𝙲𝚊𝚙𝚒́𝚝𝚞𝚕𝚘 𝙳𝚎𝚣
✧─── ・ 。゚★: *.✦ .* :★. ───✧
Ouço algumas batidas e logo em seguida o rangido de um portão se abrindo. Levanto do sofá em um pulo, dou passos leves até a janela que dá a visão para a entrada da casa, mas quando menos espero ouço uma grande batida contra a porta, me jogo na frente do sofá em uma tentativa de me esconder de seja lá quem for.
-O que? Você fechou a porta com algo antes de sairmos?
Me coração dispara ao ouvir a voz de um homem. Minha esperança de que seja Niki ou Hee foi totalmente despedaçada, o que deixa toda essa situação pior ainda é que está de noite, isso significa que eu dormi durante horas, e para piorar a casa em que eu estou tem dono.
-Não, cadê a fechadura? Você a quebrou?
-Não! Já estava assim.
-Não estava não.
-Estava sim!
Puxo minha mochila, me levanto o olho em volta, a procura de alguma saída, vou em direção ao corredor, mas ouço o barulho daquele móvel que coloquei na porta ser empurrado, corro para o corredor para não ser vista.
-Não, não estava, você acabou de quebrar.
-Eu já disse que estava assim, não fui eu. - É notório que o homem estava ficando bravo.
Não sei se é pela minha falta de costume em ouvir outras pessoas falando coreano, mas o sotaque de ambos parecia um tanto arrastado demais.
O barulho final do móvel sendo arrastado e agora da pra se ouvir os passos pesados deles andando pela casa. Corro até o final do corredor tentando ao máximo não fazer nenhum barulho, abro a ultima porta entrando no quarto e a fechando em seguida, vou em direção a uma das janelas e a abro, mas estava tampada por tela anti mosquitos, vou até a outra com esperanças de estar livre, mas ouço passos se aproximando.
-Onde pensa que vai? - O acusado questiona.
-Vou dormir, se me acordar te mato. - Os passos mais próximos era sinônimo de minha morte, mas um pouco de esperança que a em mim surge me mandando empurrar minha mochila para baixo da cama e me esconder junto.
Me escondo em baixo da cama com minha respiração pesada. A porta do quarto é aberta e automaticamente paro de respirar, observo os pés do homem, calçados com grandes botas, tão feias que eu me questiono em que lixão ele encontrou elas. Ele anda até a metade do quarto, deixando a porta aberta e tirando seu lixo em forma de sapato, logo em seguida seus pés não estarem mais a minha vista e a cama em cima de mim balançar.
O homem resmunga algumas coisas não identificadas, e alguns segundos depois começo a sentir um cheiro horrível de chulé, tempo meu nariz tentando ao máximo não sentir aquele cheiro horrível.
Os minutos começam a passar e eu me sentir mais e mais ansiosa, era para os meninos estarem aqui, não acredito que dormi tanto ao ponto de anoitecer, e eles não terem chego. Será que Niki tentou falar comigo no rádio? Será que aconteceu algo? Ou eles não souberam chegar aqui?
Ai tudo isso ta me matando? Ainda por cima tenho que ficar suportando essa gás carbônico nesse lugar abafado. Como pode um pé feder tanto?
Depois de um longo tempo a única coisa que consigo escutar no quarto é o ronco do homem deitado na cama, me questiono como não ta chamando a atenção dos zumbis a uns dois quilômetros daqui, parece até um alce gritando.
Mas esse ronco quer dizer pelo menos uma coisa boa, quer dizer um sono profundo e bem cansado. Após me certificar por mais alguns minutos de que ele ta dormindo mesmo empurro a mochila para fora da cama, me arrasto logo em seguida ficando abaixada ao lado da cama e vendo logo em frente o homem virado de costas para mim.
Olho em direção a porta e vejo do lado de dentro a chave na fechadura, estendo minha mão alcançando a chave e a tirando. Me levanto para poder sair do quarto, mas quando dou um passo acabo pisando em algo que dá um estalo, assim que levanto um pouco meu pé vejo uma caneta agora quebrada.
Não espero nem dez segundos para correr pra fora do quarto e fechar a porta, consigo ver de relance o homem me olhar assustado segundos antes de fechar a porta e passar a chave pela fechadura.
-Ei!! Quem é você! Jinyoung!!! - O homem e grita e eu olho para os demais cômodos da casa.
Passo por uma porta mais a frente, entrando em um banheiro que não consigo enxergar nada pela falta de iluminação e luz que vem de janelas. Os gritos do Homem trancado no quarto continua enquanto começo a ouvir passos apressados se aproximando.
Procuro por algo para poder me defender além de minha arma, quando noto a tampa da privada um pouco fora do lugar, a puxo e ela sai com muita facilidade. Espero pelo homem e o vejo passar reto pelo cômodo que estou.
-O que? Por que você se trancou?
-Eu não me tranquei seu idiota, tem uma garota aqui!
-O que?
-Uma garota aqui!
-Uma gaivota aqui?
-Não seu bêbado idiota! Tem uma garota aqui dentro.
-Por que teria uma gaivota aqui dentro? Podemos assar ela!
-Não seu merda!
O jeito arrastado que o cara que está no corredor fala claramente mostra que ele está fora de si, e agora faz muito mais sentido ele ter bebido umas pela maneira que fala e como está entendendo tudo errado.
-TEM UMA GAROTA AQUI!!!!!
-Sério? Ai dentro? Você é um homem de sorte!
-NÃO, AI FORA!
-Onde? - O homem se vira para me procurar, mas antes que ele possa raciocinar a tampa da privada em minhas mãos atinge seu rosto, o desequilibrando e caindo de encontro no chão.
Ele coloca sua mão no local atingido, ainda meio tonto e me olha furioso. Solto a tampa e pego minha arma aproximando o objeto e o batendo na parte de trás de sua cabeça, o fazendo cair totalmente inconsciente dessa vez.
-JINYOUNG!!!! - O homem do outro lado continua a gritar e eu os deixo para trás.
Corro pela casa para fugir dali o mais rápido possível, passo pela porta minimamente fechada e corro pelo lado de fora, indo em direção ao portão amarelo, mas que quando tenho o abrir estava trancado. Entro em pânico em não conseguir sair por esse meio, e com medo do homem trancado dentro do quarto conseguir sair logo e vir atrás de mim.
Vejo mais a frente do muro da casa um caixote, assim que o vejo mais próximo estava em uma situação deplorável, a madeira toda podre e provavelmente quase se desmanchando se assim for uma maneira certa de se falar. Mas assim mesmo o uso como apoio, ponho minhas mãos na parte de cima do muro e começo a a escala-lo, usando algumas aberturas dele para por os pés e pegar impulso.
A visão que tenho ao meu redor é totalmente limitada a luz que bem da Lua e das estrelas, mas que agora é bem melhor e de grande ajuda, me possibilitando de ver minimamente como está a rua a frente. Estou quase toda em cima do muro, quando vejo uma pequena luz no final da rua, fico alguns segundos tentando decifrar o que é aquilo, forçando meus olhos a enxergar algo claramente longe demais.
Ao se aproximarem, consigo ver um pouco melhor e os reconhecer, eram Niki e Hee-Seung. Aceno para eles e os vejo acelerar o passo correndo em minha direção, pulo de cima do muro sentindo uma dor em um de meus pés que caiu de mau jeito me fazendo desequilibrar, Niki que já me alcançou me ajudou a leva tar segurando meu braço.
-O que foi, por que pulou o muro? - Hee pergunta confuso.
-Tem homens lá dentro, é uma longa história! Por que demoraram tanto?
-Uma longa história também!
-Então vamos sair logo daqui! - Niki fala logo me puxando, nos fazendo seguir o caminho de onde vinham.
-Estamos perto do nosso primeiro destino, então é mais viável irmos direto para lá. - Hee fala e eu apenas assinto.
Andar aqui durante a noite é extremamente mais difícil e perigoso, nossa visão é mais limitada, os sons parecem até soar mais alto e assim como antes os zumbis até mesmo parecem estar mais espertos quando anoitece, mas levando em conta que agora eles estão assim a todo momento, nosso cuidado precisa ser dobrado.
Mas assim como Hee tinha dito é perto, descemos algumas ruas estreitas demais, que é possível apenas um carro passar, se tiver alguém no momento teria que voltar. Casas pequenas e coladas uma na outra, uma região que estive algumas vezes com minha mãe, mas já não conhecia antigamente, hoje em dia é pior ainda.
Paramos em frente a um pequeno portãozinho verde, no meio de uma decida, Hee passa sua mão entre uma abertura mas grades dele, iluminando é procurando algo atrás de um vaso de planta já morta, mas retira sua mão sem nada.
-Foi pega, isso já quer dizer algo.
-O que? - Pergunto.
-Ela esteve aqui. - Afirma.
Procura dessa vez em baixo da caixa de Correio na parede, tirando uma chave com colada com uma fita adesiva. Ele retira a fita colocando a chave na fechadura do portão e o abrindo, fazendo ecoar um leve rangido que se repetiu assim que passamos e ele fechou o portão o trancando. Descemos uma escadaria ingrime o seguindo até uma porta de madeira, que ele abre e nós entramos e fechamos em seguida.
-Fiquem aqui, eu já volto! - Diz saindo, mas tirando seus sapatos ou pouco antes e pegando calçando um par de pantufas.
Sai andando pela casa iluminando o ambiente que passa com sua lanterna, sai do nosso campo de visão deixando o lugar em que estamos totalmente escuro.
-Ta bem? Os homens fizeram algo?
-Não, eu que fiz algo com eles, bati uma tampa de privada na cara de um e tranquei o outro no quarto, não chegaram a encostar em mim.
-Que bom! Mas e o pé?
-Ta doendo um pouco, mas logo passa, apenas possível de mau jeito.
Hee logo volta deixando algumas coisas sobre uma mesinha no centro do cômodo, passa pelas paredes conferindo se as janelas estão todas fechadas e voltando para a mesa. Começa a acender algumas velas e as espalhar pela casa, deixando o ambiente bem mais iluminado e um pouco mais quentinho. Eu e Niki tiramos nossos sapatos ficando apenas de meia, andamos em direção a mesa onde Hee ficou e no reunimos em volta dela.
-Essa é a minha casa, sejam bem vindos e não liguem para a bagunça, não tive tempo para arrumar. - Ele diz em um tom bem humorado e sorrindo, claramente feliz por estarmos nesse lugar.
Fofo o fato dele ainda considerar aqui sua casa, mesmo depois de tanto tempo e de tantas coisas acontecerem ainda se encontra nesse lugar, e se sente bem.
-Acredito que poderemos dormir tranquilos, o portão está ainda bem trancado, o muro é alto e a menos que venham voando é quase impossível não ouvir algo invadir. As cortinas protegem bastante da luz porque minha tia era meio paranóica com isso, e teremos iluminação durante a noite toda.
-Sua casa é bem confortável, sempre morou aqui? - Pergunta o garoto ao meu lado, cujo estou usando como apoio para deitar minha cabeça.
-Quase sempre, perdi meus pai muito jovem, com dois anos fiquei na assistência social até acharem algum parente, então minha tia que estava brigada com minha mãe apareceu e me adotou. Desde então morei aqui, ela cuidou de mim e eu cuidei dela até o fim.
-O fim? - Repito.
-É, quando tudo começou a acontecer eu estava no litoral, demorei uma semana para chegar, quando voltei não fiquei por muito tempo. Minha tia estava com um câncer terminal, os médicos não davam nem mesmo um mês completo para ela, voltei e tinha uma carta aqui na mesa, era uma despedida dela, encontrei seu corpo no banheiro a alguns dias lá. A tirei, lavei o banheiro pois ela sempre odiou dia casa suja ou desarrumada e a levei para um parque aqui perto, a enterrei lá pois era o lugar em que ela mais gostava no bairro. Queria pelo menos a enterrar em um lugar que gostava, sempre fez tudo por mim, precisava fazer algo por ela.
-Você é um ótimo sobrinho Hee, ela devia ter orgulho de você! - Falo é ele sorriso.
-Mas percebi que fui burro. Depois de a enterrar eu não voltei mais para cá, a cidade estava muito perigosa e eu quase não sai vivo do parque, então segui meu rumo até encontrar um grupo e o resto vocês já sabem. Quando fomos para a Austrália descobri que a Jin-ha tinha certeza que ela teria vindo para cá, pode ter chego logo depois que eu sai, ou então um tempo depois, mas ela veio. Pode ser que tenha vindo depois de um ano, dois, ou a muito tempo atrás, mas sei que veio por conta da chave.
-Como pode ter tanta certeza por conta de uma chave? Não pode ter sido outra pessoa? - Pergunto.
-Não, apenas nós três sabíamos sobre essa, nossos parentes conheciam a chave em baixo da caixa de Correio, mas a do vaso não. Também tem uma coisa... - Ele sa levanta, pegando um dos suportes com vela e indo para outro cômodo. Os seguimos entrando em um quarto. - Não levei a carta da minha tia, ela estava ali e não está mais. - Aponta para a escrivaninha. - A cama está arrumada como eu deixei antes de sair, exceto por duas coisas. - pega em mãos o cobertor. - Está muito mau arrumado para ter sido eu, e eu nunca coloco ursinho para decorar a cama, isso com toda certeza foi ela. - Mostra um pequeno sapinho bem em frente ao travesseiro.
-Nossa, você realmente nota os mínimos detalhes. - Fala Niki suepreso.
-Tem mais! - Voltamos para o primeiro cômodo e ele se aproxima da porta. - Aqui em casa tinha uma bota rosa que deixou aqui, eu dizia ser ridícula, mas achava uma gracinha nela. A nota estava aqui na sapateira, não está mais. No lugar está esse tênis branco também dela, que provavelmente foi qual ela trocou.
Observo o tênis branco arrumado na sapateira, ontem já teve uma bota rosa. Olho para Hee e dá para ver em seus olhos a esperança de encontrar a garota.
-Ela passou por aqui pode ter sido uma vez ou várias, talvez tenha morado aqui por um tempo ou então foi só de passagem. Mas eu sei que esteve aqui, e isso foi depois que eu vim. Mesmo que tenha passado muito tempo eu sei que está viva e que nós podemos a encontrar.
-Nós vamos! - Niki encoraja.
-Olha eu nunca fui muito fã de Dora aventureira para procurar as coisas, mas estou a me empolgando para achar essa garota e voltarmos logo para casa. Ei tô afim, então nós vamos achar ela! Nem que tenhamos que rodar a Coreia inteira em duas semanas, mas nós vamos achar essa garota!
Pegamos nossas comidas em nossas mochilas, comidas militares que ficam bem conservadas e por incrível que pareça é muito boa! Estamos comendo quando me lembro dos acontecimentos anteriores.
-Afinal, como fugiram e por que demoraram tanto?
-Bom, após vermos você virando a esquina decidimos que precisávamos fugir para te ajudar, então eu-
-Pode parar por ai garoto! Você não fez nada não,tava ocupado demais tendo uma crise de desespero por ela ter sumido. Eu tive que te acalmar, procurar por uma saída e ainda certificar que mais nenhum zumbi iria do nada escalar até a gente.ele só foi se acalmar depois que você apareceu no rádio e falou onde estava, e que por acaso eu conhecia por já ter trabalhado no pet shop.
-Mas eu ajudei no plano de fulga, eu tive a ideia!
-Depois de chorar!
-Dá pra parar de me diminuir, desse jeito vão me envergonhar na frente dela, eu só fiquei com medo.
-Ta tudo bem amor, você é bem corajoso! - Falo passando a mão na cabeça do garoto é fazendo sinal pro Hee parar.
-Tá tá, depois de respirar ele conseguiu agir, é teve uma ideia, que inclusive nós tirou de lá.
-Obrigado! Fica desvalorizando meu trabalho!
-Pegamos algumas tatuar de madeira de onde você tava e as usamos como "ponte" para uma janela aberta do prédio ao lado. A Chá cs de dar errado era bem alta, mas deu certo.
-Ta, e por que todas essas horas?
-O prédio ao lado também tinha zumbis, quando nos conseguimos descer a tua tava infestada, tivemos que correr para o lado contrario com muitos zumbis atrás de nós.
-Ficamos encurralados em uma rua sem saida, mas ai começamos a escutar uma música vindo de longe. - Acrescenta Hee.
-O que? Uma música?
-Sim, mas específicamente era Talking tô the Moon do Bruno Mars, tocando super alto e vindo da rua em frente. Nós escondemos atrás de uma lixeira e a música conseguiu atrair a atenção dos zumbis, mas demorou bastante até que todos saíssem e cada vez apareciam mais s mais.
-E enquanto isso a música foi repetindo, várias, várias e várias vezes. Pelo que eu contei ela repetiu uma vinte vezes pra mais. - Fala Niki. - Ficamos mais de uma hora esperando que os zumbis saíssem porque estavam todos na nossa única saída, tentei falar com você no rádio, mas não me respondia.
-Ai o Niki entrou em pânico de novo e não podíamos ficar ali esperando para sempre, então tivemos que escalar um enorme paredão e fugimos de mais alguns zumbis. Para no final disso tudo nós sairmos em um bairro de enormes casas e condomínios que eu não conhecia.
-Vocês se perderão né?
-Sim. Nossa tinha uma casa lá assustadora, ela era enorme e bemm antiga, parecia ser mal assombrada! - Fala Niki empolgado.
-Espera, essa casa tinha uma bandeira vermelha amarrada no portão?
-Sim.
-Eu conheço esse bairro, eu morava lá. Essa casa ficava na rua de trás do meu condomínio.
-Nossa, você morava em um bairro de luxo. - Hee fala impressionado.
-Bons tempos.
-Mas o que aconteceu com você?
-Depois de fugir de sair do meio dos zumbis eu corri muito, entrei em várias ruas estreitas e consegui despistar os que estavam ainda atrás de mim, quando parei pra descansar foi quando eu liguei o rádio e consegui falar com vocês. Mas quando entrei na casa e descansei no sofá apaguei, não sei se foi porque meu compor tava todo doido da queda ou outra coisa, mas eu apaguei por completo e só acordei quando já estava de noite e quando ouvi vozes e barulho de pessoas entrando. Eram dois homens e eu aparentemente invadi a casa que eles estavam morando.
-Eles te viram, fizeram algo com você? - Niki pergunta segurado meu braço.
-Não, eu tentei sair na janela de um quarto, mas não tinha como, então eu me escondi em baixo da cama e para meu azar um dos caras decidiu dormir lá, depois que ele dormiu eu consegui sair e tranquei ele no quarto, ele começou a gritar eu bati no outro homem com uma tampa de privada. Depois eu fugi e foi quando vocês apareceram e eu pulei o muro. Mas eles nem chegaram a encostar em mim, só provavelmente me xingar muito depois.
-Ainda bem que nada aconteceu, mas precisamos melhorar nosso plano, devíamos ter pensado em algo quando estávamos vindo, para caso acabássemos nos perdendo como um ponto de referência e um plano reserva. Inclusive acho que na mochila de vocês também tem, peguem os mapas que devem estar no bolso.
Tanto eu como Niki pegamos o mapa dobrado no bolso de nossas mochilas e entregamos ao Hee.
-Podem dormir no meu quarto, eu vou dar um jeito nisso aqui e amanhã conto mais para vocês.
-Você não vai dormir não? - Pergunto.
-Vou, mas depois, preciso fazer isso primeiro.
Niki se levanta estendendo a mão para mim, eu a seguro me levantando. Deixamos nossas mochilas no cômodo junto de Hee e vamos até o quarto que estivemos antes.
-Que pena a cama é de solteiro! Vamos ter que dormir bemmm abraçadinhos. - Niki finge uma cara de tristeza se aproximando de mim. - Vê se você não me empurra pra fora da cama.
-É mais fácil você fazer isso, não para quieto enquanto dorme, ainda por cima dorme todo torto.
Nos deitamos, estamos deitados um de frente para o outro e Niki faz carinho no meu cabelo de vagar me dando ainda mais sono.
-Ta mesmo bem? Você tá estranha.
-Apenas é bizarro estar aqui, sabe eu cresci aqui.
-Mas vai dar tudo certo, agora eu não vou mais sair do seu lado, não importa o que aconteça!
Ele dela minha testa e assim dormirmos abraçados um no outro.
✧─── ・ 。゚★: *.✦ .* :★. ───✧
Minhas habilidades de escrita só podem ter sumido, pq antigamente eu escrevia um capítulo por dia, agora eu demoro DIAS para escrever, isso me deixa revoltada, porque tô lutando para fazer essa maratona, mas é simplesmente quase impossível! Eu não consigo!
Mas de qualquer maneira estou fazendo o possível e o impossível para postar o máximo de capítulos que eu consigo, ent pfv tenham paciência comigo.
É isso, até a próxima (vou tentar ser amanhã)
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro