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XXXI. 𝑫𝒂𝒎𝒏 𝒗𝒊𝒔𝒊𝒐𝒏𝒔

20 HORAS ANTES
HARENHALL.

DAEMON ESTAVA EM seus aposentos em Harrenhal, aquele lugar o estava deixando completamente louco. O crepitar do fogo na lareira lançando sombras dançantes nas paredes de pedra. Ele estava exausto, física e emocionalmente. A guerra pesava sobre ele como uma capa de chumbo, e suas noites eram assombradas por sonhos perturbadores. Ele estava quase implorando para que Rhaenyra o mandasse voltar para pedra do dragão. Mas naquela noite, algo mais sinistro ainda o aguardava.

Daemon sentiu o mundo ao seu redor se desvanecer, substituído por um frio penetrante. Ele estava em um lugar desconhecido, uma vasta extensão de gelo. O vento uivava em seus ouvidos e a terra estava coberta por uma espessa camada de neve.  A princípio, tudo era escuridão, e Daemon sentiu-se transportado para um campo de batalha coberto de gelo e neve. Os mortos-vivos caminhavam ao redor, seus olhos azuis brilhando com um brilho fantasmagórico. No céu, uma escuridão sem estrelas se estendia, ameaçando engolir o mundo todo.

A Longa Noite, o nome de repente brilhou em sua mente, a esperança parecia perdida. Ele viu figuras sombrias emergindo da nevasca, os Outros, liderando exércitos de mortos-vivos. A paisagem era desoladora, e ele sentiu o peso da desesperança que permeava o ar. As criaturas avançavam implacavelmente, trazendo destruição e morte por onde passavam, ele viu um dragão cair, depois de ser atingindo e foi como se ele próprio tivesse recebido o impacto do dardo atravessando sua pele, rasgando sua carne e quebrando seus ossos, ele gritou, chamas o consumiam por inteiro.

Mas então, a visão mudou. Daemon viu um brilho de luz em meio à escuridão. Uma mulher de cabelos prateados e olhos violeta emergiu, segurando três ovos de dragão. Ela estava em meio a um vasto mar de areia. Ela se ajoelhou junto a uma grande pira funerária e colocou os ovos entre as chamas. O fogo rugiu ao seu redor, e ela entrou nas chamas sem medo.

A visão mudou novamente, e Daemon viu os três dragões recém-nascidos, suas escamas brilhando à luz do fogo. Eles eram um símbolo de esperança, renascendo das cinzas como uma promessa de um novo começo. A mulher de cabelos prateados se ergueu entre eles, majestosa.

A visão então se voltou para outro rumo. Ele viu a fortaleza vermelha e, bem no grande salão, de frente para o trono de ferro, Jacaerys e Verena de pé lado a lado. Eles estavam coroados, Jacaerys com a coroa que pertenceu a Viserys e depois a Rhaenyra, Verena com uma coroa totalmente negra, intrincada com fios de prata. A sala estava cheia de nobres e soldados, todos curvados diante do novo rei e da nova rainha. 

O povo ao redor deles aclamava, mas havia uma sensação de tristeza e sacrifício no ar, como se a vitória tivesse vindo a um custo terrível. O rosto de Jacaerys estava marcado pelo cansaço da guerra, e os olhos de Verena carregavam a mesma tristeza que permaneceu no olhar de Rhaenyra durante todos os dias depois da morte de Visenya, a tristeza e o luto de uma mãe que perdeu um filho. Daemon ofega, a mera sensação e as lembranças o causam vertigem, seu estômago se revirava e suas pernas fraquejavam.

Sem tempo para se recuperar do choque a visão muda novamente, ele estava agora em Asshai, a Cidade das Sombras. O lugar era envolto em uma eterna penumbra, com ruas estreitas e tortuosas, e edifícios altos feitos de pedra negra. As sombras dançavam e se retorciam ao redor, como se tivessem vida própria. O ar estava denso com o cheiro de incenso e magia.

A visão se tornou mais clara, e Daemon viu Jacaerys e Verena caminhando juntos pelas ruas sinuosas de Asshai. Eles estavam cercados por habitantes encapuzados, figuras misteriosas que sussurravam palavras em línguas antigas, uma mais aterrorizante do que a outra. A cidade parecia viva com um poder antigo que emanava de cada contração, cada rachadura e cada fissura. Daemon sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ao virar uma esquina, o príncipe encontra um grande salão oculto sob um domo de cristal que brilha com uma luz azulada. No centro do salão, vê Jacaerys  e Verena, ambos com uma aura de poder quase esmagador, suas vestes são elegantes, refletindo uma era que parece distante de qualquer cronologia conhecida pelo príncipe.

Seu enteado e a esposa estão acompanhados por uma jovem com cabelos platinados e olhos lilases, a mesma que saiu da pira com os três dragões. Ela parece ser uma figura central entre eles. Daemon observa com crescente confusão e curiosidade. Inicialmente, ele acredita que a garota é a filha de Jacaerys e Verena. A bebê que Verena estava esperando e que muito provavelmente seria levada pela guerra, mas no entanto, à medida que a visão se desdobra, ele percebe que algo está fundamentalmente diferente. Ele sente uma estranha sensação de deslocamento. E descobre depois de uma fala de Verena que Jacaerys e ela estão, de algum modo inexplicável, 172 anos à frente do tempo em que ele próprio estava.

O futuro agora parece estar entrelaçado com o passado de maneiras que ele jamais poderia ter imaginado, e o peso dessa revelação se instala sobre ele como uma sombra sufocante.

A visão começou a desvanecer, e Daemon se viu de volta em seus aposentos, o crepitar do fogo ainda presente. A sensação de frio persistia, e ele sabia que as imagens que tinha visto eram um aviso. A guerra estava longe de terminar, e os sacrifícios ainda seriam necessários. Ele estava sem dúvidas apavorado com o que testemunhou.

O futuro é moldado por escolhas difíceis, Daemon.

Daemon respirou fundo, tentando afastar a sensação de desespero que a visão trouxera. As palavras de uma mulher ecoavam em sua mente. A porta de repente se abre bruscamente e uma mulher de cabelos escuros aparece em seu campo de visão. Ele se levanta da cama, seu olhos lilases brilhando em fúria, de bruxas ele só suportava a esposa de Jacaerys, Verena.

★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.

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