XXXIII. 𝑳𝒐𝒏𝒈𝒊𝒏𝒈, 𝒄𝒉𝒂𝒍𝒍𝒆𝒏𝒈𝒆 𝒂𝒏𝒅 𝒅𝒆𝒔𝒊𝒓𝒆
A LUA LANÇAVA uma luz pálida sobre as torres da fortaleza de pedra escura, criando sombras que se estendiam como dedos longos e inquietos pelo pátio. Dentro dos muros de pedra fria, Jacaerys e Verena finalmente estavam juntos novamente, após meses de separação.
O calor dos aposentos de Jacaerys contrastava com o frio fora das paredes. O fogo crepitava suavemente na lareira, iluminando os detalhes dos móveis e os tapetes luxuosos. Mas Jacaerys mal notava o ambiente ao seu redor; sua atenção estava inteiramente focada em Verena, sua esposa e futura mãe de seus filhos, que estava diante dele, sua presença dominando o espaço como uma força incontrolável.
Verena estava encostada contra a parede, os olhos brilhando em saudade, desejo e desafio. A maneira como ela olhava para Jacaerys, com um toque de fogo em seu olhar, o fazia queimar por dentro. Era como se o tempo que passaram separados houvesse apenas alimentado a chama entre eles, fazendo-a crescer até o ponto de consumi-los completamente.
Jacaerys deu um passo à frente, o espaço entre eles diminuindo rapidamente. Ele estendeu a mão, os dedos roçando suavemente o rosto de Verena, traçando a linha de sua mandíbula. Havia algo em seu toque, como se ele estivesse tentando absorver cada detalhe dela, gravá-la em sua mente para nunca mais se esquecer.
Mas o desejo que fervia sob a superfície estava longe de ser contido. Verena inclinou a cabeça, os lábios se curvando em um sorriso antes de puxá-lo para mais perto. O beijo entre eles era urgente, carregado de meses de saudade e necessidade reprimida. Não havia suavidade, apenas uma fome avassaladora que os dois compartilhavam. Os dedos de Verena se entrelaçaram nos cabelos de Jacaerys, puxando-o com mais força enquanto suas bocas se moviam, explorando, exigindo. Era um encontro feroz, quase possessivo, onde palavras já não eram necessárias.
Jacaerys a empurrou contra a parede, o corpo pressionado contra o dela, como se ele não pudesse suportar a distância entre eles por mais um segundo. Os dois estavam ofegantes, mas nem por um momento hesitaram. Verena soltou um gemido baixo quando as mãos dele exploraram suas curvas, o desejo ardente pulsando no ar ao redor deles.
Verena puxou Jacaerys para mais perto, os lábios dele viajando para o pescoço dela, sentindo o pulso acelerado sob a pele macia. Havia uma urgência desesperada em seus movimentos. A respiração de Jacaerys estava pesada quando ele olhou nos olhos de Verena, vendo a mesma necessidade refletida de volta para ele.
—Não sabe como foi difícil estar longe de você. – o príncipe murmurou contra os lábios dela, sua voz rouca, cheia de um desejo que parecia quase doloroso.
— Eu estou aqui. – Verena respondeu, sua voz um sussurro, mas também carregada de desejo que fez o coração de Jacaerys bater ainda mais forte. Ela o queria da mesma forma que ele a queria, e naquele momento, nada mais importava.
Jacaerys puxou Verena para mais perto, seus corpos colidindo com força. O calor da lareira misturava-se ao calor de seus corpos, e o quarto se tornava uma bolha onde o tempo e o mundo lá fora não tinham importância. O toque de Verena era firme, suas mãos explorando as costas dele, como se quisesse memorizar cada contorno, cada músculo que se movia sob sua pele. Ele inclinou a cabeça, capturando os lábios de Verena em um beijo ardente, faminto. As mãos de Jacaerys se moviam por suas costas, subindo pelo corpo dela até se entrelaçarem em seus cabelos prateados, puxando-a para mais perto, como se quisesse fundir-se a ela.
— Você é minha, Verena. — Ele sussurrou contra seus lábios, e havia uma intensidade crua em sua voz, um desejo possessivo que falava de meses de saudade acumulada, de um amor que o consumia a cada segundo.
Verena olhou para ele, seus olhos brilhando.
— Sempre fui. Sempre serei. — Ela respondeu.
Com um movimento rápido, o príncipe a levantou em seus braços, carregando-a até a cama. Eles caíram juntos sobre os lençóis macios, e o mundo ao redor deles pareceu desaparecer por completo. As mãos de Verena deslizavam pelo peito de Jacaerys, suas unhas arranhando levemente a pele, enquanto seus lábios traçavam um caminho de beijos pelo pescoço dele.
— Eu... — Jacaerys começou, mas sua voz se quebrou quando Verena o silenciou com outro beijo, mais profundo e apaixonado. Ele não precisava terminar a frase; ela já sabia. Eles estavam além das palavras agora, presos em um ciclo de desejo e necessidade.
O calor entre eles aumentava a cada segundo, e Jacaerys sentia como se estivesse se afogando na presença dela, na maneira como ela se movia, nos suspiros que escapavam de seus lábios. Ele não conseguia pensar em nada além de Verena, da forma como ela o fazia se sentir completo, como se sem ela, ele fosse apenas metade de si mesmo.Verena deslizou suas mãos para os ombros dele, os dedos apertando firmemente enquanto ela o puxava para mais perto.
— Jace... — Ela sussurrou.
Ele a segurou com mais força, como se temesse que ela pudesse desaparecer, que esse momento pudesse ser apenas outro sonho. Mas o calor de seu corpo contra o dele, o toque firme de suas mãos, tudo isso era real, mais real do que qualquer coisa que ele já sentira antes.
— Verena, eu te amo. — Jacaerys respondeu, sua voz rouca.
O beijo era feroz, como uma tempestade prestes a explodir, e quando eles finalmente se separaram para respirar, Jacaerys olhou para Verena com olhos que brilhavam. Ele a deitou na cama, e seus corpos se moveram em sincronia, como se cada toque, cada movimento, estivesse coreografado. Verena puxou Jacaerys para mais perto, suas unhas deixando rastros que ardiam em sua pele, e ele sentiu cada pequeno arranhão como uma marca de posse, de pertencimento. Jacaerys Velaryon pertencia a ela, sempre pertenceria.
[...]
A sala do pequeno conselho estava iluminada apenas pelos candelabros e o fogo na lareira. O ambiente era carregado de tensão e expectativa, enquanto todos aguardavam que Daemon falasse. Ele estava em pé diante da mesa, onde Rhaenyra estava sentada na ponta, e os lordes do conselho estavam sentados em seus lugares ao redor da rainha, assim como os irmãos de Verena. Os olhos de Daemon brilhavam com uma intensidade feroz. O príncipe era um homem forjado pela guerra e pela intriga. Rhaenyra observava o marido. Ela sabia que os planos de Daemon poderiam ser tanto brilhantes quanto perigosos. Jacaerys estava sentado ao lado de Verena, os dedos entrelaçados sob a mesa. Embora o príncipe estivesse focado no que Daemon diria, ele não deixava de sentir a presença tranquilizadora de Verena ao seu lado. A estranheza no olhar dos lordes do conselho se sua mãe foi facilmente ignorada pelo príncipe, eles possuíam inúmeras outras coisas para qual voltarem suas mentes.
Daemon começou a falar.
— O inimigo está reunindo forças ao sul, e se não agirmos rapidamente, eles terão a vantagem. – Ele lançou um olhar para Jacaerys. — Precisamos de uma estratégia que não apenas os impeça, mas quebre seu moral. Um golpe decisivo que os faça hesitar em continuar lutando.
Jacaerys assentiu, ouvindo atentamente.
— O que sugere, tio?
Daemon se inclinou sobre a mesa, apoiando as mãos no mapa que estava espalhado ali.
— Os Verdes estão esperando que os ataquemos de frente, um confronto direto. Mas, ao invés disso, vamos fazê-los pensar que estamos enfraquecidos, prontos para uma retirada. Será uma armadilha. Aemond irá mandar seus exércitos para Harenhal, primeiro e depois voará com Vhagar, acreditando que ainda estamos lá. A capital está indefesa. Quando eles perceberem que nossa atenção está na capital, vão mover suas forças para lá, mas será tarde, já teremos tomado o trono.
Enquanto o conselho terminava e os detalhes finais eram discutidos, Daemon olhou para sua família, com um brilho feroz nos olhos violetas. Eles estavam enfrentando a tempestade juntos, e com o plano em movimento, ele acreditava que poderiam sairem da tormenta vitoriosos.
★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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