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Capítulo 42

Aenys chegou nas celas negras, seu pai estava preso no local a mando de seus tios, ele sentiu um aperto no coração quando seu pai ali.

— Aenys por que você está? — Seu pai perguntou quando o viu.

— Eu vim ver você, eu vou te tirar daqui — Ele prometeu — Cadê o papai?.

— Ele está com seu Tio Joffrey em Pedra do Dragão, você precisa escrever pra ele, e dizer tudo que está acontecendo aqui — Aenys ficou perto da grade da cela.

— Eu vou mandar um corvo pra ele assim que tirar você daqui — Ele diz — Guarda você tem soltar meu pai agora mesmo, ele é o rei consorte — Ele ordenou ao guarda da cela de seu pai.

— Eu não posso fazer isso — O homem falou.

— Eu sou um príncipe Targaryen, você tem que me obedecer — Aenys gritou.

— Você ainda não escutou Aenys? — Lynara apareceu cercada de guardas, seu tio Viserys também estava com ela — Ele não vai soltar esse assassino.

— Sua desgraçada você já veio me infernizar — Ele rosnou pra garota.

— Eu vim pra fazer isso com seu pai, ele deve informar onde o marido dele está, só que você está aqui de qualquer forma, então você vai se juntar ao interrogatório — Lynara diz — Peguem e  o coalho agora.

Ele nem reagiu, havia muitos guardas, seu pai estava acorrentado quando foi arrastado pelos corredores do calabouço.

— Não precisa fazer isso com ele — Aenys tentou falar e foi socado na barriga por um dos guardas de Lynara.

— Você sabia querido meio irmão que nos últimos anos, conseguir formar meu próprio exercito de homens leais em Driftmark? todos eles morreriam por mim, e eu morreria por eles, você tem pessoas leais a você assim? — A voz da garota era cheia de presunção.

Aenys sabia que Lynara era sua meia irmã, filha de seu pai Jacaerys e seu tio Aegon só que ele passou os últimos anos ignorando isso, ele não queira ser meio irmão da pessoa que o mutilou.

— Você já pensou no Rickon?, Quando ele souber o que você está fazendo comigo ele vai ter odiar pra sempre.

Ele tentou usar os sentimentos da garota pelo o ômega.

— Aí Aenys, eu posso viver com isso — A Alfa sorriu pra ele.

Eles chegaram em uma parte escura das celas negras, ele nunca tinha visto aquele lugar.

— Chegamos finalmente — A voz contente de Lynara fez seu corpo tremer — O amarrem na cadeira e meu Tio deve ter os braços presos ali — Aenys olhou pra onde a garota apontou era um gancho, seu pai ficaria pendurado pelos os braços.

— Lynara por favor faça tudo comigo, deixe meu pai em paz — Aenys estava entrando em desespero — Ele acabou de sofrer um aborto, ele estava fraco.

Seus apelos foram inúteis, Lynara não se importou.

— Ele tivesse pensando nisso antes —Sua meia irmã ficou de frente ele e colocou um dedo em seu queixo — Agora ele vai pagar pela a morte de Aeron e por ter mandado me matar, quando eu ainda era uma criança — Os dedos de Lynara traçavam seu rosto com delicadeza.

— Você é uma mentirosa, eles não tentaram te matar quando você era uma criança.

Lynara afastou bruscamente dele e começou a abrir roupa que usava, e tentou desviar os olhos do corpo quase nu da cintura pra cima da garota.

— Olhe agora, veja isso — A morena gritou, quando olhou havia várias cicatrizes na barriga e entre os seios de Lynara — Todas essas cicatrizes foram feitas pelo o assassino que seus pais mandaram pra mim, eu quase morri naquele, demorou meses pra se recuperar, doía como um inferno — A voz da garota era um mistura de raiva e medo.

Lynara fechou a roupa e voltou para a preparação do interrogatório que faria com seu tio Aemond, ele faria aquele homem sofre.

— É uma pena que você não tenha morrido naquele dia — O ômega diz com desdém.

— Sim, você tem razão, só que agora você vai apagar por não ter contratado um assassino melhor — Lynara pegou uma faquinha afiada e enfiou na coxa de seu tio com força — Agora serei seu pesadelo.

— Você acha que tenho medo de você? Eu já sofri muito pior — Aemond tentava disfarçar a dor na perna.

— Lynara não, por favor — Aenys continuava gritando

Ela já estava fuçando sem paciência com Aenys.

— Diga logo onde ele está — Lynara enfiou a faca na perna novamente.

— Eu nunca vou te dizer.

— Então vou arrancar de você a forçar — Ela se virou e pegou uma faca maior —  Vou começar a arrancar seus dedos — Quando ela pegou a mão do tio Aenys gritou.

— Ele está em Pedra do Dragão — Seu meio irmão falou e ela sorriu.

— Viserys escreva uma carta pra Jacaerys e diga a ele que o filho e marido dele estão presos e que a Rainha morreu, quero que era carta seja mandada a agora mesmo.

— Farei isso agora mesmo — Viserys se aproximou dela e Lynara o beijou.

— Você não devia ter feito isso Aenys — Aemond gritou para o filho.

— Eu não ia deixar ela te machucar, não quando você está assim — Ela queira vomitar com cena a sua frente.

Lynara teve uma idéia, ela sorriu pra si mesma.

Ela pegou a pequena adaga que carregava em sua cintura e enfiou no olho de Aenys o mesmo que ela tentou arrancar anos atrás.

O Grito de dor que saiu da garganta de Aenys era alegria para seus ouvidos, todos os guardas olharam pra ela com medo.

— Oque você fez sua maluca? — Ela escutou seu Tio Aemond gritar desesperado.

Aenys grunia de dor.

— Vamos voltar para o castelo, O Tio Daeron já deve ter chegado aqui e o Meistre precisa o examinar — Ele ordenou, Aenys estava quase inconsciente quando foi levado.

Aegon sorriu quando Daeron desceu da carruagem, seu irmão chegou acompanhado de seus filhos, o marido de Daeron vinha trazendo o exército Dornês atrás demoraria alguns dias até ele chegar.

— Irmão — Ele abraçou Daeron com força.

— Eu estava com saudades, então agora você é o Rei Consorte dos sete reinos — Daeron brincou.

— Sim, eu sou.

— Esse título combina com você —  O outro ômega entrelaçou o braço no se Aegon e eles começaram a caminhinar para a Fortaleza.

— Sim, nossa mãe sempre disse que eu nasci pra ser Rei — Aegon riu — Serei que Rei, só que serei rei consorte.

— Eu sinto muito por Aeron, eu nem consigo imaginar o que você está passando — Daeron aperto seu braço — Eu nunca imaginei que o Aemond e o Jacaerys poderia fazer algo assim.

— Obrigada Daeron, eles dois são monstros e vão pagar por tudo que fizeram com meu filho.

— Papai devemos ir para a sala do Meistre, sua filha maluca agrediu Aenys — Monterys apareceu ao seu lado.

— Vamos —Aegon soltou o braço de Daeron e começou a caminhar com Monterys, seu filho com Lucerys.

— Também vou — Daeron caminhou atrás deles.

Quando a porta a abriu o cheiro de sangue invadiu seu nariz, Aegon engasgou com o cheiro.

Aegon localizou a filha ao lado do Meistre que custava o rosto de Aenys, seu sobrinho estava sem olho.

Ele não acreditava que Lynara havia feito isso.

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