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🌻 Rᥱᥲdყ To Bᥱ: Espiada


        Ele esta apenas sendo um bom amigo e nada mais. Simples assim. Tão simples quanto a ideia fresca e inocente que sobrevoou sua mente enquanto encarava a porta nada satisfeito com o fato de que seu docinho estava indo encontrar, ou melhor, se divertir com outro homem. Mas não era ciúmes, não poderia ser, nem mesmo quando encaixou o par de óculos escuro no rosto e se escondeu atrás de uma cortina no salão do restaurante. 

Sem ter a menor ideia do que acontecia ao seu redor, Jackie estava focada em não deixar escapar sorrisos demais. Com o jeito cavalheiro de Paolo, ou seus elogios. Ela sabia que estava bem arrumada, não era tola, mas suas palavras o faziam pensar que estava vestida para um baile de gala. 

A sua frente, com uma taça de vinho branco em mãos, roupas confortáveis e os cabelos quase grisalhos penteados em um topete, o homem parecia ter saído diretamente de um filme, dos quais não se encontra na sessão de comédia, mas sim de Dark Romance. Engoliu em seco e respirou fundo, precisava se recompor, afinal não era como se nunca tivesse visto um homem bonito na vida.

— Fico muito feliz em ter aceitado meu convite. — dita afastando a taça dos lábios e mantendo o olhar na mulher a sua frente. 

— Convite é forma gentil de se referir, foi quase um ultimato. — brincou apoiando um dos cotovelos na mesa, ignorando as regras de etiqueta.

— Precisava tentar a sorte, pareceu relutante mesmo quanto insinuei que gostaria de ter ver depois. — explicou. — O meu ego ficaria ferido demais ao ser dispensado assim. 

— Não costumam te dizer "não"? — questiona desviando o olhar por um momento, sorri inconscientemente. 

— Não. — ele gargalha. — Mas não sou tolo de achar que sempre vou conseguir o que quero de mão beijada, gosto de investir, demonstrar interesse. — bebericou água da taça sentindo seu rosto esquentar. 

— Então esta interessado... — sua voz baixou um tom. — em saber mais sobre a empresa, faça suas perguntas. — sorriu nervosamente.

— Há quanto tempo trabalha lá? 

— Pouco mais de cinco anos. 

— O que gosta sobre trabalhar lá? — disparou amparado sua dito interesse.

— Amo trabalhar com cosméticos, perfumaria especialmente. Da complexidade química a simples mistura de aromas, é quase mágico acompanhar o processo. 

— Você o faz pessoalmente? — ela acena. — Isso esta incluído nas suas tarefas? — um sorrisinho se desenha nos lábios outras vez, talvez fosse natural para Paolo ter sua energia totalmente focada em uma pessoa, mas Jackie sentia o ar esvaziar dos seus pulmões. 

— É parte do meu trabalho entregar o melhor, então tecnicamente... — balançou a cabeça ponderando. — E você, quais são suas funções na empresa?

— Nada tão interessante como as suas. Eu assino papéis, dou ordens e sempre sou o último a saber de tudo. — enruga as testa. — Na verdade, prefiro passar o meu tempo resolvendo assuntos do resort, só lido com a empresa para ajudar meu irmão. 

O garçom se aproxima entregando menus e fazendo sugestões diretamente ao homem, ao notar o desconforto de Jackie, Paolo direciona os pedidos a ela. 

— O que vai querer querida? — a pobre mulher quase engasga na própria saliva. — Chegou uma safra muito boa de vinho, e o nosso peixe branco é o melhor da região. É uma combinação excelente. 

— Acredito que seja sim, no entanto não sou uma grande fã de peixe branco, talvez salmão? — sugeriu tentando não parecer desdenhosa, de repente estava pisando em ovos.

— Também temos opções de salada, caso a senhorita deseje algo mais leve. — seu olhar deixou o cardápio imediatamente encarando o garçom com um sorriso amarelo. — Não se preocupe, são pouco calóricas e deliciosas. 

— Por que eu me importaria com caloria? — estreitou os olhos.

— Desculpe, muitas das nossas hospedes estão de dieta, sempre sugiro caso seja mais confortável. — sentiu-se sendo analisada, quase como um raio-x das suas curvas.

— Agradeço a preocupação, mas eu adoro calorias e não quero nenhuma salada hoje. — fechou a carta. — Vou querer salmão grelhado e a sua melhor massa. 

— Não faça mais esse tipo de sugestão inconveniente aos hóspedes sem ser solicitado. — o sorriso que antes dançava no rosto de Paolo se desfez. — Vou diretamente a cozinha pedir que caprichem no seu prato. — disse logo se levantando. 

— Isso não é necessário. — ergueu a mão tocando seu braço. 

— É sim, meus hóspedes sempre são bem tratados aqui. — beijou-lhe a mão e se levantou caminhando junto ao garçom, indo para a cozinha. 

Do outro lado do salão Shownu sentia que seu estômago se retorcia em algo que ele preferia acreditar ser fome. Enrugou o nariz e resmungou palavrões que nem sabia o significado. Esgueirou-se na mesa de um senhor de cabelos brancos e cego, puxou conversa e ficou por ali mesmo, no canto, assistindo o jantar se desenrolar. Quis levantar e checar se Jackie estava bem, o que ela havia pedido, podia sentir o desconforto em seu rosto de longe, mas para o seu azar ele sumiu quando o ator de novela mexicana — como ele mesmo havia apelidado — retornou a mesa.

Eles jantaram em meio a conversa calorosa e cheia de sorrisos, sorrisos demais. E toques. Toques demais. Mastigava uma coxa de galinha roubada do prato do senhor cego assistindo os dedos grandes da mão cabeluda acariciar a mão gordinha e macia que tanto gostava. 

A tortura só teve fim quando largaram os talheres da sobremesa e resolveram se levantar. Fez o mesmo dando batidinhas nas costas do velhote, curvou-se em agradecimento e saiu sem a menor vergonha na cara seguindo os passos do casal. Os corredores não estavam tão movimentados quanto antes e o braço longo de Paolo rodeava Jackie. 

Estreitou os olhos cruzando os braços e enchendo o peito de ar, como um pavão, no entanto não podia se revelar. 

Havia algo sobre a presença do homem ao seu lado que era estranhamente encantadora. Além de bonito, ele marcava bons pontos sendo educado, gentil e acima de tudo charmoso. Os sorrisos, o toque sutil dos seus ombros. Eles estavam flertando, começaram a flertar em algum momento no meio do jantar, quando ele a elogiou e disse com firmes palavras como era satisfatório ver uma mulher tão inteligente a bonita a frente da equipe, como declarou em específicos momentos como estava contente com a possibilidade de trabalhar com ela. 

Em outro momento Jackie teria se retraído e pensado duas vezes, homens bonitos como ele costumam demonstrar preferências completamente inversas ao que ela acreditava apresentar.  No entanto, Paolo não dava sinais de ser como tantos outros que não a enxergavam, ele estava olhando nos seus olhos, na sua boca, dos pés a cabeça e o brilho não perdia a intensidade. 

— Obrigada por me acompanhar até aqui. — disse parando no corredor do seu quarto. — O jantar foi ótimo.

— Que bom que deixei uma boa primeira impressão. — afundou as mãos no bolso da calça e lhe encarou. — Vou trabalhar ainda melhor na segunda.

— Não sei como pode melhorar sua impressão amanhã. — tirou parte da franja dos olhos, prendendo uma mecha atrás da orelha. 

— Amanhã? Não, isso não tem nada a ver com trabalho. — negou brevemente retirando o celular do bolso e estendendo em sua geração. — Vamos jantar novamente, talvez ver um filme. — sugeriu em um tom convidativo. 

— Sabe que não precisa fazer isso por causa da empresa né? — ponderou deixando um pensamento intrusivo atravessar sua mente e sair pela boca.

— Duvido muito que não tenha sucesso amanhã, mas independente do que aconteça, eu ainda quero saber tudo que tem para saber sobre você Jaqueline, te chamar para mais encontros, a  sua companhia é algo que eu sei que não vou querer abrir mão. 

— Whoa... — seus olhos se arregalaram com a declaração repentina.

— Sinto muito te deixar constrangida eu... — prestes a se retratar ele foi impedido de continuar.

Jackie deu um passo a frente segurando seu braço e sorriu. Caralho hein, sentia-se em um filme, naquela cena em que o personagem caí na teia do galã. 

— Estou surpresa, não constrangida. — explicou se apressando para digitar o número no aparelho e devolver a ele. — É melhor me ligar mesmo e marcar esse jantar. 

— Tenha certeza que eu irei.

O corpo grande se inclinou sobre o seu, o perfume másculo invadiu suas narinas e de repente a boca estava pressionando a lateral da sua bochecha, a mão grande agarrando sua cintura e apertando a região levemente. Nunca um beijo tão casto a fez sentir-se tão obscena. 

— Que porra foi essa...? — resmungou a si mesmo sentindo seu corpo se arrepiar, já sozinha no corredor. 

Tão aérea que não notou quando o corpo esguio e malhado surgiu na sua frente, como um adulto que pega uma criança fazendo o que não deve. 

"sua companhia é algo que eu sei que não vou querer abrir mão. "  — resmungou tentando imitar a voz que era muito mais grave que a sua. 

— Hãm? — uma linha de expressão apareceu na sua testa, dando-se conta de Shownu ali na sua frente. 

— Aquele cara é um zé mané. — resmungou. — Ele ainda teve a audácia te de beijar, vocês saíram uma vez. 

— Ele não me beijou, foi na bochecha.

— Na bochecha? Que frouxo. — resmungou do mesmo jeito. 

Parecia uma criança birrenta. Foram preciso algumas piscadas para se dar conta da cena que ele fazia a sua frente. 

— Primeiro, ele não é um gigôlo como você, estou muito bem com um beijo na bochecha. — seus ombros caíram, de repente parecia uma flor murchando. — Segundo, o que esta fazendo na minha porta a essa hora?

— Vim ver se estava tudo bem, esse cara podia ser um maluco.

— Por acaso só um maluco se interessaria em sair comigo? — inclinou o rosto para o lado esperando a resposta que nunca veio. — Olha, você não vai arruinar a minha noite. Dê o fora. 

Sentiu o peito apertar com a confusão que suas palavras causaram. Não achava que somente malucos poderiam se interessar pela mulher, muito pelo contrário, á sua percepção somente um maluco seria capaz de não compreender o quão incrível ela era. 

— Desculpa, eu só... — Jackie não lhe deu muito tempo abrindo a porta e jogando seu corpo para dentro.  — Jackie...docinho, calma...olha. — tentava encontrar as palavras certas mas nada coerente parecia vir a sua boca. Fitando a figura encostada na porta lutando para arrancar os sapatos ele franziu o cenho. — Que inferno, eu já não disse para não usar esses sapatos? 

A expressão culpada se retorceu a uma consternada em questão de segundos, ignorou a porta quase sendo fechada em sua cara e avançou se agachando a frente da mulher. Jackie estreitou os olhos sem entender a reação repentina. 

— São os meus sapatos, os uso quando quiser. — afirmou ainda irritada. 

— Eles machucam seus pés, deveria ter os jogado fora a muito tempo. — esticou o braço tocando o pé sem um par. — Seus pés estão inchados.

— É um Louboutin, pelo preço que paguei nele pode até me arrancar sangue. — afastou-se dele mancando até a poltrona perto da varanda.

Sentou-se largando o par que segurava e se inclinou para retirar o outro, apenas para dar de cara com os dedos longos e grossos agarrando sua panturrilha. Não disse coisa alguma, apenas retirou o sapato com cuidado e analisou o pé com as extremidades avermelhadas.

— O que foi? Por acaso tem fetiche por pés? — indagou o provocando. Tentou puxar a perna, mas não conseguiu. O homem pressionou os dedos na pele descendo por seu tornozelo, preciso e sutil ao mesmo tempo, pressionando seus nervos e acariciando a parte lesionada. 

— Perguntou o que vim fazer na sua porta a essa hora, eu falei a verdade quando disse que queria ver se estava tudo bem...o resto foi besteira. — comentou pressionando os dedos na carne e alisando a pele vez ou outra. Jackie estava quase deitada na poltrona. O maldito sabe usar as mãos, ela pensou fechando os olhos por um instante. 

— Você tem uma mania interessante da passar dos limites. — suspirou soltando um som que fez os olhos de Shownu se arregalarem, ele riu em deleite e orgulho em seguida. 

— Você sempre cuida de mim, eu devo cuidar de você também docinho. 

— Você pode me pagar um café, ser empata foda é demais. 

— Nem ia transar com aquele cara né? — abriu os olhos o vendo parar de massagear seus pés.

— Talvez...ele é bonito e atraente, gentil e eu já disse que ele é bonito? — brincou dando um sorrisinho.

— Eu também sou bonito, atraente e gentil, sou até mais alto que ele. 

— Não é não, Paolo deve ter mais de 1,90. E sabe o que dizem sobre caras altos. — a risada pervertida que soava pelo quarto saía apenas da boca da mulher. Ele por sua vez tinha uma carranca no rosto. 

— Que são broxas? Eu só ouvi isso. — deu de ombros indiferente trocando o foco da sua massagem para o outro pé. 

— Você é um cara alto, esta se entregando? — lhe lançou um olhar atravessado, quase ofendido. 

— Você mesma disse que eu nem sou tão alto. — resmungou acariciando sua panturrilha. — Mas eu definitivamente preencho os outros requisitos. — ergueu o rosto fitando o rosto bonito e relaxado da mulher. — Então eu seria um forte candidato? 

— Candidato a que? — Jackie arqueou a sobrancelha, o som de click soou em sua mente quando, segundos depois, entendeu o que ele perguntava. — Tenha dó Shownu. — rolou as orbes escondendo o estranho desconforto, seu estomago dando um salto inesperado. — Esta começando a delirar, é melhor ir. 

— Nós não podemos conversar mais um pouco? — indagou pondo-se de pé. 

— É melhor não. — quis choramingar em voz alta quando levantou e sentiu os pés aliviados depois da massagem, mas guardou para si mesma. Agarrou os ombros largos do homem e o guiou até a porta.  — Tchau, tenha uma boa noite. 

— Eu não ganho um beijo, docinho? — pediu com cara de cachorro caído da mudança, mas dessa vez realmente ganhou a porta fechada na sua cara.

Do outro lado da madeira Jackie recostou, a mão sobre o peito irritada com o coração acelerado. Ela estava ficando maluca, bebeu demais, fora o sol de mais cedo, a poluição, o aquecimento global. Listou motivos racionais e não racionais para sentir-se daquela forma, o suficiente para cair na cama e dormir. 


━━━━.⋅ εïз ⋅.━━━━


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