

-Não agora conta

Ouço alguns passos no corredor, puxo então o garoto para que subissemos as escadas rapidamente até o último andar, chegando ao terraço. Abro aquela porta e saímos, a tranco para que ninguém descobrisse nós dois aqui.

-Vai contar agora?

Eu o ignoro e ando pelo espaço que estava um pouco sujo de neve, meus casacos me protegiam do frio, mas acredito que um tempo ficando aqui encima eu começaria a sentir mais frio, o mesmo imagino que acontecerá com o garoto.

Me sento no meio do terraço e fico olhando para o céu, enquanto olhava para as estrelas que eram muito lindas tenho uma memória distante com meu pai. Quando saímos ou estávamos na casa de meus avós na Austrália, ou qualquer outro lugar que tínhamos um tempo livre deitamos para contar estralas.

-Por que está sorrindo? - Niki pergunta me encarando agora sentado ao meu lado

-Me lembrei de uma coisa que eu fazia com meu pai - Ele me olha parecendo curioso, o que me fez continuar a falar - Quando estava apenas eu e ele em algum lugar aonde conseguíamos ver mais as estrelas, tando na casa de férias dos meus avós, como no interior gostávamos de olhar para as estrelas. Minha mãe sempre dormia cedo então ficava apenas eu e ele, mas era algo tão bom e talvez bobo. Ficávamos competindo em quem contava mais estrelas, é idiota eu sei, mas era muito bom e engraçado pois eu sempre fazia ele dizer quantas ele havia contato só pra mim dizer que eu contei mais. Gostaria de ter ele aqui para ter um momento como esse, ele também saberia o que fazer nessas ocasiões que estamos passando, espero que ele não tenha mudado...

-Mudanças, você tem medo disso?

-O mundo está mudando, precisamos também!

-Você não respondeu minha pergunta!

-Comecei a me acostumar com mudança, afinal todos estamos influenciados a mudar em algo. Mas ver atitudes de uma pessoa que eu sempre admirei, ver decisões que ela antes nunca faria me assusta. Mudanças não me dão medo, mas o que vai mudar sim

-Está falando da sua mãe não é?

-Ela mudou, continua sendo minha mãe, mas tem coisas que ela não devia fazer e faz, afinal para que? Para continuarmos aqui e ter uma vida miserável, você foi machucado por uma coisa tão idiota, por minha causa! - Digo tocando sua bochecha aonde havia o curativo

-Não fui machucado por sua causa! - Sua mão segura a minha a tirando de seu rosto - Aquele idiota fez aquilo

-Eu sei, mas foi consequência do que? - Ele fica quieto - Eu tô tão cansada de tudo isso, eu só gostaria de fugir e me isolar em qualquer lugar, ignorar os problemas que temos agora nesse momento seria tão bom. Mas infelizmente se eu procrastinar assim como eu fazia com as lições de casa vou me dar muito mal, as lições eu conseguia fazer de última hora, mas as coisas de agora não tem como. Tudo ta tão cansativo e essas pessoas tem me deixado tão estressada, afinal o que estamos fazendo aqui?

Sinto a raiva novamente prevalecer pelo meu corpo, mas ao mesmo tempo o peso das palavras que minha mãe me disse mais cedo veio com muita força. Ela nunca tinha feito isso ou dito algo desse jeito, mas talvez ela esteja certa?

-As vezes palavras doem mais do que socos né?! - Pergunto tentando manter meu tom de voz estável

Ele não diz nada, apenas se inclina e rodeia seus braços ao meu redor. Parecia até mesmo como um calmante, os braços de Ni-ki pareciam me acalmar, até mesmo me confortar mais do que se fosse explicado com palavras.

Por um breve momento sento até mesmo que estivesse segura ao seu lado, como se estarmos um perto do outro não fosse contra as regras e que poderia causar em consequências piores. Mas afinal o que é um peido para quem já está todo cagado não é mesmo?

Consegui me aconchegar em seus braços, minha cabeça estava deitada sobre seu ombro e ele fazia uma leve carinho em minhas costas. Até que ele se afasta um pouco, mas ainda mantendo seus braços em mim. Levanto minha cabeça de seu ombro o olhando, seu rosto fica totalmente de frente para o meu, deixando apenas uma pequena distância de nossos rostos. Sinto minhas bochechas queimarem um pouco por estarmos tão perto um do outro, nossos narizes quase que se tocam. Conseguia sentir e ver sua respiração graças ao frio, além dos pequenos flocos de neve que começam a cair sobre nós. Mas foi então que meu olhar desceu até sua boca carnuda e levemente rosada, que de algum jeito me chamava tão atenção agora.

Sinto meu coração pulsar de um jeito que jamais aconteceu, ele estava disparado e me deixava ao mesmo tempo ansiosa me perguntando o que aconteceria em poucos segundos. Milhares de pensamentos preenchiam minha mente e eu me perguntava, por que Niki estava causando isso em mim?

Não consegui ao menos olhar para minha mãe depois de nossa discussão, a cada momento eu me lembrava de suas palavras e elas querendo ou não tinham um grande peso sobre mim. Por mesmo que eu tentasse esquecer, e as fazer irrelevantes para mim eu não conseguia, afinal elas saíram da boca da minha mãe, não consigo ignorar isso.

Já faz uma dias que estou evitando ela, quando ela vai passar a noite no quarto deixo meu trabalho acumular o dia todo então passo a madrugada na lavanderia apenas para não estar junto dela. Mas não tenho que me esforçar muito em acumular trabalho, afinal esses dias parece que os militares estão cada vez mais dispostos a sujar suas roupas, parece que estão usando uma vez e mandando. Ainda pensei na possibilidade de estarem fazendo isso de propósito, pois começou a aparecer mais trabalho depois que eu "causei" na frente do Sargento, muitas pessoas me chamaram de louca por isso, mas eu não ligo.

Já minha companhia frequente já não é mais tão frequente assim, quase não vejo mais Niki, quando nos encontramos apenas trocamos olhares, os militares estão muito mais atentos sobre nós agora, qualquer contato provavelmente vão usar como desculpa para advertências. E pelo jeito ele realmente levou minhas palavras a sério pela primeira vez, mandei ele ficar longe de mim e isso ele fez, nem mesmo nos encontramos escondidos depois daquele dia no terraço, mas também talvez é melhor assim né.

Não vou ignorar totalmente o acontecido no terraço, algumas vezes me vejo perdida em pensamentos que me questionam o que exatamente estava acontecendo lá, bem eu não sei! Afinal não aconteceu nada não é mesmo? Eu só abracei ele de novo e fui para a lavanderia me esconder de minha mãe, depois disso praticamente não trocamos mais nenhuma palavra.

Não estar falando com ele tem me deixado com num mal-humor ainda maior, até mesmo eu admito isso. Mas não é como se isso fosse adiantar de alguma coisa, como se derrepente eu ia chegar nele e a gente ia poder conversar normalmente sem que alguém se importasse. Pois esse povo parece não ter nada melhor para fazer a não ser cuidar da vida alheia.

-Mais uma cesta - Entra Jih empurrando uma festa enorme de roupa para dentro da lavanderia

-É a terceira apenas hoje! - Não conseguia acreditar, esses idiotas estavam fazendo o que com as roupas? Daqui a pouco estão trocando de três em três horas estilo remédio

-Olha isso - Ele tira de dentro da cesta uma pequena pilha de roupas dobradas - Não usaram, simplesmente pegaram as roupas limpas e jogaram aqui

-Há! Eu que não vou lavar! Pois pode colocar ali no canto porque ela vai voltar assim, eles só podem estar de brincadeira com a nossa cara, bem tivemos uma pausa para o almoço porque tem muita roupa

-Eu vou enlouquecer! Parece que Sunghoon foi embora e o trabalho ficou muito mais pesado - Desisto de continuar meu trabalho e me sento em um banco encostando minha cabeça na parede - O que de pior pode acontecer se eu não terminar de fazer tudo isso?

-Você quer mesmo saber? - Suspiro ent acho meus olhos por alguns segundos

-Vamos jantar?

-Agora? Estamos cheios de trabalho!

-Tudo que está ruim pode ficar pior, tenho certeza que vai ficar pior então vamos pelo menos tirar um tempo antes disso acontecer

Saio da lavanderia e ele vem logo atrás de mim, entramos no refeitório e nos direcionamos até a fila da comida. A fila anda e então podemos nos servir, assim que termino de pegar minha comida um dos guardas analisam meu prato para ver se não estou pegando comida demais, ou então pegando muito de uma coisa isso, sim isso tudo é motivo para advertência. Com eu odeio tudo nesse lugar!

Enquanto procuro uma mesa para me sentar acabo parando meu olhar sobre uma em específico, o garoto que se sentava nela agora sem o curativo em seu rosto pois já estava melhor teve seu olhar sobre mim. Não sei quanto tempo ficamos nos olhando, mas apenas voltei para a minha realidade quando sinto alguém passar por mim e me empurrar, por sorte não deixei minha comida cair.

-Sai do meio garota! - Diz um dos militares

-Vagabundo - Xingo ele na língua que ele não compreendia. Pelo menos temos poucas as vantagens aqui.

Vejo Jih sentado em uma mesa, fico entre ir e sentar com Niki ou com ele, mas quando vejo o Sargento passar pela porta principal minha chance de me sentar com Niki se tornaram zero. Vou até meu companheiro de trabalho e me sento junto dele e de mais algumas outras pessoas.

O ambiente do refeitório se tornou cada vez mais silêncio, ao longo que as pessoas iam percebendo que o Sargento estava ali elas perdiam sua liberdade de conversar entre si, afinal não querem levar advertência por ter relações com outras pessoas. Ele tem esse efeito em todos, aonde ele chega ele acaba com o pouco de alegria que havia no lugat. Isso começou a ser ainda mais sério depois do que aconteceu comigo e com Niki, após ele o machucar, essa notícia se espalmou de maneira rápida e todos ficaram com medo de serem os próximos.

Faço minha refeição em silêncio enquanto ignorava o olhar do Sargento Stones sobre mim, estava sentado a algumas mesas de distância, mas eu mesmo assim conseguia ver de canto de olho ele me encarando.

Termino minha refeição e me levanto, me dirijo até aonde deixamos os pratos quando uma voz alta chama minha atenção:

-A ENTÃO É VOCÊ! - Vejo um dos militares gritar nervoso a alguns metros de distância de mim, conforme ele se mexeu um pouco pode ver com quem ele falava, Niki - Ladrãozinho asqueroso! - Percebi a expressão meio que desesperada do garoto, afinal seu inglês é péssimo e o Militar apenas se comunicava desse jeito, o garoto não estava entendendo o que era dito a ele

Um... Dois... Três...

-Precisa aprender a seguir as regras, precisa levar uma lição! - O homem se prepara para avançar pra cima do garoto, mas antes que ele fizesse isso um prato acerta sua cabeça e se quebrando.

Todos me olham assustados sem acreditar no que eu havia feito, o próprio homem assim que raciocinou o acontecido me olhou furioso, mas ainda meio tonto.

-SUA VADIA! ESTÁ LOUCA?! - Suas mãos tremiam demostrando o tanto de reinava que ele sentia, ele começa a andar em minha direção, mas é parado por Niki que segura em seu braço e dá um soco no rosto do mesmo, o deixando perplexo

O homem avança para cima de Niki, não admito uma coisa dessas então vou para cima dele, pulo em suas costas tentando fazer um mata-leão nele. Mas ele se balançava e me bateu contra a parede, me fazendo cair com tudo no chão. Ele estava prestes a bater em mim quando Niki agarrou em seu braço novamente, mas ele joga o garoto contra a parede também ao meu lado. Ele era muito mais forte, se tivéssemos pelo menos começado essa briga de um jeito certo. O homem iria me acertar novamente, mas eu calculava algum jeito de me defender, porém nenhuma dessas ações aconteceram.

-Já chega! - A voz do Sargento Stones ecoou por todo o ambiente, fazendo com que todos ficassem quietos e abrissem o caminho para que ele passasse, chegando até nós e analisando toda a situação - Acabaram com o show?

-Esse garoto tem roubado nossas listas senhor, nosso sistema tem sido infringido graças a ele - O Militar diz de forma formal ao seu superior

-Então ele tem roubado as listas que sumiram? - O Militar assente - Ta bom, já que problemas com esses dois não parem de aparecer vamos tomar medidas diferentes dessa vez

Engulo a seco. Ele estava extremamente sério, mas ao mesmo tempo parecia satisfeito com a situação, devia estar apenas esperando algo comigo incluso no meio para poder fazer seja lá o que ele vai fazer.

-Peguem a garota e segurem o garoto!

-O que?

Dois militares agarram meus braços fazendo eu me permanecer em pé, eu tentava reagir, fazer alguma coisa mas eram tentativas falhas. Niki me encarava parecendo desesperado, além de não enteder o que era dito ele não sabia exatamente o que estava acontecendo.

-A coloque de joelhos na minha frente

Não ia deixar a tarefa deles fácil, me debatia e me mexia de uma maneira insistente, mas me arrastam até o centro do refeitório, me deixando de joelhos e de frente para o Sargento.

-Segras são regras - Ele passa a falar para todos em coreano, como se fosse um aviso - Se você não enteder faremos você entender, e se você insistir em permanecer no erro as consequências serão maiores, essa foi a escolha, grandes atitudes vem grandes consequências! Espero que todos entendam isso. Façam o garoto assistir isso, a partir de hoje eu quero respeito e todos seguindo as regras da maneira certa! Vamos aos gritos!

Foi como em câmera lenta, ele tirou do suporte de seu cinto uma faca e um cassetete. Eu senti o primeiro golpe direto em meu rosto vindo da faca, mas depois dai foi um atrás o outro. Sentia membros do meu coroa doendo a cada dano, cortes além do cassetete indo de encontro com meus braços e minhas pernas.

Antes que eu apagasse e desse meu último grito de dor olho em direção ao garoto. Seus olhos transbordando de lágrimas e sua afeição desesperada, além de tentar a todo custo se soltar do Militar que o segurava. Minha visão ficava cada vez mais turva, meus olhos se fechavam de uma maneira mais lenta e então sinto meu corpo caindo de encontro com o chão, a última coisa que eu consegui ouvir foi um grito que vinha de Niki.

Minha cabeça e todo o meu corpo doia, se ainda andasse caminhões pelas ruas como antes, eu teria certeza que não havia olhado a rua antes de atravessar de novo e um caminhão havia passado por cima de mim. Mas conforme eu fui conseguindo me acostumar com a iluminação clara do ambiente, e perceber que eu estava na enfermeira as memórias aparecem mais claras.

Tenho fazer um esforço por mesmo que doia muito consigo me sentar na cama, ao lado da mesinha vejo um pequeno espelho e eu o pego. Assim que ergo ele de frente para o meu rosto consigo ver, havia um curativo um pouco a cima de meu olho direito, o curativo era parcialmente grande e passava por cima de minha sombrancelha em uma direção diagonal.

Deixo o espelho de lado e analiso outras partes do meu corpo que estava a vista, meus braços, diversos ferimentos curativos e hematomas. Sou um suspiro me lembrando de absolutamente tudo, dos últimos momentos que me mantive acordada, o último momento que olhei para Niki e vi sua afeição de desespero.

Os pensamentos em fizeram questionar aonde ele estava, se ele estava bem e se haviam feito algo com ele depois, as estava machucado ou qualquer coisa dessa tipo. Em um momento de recusar saber aonde estava o garoto, decido que é uma ótima ideia me levantar e ir atrás dele, apenas para poder me certificar que ele esteja bem.

Quando me mexo indo para a beira da cama sinto muitas dores vindo de minhas pernas, e vejo na poltrona perto da minha cama minha mãe dormindo em sua mão uma pomada. Tento então me levantar, mas agora com a missão de não fazer barulho. Que foi totalmente em vão quando apoiei minha perna no chão e perdi total o equilíbrio caindo no chão, sentindo ainda maior as dores pelo meu corpo.

Minha mãe se levanta rapidamente assustada, ela olhar para mim no chão e corre até mim para me ajudar.

-Filha! - Exclama preocupada, ela me dá o suporte para me ajudar a me levantar e me sentar novamente na maca - Ta tudo bem? Ta com dor? Sua cabeça doi? - Pergunta passando a mão pelo meu rosto

-Só parece que um tanque de guerra passou por cima de mim, mas tirando isso eu não tô nada bem. Após ser espancada na frente de todo mundo, acho que já é provável que eu não esteja bem

Ela avança para cima de mim, me entrelaçando em seus braços e me abraçando forte.

-Me desculpe... Filha me desculpe... Isso tudo é culpa minha! - Sua voz era fanha e parecia estar prestes a chorar

-Você ta falando como se tivesse sido você que me bateu!

-Não tem como eu falar de outro jeito - Ela fica de frente para mim, segurando meus braços com delicadeza - Eu sou sua mãe, devia te proteger, é para isso que eu estou aqui, mas nem mesmo isso eu consegui fazer

-Ele teria batido em você também, estava com bastante raiva de mim então não iria deixar eu escapar mais um vez. Mas doeu mais do que eu imaginava

-Até agora não sei o que aconteceu, apenas me disseram que ele estava te espancando e eu fui correndo, quando cheguei você já estava desacordada. Ele não iria te bater na frente de todos se não tivesse feito algo - Suspiro pensando nos acontecidos de mais cedo

-Eu estava apenas comendo e um dos militares foram para cima do Niki, antes que ele fosse pra cima dele eu joguei um prato bem na cabeça dele. Começou a maior confusão e o Sargento Stones estava lá, ele estava irritado e usou a situação como um aviso para todos, ele fez o Niki assistir eu ser espancada. Agora deu nisso né - Olho os hematomas em meus braços - Tem chance de eu ficar com alguma cicatriz?

-Muito provavelmente sim, o seu corte no rosto foi bem fundo dificilmente ele vai sair totalmente

-Que bom! Sempre achei pessoas que tem cicatrizes no rosto iradas!

-Não é momento para você pensar nisso! - Ela briga comigo - Olha a situação que você acabou de passar!

-Eu sempre fui do tipo que ri da minha própria desgraça, você sabe disso! Melhor rir do que chorar né?

Ela suspira me observando

-Não era para isso ter acontecido...

-Não era para nosso país ser infestado por zumbis, mas aconteceu! Como sempre o imprevisível acontece para nos surpreender

-Você mudou!

-Todos nós mudamos, você também mudou

-Sim, mas algo mudou em você que me prepava que não fosse mudar muito. Nunca imaginei que você fosse agir dessa maneira por com te de outro pessoa

-Mãe, se você visse todas as coisas que eu fiz nesses meses você não acreditaria. Mas por que nunca pensou que eu fosse fazer isso?

-Filha, não quero que você fique brava com isso, mas você sempre foi meio egoísta

-Eu ouvia isso na escola por não passar cola na prova, essas palavras não me afetam! Eu não ligo!

-Mas eu tô falando muito sério mesmo, você sempre pensou apenas em você de ver você se importando com outra pessoa é impressionante

-Mas eu sempre me importei com você, com meu pai

-Mas o Riki você conheceu nesse mundo, quando você estava sozinha sobrevivendo, ver você se importar e se preocupar com o nível de jogar um prato na cabeça de um militar é sem dúvidas algo para se estranhar

-Também pulei de cima da uma ponte e salvei ele de ser afogado- Ela arregala os olhos - Mas talvez isso não seja uma história para esse momento

-Jiwoo, filha - Ela segura minhas duas mãos - Você gosta dele?

-Ah sim, aprendi aturar aquela peste com o convívio, ele é um amigo bem legal

-Eu não estou falando disso... - Penso em sua pergunta tentando entender, quando me vem aquela hipótese em minha mente arregalo os olhos. Ela estava prestes a abrir a boca quando eu a interrompo

-POR FAVOR NÃO VENHA COM AQUELE ASSUNTO DE GOSTAR DE ALGUÉM NOVAMENTE! DA ÚLTIMA VEZ VOCÊ JUROU QUE EU GOSTAVA DO GAROTO QUE EU MAIS ODIAVA NA ESCOLA, NÃO ESTOU AFIM DE OUVIR TODO AQUELE DISCURSO DE NOVO!

-Filha vocês não se olham diferente?

-Do que você ta falando? Não! - Digo sentindo um suor frio descer pela minha testa

-Por que se encontravam sempre escondidos? Mesmo depois de saberem da regra? Por que se arriscam um pelo outro?

-Mãe, somos amigos!

-Quando gostamos das pessoas estamos dispostos a cometer loucuras, nos arriscar para garantir que a outra pessoa vai estar bem. Nos preocupamos a todo momento quando estamos longe, até mesmo ficamos nervosas ao falar dela

-Mãe, não viaja!

-Estou falando sério, acho que você gosta dele e ele gosta de você!

-Nada nunca aconteceria entre eu e o Niki, mãe não exagera!

-Escuta o que eu tô falando, para de ser cabeça dura assim

-Estou com sono! Vou dormir! - Me deito colocando a coberta por cima de todo o meu corpo, até mesmo por cima do meu rosto

-Riki! Veio ver a Jiwoo?!

Tiro a coberta de cima do meu rosto quase que imediatamente, vejo então o garoto parado ao lado da cortina que dividia o ambiente da enfermeira. Ele então olha para mim, parecia triste e preocupado.

-Oi, poste! Veio me visitar - Tento descontrair o clima tenso que estava pelo quarto

-Pelo visto você já está normal - Se aproxima dando um suspiro e se senta na ponta da cama

-Vou deixar vocês conversarem, já volto! - Minha mãe sai deixando apenas nós dois

-Normal é uma palavra muito forte, estou toda dolorida e ganhei uma cicatriz nova, será que essa cicatriz vai fazer as pessoas ficarem com medo de mim?

-Provável que não, pelo menos as pessoas daqui não!

-Odeio o fato de ter que sair dessas enfermaria, todos né viram apanhar. Meu orgulho está ferido agora, aquilo foi jogo sujo!

-Não devia ter batido em você, aquilo foi culpa minha!

-Não começa! Ou então vou te ensinar como dar um soco, mas o alvo vai ser você mesmo! Nossa você deu um soco todo errado no Militar, tem que aprender como se faz direito

-Ta bom, especialista! - Diz com deboche - Mas é sério, eu devia ter apanhado, descobriram que era eu que roubava as listas

-Eu avisei que não era bom as outras pessoas ficarem sabendo, acabarak ficando sabendo. Mas não ia mudar muita coisa, afinal o Sargento estava esperando apenas um motivo para me bater, o limite dele comigo já expirou faz tempo

-Seu corpo está doendo muito?

- Olha - Aponto para os hematomas no dia meus braços - Tem vários desses mas pernas, estão todos doendo ao mesmo tempo, a cada movimento meu e respiração sinto uma dor

-Se tivesse algo que eu pudesse fazer para aliviar a dor

-As eu pudesse passaria toda essa dor para você, só por conta daquele soco errado que você deu. Ainda estou indignada que você não sabe dar um soco, Nishimura vai criar vergonha na cara e aprende a dar um soco decente, se for para me defender me defende pelo menos do jeito certo na próxima vez

-Tá bom! Vou melhorar meu soco, nossa você é muito chata!

Pego meu travesseiro e começo a bater nele.

-Me chama assim de novo para você ver! - Fico batendo nele enquanto ele ria

-Crianças! - Minha mãe aparece novamente, paro de bater em Niki que aperta a ponta do meu nariz. - Conversei com minhas irmãs, após o acontecimento de hoje chegamos a conclusão que não é mais possível suportar!

-Do que está falando mãe?

-Nós vamos embora daqui. Vamos fugir!

**✿❀ ❀✿**

Demorei um pouquinho, mas esse capítulo ficou bem grande, então me valorizem!

Inclusive o tanto de acontecimentos em um Capítulo só, estou surpresa comigo mesma! Mas quero saber é a opinião de vocês, então me digam o que acharam.

É isso por hoje, mas logo voltarei com mais, essa parte da fanfic ta bem emocionante, cheia de confusão porque ler minhas fics é saber que a alegria dura pouco (menos no final) mas é isso!

Até a próxima ❤

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro