Lua Luna Solar 4
— Filiphe! — Me emociono ao vê-lo.
— Luna! — Me abraça forte.
— O que iremos fazer? Estamos perdidos. — Sussurro por entre as lágrimas.
— Não, não chore por favor. Meu coração não aguentará. — Segura meu rosto e olha bem no fundo de seus olhos.
— Aconteceram grandes desatres na terra, os humanos estão irritados e com medo, nossos pais não vão aceitar nosso amor. — Mais lágrimas escorrem.
— Fuja comigo! — Diz.
— O que? — Não acredito em sua proposta.
— Fuja comigo! Vamos embora para longe assim poderemos ficar juntos. Luna você quer se casar comigo? — Meu coração para no mesmo instante.
— Filiphe mas e os nossos pais? Nossos reinos e povos? E quanto o sol e a lua? E para onde vamos? — Sinto medo apesar de querer mais do que nunca ficar para sempre com Filiphe.
— Nossos pais podem se virar sozinhos. Nosso povo ficará bem e fique tranquila ainda vamos continuar trazendo luz e escuridão à terra, você só precisa confiar em mim Luna. — Tenta me convencer.
— Eu confio meu amor. Eu confio. — Mas você ainda não me disse para onde vamos. — Insisto na minha pergunta.
— Vamos para a terra! — Responde com muita certeza.
— Para a terra? Está ficando louco? — Me afasto de Filiphe.
Nunca fiquei longe de Solários e nunca cheguei perto da terra. Essa ideia me causa calafrios e arrepios pelo corpo todo.
— Não quer ir comigo? Se não quiser entenderei não quero obrigá-la a nada Luna, saiba disso. — Se aproxima de mim novamente.
Penso bem antes de responder.
— Tudo bem Filiphe! Vou com você até o inferno se necessário. Quando partimos? — Digo determinada.
— Me encontre na fonte dos deuses quando anoitecer...
— Mas quem vai cuidar da noite? — Me desespero.
— Não se preocupe um grande amigo ficará no meu lugar. — Explica.
— Partiremos hoje anoite depois de nosso casamento.
Meu coração salta de felicidade e só o que posso fazer é sorrir.
Nunca pensei que me casaria escondida de meus pais, minhas damas e de todo meu povo mas estou feliz, completamente estonteante de felicidade. Depois de jantar com meus pais no palácio de Solários e de me despedir deles sem que eles soubessem que era uma despedida, pego um pouco das minhas coisas e parto para a fonte dos deuses onde esta noite me casarei e partirei para minha felicidade eterna.
— Você está linda Luna! — Seus olhos brilham quando me vê.
Uso um vestido simples todo branco com pedras nas barras e em minha cabeça coloquei uma coroa de flores.
— E você é a com certeza a coisa mais linda que já vi hoje. — O elogio sem conseguir parar de olhá-lo.
— Este é Damos um grande amigo e confidente ele fará nossa pequena cerimónia. — Filiphe me apresenta um senhor já de idade.
— Olá Damos é um prazer conhecê-lo. — Sorrio.
— É um prazer majestade. — Retribui o sorriso.
Estou tão radiante que mal vi o tempo passar, meu coração não desacelera desde o momento em que Filiphe me pediu em casamento, minhas mãos estão soando e minha respiração ofegante. Estou desistindo de tudo para ficar com Filiphe e não me arrependo de nada que fiz.
— Filiphe vossa majestade, aceita Luna como sua legítima esposa para todo sempre?
— Sim! — Seu sorriso me atravessa.
— Luna vossa majestade, aceita Filiphe como seu legítimo marido para todo sempre?
— Sim!
— Então eu vos declaro marido e mulher! Pode beijar a noiva.
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