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XXVIII. 𝑹𝒐𝒕𝒕𝒆𝒏 𝒔𝒐𝒖𝒍

DIÁRIO DE DAENYS TARGARYEN , A Sonhadora.

Ano 114 a.C., Valíria.

"Hoje, meu coração bate com a emoção de algo que parecia ser apenas um sonho distante. Desde pequena, sempre fui chamada de Daenys a Sonhadora, e, de fato, muitos dos meus sonhos têm se tornado realidade. Mas nada poderia me preparar para a experiência que vivi hoje.

Valíria, com suas torres de vidro de dragão brilhantes e suas ruas movimentadas, sempre foi minha casa. Um lugar onde a magia é tão comum quanto o ar que respiramos, e onde os dragões voam pelos céus como se fossem parte do próprio tecido do universo. Sempre admirei esses majestosos seres, especialmente Balerion, com suas asas enormes que escurecem o céu quando ele voa, ele havia nascido para mim, eu sabia disso.

Desde pequena, meus pais falavam das glórias e dos perigos de montar um dragão. A habilidade de domar uma dessas criaturas é o maior orgulho de nossa casa, e hoje eu estava destinada a me tornar parte dessa tradição. Acordei cedo, com uma mistura de ansiedade e excitação, sabendo que este seria o dia em que voaria pela primeira vez.

Meu pai, Aenar Targaryen, estava ao meu lado enquanto nos aproximávamos de Balerion. O dragão era ainda mais impressionante de perto, seus olhos brilhando, sua pele negra refletia a luz do sol, e suas escamas pareciam indestrutíveis. Senti um arrepio percorrer minha espinha, não de medo, mas de pura admiração.

A conexão que senti ao tocar Balerion pela primeira vez foi indescritível. Era como se nossas mentes se entrelaçassem, e eu pudesse sentir suas emoções tanto quanto ele sentia as minhas. Com um impulso de confiança, subi em suas costas, sentindo cada músculo poderoso sob mim se mover com uma precisão letal.

E então, decolamos.

O mundo abaixo se tornou um borrão de cores e formas enquanto Balerion subia aos céus. O vento rugia em meus ouvidos, e o calor de suas chamas era um lembrete constante de sua força destrutiva. Mas acima de tudo, senti uma liberdade que nunca havia experimentado antes. O céu era nosso domínio, e por um breve momento, éramos invencíveis.

Voamos sobre as montanhas e vales de Valíria, avistando as outras casas nobres em seus palácios de vidro de dragão e as minas onde os escravos trabalhavam incansavelmente. Tudo parecia pequeno e insignificante visto de cima, e percebi a verdadeira grandiosidade do poder que possuímos.

Ao retornar, pousamos suavemente, e desci de Balerion com uma nova compreensão e respeito pela criatura e pela tradição que agora fazia parte de mim. Meu pai me recebeu com um sorriso orgulhoso...."

A porta de seu quarto bateu com força contra a parede desgastada de Harenhal. A fortaleza era quase um mausoléu e estava caindo aos pedaços. As torres rangiam como lamentos de almas e o vento passava pelas dobradiças das portas de madeira, algumas tão podres que a davam enjoo só de olhar. Mesmo depois de quase três meses em Harenhal, ela não havia se acostumado com o lugar deplorável que havia se tornado a fortaleza.

—— Droga Daemon, ficou louco? — Verena derruba o livro de capa vermelha no chão molhado pelas goteiras que caiam dentro de seu quarto, devido à chuva daquela manhã. —— Meu livro, Daemon, pelos sete infernos! O que aconteceu com você?

Daemon estava caído no chão e rastejava, seu rosto estava retorcido em uma careta de pavor, o que havia deixado o príncipe rebelde naquele estado era um mistério. Verena levanta rapidamente, atordoada e assim que chega até o príncipe, que ainda se arrastava ela a sentiu. Era magia, queimava em sua língua, deixando um gosto azedo em sua boca. Ela já havia presenciado aquele tipo de feitiçaria em sua vida, era o tipo favorito de Melisandre e alguns de seus tutores em Asshai, embora essa parece-se um pouco amadora, como se a pessoa ainda estivesse aprendendo a usar e dobrar o poder a sua vontade.

Verena tem seus olhar atraído para a porta, onde uma figura de cabelos escuros e completamente vestida de preto estava parada. Seu coração palpitava em seu peito e ela não conseguia respirar, sua garganta doía. Verena sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, seguida por uma sensação de vertigem. O mundo ao seu redor começou a se distorcer, as paredes do castelo se dobrando e torcendo em formas impossíveis. Verena tentou se firmar, mas seus sentidos estavam sendo roubados por uma força invisível. As chamas das tochas se transformaram em serpentes de fogo, dançando e sibilando ao seu redor. As paredes do salão começaram a se fechar, transformando-se em garras de pedra que tentavam aprisioná-la. Ela podia ouvir sussurros, vozes antigas e esquecidas que a chamavam, tentavam puxá-la para um abismo de loucura.

De repente, ela estava em meio a um campo de batalha, os gritos dos moribundos e o clangor das armas enchendo o ar. Dragões voavam acima, suas sombras cobrindo a terra como presságios de morte. Verena viu-se em pé ao lado de Jacaerys, ambos cobertos de sangue e suor, lutando contra inimigos invisíveis.

Verena ouviu um rugido ensurdecedor e viu uma sombra gigantesca cair sobre eles. Antes que pudesse reagir, um dragão, um monstro imenso com escamas negras como a noite, mergulhou do céu. Balerion. O terror negro abriu suas mandíbulas, e um jato de fogo devastador saiu, envolvendo Jacaerys. Desesperada e consumida pela dor, Verena tentou lutar contra a escuridão que a envolvia. Mas cada movimento parecia em vão, como se estivesse presa em areia movediça.

Verena firmou os pés e a imagem de guerra se dissipou e se tornou pedra do dragão a sua frente, a névoa pairava sobre as torres do castelo, dando à fortaleza uma aparência etérea e sinistra. No salão principal, tochas lançavam sombras trêmulas nas paredes de pedra, enquanto Verena caminhava lentamente, seus passos ecoando no silêncio pesado. Ela sentia a magia no ar, um peso invisível pressionando contra sua mente. Algo estava terrivelmente errado.

—— Tão orgulhosa, tão cega. Você acha que você é superior, mas todos têm um ponto fraco, Verena. Todos têm um medo escondido no fundo de suas almas — a voz de uma mulher reverberou no salão. —— Sou Alys, aliás.

—— Belo show de horrores, posso perguntar onde aprendeu? — Verena se sentou em umas das poltronas dispostas na "alucinação", que agora ela controlava, não mais a tal Alys.

—— Nasci com elas. — Alys responde, um sorriso em seus lábios, seus olhos expressivos estavam presos a Verena, especificamente em sua barriga inchada, Verena levou as mãos ao inchaço em seu ventre, em um ato instintivo de proteção. —— A magia corre em minhas veias desde o nascimento. Mas você, Verena, você é uma peça interessante. Vejo que você está esperando um filho. Isso é fascinante. Todos têm algo que amam, algo que temem perder.


★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.

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