𝗖𝗮𝗽𝗶𝘁𝘂𝗹𝗼 𝘀𝗲𝗶𝘀
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-Então essas são as armas que vocês levaram, são de última geração e desenvolvidas especificamente para matar zumbis - Senhor Josef falava enquanto mostrava as armas, quando ele se vira em minha direção arregalados os olhos assustado - Epa Epa Epa, solta isso ai!
-Tô só testando - Falo e coloco meu olho em posição da mira e dou uma olhada na região, mas a arma que está na minha mão é arrancada - Hey!
-Isso não é brinquedo e aqui não é lugar para isso.
-Eu sei! - Olho para ele cruzando os braços - Não é como se eu fosse sair atirando por aí!
Nos assustamos com uma sequência de disparos, olhamos para o lado e vejo Niki com uma das armas nas mãos e a parede a alguns metros a frente com buracos recém feitos.
-Até que é boa! - Ele fala analisando os tiros e eu dou risada.
-Ai meu Deus! - O homem ao meu lado grita e vai correndo em direção a parede, um de seus dedos passa por cima dos buracos recém feitos - Eu vou ter que pagar...
-São só aquelas? - Pergunta meu namorado assim que se aproxima de nós.
-Não... Tem umas outras... - Fala pensativo - Mas vocês não poderão encostar em sequer uma bala! - Diz firme e sai andando e nós o seguimos.
Vamos para uma outra sala, mas nessa não estamos sozinhos, alguns homens fardados e com armas em mãos nos observam dos cantos das salas. Analiso dias roupas e não eram uniformes militares, mas quando me aproximo um pouco mais de informação deles vejo melhor a identificação do uniforme.
-UPCZ? - Falo e olho para o mais velho junto a nós - Essa missão tem a autorização da Unidade de proteção? Pensei que seria algo em em sigilo, não que uma das maiores unidades de segurança saberia.
-Bem, sem eles nós não temos acesso a tudo isso - Ele diz fazendo um gesto com a mão em direção a todas as outras armas e objetos a mostra.
-E como você fez isso? - Niki pergunta de braços cruzados.
-Para algumas pessoas é bem fácil! - Uma de duas mãos faz um gesto com os dedos se referindo a dinheiro - A UPCZ é quem faz todas essas tentativas de missões de resgate darem certo, e eu não fui o único a querer achar alguém na Coreia, mas após alguns escândalos e problemas se tornou algo ainda mais burocrático.
-Pensei que eles apenas cuidavam dos casos do vírus aqui na Austrália, ou pelo menos era para ser assim.
-Na teoria era para ser assim, mas aquilo que faz o mundo girar pode modificar até mesmo os valores das maiores instituições de segurança, não é de hoje que dizem fazer algo e na verdade ser outra coisa. Não é? - Ele pergunta para um dos guardas que o encara de cara fechada. - Mas após os problemas que eu já mencionei a ida para o país dos mortos se tornou mais complicada, alguns dos guardas da UPCZ forem mortos e não voltaram após ir até lá, após processos e complicações com os familiares desses guardas a ida para a Coreia de tornou totalmente, absolutamente inimaginável! Se foi proibido para os militares retornarem ao país agora até mesmo a unidade de proteção contra ZH02 foi totalmente proibido.
-Se agora está tão difícil, como que você vai nos enviar para lá?
-A banda toca graças a apenas algumas folhas que imporam ter valor, e de qualquer forma eles estão proibidos de entrar no país, mas ainda tem algumas rondas na região aérea e marítima. É ai que eu consigo por vocês lá dentro. Com os meus contatos consegui o acesso de todos esses equipamentos, exceto de militares para acompanhar vocês.
-Isso não é bem um problema, conseguimos nos virar sozinhos! - Digo e ele sorri.
-Acredito que sim.
-É... Isso tudo é bem interessante, mas eu tô me perguntando cadê o Hee, ele não deveria estar aqui com a gente? Ou ele desistiu? - Niki pergunta.
-Lee Hee-Seung não desistiu, já conheceu tudo e está resolvendo alguns assuntos particulares. Mas tem mais uma coisa que tenho que falar com vocês.
-Pode dizer. - Falo e seguro no braço de Niki ao meu lado.
-A viagem está marcada para segunda feira.
-O que?!
-Segunda! - Falo incrédula - Já?
-Precisa ser o mais rápido possível, terão que retornar em até no máximo duas semanas.
-Que ótimo teremos duas semanas para achar uma garota desaparecida em um país infestado de mortos vivo, qual a chance de dar errado?! - Pergunto irônica.
-Tem mais uma coisa.
-Lá vem! - Exclama Niki cansado.
-Vocês terão que dar um jeito na questão familiar de vocês, não vou me responsabilizar nessa questão.
-Como?
-Terão que arrumar uma desculpa para desaparecerem completamente por duas semanas, sem que suspeitam, chamem a polícia e vem atrás de notícias.
-Vamos falar o que? Que vamos fazer uma viagem e não responderemos o celular?
-Não sei, isso Fica por conte de vocês. Mas preciso que vocês arrumem uma desculpa boa, nada bobo e esfarrapada, o suficiente para saberem que não terão contato algum com vocês.
-Meu pai é um desconfiado que tem medo de que eu saia sozinha.
-Você tem costume de desaparecer?
-Ela tem costume de entrar em confusão! - Responde Niki - Mas podemos tentar dar um jeito.
-É disso que eu preciso! - Senhor Josef pega seu celular que toca e vê alguma coisa Enel que o faz mudar a a expressão para ainda mais seria - Por hoje é só, preciso de um e-mail contando exatamente o plano para a saída de vocês discreta até amanhã de manhã, domingo estará tudo certo e segunda no horário marcado após o plano de vocês da certo os buscaremos e partiremos. O horário de chegada de vocês lá será durante a madrugada, para ser algo discreto e não visível. Agora eu preciso ir!
Nos despedimos dele e deixados sozinhos// exceto pelos vários homens fardados no mesmo ambiente que nós.
-Como enganaremos seu pai e seus avós?
-Não faço a menor ideia, meu pai não vai querer saber de ficar sem contato comigo por duas semanas. Antigamente ele agradeceria se eu desaparecessem por duas semanas, agora ele se preocupa se eu sumir por algumas horas, da última vez ele achou estranho que eu não postava nada a cinco horas no Twitter.
-Espera, ele te segue no Twitter? Ou melhor você usa Twitter?
-Se tornou um bom passa tempo quando é a única rede social que pega com a internet da escola, voltei as minhas origens. E meu pai me segue a muito tempo lá, é bem estranho quando ele responde, curte ou até mesmo república algo que eu postei.
-É mais estranho pensar que ele usa isso!
-É... Talvez! Agora parando para pensar é meio estranho mesmo, mas de qualquer forma ele sempre acaba descobrindo tudo então que se dane!
-Mas ainda precisamos ver como exatamente vamos conseguir sumir sem deixar ele desconfiado. - Balanço a cabeça tentando pensar, coloco uma de minhas mãos no bolso e no fundo sinto um papel amassado. Tiro esse papel e o abro.
Acamp
Viva uma aventura no campo junto com os amigos!
-Eu acho que tive uma ideia... - Dou um sorriso olhando para aquele papel em minhas mãos.
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-Acampamento de Inverno? - Meu pai desvia o olhar do papel que estou mostrando a ele e me observa com uma de suas sombrancelhas arqueadas. - Você tá surtando?
-O que? Não! - Me sento na poltrona em frente a sua mesa.
-Só pode ser isso, porque é a única coisa que explica o fato de você querer ir para o meio do mato.
-Quero uma oportunidade nova!
-Aqui fala que não tem acesso a internet. - Ele vira o folheto em minha direção.
-O que? Quem é o idiota que faz isso?! - Pego o papel conferindo, olho em direção ao meu pai que me observa com uma de suas sombrancelhas arqueadas. - Ah! Quer dizer! - Tento corrigir - Eu sei disso, mas a internet nem é algo tão essencial sabe!
-Da última vez que fomos no interior você quase surtou pela internet ser lenta, quem dirá por nem mesmo ter sinal.
-São casos diferentes, eu não queria ir, mas agora eu quero.
-Ainda estou tentando entender o motivo de você querer ficar no interior pelo resto de suas férias, em um lugar cheio de adolescentes mesmo você dizendo que os odeia.
-Eu não odeio os adolescentes! - Meu pai me olha duvidoso - Eu namoro com um!
-Que justamente é o único que você suporta, mas todo o resto você fala que odeia.
-Não odeio já disse, apenas tento manter uma distância considerada. Mas nesse momento eu quero tentar mudar isso, quem sabe eu posso fazer amigos! - Meu pai dá uma gargalhada sincera após eu terminar de dizer, o observo confusa e ele apenas continua rindo.
-Você?! - Pergunta tentando parar de rir - Filha, você por algum acaso foi sei lá abduzida, você é um clone da minha Jiwoo?? Devolve a minha filha! - Fala dramático e volta a rir.
-Para, por que você não leva a sério?
-Tem como? Você vem me pedir para ir a um acampamento de Inverno, que justamente é a junção de tudo que você mais tem desgosto; mato, adolescentes, falta de tecnologia e atividades forçadas.
-Vai ter esportes de luta! -Jiwoo Falo tentando transparecer que isso seja a coisa mais legal de todas - Viu, eu gosto disso.
-Tenho medo de ser chamado na delegacia em menos de uma hora que você esteja lá, já consigo até imaginar a notícia "Adolescente espanca garoto que roubou seu salgadinho de queijo preferido, o garoto foi socorrido pela equipe médica com diversos machucados pelo corpo".
-Viu, eu não acertei no rosto, quer dizer que é um avanço!
-Você tá querendo mais privacidade com o Niki?
-O que?! - Pergunto assustada - Do que você tá falando?
-Eu tô tentando achar um real motivo para você querer ir com ele para esse lugar, estamos infringindo a privacidade de vocês? Por que quer ficar sozinha com ele?
-Pai! - Falo começando a me estressar - Eu quero sair de casa! Apenas isso, tô trancada aqui desde que voltei, me sinto presa, preciso ter alguma liberdade e fazer algum esporte e ter um tempo sabe... Pra mim... A escola ta me cansando e nada parece estar dando certo ultimamente. Pai eu só preciso de um tempo.
Ele me olha e dá um suspiro longo.
-Ta, eu vou ligar para eles e fazer a inscrição de vocês dois.
-Não precisa! É o acampamento da menina da minha sala, ela disse que faria essse favor pra mim e seria bem mais rápido.
-Bem, já que vocês querem isso não vou os proibir. Só vou pedir para tomar cuidado, conheço a filha que tenho, ainda mais quando está junto de Niki.
-Pode ficar tranquilo pai, prometo que vamos nos comportar. Obrigadoo!! - Dou uma abraço de lado super rápido e dou um beijo em sua bochecha.
Saio de seu escritório fechando a porta em seguida. Dou um suspiro de alívio com as costas encostada na porta.
-Finalmente! Não pensei que seria assim tão difícil! Homem desconfiado!
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-Queridos, aqui nessa bolsinha tem protetor solar para o dia a dia e para quando forem no lago, repelente e alguns produtos de limpeza básicos, álcool em gel, sabonete, álcool setenta, lencinhos umidecidos, hidratante de mão, pé e corpo, e também alguns produtinhos para não deixar a pele de vocês ressecadas!
-"básicos " - Repito irônica.
-Muito obrigado Vovó, a senhora cuida muito bem de nós! - Niki abraça a mesma carinhosamente.
-Ah querido! Só quero ver meus bebês bem! Inclusive cuidado com os animais, a Austrália tem insetos e muitos animais silvestres!
-Inclusive borboletas! - Falo sentindo meus pelos se arrepiarem.
-Relaxa meu amor, estarei lá para te proteger como sempre! Nenhuma borboleta vai sequer voar perto de você! - Ele fala colocando seu braço por cima do meu.
-Se você fugir depois de ver qualquer animalzinho eu juro que jogo você em um Rio.
-Para que tantas ameaças, tô começando a suspeitar que é isso que mantém nosso relacionamento, se chama pressão psicológica!
-Então termina comigo.
-Eu não, não vivo sem minha tchutchuca! - Disse apertando uma de minhas bochechas e eu dou um tapa na mesma.
-Ai ai vocês dois! - Minha vó diz sorrindo para nós - Tenham juízo, não estaremos lá para poder cuidar de vocês e ajudar se brigaram.
-Mas nós nem brigamos! - Falo e Niki concorda.
-Nós sempre estamos em muita sintonia!
-Claro, sempre estão! - Minha vó fala com um pouco de irônia - Mas tomam de verdade muito cuidado! Não quero vocês aqui com nenhum arranhão, e Jiwoo, vê se não joga ninguém no lago.
-Eu prometo que não vou!
-Não acham que estão levando pouca coisa? Essas duas mochilas tem coisas o suficiente para ficarem duas semanas? Parace ter pouca roupa. - Mainha vó fala enquanto olha dentro de nossas mochilas.
-Temos o suficiente vó! Pode ficar tranquila - Falo pegando sua mão e fazendo ela parar de olhar dentro. - lá vai ter coisas para lavar roupa e fazer essas coisas.
-Você não sabe lavar roupa.
-Aprendo!
-É mais fácil você fazer a roupa encolher! - Ela fala de o garoto ao nosso lado ri, lhe lanço um olhar ameaçador e ele sorri pra mim.
-Eu sei lavar roupa, não precisa se preocupar, ensino ela a fazer as coisas.
-Temos um relacionamento revolucionário.
-Só vocês mesmo! - Minha avó continua rindo e anda em direção a saída do quarto - Vamos tomar café, precisam de algo bem reforçado, pois sentirão saudade de minha comida.
-Por que acha isso? - Pergunto para provocar.
-Pois você já disse várias vezes que minha comida é a melhor. - Responde fazendo eu me calar - Não demorem, ou vão se atrasar. - Saiu deixando a porta entre-aberta.
-Ela te calou bonito!
-Shiu!
Terminamos de colocar algumas outras coisas para preencher o espaço da mochila e descemos com elas para o andar inferior. Tivemos que montar mochilas com tudo que precisaríamos para o suposto acampamento, mas não as levaremos para nosso real destino, as deixaremos com o Senhor Josef e ele tratará de guardar e nos devolver na volta.
Deixamos as mochilas próximas a porta e vamos em direção a sala de jantar, quando entramos lá me deparo com uma mesa completamente farta de comida. Simplesmente a mesa estava cheia de vários tipos de comida para café da manhã, indo de ovos com bacon até pão torrado com abacate e cereais.
-Oh my God! - Niki diz com um sutaque fofo e exagerado.
-Pra que tanta comida? Vão trazer o batalhão do meu pai pra cá e eu não fiquei sabendo?
-Sim, eles vão te seguir por duas semanas inteiras. - Brinca, mas me trás uma leve desconfiança.
-Vamos nos sentar e comer! Vocês não podem se atrasar!
Me sento junto a eles e meus avós nos prendem em uma conversa sobre o que mais queríamos fazer durante essas semanas, meu avô gosta de ressaltar como ele gosta de pescar e nadar de canoa, ouso dizer que essa vai ser a última opção de coisa que vou fazer.
-Tomem muito cuidado com os animais da região, sei uma pesquisada e em um site dizia muitas coisas assustadoras sobre os animais da região. Pessoas que foram lá já relataram sobre ver mas águas algo que parecia ser um crocodilo.
-Deixa disso! - Meu avô diz negando com a cabeça - Já falei para parar de ver notícias no Facebook, se é para pesquisar pegue em sites confiáveis.
-Mas claro que é confiável, você acha que eu acreditaria em alguma mentira assim? Óbvio que é verdade!
Eles continuam com uma pequena discussão sobre não acreditar em qualquer coisa da internet, mas quando olho para meu pai ele permanecia quieto assim como todo momento em que estamos aqui na mesa. Ele tem ficado quieto e olhando para qualquer lado aleatório, penso que seja a respeito de nossa saída para o acampamento. Meu pai não parece ter gostado dessa ideia desde início, mesmo que tenha dito concordar com nossa ida suas falas e jeito de agir tem mostrado o contrário.
Continuámos comendo até que estivéssemos prontos e preparados para sair, nos despedimos de meus avós e até mesmo resultando em algumas lágrimas descendo dos olhos de minha vó e meu vô fazendo Niki prometer que me protegeria.
Aceno de volta ao ver meus vós em frente a minha casa enquanto o carro se afasta, no fundo sinto um grande aperto no coração por deixa-los e estar os enganando de onde realmente estou indo. A viagem em si foi em silêncio, Niki dormiu o caminho todo no banco de trás e o meu pai não falou sequer uma palavra enquanto o carro passava pelas ruas, o lugar das casa e prédios passa a ser tomado pelas árvores mostrando que estávamos cada vez mais próximos ao acampamento, até que vejo uma grande placa informando de que era a quinhentos metros.
Jogo um pedaço de papel em Niki para que eles acordasse, mas o garoto nem mesmo se mexeu ou pareceu sentir o papel bater contra ele. Para que ele abrisse pelo menos um de seus olhos tive eu sair do carro a abrir a porta de trás, puxar um de seus pés e então ele abriu os olhos com uma cara de sono.
-Ta muito cedoooo!! - Reclama querendo voltar a dormir.
-São quase meio dia!
-Continua cedo! - Reclama, mas começa a se levantar.
Checo meu celular para ver se tinha alguma mensagem e assim como esperado senhor Josef avisava que já estavam a postos para nos levar, agora só era preciso me despedir do meu pai, fingir que estou indo pra dentro do acampamento e então ir encontrar com o carro na próxima esquina.
-Jiwoo. - Meu pai então se pronunciar pela primeira vez me chamando, faz um gesto com um dos dedos para que eu me aproximasse.
-O que foi? - Ele não me responde, apenas me surpreende ao me puxar em um abraço.
Penso que ele va falar algo, mas pelo contrário ele apenas fica em silêncio, e eu não consigo também dizer uma palavra sequer. Não sei distinguir por quanto tempo ficamos nesse abraço, mas é um tempo a mais do costume.
-Promete que vai tomar cuidado? - Me pergunta com q voz meio baixa, parecendo tristonha.
-Prometo.
Mas então isso começa a de tornar mais difícil pra mim, o fato de que eu vou ir pra longe de meu pai e meus avós começa só agora a entrar em minha mente, se torna deprimente e um tanto preocupante. Desde que fui resgatada até hoje não viajei e nem fiquei muito tempo longe deles, até mesmo quando estive em isolamento eles iam todos os dias me ver, minha vó levar alguma comidas gostosa e meu pai para dizer as mil coisas que ele estava tentando para nos tirar de lá, mas nunca muito longe e sem contato, até hoje.
Para eles está sendo difícil o fato de que eu vou passar duas semanas em um acampamento de férias, mas para mim e Niki é a realidade, vamos passar duas semanas na terra dos mortos, vulgo Coreia do Sul.
-Não quero saber de notícias ruins, sendo elas que você entrou em problemas, brigou com alguém, se machucou ou ficou doente, quero que você também se alimente bem! Nada de pular refeições e nem fazer coisas que você não se sinta bem. - Fiz preocupado. -Vai ficar tudo bem pai! Prometo que eu vou me cuidar. - Uma de suas mãos vai até a lateral do meu rosto fazendo um carinho.
-Eu te amo tanto Jiwoo! - Sorrio após escutar suas palavras.
-Também te amo pai! - Ele deixa um selar sobre minha testa e nos viramos em direção ao carro.
Niki ta encostado no carro com os olhos semi abertos, mostrando que acabou de acordar e que provavelmente sua alma ainda esteja deitada. Meu pai se afasta de mim e vai em direção do garoto. Consigo notar a alma de Niki voltar para seu corpo assim que meu pai o abraça, o deixando assustado e me olhando confuso.
A relação de Niki e de meu pai de certa forma é muito boa, óbvio que constantemente tenta ter uma autoridade maior sobre o garoto, ainda mais por ser meu pai ele tenta ter uma moral, e Niki sempre demondtta todo o respeito a ele, mas sempre que tem ums oportunidade dá uma brincadinha. Me lembro de quando os dois se conheceram, Niki quase mijou na calça, mas depois meu pai falou no particular pra mim que tinha gostado dele e que eu soube escolher bem, mas na verdade não tive muitas opções né porém não teria opção melhor.
O estranhamente veio por causa da falta de afeto que meu pai não demonstra muito, principalmente depois de tudo que aconteceu, mas o carinho que ele sente por Niki é super explícito para quem conhece ele e eu consigo ver isso.
-Quero que você se cuide também.
-Prometo que vou cuidar da sua filha, e evitar que ela entre em problema.
-Você entraria no problema com ela! Mas não é isso, quero que você não fique apenas em cuidar da Jiwoo, mas também cuide de você, espero que não tenham tentos problemas em um acampamento de Inverno!
-É! Pode deixar que não teremos! - Tento ser o mais convincente possível.
Pegamos nossas mochilas e meu pai nos dá um abraço pela última vez e então damos de costas e vamos indo em direção ao portão do acampamento, cujo tinha diversos outros adolescentes e crianças entrando.
Passamos pelo portão onde tinha diversas filas com adolescentes e crianças entregando documentos, saímos de frente do campo de visão quer meu pai poderia ter olhando para o portão e andamos um pouco pela região.
Eu e Niki andamos juntos até que eu vejo uma cabeleira loira que me parecia familiar, mas então quando ela se vira em minha direção eu consigo reconhecer.
-Merda! - A garota arregalados os olhos e abre um grande sorriso.
-Jiwoo!!! - Grita e começa a vir em minha direção.
-Vamos vazar daqui! - Puxo Niki pela mão e saímos correndo em meio a todas aquelas pessoas, empurramos algumas e desviarmos de outras, mas o importante era fugir dela.
Saímos do local voltando para onde estávamos a minutos atrás, meu pai já tinha partido e não se tinha nem sinal do carro, o que era uma notícia boa.
-Quem era ela? - Niki pergunta tentando recuperar o fôlego.
-Uma garota que estuda comigo, veio dela o papel do acampamento, por um momento esqueci que poderia encontrar com ela.
-Será que não vai dar ruim por ela ter te visto?
-Provavelmente não, meu pai está indo pra casa, ela talvez apenas ache que está ficando louca e que viu coisa, ou venha me questionar ns volta as aulas, mas até lá eu arrumo alguma desculpa.
-Então vamos logo? O carro está nos esperando.
Assim como combinado continuamos andando a diante da estrada até que chegamos a uma esquina de estrada de terra, e lá estava um carro de porte grande preto com os vídeos que nem mesmo dava para ver quem estava dentro.
Nos aproximamos e Niki bate três vezes na janela, a porta de trás abre e nós entramos. Nos bancos da frente está um homem jamais visto por nós em frente ao volante e ao lado Senhor Josef com um terno de cor vinho, gravata branca e blusa social preta.
-Não houve qualquer tipo de suspeita não é?
-Claro que não! - Falo e Niki Fica me observando - Meu pai está a caminho de casa e nem deve suspeitar, sabe q que ficaremos sem contato nenhum com ele.
-Ótimo, não podemos deixar nenhum rastro ou suspeitas!
O caminho até uma espécie de galpão foi rápida, em poucos minutos chegamos e diversas coisas estavam sobre mesas, algumas caixas e diversas armas.
-Deixem essas bolsas, celulares e peguem as outras, as de vocês ficaram guardadas então peguem o que for necessário para essas semanas.
Assim como foi mandado nós fizemos, pegamos duas das grandes mochilas a disponível a nós e pegamos equipamentos e suprimentos, combinamos de deixar uma das mochilas para comida e outra para outras necessidades, como objetos para primeiros socorros até canivetes e coisas para montar fogueira. Acabo pegando a bolsinha que minha avó me deu por último antes de sair e colocar em minha bolsa, estava quase tudo pronto.
-Vistam essas roupas - Um homem fardada se aproxima com algumas peças de roupa para nós - São como uma segunda pele, com mais dificuldade para rasgar e consequentemente de serem mordidos. Também esses cintos para colocar em armas e facas.
Pegamos tudo que nós entregou e cada um nós trocamos de cada vez no banheiro, continuo com minha roupa que estava, apenas coloco as outras peças por baixo. Por cima estou com uma camiseta verde escura, uma calça jeans preta, uma bota um tênis de cano alto preto e um casaco da mesma cor por cima, mas que é temporário, pois na Coreia nesse momento é verão.
Quando volto para a sala que todos estão reunidos encontro alguém que acabará de chegar.
-Hee! - Falo me aproximando dele e ela me dá um abraço. - Pensei que não viesse mais, nunca mais o vimos.
-Estive resolvendo alguns assuntos, mas não abandonei o plano de ir. - Responde um pouco sorridente, mas ainda sim com uma expressão meio tensa, imagino que todos nós estamos na mesma.
-Ok, todos chegaram então vamos partir! - Senhor se próxima de nós para dar as últimas orientações - Serão duas semanas, vocês precisam achar a minha filha e ir até o litoral em até o prazo total. O helicóptero deixará vocês no topo de um prédio bem localizado em Seul, irão para os lugares que possivelmente minha filha esteja.
-Que locais são esses? -Pergunto.
-Hee-Seung sabe. Quando completar duas semanas certinho uma ronda parará na praia das pedras, terão que estar lá até no máximo as seis horas da tarde, eles não esperaram por muito tempo. Algumas rondas estarão passando e saberão de vocês, então se precisarem de algo e verem um helicóptero é só ligar o rádio é falar. Tomem muito cuidado e por último não morrem!
-Falar é fácil! - Forço um sorriso.
Somos levamos em outro carro para outro lugar e quando nós aproximando-se reconheço como uma base da UPCZ, não entramos pela entrada da frente, vamos direto para a área onde se encontra alguns helicópteros e carros grandes. Paramos a uma certa distância de um helicóptero onde tem alguns militares e pelo que parece tudo estava pronto para partida.
-Não vou acompanhar vocês até lá, mas vou desejando sorte a vocês e qualquer coisa eu falo pelo rádio do helicóptero. Façam uma boa viagem e voltem! Ou então dará problema para mim.
-As vezes eu tenho vontade de dar um socorro em certas pessoas!
Entramos no helicóptero junto de mais quatro militares, dois que ficaram junto com a gente se assegurando de nossos equipamentos bem colocados e outros dois como piloto e co-piloto.
-Nós vemos em duas semanas! - Diz Josef acenando enquanto o helicóptero começa e subir.
-Ta, pode falar, por que você aceitou isso? - Niki pergunta para nosso amigo que esta logo em nossa frente.
O mais velho dá um suspiro longo e após alguns segundos refletindo fala.
-Jin-ha era é a minha namorada.
-A garota perdida? - Pergunto e ele assente. - Devia ter suspeitado, essa história tava meio estranha.
-A história vocês já sabem, mas eu soube de tudo apenas quando fomos para a Austrália, eu sabia que ela podia estar por lá então fui atrás, quando tive algum contato com sua família fiquei sabendo de tudo e seu pai ficou extremamente bravo e colocou a culpa toda em mim.
-Mas você não fez nada! - Niki questiona.
-É, mas ela foi atrás de mim. Agora eu preciso ir atrás dela, consigo viver com a culpa de que talvez ela não esteja viva por minha culpa.
Consigo ver a dor dele em seus olhar, algo que carregou por todo esse tempo e que tenta concertar. Hee-Seung sempre foi meio fechado com a gente, nunca falou muito de sua família e nem mesmo de relacionamentos, mas agora vejo que talvez seja porque não tenha superado ainda algo em seu coração.
✧❅✦❅✧
Após algumas horas de viagem chegamos ao litoral norte da Austrália, descemos e vamos direto para a embarcação que nos levaria até certo ponto de barco para a Coreia. Assim que entramos no barco nos acomodados em nossos lugares e sinto meu corpo pesar de um jeito, que quando abro os olhos novamente já estava tudo escuro, Hee-Seung chamava eu e Niki que dormimos um encostado no outro. Vamos para a área externa do barco e não consigo sequer enxergar um pontinho de luz a frente, estava tudo um tremendo breu e apenas era possível ver água em nossa frente. Um helicóptero se aproxima sendo o único ponto de luz além das estrelas e da Lua, ele não desce até o barco, mas uma escada desce e um militar sobe em frente, quando chega a minha vez começo a subir, mas um vento vem de encontro fazendo a escada balançar e todo meu corpo se arrepiar. Entro no helicóptero e com a ajuda do militar ele coloca o cinto de segurança em mim e ajuda Niki e Hee-Seung a subir logo em swguida.
Deixamos o barco para trás também, agora seguindo em frente com a viagem novamente nos céus.
-Já nos encontramos em território coreano! - O militar avisa.
-O que? - Falo e então olho para o lado de fora.
Com um pouco de dificuldade, mas consigo ver que não estávamos mais sobre água, mas sim sobre terras cheias de casas, prédios, entretanto estava tudo apagado, não conseguia ver uma luz sequer, apenas uma imensidão de escuridão.
-Senhor Lee está entrando em contato! - do capitão avisa.
-Olá queridos, fiquei sabendo que estão chegando a pouco para pousarem, mas antes gostaria de dar um último aviso a vocês. Os últimos militares que estiveram ai e alguns cientistas relataram coisas diferentes de um ano atrás, os zumbis estão meio mudados!
Olho para meu amigo e para meu namorado confusa.
-Como assim "mudados"?
-Segundo alguns estudos alguns deles estão passando por uma mutação genética, fazendo com que alguns tenham comportamentos diferenciados, até mesmo um pouco mais avançados, mas não é nada que vocês tenham que se preocupar. É isso, se cuidem e nos vemos logo!
-O que? Não! - Falo, mas o homem não diz nada - Como assim?
-Ele desligou - O militar avisa.
-Desgraçado, ele deixou para avisar isso agora!
-Traiçoeiro! - Fala Hee com desprezo - É por isso que eu nunca gostei desse cara.
-Mas então agora teremos que descobrir o que tem de diferente?
-Basicamente!
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Eu já vou logo pedindo desculpas!
Família me desculpa pelo sumiço!
Foi quase dois meses sem atualização, e eu vou logo falando que não foi por escolha minha! A escola decidiu jogar um mar de coisas pra mim, sem contar outras coisas que eu tenho feito e que tem tomado meu tempo. Também viu por no meio disso o fato de que nada que eu escrevia parecia bom, por isso demorou tanto pra mim concluir esse capítulo.
Para falar a verdade não acho que esse capítulo esteja realmente bom, achei ele bem meia boca, mas prometo que vou me esforçar para deixar os próximos melhor. E também não sumir eu mais. Provavelmente não vou deixar a questão de capítulo toda sexta, pq isso era um fator que me fazia procrastinar muito na hr de escrever, por isso pretendo manter um capítulo por semana, mas sem dia fixo para postagem.
Novamente quero pedir desculpas, não devia ter demorado tanto e prometo que agr não vou sumir desse jeito, pretendo também voltar com a Descupido para quem lê, e continuar com tudo isso. Espero que não tenham me abandonado!
Agradeço a todos que esperaram até aqui, MAS EU FINALMENTE ESTOU DE VOLTA!!!
ATÉ LOGO! ❤❤
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