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Capítulo Doze

O primeiro dia do nosso plano de colocar Jungkook perto de mim havia sido um sucesso. O plano de justificar minha completa incapacidade de seguir a rotina de um idol, cantando e dançando ao mesmo tempo, como "perda de memória recente" também tinha funcionado bem.

Eu estava, pela primeira vez desde que caí nessa armadilha do destino, satisfeita comigo mesma. Depois de um dia intenso, o grupo acabou reunido na cozinha do complexo onde moram para jantarem juntos. Nos separamos da equipe de produção e eu finalmente me vi sozinha entre os outros seis membros do BTS. Eu juro que vou tentar levar isso numa boa, mas meu lado fã começa a sentir o surto vindo. Alguns dos meninos ainda me olhava estranho, mesmo assim a raiva já tinha sido bastante diluída. O que antes era raiva, agora era apenas pena e teimosia. Ponto para mim.

Ao contrário do que a minha ilusão de fã queria, eles pediram comida. Muita comida. Havia frango frito, bibimbap*, jjajjangmyeon**, kimbap***, arroz e kimchi**** a vontade. Havia refrigerante, soju e até cerveja. Pela primeira vez eu me senti numa cena de drama. Meu pai nunca permitiria tanta comida assim numa única refeição. Meu corpo também não. Mas não estamos no meu corpo, não é? O corpo de Jungkook pode, no final, ser uma grande benção, porque finalmente posso ter uma refeição do tamanho da minha fome – e depois de um dia de intenso treinamento e ensaio ela é GIGANTE – sem me preocupar com os quilos extras que isso resultaria no dia seguinte caso estivesse no meu antigo corpo.

— Nossa, o apetite dele com certeza não foi esquecido. - brincou Jimin me olhando. Havia um sorriso amplo no rosto bonito dele e isso meio que liberou um aperto no meu coração. Finalmente estava do meu lado nessa coisa toda.

— Coma mais devagar! Vai passar mal desse jeito! — resmungou Seokjin rindo junto com Jimin.

Levantei a cabeça surpresa, a boca cheia de bibimbap, olhando de Jimin para Seokjin em choque. A mesa toda explodiu em gargalhadas genuínas, me deixando mais confusa ainda. Então nenhum deles me odiava por não saber cantar e dançar? Engoli a comida sem mastigar direito.

— Sinto muito. - falei inclinando a cabeça levemente para todos eles várias vezes.

— Não precisa se desculpar. Apenas coma mais devagar. - respondeu Yoongi em tom de bronca. Mas eu vi o sorrisinho discreto que ele lançou em seguida. — A comida não vai fugir de você, sabe. Tem comida para uma semana nessa mesa.

— Não apenas por isso, op... hyung! — quase o chamei de oppa, alguém me nocauteia pelo amor de Deus!

— Devia ter nos contado e pedido ajuda, Jungkook-ah. – argumentou Jin. — Teríamos te ajudado se contasse que estava com problemas de memória.

— Sinto muito.

— Não confia mais em nós? — perguntou Jimin levemente magoado.

— Não, não é isso. — alguém cala a minha boca antes que eu fale mais do que devo.

— O que é, então?

Ao invés de responder eu enfiei uma porção enorme de arroz na boca, me forçando a ficar quieta e me lembrando claramente das orientações que o verdadeiro Jungkook havia me dado. "Não fique muito tempo sozinha com eles a menos que se garanta." Vamos ser sinceros, posso ser army desde o debut, mas não, eu não me garanto em nada. Não sei nada sobre a vida íntima deles. Nenhum episódio de Run BTS ou de Bon Voyage seria o suficiente para me preparar para viver isso pessoalmente.

— Ficou com medo? - perguntou Namjoon, finalmente se manifestando na conversa. Era o que mais parecia decepcionado comigo. Doeu ver isso nos olhos dele. Concordei com a cabeça, ainda de boca cheia. Não deixa de ser verdade. Mesmo agora, com eles acreditando que eu realmente estou estressada demais para me lembrar dos acontecimentos mais recentes, estou morrendo de medo. E se eles descobrirem a verdade? Pior. E se descobrirem que o Jungkook não é assim tão necessário, porque eu não sou necessária? Senti o ar começando a faltar novamente.

— Jungkook-ah, você precisa deixar essa mania de querer resolver tudo sozinho e nos deixar ajudar. Precisa confiar mais em nós. Somos praticamente uma família.

Concordei com a cabeça, sentindo que ia explodir de amor por esses meninos mais do que nunca. Continuei enchendo a boca de comida e me forçando a ficar quieta. Queria muito poder abrir a verdade para eles. Não sou o Jungkook, sou uma fã que por acidente acabou trocando de corpo com eles, sinto muito por fazer vocês passarem por isso junto comigo, mas não tenho muita escolha. Infelizmente não posso dizer nada disso. Ainda tenho que descobrir quem é o quarto elo desse destino maluco previsto pela Madame Min.


*  *  *   


A casa já estava escura quando criei coragem de enfiar a cabeça para fora da porta do quarto de JK. O quarto dele é o último de um corredor largo. Em frente fica o quarto do Jimin e do Hoseok. Ao lado fica um banheiro gigante que eu acho desnecessário já que todos eles tem banheiro no quarto. Felizmente para mim, tudo estava no maior silêncio, indicando que ou estavam dormindo ou trabalhando em suas coisas.

Andando na ponta dos pés fui descendo pelo corredor até chegar à sala. Existe em algum lugar nessa casa enorme, uma sala de dança que eu sei. Já vi em vários episódios diferentes dos programas deles. Eu só preciso achar antes de acordar alguém. Passei pela porta do estúdio do Suga, uma luz vermelha piscava lá dentro, indicando que ele estava trabalhando. Não vou mentir, deu vontade de bater e ver no que ele trabalhava, mas eu acabei de recuperar a afeição que ele tem pelo Jungkook, melhor não arriscar.

A porta seguinte era o quarto de Taehyung, que estava no maior silêncio e sem sinal nenhum de que ele estivesse acordado. Menos mal. Devagar passei por ela e quase tive um infarto quando dei de cara com Yeotan, o spitz alemão que Taehyung chamava de pet. Olhei para o cachorro, ele olhou para mim, nós dois inclinamos a cabeça e eu posso jurar pela minha mãe morta – que Deus a tenha – que ele sabe que eu não sou o JK. Os pelos na nuca dele se arrepiaram e ele ficou em posição de ataque, rosnando baixinho.

— Por favor, fique quietinho. – pedi juntando as duas mãos a frente do rosto, quase implorando. Vi o corpinho dele tremer inteiro, mas ele apenas continuou rosnando. Eu não dou sorte com cachorros, como podem reparar. Primeiro Thor, agora Yeotan e eu nem conheci todos os animais domésticos dessa casa. Tenho até medo de encontrar outros em minha busca pela sala.

Continuei andando de costas, sem que meu contato visual com o cachorrinho fosse rompido. Ouvi dizer que se você rompe o contato visual primeiro, pode dar adeus à vida, porque ele vai entender como consentimento para atacar. Minha cota já foi alcançada para a vida, principalmente porque o último ataque resultou na situação atual. Não preciso nem mencionar que falhei miseravelmente, né? Atrás de mim brotou um abajur e eu quase quebrei a sala inteira tropeçando nele. A sorte é que esse corpo é ágil e consegui pegar o objeto antes dele se espatifar no chão.

Fechei os olhos, pronta para o ataque de Yeotan, mas ele não veio. Também já não ouvia o rosnado baixinho dele ou qualquer sinal de que estava ali. Abri um olho e olhei a volta, me encontrando sozinha finalmente. Acho que meu jeito estabanado o assustou e eu não o via mais em lugar nenhum. Suspirei aliviada.

— Jesus amado, essa casa é muito grande e cheia de armadilhas. Puta que pariu... – sussurrei colocando a mão no peito, esperando meu coração se acalmar antes de continuar.

— Está procurando o quê, exatamente? - uma voz grave murmurou do meu ponto cego. Virei para trás e dei de cara com Taehyung – e Yeotan em seu colo – me encarando com um sorriso enigmático.

— AI CARALHO, PUTA MERDA QUE SUSTO! - a mão foi novamente ao peito e dessa vez o cachorrinho latiu do colo de seu dono. Percebi que ele se segurou para não rir da minha cara de susto e eu acabei entrando na onda. Antes de perceber estava me segurando para não rir alto demais.

— Desculpe. Achei que tivesse me visto por casa do Tannie. - falou apontando para o cachorrinho em seu colo. Em resposta ele latiu e abanou o rabinho, como se entendesse e não tivesse acabado de rosnar para mim.

— Claro que não! Quase pari um filho agora! - falei voltando a colocar a mão no coração. Estava muito acelerado ainda, mas a comicidade da cena fez com que eu esquecesse brevemente do mini infarto.

— Que exagero! — riu-se. — Mas sério, o que está procurando? Posso te ajudar? — perguntou soltando o cachorro e se levantando da poltrona onde estava sentado.

— O que caralhos você estava fazendo sentado ali no escuro? — ele torceu o nariz por causa do meu palavrão, mas não respondeu.

— Estava indo ensaiar, não é? - perguntou.

— Como sabe?

— Vi como se esforçou hoje, mais cedo. - respondeu colocando as mãos atrás das costas, parecendo mais do que nunca um vovozinho jovem demais.

Hoje é o dia das surpresas e dos sustos. E todos provocados pelo mesmo cara. Primeiro o cachorro dele, depois ele mesmo e agora ele de novo. Do nada ele segurou minha mão e deu aquele sorrisinho que deixa qualquer army de quatro e me puxou pela sala.

— Eu te mostro onde ficam as coisas. Aposto como não lembra de nada além do seu quarto e a cozinha.

Yeotan latiu de novo, abanando a cauda animado. Taehyung sorriu para ele e fez sinal de que ele deveria fazer silêncio para não acordar os outros. Ele prontamente obedeceu e eu fiquei ali, a mão presa na de Taehyung, sem saber como reagir. Passamos de cômodo em cômodo abrindo portas e ligando as luzes apenas para que eu aprendesse onde ficava cada coisa.

O estúdio particular de Jungkook ficava bem ao lado do quarto dele, numa porta que eu não tinha visto. Felizmente a senha era a digital dele e eu me vi num lugar escuro e aconchegante, com uma cadeira de gamer, algumas revistas jogadas que eu tenho certeza que são pornográficas, muitos equipamentos de música que eu nunca vi na vida e vários monitores desligados.

Depois ele me mostrou o quintal, a piscina, a cozinha, a churrasqueira, a garagem e finalmente a sala de dança. Eu nunca ia achar esse lugar sozinha. Para ser sincera eu já esqueci onde ficam metade das coisas que ele me mostrou. Se eu lembrar onde fica o estúdio do Jungkook, já vou me considerar sortuda. Mas vamos ao momento atual. Ele não soltou a minha mão em momento nenhum e eu, iludida que sou, já estava criando toda uma história de amor onde nós dois ensaiamos todas as noites até a exaustão e ele finalmente se declara. Só que no meu sonho eu sou eu e não o Jungkook.

— Vou ensaiar com você e te ajudar. Que música vai tentar primeiro? - alguém me belisca. 


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Vocabulário:

*bibimbap:

**jjajjangmyeon:

***kimbap:

****kimchi: 

Nota da autora: fiquei perdida no tempo e no espaço essa semana e acabei deixando essa sem atualizar no dia certo. Mas antes tarde do que nunca, eis a atualização que deveria ter acontecido no sábado. Agora, com licença que esse monte de foto de comida me deu fome.

 Boa leitura. 

Beijos <3 


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