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Capítulo Dezoito

Madame Min olhava pensativa para a revista que tinha acabado de comprar. Havia uma foto grande na capa com o grupo mais famoso do país. Reconheceu Nina entre os outros seis meninos imediatamente porque aquela era uma foto recente. Ao lado, na mesa onde fazia suas leituras e consultas, havia uma revista mais antiga, de três anos atrás, com os mesmos meninos num poster interno. O olhar em Jungkook era completamente diferente do olhar de sua figura na foto atual. Um olhar treinado veria essa diferença. Um olhar mediúnico veria duas pessoas completamente diferentes. Soltou um suspiro e fechou a revista com um movimento brusco. Precisava reverter logo essa brincadeira, ou seus problemas alcançariam os de Nina e não teria mais tempo para ajudá-la. E seu tempo estava ficando mais curto a cada segundo que passava sentada ali com peso na consciência.

A sineta na porta anunciou a chegada de um novo cliente e ela imediatamente fechou as duas revistas e colocou embaixo da mesinha. Cruzou as pernas sobre si e abriu o leque preto com contas vermelhas que usava durante os rituais, colocando-o à frente do rosto e aguardando seu novo cliente passar pela cortina de cristais - falsos - que separava a sala de espera da sala de consulta. Tinha colocado seu hanbok *especial porque algo em um sonho do qual se lembrava muito pouco, dizia que o dia seria especial. O saiote era perolado com bordados em ouro, enquanto a parte de cima era branca e simples, contrastando com o luxo da fita de cetim dourada sob o peito. O cabelo estava preso num coque tradicional, mas apesar de todo o perfil ser mais sóbrio, ainda tinha um binyeo** exageradamente grande e feito de pedras preciosas preso ao cabelo apenas para mostrar que, por mais que ela vivesse num bairro mais modesto, Madame Min era de linhagem nobre. Na mão, usava vários anéis com pedras falsas e feitiços verdadeiros, porque nunca conseguia adivinhar as coisas para si do mesmo jeito que adivinhava para os outros. Um dos infortúnios de ser uma verdadeira xamã e não um desses farsantes que abriam consultas o tempo todo apenas para conquistar os turistas e as celebridades.

Sentiu um calafrio repentino e prestou atenção na figura parada do outro lado da cortina. Imaginou que fosse o único cliente do dia, mas se fosse Park Ji Soo ele já teria entrado. Por precaução começou uma oração silenciosa, pedindo um bloqueio espiritual para o que poderia vir, mas assim que começou a sussurrar as palavras em chinês que concluiriam o ritual, as cortinas se abriram com uma rajada de vento, revelando um homem alto, com um boné preto e máscara escondendo o rosto. Foi pelos olhos dele que ela percebeu que não era um humano e tampouco uma presença física. Queria tentar algo mais para se proteger, mas estava paralisada. Não sabia definir se era de medo ou pela força que vinha daquela figura.

— Não tenha medo.

— O que é você? — conseguiu perguntar.

— Sou apenas um mensageiro, Kim Min Seo. — respondeu finalmente entrando na sala onde ela atendia seus clientes. — Seu tempo está se esgotando e ao invés de cumprir sua missão, brincou com a missão de outros. — falou a figura. Sua voz era profunda, grave e parecia ter vários timbres misturados - ela reconheceu sete, mas havia mais - para que ela não reconhecesse a voz original.

— O que faço para arrumar?

— Ajude a menina. Ela corre perigo por estar no lugar errado. O Destino dela não é esse e você sabe disso.

— Mas...

— Sim, eles têm destinos entrelaçados como lhe foi mostrado. Mas não era sua responsabilidade fazer com que isso acontecesse dessa forma e agora os cinco correm perigo.

— Cinco?

— Graças a sua imprudência, um quinto elemento foi colocado na somatória. As crianças já sabem dele, antes mesmo de encontrar o quarto. Você deve ajudá-los. Logo.

A sineta da porta tocou de novo e Park Ji Soo entrou afobado como sempre.

— Madame Min? — perguntou ao entrar.

A xamã estava com os olhos completamente brancos e tinha no rosto uma expressão de transe que o homem jamais havia visto. Ela falava numa língua que ele não compreendia e sua cabeça pendia para os lados de um modo assustador. Tentou voltar para trás, mas a visão dela daquele jeito fez com que ficasse paralisado de medo.

***

É estranho como a gente presta atenção em coisas sem importância quando tem que cumprir algum compromisso, não é? Por exemplo, qual a necessidade da Big Hit de colocar o símbolo do BTS e do ARMY desenhado no teto da sala de dança da casa deles? Será que mais alguém fica olhando para esse teto depois de quase morrer dançando com base em tutoriais do Youtube? Alguém além de mim, no caso. Devo ter ficado uns dez minutos inteiros analisando como o concreto foi moldado para que aquela pintura ficasse em alto relevo daquele jeito. A sala como um todo, era muito bonita, mas aqueles símbolos ali, por mais que fosse a casa do Bangtan, destoava muito do resto.

Existe um espelho imenso, idêntico ao das fotos que eles viviam postado nas redes sociais quando ensaiavam, numa das paredes. refletido nele, do outro lado da sala, há uma parede com um papel de parede com linhas verticais e imitação de madeira que, para alguém que nunca viu isso antes, realmente dá a impressão de ser todinha de madeira. Essa parede esconde armários embutidos que, por sua vez, escondem o aparelho de som e um notebook de última geração. Acho que nunca tive acesso a uma coisa tão tecnológica quanto ao que tem nessa sala. Quando coloquei os vídeos do youtube para rodarem, quase tive um treco do coração porque a música invadiu a sala inteira. Parecia que tocava dentro de mim até, e isso ajudou muito porque os movimentos fluíram com mais facilidade do que se eu usasse apenas o celular de Jungkook. Na parede que juntava a do espelho e a do aparelho de som, havia uma janela que ia de lado a lado, mostrando o jardim escuro do lado de fora.

A muito custo levantei o pulso direito e olhei a hora: duas e meia da manhã. Soltei um suspiro e deixei o braço cair pesadamente ao lado do corpo, voltando a encarar os símbolos no teto.

— Aleatório demais. — sussurrei franzindo a testa.

— O que?

Já comentei que eu odeio os sustos que levo sempre que me atrevo a andar por essa casa imensa de madrugada? Não é a primeira vez que isso acontece e desconfio que ele gosta de me fazer ter um ataque de pânico toda vez. Agradeci ao abdômen definido de Jungkook que me permitiu sentar num único movimento e ficar de pé em outro, assustada com a voz grave de Taehyung. Ele estava encostado na porta que eu tinha deixado aberta, os braços cruzados na frente do corpo e um sorriso brincalhão no rosto.

— Há quanto tempo tá aí? — perguntei desconfiada.

— Tempo suficiente... — respondeu descruzando os braços e vindo até onde eu estava. Cheirava a banho recém tomado e pude ver o cabelo molhado nas pontas, provavelmente não tinha usado o secador por medo do barulho.

— Por quê gosta tanto de me assustar? — perguntei sentindo meu coração voltar a acelerar com aquela proximidade e intimidade toda. Nunca. Nunca na vida. Jamais vou me acostumar com o fato de conviver diariamente com Kim Taehyung. Ou com o grupo todo, na verdade.

— Porque eu sei que não é o Jungkook. — respondeu com simplicidade. 

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VOCABULÁRIO:

*Hanbok: 

**binyeo:

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