XXVII. 𝑺𝒆𝒂𝒔𝒐𝒏 𝒐𝒇 𝒘𝒊𝒕𝒄𝒉𝒆𝒔
COMO O PRINCIPAL apoio do Rei Aegon II Targaryen vinha da Casa Hightower, a família de sua mãe Alicent, os Verdes tinham assumido que a maioria dos lordes e cavaleiros da Campina acabariam se declarando pelos Verdes. Porém, o contrário se provou verdadeiro, com a maioria dos nobres nas regiões norte e leste da Campinha apoiando a reivindicação de Rhaenyra Targaryen e os Negros, incluindo as casas Caswell, Rowan e Tarly. De fato, vários dos próprios vassalos diretos dos Hightowers declararam por Rhaenyra, como as casas Beesbury e Costayne. Com a Campina dividida entre os Negros e os Verdes, e com o Lorde Lyonel Tyrell de Jardim de Cima sendo apenas um bebê, sua mãe (que servia como regente) garantiu que a Casa Tyrell permaneceria neutra durante a guerra civil. Em vez de marchar rapidamente com seus exércitos da Campina para se unir aos outros Verdes ao norte, os Hightowers e seus aliados tiveram de marchar lentamente pela Campina, enfrentando forte resistência.
Após as vitórias iniciais dos Negros nas Terras Fluviais, como em Harrenhal e Barreira de Pedra, Otto Hightower então enviou mensagem para o seu sobrinho, o Lorde Ormund Hightower, pedindo para que ele mobilizasse o grande exército Hightower para esmagar a rebelião na Campina.
Na terceira semana do ano 130 d.C., o exército de Ormund Hightower estava preso entre dois exércitos, prensado contra as margens do rio Vinhomel. Do nordeste, Lorde Thaddeus Rowan e Tom Flowers, o "Bastardo de Ponteamarga", lideravam uma grande hoste de cavaleiros montados. Um segundo exército, uma força menor, liderada por Sor Alan Beesbury, Lorde Alan Tarly e Lorde Owen Costayne, veio de outra direção e então atacaram as tropas Hightower por trás, cortando a retirada dos Verdes para o sul, em direção de Vilavelha.
Atacado pela frente e por trás, as linhas das forças de Lorde Hightower começaram a ceder e a derrota parecia iminente. Foi então que então uma sombra enorme apareceu no céu acima deles, o príncipe Daeron Targaryen e seu dragão Tessarion. Foi então que a batalha virou a favor das forças de Aegon II e a debandada foi iniciada com pesadas baixas na retirada para os Negros.
Tom Flowers foi morto na batalha e Lorde Owen Costayne terminou mortalmente ferido por Jon Roxton e sua espada de aço valiriano, a Fazedora de Órfãos. Alan Tarly e Alan Beesbury foram feitos prisioneiros. O único comandante dos Negros que conseguiu escapar foi Thaddeus Rowan, que recuou para o norte com os restos de seu exército.
Daeron Targaryen, o quarto filho de Alicent, surgiu como um herói naquele dia e foi sagrado cavaleiro por Lorde Ormund Hightower com sua espada de aço valiriano Vigilância.
Com a derrota na campina, Rhaenyra mandou auxílio para os homens que sobraram do exército, entre eles, Lorcan e Lohar, que partiram de Pedra do dragão com mais de 3 mil mercenários das companhias que trouxeram de Essos. Aleksander na capital, no meio da corte dos verdes, cumpria bem de mais o seu papel de espionagem.
Rowan, ainda em Lys, mandou uma mensagem, comunicando aos irmãos, de que a triarquia estava buscando por Saera e ele, a mando de Otto Hightower, nas cidades livres, mas que sabiam lidar com aquilo, e a maioria dos homens de Otto que chegaram até Lys, tiveram suas cabeças cortadas, embrulhadas em seda e mandadas para a fortaleza vermelha, como presente para Otto e Alicent Hightower.
Eros e Éris, no castelo de Pedra do dragão, assim como Lucerys e Jacaerys ficaram responsáveis pela segurança e o comando dos exércitos que sobraram. Joffrey e Rhaena, foram mandados para o Ninho. Lady Jayne Arryn havia solicitado cavaleiros e, Jace queria que Rhaena e seu irmão mais novo ficassem em segurança e fora das próximas lutas. Baela também teria ido, se não fosse a teimosia da garota, que disse que não sairia do castelo, arrancando um sorrisinho de malícia de Lohar.
[...]
Verena retornou para Harenhall uma quinzena depois do funeral de Rhaenys. Para o desgosto de seu marido Jacaerys Velaryon. Mas ela era necessária ali, por mais que estivesse odiando estar com Daemon e não com Jacaerys.
— Conta! – Daemon pediu pela quarta vez.
— Não. – Verena respondeu, colocando as pernas em cima da poltrona macia a sua frente.
Daemon e ela estavam em uma das torres, Daemon encostado no batente da porta, cruzou os braços, revirando os olhos.
— Insuportável!
— Quer que eu te transforme em sapo? – ela arqueou as sombrancelhas.
— Assumiu que é uma bruxa? – o príncipe tira sarro.
Verena revirou os olhos, pegando o livro de capa vermelha que estava na mesinha ao seu lado.
— Se você fez mesmo isso, Jacaerys vai ficar irritado. – Daemon diz.
Verena abaixou o capa do livro, olhando para os olhos violetas do príncipe rebelde.
— Você não tem mais o que fazer não? Como ir ver a sua pseudo filha bastarda, talvez?
— Estou falando sério, você tem que contar, do casamento e do resto. – ele gesticula com as mãos irritado.
— Estamos no meio de uma guerra, perdermos Rhaenys há poucos dias. acho que não é uma boa hora, muita informação sendo jogada no colo dele ao mesmo tempo.
— Pare de ser teimosa. Ele precisa saber.
— Ninguém precisava saber, não sei nem por qual motivo o meistre te contou. Vou o empurrar dessas escadas e dizer para Rhaenyra que foi acidente, talvez o fantasma dele se junte aos outros dessa fotaleza.
— Não é como se pudessem esconder alguma coisa de mim nessa fortaleza, sou o rei consorte. – Verena riu, voltando a ler o diário de Daenys. — Verena, se você não contar, eu vou contar.
— Abra a boca sobre isso para Jacaerys e eu conto da sua bastardinha com nome esquisito.
— Não fale assim da menina.
— Não abra a boca e eu não falo sobre isso para Rhaenyra.
— Como quiser, você não vai conseguir esconder por muito mais tempo de qualquer modo.
— Falo o mesmo da menina, Rhaenyra não vai gostar de saber que esconde coisas dela.
— Nem Jacaerys vai gostar que esteja escondendo isso dele.
— Adeus, Daemon.
Daemon negou novamente com a cabeça, saindo da sala. Verena levantou o olhar, vendo o Targaryen sair ainda irritado pelo corredor.
— Velho irritante.
— Eu escutei isso, Bruxa.
A garota riu, voltando a ler sobre o dia em que Daenys Targaryen contou ao pai, o lorde Aenar, que um dia valíria cairia, destruída pelos quatorze vulcões, que ficavam ao redor da ilha, os mesmo que deram a eles os seus amados dragões.
★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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