XXI. 𝑾𝒉𝒊𝒕𝒆 𝒘𝒊𝒏𝒆 𝒂𝒏𝒅 𝒈𝒖𝒎
O GUARDA CORREU PELOS corredores escuros de Pedra do dragão.
— Uma frota de navios foi avistada. – a voz do guarda se fez presente na sala da mesa pintada.
Alguns lordes ficaram visivelmente apreensivos, temendo um ataque.
— Qual era a bandeira? – Jacaerys perguntou.
Os verdes, como os apoiadores de Aegon estavam sendo chamados, usavam a bandeira de um dragão de três cabeças em tom amarelo, para homenagear o dragão do usurpador, ou algo do gênero, já Rhaenyra e seus apoiadores usavam o clássico preto e vermelho dos Targaryen, com o dragão de três cabeças em tom vermelho.
— Era uma bandeira totalmente negra, meu príncipe, com uma serpente verde bordada. – o homem responde.
Verena arqueou as sombrancelhas, se levantando de sua cadeira ao lado do príncipe.
— É o estandarte do meu pai. – ela diz.
Jacaerys ficou rígido em seu lugar, a tensão era visível no príncipe, Verena não falava do pai é tão pouco das terras que o homem governava.
Se Lysander veio até Westeros, da duas uma, ou ela se casaria imediatamente com Jacaerys, ou ela ficaria viúva antes mesmo de se casar
— Vem. Com sua licença meus lordes, minha rainha. – Verena puxou a mão do príncipe, deixando os lordes parados em seus lugares, confusos demais para fazer qualquer coisa a respeito disso. Rhaenyra inclinou a cabeça, olhando na direção dos irmãos gêmeos de Verena. Lorcan cruzou os braços e ostentava um sorrisinho. Lohar caminhou para o lado de Baela, que sorriu para ele.
[...]
Quando Verena colocou os pés na areia, ao lado de Jacaerys. Ela reconheceu os dois irmãos mais novos, Éris e Eros desembarcavam do bote.
— O que vocês dois fazem aqui? – Verena gritou com os mais novos.
Éris possuía 17 e Eros 18, mas os dois agiam como mais velhos.
— Vere. – Eros sorriu ladino, os olhos azuis escuros, iguais os da garota, herdados de Lysander, faiscaram em desafio.
Éris, apenas acenou com a cabeça, sorrindo, dos filhos de Lysander, Éris era o mais comportado, mas se irritado, era tão feroz, como os outros dois irmãos mais velhos.
— O que fazem aqui? papai veio com vocês?– Verena voltou a perguntar.
— Soubemos que você declarou guerra contra Westeros ou algo do gênero. – Eros começou. — Esse é seu noivo?
— Não declarei guerra contra ninguém. – Verena cruzou os braços. — Pestinhas, esse é Jacaerys Velaryon, Príncipe de Pedra do dragão e meu noivo. Jacaerys, esses são Éris e Eros, meus irmãos mais novos, príncipes de Asshai.
Jacaerys tentou sorrir para os outros dois cunhados.
— Andras era mais bonito. – Eros diz, olhando para a irmã.
Verena segurou a respiração, Jacaerys franziu as sombrancelhas, olhando para a noiva.
— Quem é Andras? – ele perguntou.
— Ele quase se casou com a Verena. – quem respondeu foi Éris.
O príncipe de pedra do dragão travou o maxilar.
— Como sabem que vou me casar com Jacaerys? – Verena pergunta.
— Papai viu na vela de vidro. – Eros respondeu.
— Ele sabe sobre nossa família? – Éris perguntou.
— Papai está me vigiando? sim Éris, ele sabe sobre nossa família, não escondo as coisas do meu noivo. – Verena responde ao irmão.
— Você achou que papai não iria a vigiar? você é a herdeira do império Verena.
— Você escondeu sobre Andras. – Eros sorriu maliciosamente.
Verena sentiu as mãos de Jace apertarem a pele de sua cintura.
— Cale a boca Eros. Éris, o que fazem aqui?!
— Papai nos enviou, junto com alguns homens do exército das sombras, estamos a sua disposição para a ajudar na guerra.
— Quantos homens? – ela perguntou, levantando o dedo quando Eros abriu a boca, pronto para falar algo sobre o príncipe de pedra do dragão, ele revirou os olhos e cruzou os braços.
— Nos navios 10 mil, mas se quiser, serão mandados mais e Eros avançou em seu treinamento, quando caírem, ele consegue os trazer de volta e os controlar.
Como assim "trazer de volta?" Jacaerys se perguntava, mas resolveu não atrapalhar a conversa.
— Quantos consegue controlar? – Verena perguntou.
Jacaerys pertou novamente a cintura de Verena, ele não estava entendendo o que eles estavam conversando.
— Mil ao mesmo tempo. – Eros respondeu.
Verena sorriu orgulhosa.
— Papai te levou até a cidade dos mortos? – ela perguntou com um tom saudoso e Jacaerys se lembraria de perguntar mais tarde o que era "a cidade dos mortos" se tivesse coragem o suficiente para realmente saber o que era.
— Sim. Melisandre disse para lhe mandar um oi.
Verena acenou com a cabeça, levando os dois irmãos mais novos para dentro do castelo, onde as apresentações foram feitas. Lorcan e Lohar nunca haviam visto os outros irmãos da garota, então, ficaram meio que um pouco enciumados. Verena era a princesinha deles.
Com Eros e Éris em seus aposentos, os homens do exército das sombras, fizeram reverências para a princesa de Asshai e foram mandados para os alojamentos, junto dos guardas da fortaleza e os homens das companhias de mercenários que haviam vindo com os gêmeos e Aleksander de Essos. Falando em Aleksander, ele já estava na fortaleza á alguns dias e mandava relatórios detalhados dos planos dos verdes, na língua dos Dothraki, Verena traduzia os pergaminhos, deixando que Rhaenyra e os lordes pensassem no que fariam. Daemon ainda estava em Harrenhal. Aleksander falava da vontade de Aemond Targaryen de ir atrás do tio na fortaleza. Logo seriam mandados montadores de dragões para fazer companhia a Daemon, Verena e Rhaena eram as mais prováveis, seus dragões eram adultos e sem dúvidas, melhores e mais experientes em combate do que os dragões dos outro montadores.
O poder que Rhaenyra possuía a deixava muito mais esperançosa de conseguir o trono e a vitória em breve. Seus exércitos só aumentavam e tudo graças a filha de Saera Targaryen e a Jacaerys por ter convencido a garoto a ajudar naquela guerra em que não possuía nenhum motivo para estar. Rhaenyra sempre ficava impressionada com Verena de Asshai e achava que nunca pararia de admirar a futura nora.
[...]
— Quem é Andras ? – Jacaerys perguntou, jogando as luvas de couro que usava em algum lugar do quarto.
Verena riu baixinho, desfazendo o penteado, seu cabelo prateado caiu até sua cintura.
— Andras D'lenvor, foi meu primeiro namorado, digamos assim, meu pai achava que fossemos nós casar.
Jacaerys empurrou a língua contra a bochecha, em claro desconforto.
— Como seus irmãos sabem dele?
— Andras é o atual general do meu pai e o segundo em comando em Asshai.
Verena sentiu quando Jacaerys a puxou para ele.
— Está com ciúmes? – ela riu. — Éramos crianças, de não mais que dez anos. Ele me deu um anel de cristais e o povo o chamou de futuro príncipe consorte. — Jacaerys desceu os beijos para seu pescoço, mordendo a pele.
— Não estou com ciúmes, ele foi o primeiro, eu pretendo ser o último.
Verena sorriu, levando as mãos ao rosto do príncipe.
— Eu amo você!
Jacaerys a beijou levemente, quando abriu os olhos, eles brilhavam.
— Eu amo você!
As palavras ficaram presas na garganta de Verena, ela não podia pedir isso a Jacaerys, não no meio de uma guerra, não quando ela sabia que a família do príncipe era tão importante para ele, como a sua própria era para ela. Verena mordeu o lábio, voltando a beijar o príncipe.
★̶̲ Peço perdão desde já por qualquer erro ortográfico, eu tento ao máximo revisar, mas sempre escapa um ou outro, caso achem, me avisem para que eu possa arrumar. Não se esqueçam de deixarem suas opiniões sobre o capítulo. Eu amo ler os comentários. Beijos da Thay.
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