XXVI. 𝑫𝒊𝒔𝒂𝒔𝒕𝒆𝒓
POUSO DAS GRALHAS estava a salvo e novamente, sob o domínio de Rhaenyra, mas o preço disso, foi um que nenhum deles queria ter pago. Em quase um ano de guerra, Rhaenyra não haviam sofrido uma baixa tão significativa como essa.
A perda da princesa Targaryen foi um baque, um que nem ele e nem ninguém, esperava. Rhaenys era uma das melhores montadoras de dragões que possuiam, a senhora de Derivamarca era formidável nos céus.
— Você me disse que Eros era Necromante, ele pode trazer ela de volta. Ele tem que trazer ela de volta. – A voz de Jacaerys era embargada de choro e quase desesperada.
Verena apertou mais forte o marido entre seus braços. O campo ainda estava coberto de fumaça, fogo, sangue, escudos partidos e corpos dos homens dos exércitos dos verdes.
— Eros controla os mortos, somente o corpo e pode conversar com eles, Eros não consegue os trazer de volta a vida. – Verena disse baixo, vendo os olhos de Jacaerys se encherem de lágrimas. — Não será a mesma coisa, ela e Meleys se foram.
O ódio de Aegon se fez presente. Jacaerys , soltou um suspiro pesado, puxando Criston, que ainda estava desacordado para a cela de Vermax.
[...]
A notícia da perda de Rhaenys, chegou a pedra do dragão, levada pelo próprio príncipes, assim como o prisoneiro de guerra, Criston Cole. A notícia abalou a fortaleza. A raiva e a tristeza brigavam nos corações dos apoiadores de Rhaenyra, Criston foi trancado em uma das celas, até que pudesse ser julgado.
O rei Aegon II não morreu, mas suas queimaduras provocaram tanta dor que há quem diga que ele tenha rezado para morrer. Sua graça foi levado de volta a porto real em uma litreira fechada, com seu irmão mais novo indo atrás, á cavalo, sua dragão voava acima da comitiva, assustando os moradores de porto real. Aemond não se lembrava da luta, ele apenas se lembrava de uma breve disputa com a feiticeira, depois disso, ele acordou de seu transe ainda preso a cela de Vhagar, que voava acima de onde Sunfyre e Aegon haviam caído.
Sunfyre ainda muito ferido, havia ficado no descampado perto de Pouso das Gralhas. Verena ordenou que parte de seus homens fossem mandados para Pouso das gralhas para guarnecer o dragão e o castelo, embora Sunfyre não aparentava que se recuperaria algum dia.
[...]
O corpo de Rhaenys foi recuperado e as irmãs silenciosas o prepararam para o funeral. A pira foi colocada em monte dragão. Moondancer, no topo da colina, esperava o comando de sua montadora. Jacaerys estava de mãos dadas com Verena, todos vestiam o preto do luto. Rhaena ao lado de Lucerys tinha os olhos vermelhos, Baela estava no topo da colina e olhava para pira e sua dragão. Corlys, estava ao lado de Rhaenyra e Daemon, que veio de Harrenhal para o funeral da prima e ex-sogra. O serpente marinha olhou para o corpo de sua esposa e depois para os netos. O homem havia perdido tudo. Primeiro a filha, depois o filho, o irmão e agora a esposa. Verena apertou a mão do marido, que engoliu a saliva.
— Dracarys! — a voz de Baela se sobressaiu no silêncio. – Moondancer, seguiu o comando de Baela e desceu até a pira, a acendendo.
[...]
Na capital, com Aegon gravemente ferido e acamado, Criston preso, Otto Hightower voltou a ser a mão do rei e Aemond, foi coroado como príncipe regente. Aleksander mandou a mensagem para Verena, avisando das novas notícias do conselho dos verdes.
Em pedra do dragão, dois dias depois do funeral de Rhaenys, o julgamento de Criston Cole teve seu início. Rhaenyra sentada no trono de pedra escura, com a coroa do rei Viserys nos cabelos prateados mandou que trouxessem o prisoneiro. Lorcan trouxe o homem, que estava sujo e ferido. O ódio brilhou nos olhos do antigo lorde mão de Aegon, refletindo nos violetas da rainha.
— Princesa Rhaenyra. – Criston disse entre dentes.
— Eu sou a rainha agora e você é um traidor da coroa.
Lorcan chutou a perna de Criston, que caiu de joelhos, ofegando de dor.
— Você não é a minha rainha. – o homem disse, olhando em fúria para Lorcan.
Verena ao lado de Jacaerys, segurou discretamente as mãos do marido, para que ele mesmo não atacasse Criston.
— Você não passa de uma vadia mimada.
Daemon ao lado de Rhaenyra inclinou a cabeça.
— Basta! – Rhaenyra se levantou. — Eu o sentencio a morte por traição e conspiração contra a rainha.
Criston riu, tentando se levantar, só para ganhar outro empurrão de Lorcan.
— Resta a você escolher, a morte pelo aço, ou pelo fogo? – a rainha perguntou.
Criston não respondeu, ele levantou o olhar, encarando Rhaenyra.
— Ótimo, que seja pelo fogo. – Rhaenyra se levantou, a rainha não tinha um pingo de remorso ou hesitação em sua fala.
Criston foi forçado por Lorcan a ficar de pé. O irmão mais velho de Verena sorriu com malícia para o homem. Todos os presentes no salão do trono, se moveram para o pátio de pedra do dragão, onde Syrax, já os aguardavam. Criston foi empurrado até a frente da dragão, sem dar tempo para uma possível tentativa de fuga, Rhaenyra deu um último olhar para Criston, antes de dar o comando.
— Dracarys!
O pânico foi visto no olhar do homem antes de Syrax abrir a boca e produzir as chamas. Os gritos de Criston foram escutados por todo o pátio de pedra do dragão. A morte do soldado foi se espalhando por todos os sete reinos, os apoiadores dos negros comemoravam mais uma vitória contra Aegon e os apoiadores dos verdes começaram seus discursos de ódio contra Rhaenyra. O apelido de Maegor com tetas se espalhou facilmente, embora, a rainha não havia feito nem a metade do que Magor chegou a fazer um dia.
[...]
Jacaerys sentiu as mãos de Verena entre os fios de seu cabelo. Os dois estavam nos aposentos do príncipe. Com o funeral de Rhaenys e o julgamento de Criston, os ânimos não eram lá um dos melhores. Verena decidiu que iria ficar com o marido por alguns dias, a contra gosto de Daemon.Abraxos estava em algum lugar do castelo, assustando algum pobre criado.
— Tenho que voltar para Harrenhal, Daemon já me mandou três corvos.
— Fico surpreso que vocês dois não tenham se matado ainda. – o príncipe diz, olhando para a esposa.
— Fico surpresa que Eros não tenha o irritado ao ponto de o exilar de Westeros.
— Já cheguei a pensar nisso, mais de uma vez na verdade. mas Baela me fez considerar que ele podia ser de grande ajuda em um confronto.
— Falando em Baela, ficou sabendo que ela está com meu irmão?
Jacaerys franziu as sombrancelhas.
— Qual deles? – o príncipe pergunta.
— Lohar.
— Daemon já sabe?
— Em partes. – Verena sorriu, sentindo o príncipe a abraçar.
★̶̲Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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