
Capítulo 50
Aegon andava de um lado para o outro dentro da sala do concelho, outro dia havia passado e sua filha não foi devolvida para ele, a cada hora que passava tudo só ficava pior, ele precisava fazer algo.
— Não podemos ficar parados — Aegon diz olhando pro marido.
— Eu sei Aegon, só que também precisamos resolver isso de forma diplomática — Luke falou e Aegon revirou os olhos — Não quero que mais ninguém morra.
As vezes Aegon odiava tanto o quanto Lucerys era passivo, Jacaerys e Aemond haviam matado o filho deles e ele queria a paz, só que Aegon não queria a paz, ele queria a cabeça de Aemond e Jacaerys em estacas.
— De forma diplomática Lucerys? Você é tão estúpido nesse nível que acha que isso vai acabar de forma diplomática — Aegon gritou — O único jeito de acabar com isso vai ser seu irmão e o meu mortos.
— Eu não quero mortes Aegon — Lucerys gritou de volta — Suas mãos já estão cheias de sangue demais.
— Eles mataram Aeron, você não vai fazer nada?.
— Sim, darei a eles um julgamento justos, eles são minha família, mesmo que eu os odei eles ainda tem o meu sangue — Lucerys falou calmamente, nesse momento Aegon viu como seu marido estava parecendo com seu pai Viserys um homem estúpido que achava que podia resolver tudo.
— Há alguns dias atrás você estava desposto a mata-los e vingar a morte de nosso filho e agora está pensando diferente — Ele se aproximou do marido — Oque te fez mudar de opinião?.
— Rickon fez — Lucerys responde — Ele me fez ver que estávamos indo longe demais, somos Targaryens devemos se manter unidos e não devemos nos matar — Seu marido segurou sua mão.
— Minha filha ainda está lá, seu irmão vai ser tão complacente com ela — Ele encarou Luke.
— Farei de tudo pra resgatar Lynara, ela vai voltar pra casa em segurança — Luke o puxou o fazendo se sentar em seu colo.
— Você não pode garantir isso, ela já pode está morta a essa hora — Ele sabia que Lynara estava sofrendo.
— Ela não está, Jace não a mataria enquanto Aenys esteja aqui — As mãos Alfa castanho seguraram seu rosto — Eu vou trazer nossa filha, eu juro pra você minha lua — Luke beijou seus lábios com delicadeza.
— Te darei uma chance Luke, se você falhar eu mesmo queimarei Pedra do Dragão e depois arrancarei a cabeça de Aenys fazendo a linhagem de nossos irmãos morrerem.
Lynara se sentou na cama oferecida por seu Tio Aegon, o maldito traidor, depois da morte de Joffrey ela foi trancada em outro lugar, ela foi retirado das marromas e foi lavada pra um quarto, Jacaerys alegou que ali a vigilância seria maior, ela foi colocado no quarto da torre mais alta, se ela tentasse fugir pela a janela certamente morreria da queda.
— O Meistre já está vindo — Agora ela receberia os cuidados necessários, eles teriam que a manter viva.
— Por que você está aqui? — Ela perguntou ao Tio Targaryen, ele nem parecia ser irmão de Viserys, ele não seria um traidor como Aegon é.
— Ficarei aqui com você, Lynara — Ele respondeu se sentando em um cadeira de frente pra ela.
— Eu não quero você aqui — Lynara resmungou — Eu não gosto de você.
— Não me importo, só estou seguindo as ordens do meu irmão — Aegon pegou um livro e focou seus olhos nele.
O Meistre não demorou pra entrar e foi seguido por um exército de servos que carregavam vários baldes de água e foram até uma banheira que tinha no canto do quarto.
— As feridas estão demorando pra curar devido falta de cuidados, só que agora posso receita remédios para e pomadas para os ferimentos — O Meistre o entregou um copo com um líquido de um cor horrível.
— O que tem aqui? — Ela perguntou desconfiada.
— É só um chá de ervas para a dor, não é veneno — O homem garantiu a ela. — Pode confiar em mim.
Mesmo sem confiar no velho ela bebeu.
— Que horrível — Ela se segurou pra não vomitar — Não tinha algo com o gosto pior não?, tem vinho quero tirar esse gosto horrível da minha boca.
— Desculpe princesa você não pode beber vinho — O Meistre diz.
— Por que não? .
— Você ainda é uma prisioneira querida sobrinha — Aegon fechou o livro — Sem vinho pra você, agora tome um banho, Meistre você já pode ir.
O Meistre e os servos foram embora, só Aegon permaneceu.
— Você não vai embora? — Lynara perguntou com dificuldade enquanto se levantava da cama, fazer força pra ficar em pé doía muito.
— Não, ficarei com você.
Era só o que faltava agora ela séria vigiada por Aegon.
— Preciso tirar minha roupa você pode se vira? — Aegon sequer a respondeu apenas se virou ficando de costa pra ela, Lynara tirou iria a roupa e com dificuldade entrou na banheira.
— Não sei por que tanta vergonha de tira a roupa, afinal você não demorou um dia pra ficar nua para meu irmão — Aegon virou pra ela.
— Você não é seu irmão — Lynara começou a esfregar seu corpo, ela podia sentir os olhos de Aegon sobre ela.
— Não, eu não sou — O Alfa resmungou e virou pra parede, Lynara afundou totalmente seu corpo na água.
Quando ela saiu da banheira Aegon estava virado pra parede, ela rapidamente se vestiu e voltou para a cama, ela precisa dormir.
— O jantar vai ser servido em poucas horas — Ela escutou o Tio dizer.
Lynara não se importou com as palavras de Aegon se virou de costa pra ele e se cobriu, ela não queira comer, a comida que era servida a ela era horrível e ela não aguentaria comer aquilo outra vez sem vomitar.
Ela não demorou pra adormecer.
Rickon esperava por seu pai Lucerys depois de conversar com ele e o fazer entender que a guerra só taria mortes e a destruição Targaryen, agora ele precisava o converse da segunda parte do plano.
— Pode falar querido — Seu pai diz, ele parecia muito habatido e cansado.
— Quero que você me permita ir até Pedra do Dragão pra falar com meus tios — Rickon fala, a ansiedade tomava conta do seu corpo esperando uma resposta.
— Aegon me mataria.
— Ele não precisa saber, eu só vou levar os termos que você tem a oferecer a eles e logo voltarei — Ele deu um sorriso ao único pai que ele teve em sua vida, o sangue de Cregan Stark corria em veias, mas seu verdadeiro pai era Lucerys Velaryon, ele estava lá em cada lembrança da vida de Rickon.
— Eles podem fazer algo contra você, já basta Lynara como refém — Lucerys falou preocupado — Eu quero perder nenhum outro filho.
— Você não vai papai, temos que acabar com essa guerra antes que outro da nossa família morra e meus tios nunca me machucariam — Ele tentou confortar o pai — Eu só quero que tudo acabe, e que tudo volte ao normal.
Seu pai suspirou cansado.
— Eu vou confiar em você Rickon, te deixarei ir — Rickon sentiu seu peito se encher de alegria — Só que volte pra casa, Aegon enlouqueceria se algo acontecesse com você.
— Obrigada pai — Rickon se jogou nos braços do pai que o abraçou com força.
Rickon acabaria com essa maldita guerra antes que fosse longe demais, ele não pediria mais ninguém.
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