XXXII. 𝒀𝒐𝒖 𝒉𝒂𝒗𝒆 𝒎𝒆 𝒊𝒏 𝒚𝒐𝒖𝒓 𝒉𝒂𝒏𝒅𝒔
O VENTO SOPRAVA forte em Pedra do Dragão, fazendo as ondas quebrarem violentamente contra os penhascos negros da ilha. O som do mar era constante. As nuvens cinzentas pairavam pesadas no céu, ameaçando uma tempestade iminente, enquanto os soldados e servos da fortaleza se moviam rapidamente para concluir suas tarefas diárias antes que o temporal começasse de vez.
Jacaerys estava na varanda de seus aposentos, os olhos fixos no horizonte. Havia se passado meses desde que ele e Verena haviam se visto pela última vez, e a ausência dela havia sido um fardo quase insuportável. Sua mente estava atormentada com lembranças e preocupações.
Ele havia passado horas ali, observando, esperando, ansiando pela primeira visão do dragão Canibal cortando os céus sobre Pedra do Dragão.
Finalmente, o rugido que ele tanto esperava ecoou pelos céus. Olhando para cima, ele avistou Canibal, suas escamas negras como o céu noturno, deslizando entre as nuvens. O enorme dragão desceu em espiral, com Verena montada firme em sua sela, seu manto lilás balançando ao vento. O coração de Jacaerys deu um salto em seu peito, uma mistura de alívio e euforia o invadindo.
Canibal pousou com um impacto poderoso no pátio de Pedra do Dragão, fazendo o chão tremer sobre seu peso. A criatura abaixou a cabeça, permitindo que Verena descesse com a graça de uma sombra. Seus cabelos prateados, iluminados pela luz fraca do sol que lutava para atravessar as nuvens, reluziam como uma coroa etérea. Seus olhos, cheios de um brilho intenso, encontraram os de Jacaerys.
Sem se conter, Jacaerys desceu correndo pelas escadas, o coração batendo descompassado. Ao se aproximar, ele não disse uma palavra; não havia necessidade de palavras entre eles. Ele envolveu Verena em seus braços com uma força que falava mais do que qualquer declaração poderia. A sensação do corpo dela contra o seu, o calor familiar e reconfortante, trouxe uma onda de emoções que ele havia mantido reprimidas por muito tempo.
Verena correspondeu ao abraço com a mesma intensidade, seus dedos se enterrando nos cabelos escuros de Jacaerys enquanto ela respirava fundo, absorvendo o cheiro, a sensação, o alívio de finalmente estar com ele. O tempo parecia ter parado, e por um momento, eles eram apenas dois amantes que se reencontravam, esquecendo a guerra, as responsabilidades e o peso do mundo.
Depois de um longo momento, Jacaerys recuou ligeiramente, segurando o rosto de Verena entre as mãos, seus olhos examinando cada detalhe, como se quisesse gravar aquele momento em sua memória para sempre.
— Você voltou. – ele sussurrou, sua voz carregada de emoção.— Bruxinha.
— Eu sempre voltarei para você. – Verena respondeu. — Principezinho.
Eles se beijaram, e o mundo ao redor deles desapareceu, deixando apenas a sensação de segurança e saudade. Naquele momento, nada mais importava além do fato de estarem juntos novamente. Quando finalmente se separaram, com seus corações ainda batendo em uníssono, Verena segurou a mão de Jacaerys e, com um olhar que queria dizer tantas coisas.
— Estava com tantas saudades. – Jacaerys murmurou contra os cabelos dela, sua voz carregada de emoção contida. Verena sorriu suavemente, os olhos prateados brilhando com uma mistura de amor e algo mais, algo que ele ainda não havia notado.
— E eu de você. – ela respondeu, afastando-se ligeiramente para encarar o rosto de Jacaerys. Havia uma suavidade na expressão dela, um brilho em seus olhos que ele não havia visto antes.
Jacaerys segurou o rosto de Verena entre as mãos, seus polegares acariciando suavemente a pele dela. Ele notou que ela parecia diferente.
— Você parece... contente. – ele comentou, tentando decifrar o que seus instintos estavam lhe dizendo. Verena sorriu de novo, mas dessa vez havia algo de tímido naquele sorriso, uma hesitação que não era comum nela.
Ela pegou a mão de Jacaerys e a guiou até seu ventre. A princípio, ele não entendeu o gesto, mas então sentiu. O pequeno, mas inconfundível, arredondamento sob os dedos dele.
— Verena...– Jacaerys sussurrou, a voz embargada pela surpresa e pela emoção que começava a borbulhar dentro dele.
— Sim, Jace. – ela confirmou, com uma leve risada nervosa.
A surpresa e a felicidade se misturaram no coração de Jacaerys, inundando-o com uma onda de sentimentos tão poderosos que ele quase ficou sem fôlego. Ele caiu de joelhos, ainda segurando a mão de Verena sobre o ventre dela, enquanto olhava para cima, para o rosto de sua esposa, com uma expressão de pura reverência.
— Um filho. – ele repetiu, quase como se ainda estivesse processando a realidade daquilo. Ele colocou as duas mãos ao redor da cintura dela, aproximando o rosto de seu ventre, e fechou os olhos, como se pudesse sentir a vida crescendo ali dentro. — Nosso filho...
Verena olhou para baixo, para o homem que amava, e sentiu as lágrimas encherem seus olhos. A imagem de Jacaerys, de joelhos diante dela, era uma visão que ela sabia que nunca esqueceria. Verena acariciou os cabelos dele.
Jacaerys se levantou e a puxou para outro abraço, mais intenso, mais urgente, como se estivesse tentando absorver a realidade do momento. O futuro ainda era incerto, a guerra ainda rugia ao redor deles, mas naquele instante, nada disso importava. Eles estavam juntos novamente.
— Que cena comovente. Será que estou interrompendo alguma coisa?
Daemon Targaryen surgiu na entrada do pátio, com um sorriso malicioso no rosto e as mãos casualmente cruzadas atrás das costas. Ele tinha aquele brilho travesso nos olhos, que só ele conseguia carregar com tanta facilidade, mesmo em meio à guerra.
Jacaerys suspirou e se afastou um pouco de Verena, mas manteve uma mão protetora sobre a barriga dela, como se não quisesse soltar aquele momento.
— Você sempre teve um talento especial para aparecer nos piores momentos. — Jacaerys disse, com um leve sorriso.
Daemon deu um passo à frente, observando o casal com uma sobrancelha erguida.
— Eu diria que tenho um talento especial para aparecer nos momentos mais interessantes.
— Você sabe? – o príncipe se virou para a esposa. — Ele sabe? Sobre tudo?
Daemon riu.
— E eu, que estava prestes a propor que começássemos a ensinar o pequeno a montar dragões assim que ele aprender a caminhar.
— Meu filho ainda nem nasceu, e você já está planejando colocá-lo em cima de um dragão? Velho. – Verena briga.
— Claro que sim. – respondeu Daemon com um sorriso travesso. — Se ele for metade Targaryen e metade... seja lá o que você seja, Verena, ele vai precisar de algo grande para manter-se ocupado.
Verena revirou os olhos. Daemon deu de ombros se aproximando. Ele então deu um tapinha no ombro de Jacaerys.
— Mas falando sério, parabéns, garoto. Esse é o começo de algo grande. Tente não estragar tudo.
[...]
Aleksander bateu na porta dos aposentos de Aemond. O príncipe Targaryen o atendeu, rapidamente o puxando para dentro. Aleksander mal teve tempo de reparar no quarto, antes de Aemond pressionar seus lábios nos dele, com força e rapidez, as mãos grandes do príncipe o apertaram, colando seus corpos.
O dia na taverna acabou com os dois aos beijos, nos aposentos do príncipe. Aleksander não perderia a oportunidade. Aemond era bonito, o que custava se aproveitar de toda a situação? Rhaenyra mandou que ficasse de olho na corte dos verdes, era o que ele estava fazendo.
O príncipe continuava achando que ele era um criado da fortaleza, mas não estava ligando muito para isso. Alek, aproveitou da confiança que o príncipe depositou nele e daquele modo ficava mais fácil descobrir todos os passos da corte dos verdes. Quando Aemond o soltou, o príncipe sorriu de canto, depois mordeu os lábio inferior de Aleksander.
— Está feliz assim só por me ver? – Alek sorriu.
— Bem que você gostaria, Breyden. – Aemond sorriu.
Aleksander conseguiu entrar na fotaleza, sob o pseudônimo de Breyden Rivers, um bastardo das terras fluvias.
— Então qual o motivo dessa felicidade repentina? – Aleksander pergunta se jogando em uma das poltronas dos aposentos do príncipe.
— Com a morte de Criston e como príncipe regente, irie marchar para Harrenhal, atrás de Daemon. – o principe de virou para outro na sala, que incinou a cabeça.
— Sozinho? – o Rivers perguntou.
— Está se oferecendo para me acompanhar? – Aemond pergunta.
— Não! – Aleksander ri.
— Não fique preoucupado, voltarei para fotaleza como herói, com a cabeça de Daemon em uma das mãos.
Aleksander sorriu, deixando que Aemond terminasse de arrumar suas coisas e sua grande caçada a Daemon. Ele saiu dos aposentos do principe, descendo pelas passagens dos criados, até onde os corvos ficavam, ele mandou a mensagem para Rhaenyra em pedra do dragão, sem um pingo de arrependimento ou hesitação.
★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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