4. φιλοδοξία
Interessante como pequenas atitudes formam grandes ações, como uma simples insinuação consegue criar uma tensão sexual que se densa rapidamente no ar, adentra os pulmões e consome.
Mas principalmente ela te torna consciente, igual ondas de ecolocalização vibrando ao redor.
Eu sinto quando sua respiração torna-se forte, sinto seus movimentos e não consigo parar de olhar enquanto dirige, pois é digno de admiração. Gosto da forma que olha para mim atento, gravando meu rosto e sorri voltando sua atenção para o trânsito.
Tudo emana seu aroma, não de forma sufocante mas deixa uma leve sensação de embriaguez gravada no sistema, se andasse pelas ruas ainda reconheceria a fragrância. Lembraria de sua postura presunçosa com um toque calculado de bom humor, então simplesmente significaria ele.
É como tudo se resume agora, seu cheiro, seus olhares, sua postura; seus toques.
Jeon deposita a mão livre em minha coxa acariciando primeiro com cautela e quando não reprimo seu toque ele o faz com confiança.
— Onde vamos jantar?
— Na minha casa, eu gosto de cozinhar.
— Isso não é muito, uh pessoal?
— Acho que a palavra que você procura é romântico e pode ser, se você quiser.
— Eu passo — Digo rapidamente, muito rapidamente.
Sinto seu olhar sobre mim, mas não encontro o questionamento pela dispensa e não busco nada, apenas um relance é suficiente para compreender que não quero descobrir mais ou usando a expressão mais adequada não devo.
Mantenho minha avaliação na blusa social preta que traja, com os três primeiros botões abertos, é quase um ato desleixado, entretanto nele se mostra com grande naturalidade. Como se não importasse quanta formalidade suas roupas tenham o principal sempre será o homem que a veste.
Roupas podem atribuir características as pessoas que olhando rapidamente é perceptível encontrar a diferença dada. Jeon no entanto é tudo que vejo, não é a blusa social que lhe entrega confiança natural ou que faz sua presença ser atraente, não.
Diferente dos homens que conheço em vista, ele é tudo que seus olhos podem dizer, quando normalmente os outros agem como se tivessem praticado muito mas sem ter real conhecimento, ás vezes o inverso disso.
Ele possui ambos, conhecimento e experiência.
E minha avaliação se demora na forma que dirige, a tarefa normal ganha certa entonação tentadora.
— O que pretende fazer? — Pergunto esquecendo-me do bom senso.
— É uma surpresa, mas você vai gostar — Garante sorrindo ladino. — Sou um cozinheiro maravilhoso.
— Embora não tanto modesto.
— A modéstia é superestimada — Desdenha. — Se sou realmente bom em algo porquê não posso dizer?
Entusiasmo perpassa pelo seu rosto e guardo a lembrança pois ele parece bastante enérgico em vista de um possível debate.
— Então, em que mais você é bom?
— Ensinar, jogos de qualquer tipo eu sempre venço, incrivelmente bom com leitura de longos livros embora seja ruim em ficar quieto — Não imagino inquietude neste homem. — Cozinhar novamente, matemática e sexo.
— Por que matemática antes de sexo?
— Não estava conferindo a ordem, se quiser começo novamente com sexo no topo da lista.
— Modesto novamente.
— Não existe modéstia no sexo.
— Por que não?
O carro para mas ele não se movimenta, apenas continua ali logo olhando para mim, todo seu corpo observando o meu.
— Você quer um homem que seja modesto no sexo? Porque não sou esse homem que vai te incentivar com palavras — As mãos passam no meu pescoço. — Eu lhe mostro, te deixo desejando, sem fôlego e quando o sexo for incrível, porque vai ser, você diz para mim se ainda quer modéstia.
— Exceto que não vamos fazer sexo.
— Sabe a modéstia pode ser definida como moderação de desejo ou falta de ambições — O polegar dele pressiona minha pulsação. — No desejo não existe moderação ou você quer intensamente ou não deseja o suficiente. Seja ambicioso sobre o muito ou não tenha nada.
Ele se aproxima respirando tudo de mim e logo deposita um beijo no pescoço desnudo.
— Nenhuma modéstia aqui, não entre nós — Ele se afasta. — Chegamos, você vem?
Ainda com a pulsação acelerada, saio do carro sentindo o beijo frio que a pequena ventania traz, eu gostaria de dizer que esse arrepio na espinha ou a inquietação quente dentro de mim é uma reação ao tempo. Mas não seria verdade.
Reajo a Jeon.
As palavras que poderiam ser sussurradas intimamente em meu ouvido e entrariam sob minha pele, eriçando-a para me lembrar o quão perigoso é essa curiosade ardendo em mim. Mas sei que ela arde dentro dele também, envolvendo-o como uma febre e subindo obstinada.
Eu consigo sentir o sabor da queda.
Penso no quão alto estamos caminhando, mesmo sem toques, sem beijos somente com uma intenção subentendida.
— Seja bem vinda a minha casa — Fala abrindo a porta.
A primeira impressão que tenho resume a espaço, simplesmente, como o ambiente é aberto sem paredes delimitando o lugar ainda que saiba onde a sala começa e quando se finda. As luzes embutidas no teto acrescentam um ar acolhedor ao lugar e sinto-me confortável.
— Pronta para ser surpreendida?
— Estamos falando do jantar, sim?
— Exatamente — Ele se move arregaçando as mangas, no gesto existe familiaridade e calma. — Grandes expectativas?
— Não cultivo tendências para expectativas.
— Por que não?
— Regra número um, Jeon.
— Essa é literalmente minha primeira pergunta.
— Então mostra que você começa pelas mais importantes, infelizmente as que ficarão sem resposta também.
— Como posso te conhecer se estou limitado a coisas triviais?
— Você não pode — Adentro sua cozinha admirando tudo nela.
Bege e marrom misturam-se criando uma harmonia perfeita entre a suavidade do tom nos armários mais altos e nos debaixo enquanto o mármore e propriamente o balcão carregam a cor mais escura.
A organização chama atenção, como tudo se encontra no devido lugar e impecavelmente límpidas. É a cozinha dos sonhos, espaçosa ainda que sem exageros mantendo certa conformidade, simples e encantadora.
— Aceita vinho? — Estende uma taça contendo o líquido translúcido, quase um dourado muito suave. — É frutado, acredito que vá gostar.
— Obrigada.
Meus lábios tocam a borda da taça vertendo a bebida e o contato com minha língua de imediato me faz suspirar, desmanchando na boca com o sabor passeando no paladar.
— Delicioso.
— Pode explorar enquanto cozinho — Oferece e não sou educada o bastante para recusar. — Sinta-se livre.
Caminhando diretamente para a sala de estar e olhando tudo mantendo as mesmas cores contidas na cozinha, envolvendo as duas mãos no bojo da taça fazendo uma excursão pelo mundo dele.
Sua sala de estar é a recepção da casa embora a cozinha venha logo depois no campo de visão, apenas um sofá longo em formato de "L" tomava espaço com outro menor na lateral. Em frente uma mesa de centro mediana com o vidro transparente, na parede alguns passos adiante uma televisão e abaixo uma lareira feita em pedra de tons desbotados.
Mas não é somente ela que prende minha atenção, é a estante repleta de livros atrás do sofá preenchendo quase toda parede.
Ela doma minha visão.
Deixo a taça meio bebida na mesinha e sigo, desta vez não apenas olhando e sim permitindo meus dedos deslizarem pelas capas com esmero. Relembrando da criança em mim, esquecida que sonhava com sua biblioteca secreta.
Entretanto logo desfaço o contato, retornando à minha taça e consequentemente voltando para ele.
Destacando-se naquela harmonia, como um ponto de desordem, uma que é estranhamente calma. Causando sensações nada tranquilas em mim.
— Precisa de ajuda?
— Não, não agora.
— Você tem uma bela casa, ainda que não tenha visto tudo.
— Você quer um convite? Ou uma excursão?
— Talvez mais tarde.
— Não é exatamente reservada, não como pensava que fosse — Aponta cortando os legumes. — É quase como se não quisesse se deixar ver.
— Dependo do que você quer ver.
— Ambições, lembra-se? — Não consigo esquecer. — Queira o muito ou não tenha nada. Então sempre muito, tudo.
— Bem, você ganha pontos por cozinhar — Apoio-me no balcão. — Homens que cozinham são atraentes, quando sabem o que estão fazendo é claro.
— Você cozinha?
— Nada incrivelmente refinado, mas sim.
— O que gosta de comer?
— Doces, essencialmente.
Ele sorri ao abrir a geladeira pegando uma pequena vasilha de vidro que oferece a mim, mas quando não aceito ele volta para ficar à minha frente.
— Prove — Ao pegar o conteúdo ele diz.
— O que é?
— Um doce.
Tento pegar o doce de sua mão no entanto ele somente afasta, um brilho divertido encobre seus olhos e finalmente compreendo que ele quer que coma consigo segurando. Aceito mordendo levemente ao passo que ele segura meu queixo durante o ato.
— Bombom de morango — Digo.
— Gosta?
— Sim.
— Sua sobremesa — Fala comendo a outra metade.
Somos um contraste estranho entre a leveza, confiança e objetividade, que obviamente é ele. O outro lado o padrão, as regras que entregam segurança e essa sou eu. Mas somos a busca do equilíbrio.
Pois nenhuma diferença existente desse mundo, amansa a vontade de beijar sua boca.
— Você é perigoso demais para mim.
— Vem comigo — Ainda que tenha ouvido ele ignora. — Vamos comer na sala, podemos acender a lareira faz um pouco de frio nessa época.
Mas, eu estou quente.
— Posso precisar daquela ajuda agora, levar as coisas para sala.
— Tudo bem, o que posso levar?
— Pratos, talheres e o vinho com as taças — Ele para por um momento pensando. — Algo me diz que não sou o perigo, e sim o que você quer.
Continua...
Atualização! O que acharam do capítulo de hoje?
Eu gosto bastante dele, mas sendo bem sincera acredito que o que vem depois desse é com certeza um dos melhoras capítulos que já escrevi — de todas as histórias que tenho. Ele é realmente um dos meus preferidos.
O que estão achando da história até agora, uh?
Eu realmente amo esse casal, e tudo que vem pela frente é muito bom também.
Gente se vocês puderem dar uma divulgada pra me ajudar seria bem legal, se puderem, Ok?
Beijinhos ❤
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