Lost
Depois de me soltar dos braços de Taehyung, sorrio para o mesmo e volta a pôr minhas mãos em meus bolsos.
- Acho que vou voltar pra casa. - Digo.
- Por que?
- Não sei. Preciso arrumar alguma coisa pra fazer. Hoje está muito parado. - Tae olha para o lado, parecendo que estava arrumando alguma ideia.
- Você quer fazer alguma coisa?
- Quero. - Respondo.
- Por que não vamos pra minha casa?
Olho para ele com os olhos semicerrados.
- Pedido suspeito o seu, não?
- O que? - Ele me olha como se meus pensamentos estivessem errados, rindo. - Não sugeri nada. Só te chamei para ir porque achei que pudesse se divertir um pouco.
- Me divertir?
- Claro! Por que não? - Ele sorri.
- Kim Taehyung. Da última vez que fomos nos divertir na sua casa, eu acabei na sua cama. - Cruzo os braços.
- Correto. Mas tem duas coisas que não me lembro bem. Pode me recordar? - Ele põe a mão no próprio queixo.
- O que seriam?
- Fiz algo que você não tenha gostado?
- Não... - Digo, levemente sem graça.
- Praticamos algum ato de reprodução? - Ele me olha e sorri.
- Ai meu Deus! Não! Não praticamos. - Rio, colocando as mãos no rosto
- Então...pode confiar em mim. Não vou fazer nada que você não queira.
- Que eu não queira? Jura? - Volto meus olhos para os seus.
- Juro. Do fundo do meu coração. Só vou me apossar do seu corpo se você permitir.
Começo a rir, sem graça. Esse garoto não tem pudor pra falar as coisas não? Onde está seu filtro, Kim Taehyung.
- Vergonha na cara mandou um beijo. - Bato de leve em seu braço. Ele finge sentir dor.
- Não quero um beijo da vergonha na cara. Quero um beijo seu. - Ele encosta seu rosto na minha bochecha, me observando muito de perto.
- Tae, sai... - Sorrio, olhando para o outro lado. - Para de flertar comigo em público.
- O problema é ser em público? Não seja por isso. Vamos logo pra minha casa. Eu flerto com você lá dentro.
- Consegue ser menos direto? - Olho para ele, com nossos rostos próximos.
- Hm...não. - Ele sorri e me rouba um beijo. Um beijo calmo que de forma alguma impeço de acontecer. Ele separa o beijo.
- Você é maluco. - Digo.
- Sou. Agora vamos. - Ele segura minhas mãos e vamos correndo até sua casa. Eu só espero que o autocontrole se faça presente.
Park Jimin P.O.V
Deitado de barriga pra cima na cama o dia todo com a única coisa que sobrou do meu celular do meu lado, meu cartão de memória. Eu fui brilhante o suficiente pra jogar meu celular do outro lado do residencial. Tudo por causa de raiva. Tudo por causa deles...e dela. Que ódio que eu estou, até agora.
Olho no relógio e vejo que acaba de dar 19:00. Eu precisava tomar banho e comer alguma coisa. Eu já estava com fome desde cedo. Não como direito o dia todo. Isso é bem incomum. Mas não estou com disposição pra pegar comida. Se eu ao menos tivesse meu celular, poderia chamar alguém. Acho que vou precisar usar o telefone fixo. Nunca mais usei isso.
Depois que o pego, penso em quem chamar. Namjoon? Deve estar com a Alícia. Suga? Provavelmente dormindo. J-Hope? Deve estar dançando em casa. Jin...? Deveria ser minha primeira opção. Ele cozinha, afinal. Mas ele deve estar na casa da...Anaíz. Ah, Anaíz....solto um longo suspiro ao me lembrar dela. Presa na minha cabeça, como tem sido nos últimos dias. Anaíz e esse maldito jogo...que inferno. Somando isso com o problema dos meus pais...por que eu simplesmente não morro de fome? Odeio nutrir sentimentos por ela. É...eu...fico com a mente toda bagunçada por causa dela. Odeio admitir...mas acho que realmente sinto alguma coisa. Só não tenho certeza do que é.
Tenho medo de ligar para a casa dela e ela mesma atender. Não sei se ela notou a minha ausência, mas quero me prevenir. Não acho que deveria dar brecha pra ela querer que eu...fale o que está acontecendo. Mesmo assim...arrisco ligar para sua casa. O telefone toca uma, duas, três vezes. Na quarta sou atendido.
Ligação on
- Alô? - Digo, com medo de ouvir uma voz feminina.
- Jimin? - Uma voz masculina me responde com surpresa do outro lado da linha.
- Jin hyung?
- Sou eu, sim! Park Jimin! O que tem feito da sua vida? Onde tem ido? O que está acontecendo?
- Calma, Seokjin! Meu Deus...eu estou em casa. Saí um dia pra ir na casa dos meus pais. Estou tendo problemas com eles de novo. Mas...é um pouco pior agora.
- Ai, meu Deus....
- Mas eu te liguei porque...estou com fome. Não comi nada o dia todo.
- COMO É? Estou indo aí. Seu descebrado!!
Ligação off
Ele desliga na minha cara. Meu Deus. Aposto que ele vai querer que eu fale tudo o que está acontecendo recentemente. Mas eu odeio me lembrar disso...
Logo alguém aperta a campainha da minha casa e eu vou atender. Era mesmo Jin. Ele sai entrando em casa e me deixa no vácuo quando dou "Oi". Vai direto para a cozinha, e eu sigo ele.
- Pode entrar. - Digo.
- Pode ir dizendo. - Ele diz, pegando o que seria necessário para a comida.
- Hyung...
- Sem enrolação. Se não nada de comida.
- Aigoo...okay. - Passo os dedos pelos cabelos e encosto na parede ao lado do fogão. - Bom...meus pais...querem que eu me case.
Jin, que estava mastigando um pedaço de alface, cospe um pedaço para fora ao me ouvir falar.
- É. Eu sei. - Digo.
- Como assim casar?
- Eles são administradores de empresas grandes e disseram que eu preciso amadurecer logo, estudar, me casar e começar a cuidar das empresas deles. Eles simplesmente escolheram uma garota.
- Mas...mas...você...como eles...isso é um absurdo!! - Ele tenta não perder a concentração na comida.
- Eu sei que é. Eu estou puto com isso nos últimos dias. Não sei o que fazer. E eles ainda por cima deram meu número pra garota. Ela simplesmente não larga do meu pé.
- Deram seu número? Como assim? - Ele me olha com uma expressão de surpresa. - O que ela diz? Me mostra.
- Meu celular não existe mais.
- Como assim?
- Eu quebrei ele. Ela não parava de me mandar mensagens.
- Mas o que?!?!?! Quebrou seu celular? - Ele para de mexer a panela. - Ficou maluco?
- Ela me deixou maluco.
- Ela não é legal?
- É o capeta. É chata, metida e possessiva. Ela acha que eu pertenço à ela ou sei lá. Ela é maluca. Ela tem pacto com o demônio. É sério. Não aguento essa garota.
- Nossa...nem pra amizade presta. Como ela se chama?
- Kwang Soojing. Filha de algum empresário. Ou era advogado? Ah, foda-se a profissão do pai dela. Eu não tô nem aí.
- Jimin...eu sinto muito por isso. Seus pais sempre foram meio ditadores, mas...casamento arranjado? Isso é o cúmulo. - Ele diz enquanto continua a fazer a comida.
- Não se preocupe. Eu não vou casar com ela. Eu não vou nem tocar nela.
- Mas...e os seus pais?
- Eu sou maior de idade e moro fora de casa. Eu pago as contas. Foda-se meus pais.
- Nunca fiquei tão feliz de ouvir isso.
- Nem eu em falar. Eu não vou estragar a minha vida ficando com a Kwang. Ninguém merece. Odeio essa garota.
- Que bom que vai tomar providências. Você deveria mesmo ficar com a Anaíz. Sem querer ditar nada, claro.
Olho para ele, surpreso. Não consigo formular o que dizer, então permaneço em silêncio. Ele me olha e sorri.
- Eu sei que deve ser estranho ouvir isso de um dos jogadores. Mas...tanto eu quanto Hoseok sabemos nossa posição nisso tudo. É improvável que ela fique com um de nós dois. Então... - Ele prova um pouco da comida - Por mais que as chances não sejam nulas, não custa nada pensar em quem seria uma boa opção pra ela. Fora nós.
Olho para meus pés e cruzo os braços. Eu e Anaíz juntos no final desse jogo?
- Sério? Por que eu? Sou cheio de problemas. Todo...bugado.
- Exatamente. Ela pode ajudar você. Ela pode ajudar qualquer um de nós, na verdade. Mas...juntando o fato de que vocês dois tem algum tipo de ligação, um nível alto de atração física, mais os fatos de que eu sei tudo o que você passa, que você é um ótimo garoto mesmo sendo meio tripolar e que...sabe cuidar de quem você ama... - Ele diz a última coisa lentamente, olhando em meus olhos. Mexo em meus cabelos novamente, meio sem graça. - ...eu acredito que você seja mais apropriado.
- Com "sabe cuidar de quem você ama..." você se refere ao dia que levei Anaíz à praia? - Pergunto.
- Que bom que acha que é. Você está certo. Ela saiu de casa chorando, Jimin. E você largou tudo pra ir atrás dela. Levou ela pra sair. Distraiu ela do maior problema. Você fez muito bem. Falando na língua dela: Você foi um amorzinho. Um verdadeiro príncipe. E talvez deva realmente ser o escolhido final, na minha opinião.
- Como você consegue?
- Como assim? - Ele me olha confuso, colocando minha comida em um prato.
- Conseguiu me deixar sem graça. Sendo simplesmente o Jin. Tipo...sei lá. Você é um dos meus melhores amigos. Confio muito em você. E você nunca decepciona. Mesmo quando nós estamos "competindo" um contra o outro...você me ajuda. E ainda consegue me deixar sem graça falando sobre atitudes que eu nem escolho ter. - Ele sorri.
- Gosto muito da Anaíz, Jimin. Quero ela feliz. E sinto que a felicidade dela está em você. E a sua nela. Só estou zelando pelo meu shipp. - Ele ri da minha cara. Provavelmente vermelha. - Você realmente gosta dela. Que bonitinho.
- Eu não disse isso...
- Sua cara disse. Deixa de ser assim, Jimin. De tsundere já basta a Anaíz. Seja direto como eu sei que você pode ser. Vai nela logo, conta o que está acontecendo.
- E depois o que? O que ela vai fazer sobre isso?
- Ela eu não sei. Mas você pode dizer basicamente que não quer a Kwang. Diz pra ela que você quer ela. - Ele diz, com brilho nos olhos.
- Ah, claro. Pra levar um fora.
- Um fora? Eu que vou te por pra fora já já. Jimin, se você for nela agora e disser que quer ela pra você, eu duvido que ela não vai aceitar. Mesmo estando com o Taehyung.
- Ah, Jin...eu...espera. Com o Taehyung? Ela...diz que ela não está na casa dele.
- Ops...não posso mentir. É feio. Mas...não tem problema, não é? Senhor difícil? - Ele sorri pra mim.
- Ai meu.....o que eu faço?
- Nada? Eu até diria pra você mandar uma mensagem chamando ela pra sair. Isso poderia tirar ela de lá sem gerar discussão, mas...você quebrou seu celular, né? - Ele ri.
- Não tem graça! Eu quero tirar ela de lá! - Digo, andando inquieto pela cozinha.
- Awwn! Você está com ciúmes. Que fofo!!
- Fofo? Sentir ciúmes não é fofo! Ciúme é horrível! Tira de mim!! - Jin começa a rir da minha cara. Bem alto... - Qual a graça? Para com isso?
Ele continua a rir, sem mover um músculo pra me ajudar. Não gosto de ciúmes. Odeio ciúmes. Odeio sentir ciúmes. Odeio quando sentem ciúmes de mim. Yeck! Me dá vontade de vomitar...
- O que eu faço? - Pergunto à Jin.
- Senta e chora, filho. Melhor, senta e come. Eu não fiz a comida sem motivo. - Ele me coloca sentado em uma cadeira da cozinha e me dá a comida.
Quase ataco a comida, mas paro alguns minutos antes. Jin fica me olhando, com as mãos na cintura. Fico parando olhando pra ele de canto de olho.
- Jimin. Come. - Continuo parado. - Não quer comer a minha comida?
- Não estou mais com fome.
Jin imediatamente se abaixa na minha frente e puxa pele abaixo dos meus olhos para baixo.
- Jin, não estou doente. - Ele põe a mão na minha testa. - Aah! Para! Não estou doente!
Ele se afasta e se levanta.
- Como Park Jimin pode ter perdido a fome? Isso tudo é por causa da Anaíz? - Ele pergunta. - É mais sério do que eu pensava. Preciso contatar o Hoseok.
- Não é por causa dela...só perdi a fome.
- Não comeu nada direito o dia todo. E simplesmente perdeu a fome? Isso não tem cabimento.
- Eu não gosto assim da Anaíz! Pelo menos eu espero que não...
- Park Jimin. Eu vou te dar uma porrada. - Olho para Jin, meio surpreso. - É. Eu falei porrada. Olha só. Assume logo que você está nesse jogo. Porque você pode não admitir, mas eu, Hoseok e você sabemos que você gosta muito a Anaíz, mas esconde. Desse jeito, você vai mesmo perder ela pro Taehyung. E não vamos poder fazer nada. Se situa na sua vida.
- Jin...eu...desculpa. Você entende que isso é muito estranho pra mim, não entende? No início eu achei fosse ser impossível eu começar a gostar tanto de alguém e...acabou que quanto mais a Alícia falava, eu me afundava mais. E depois que ela chegou...deu nisso. Eu virei o melhor ator do mundo, fingindo que não estou...
- Apaixonado. - Ele adianta.
- ......é. Por ela. Como eu explico? Tipo...é um sentimento ótimo, mas horrível ao meu mesmo tempo. Além de desejar ela e....
- Okay. Essa parte eu não preciso saber. Deixe suas taras pra outra ocasião. - Não posso segurar a risada. - Mas Jimin, me escuta. - Ele se aproxima e senta na cadeira na minha frente. - Olha...você pensa demais. Talvez você só deva demonstrar que gosta dela. De uma forma pura, eu digo. E antes que seja tarde demais. Porque por mais que muitas garotas gostem de um lado meio...tarado às vezes ou coisa do tipo...elas também gostam de fofura em algum momento. E fofura pode ser algo que você não saiba demonstrar, mas temos um indivíduozinho entre nós que sabe muito bem...
- Jeon Jungkook. - Digo.
- Exatamente. Precisa por isso em mente.
- Mas...eu tenho escassez de ideias pra demonstrar essas coisas...o que eu faço, hyung?
- Bom...tem a coisa da praia. Você disse que ela pareceu ter gostado muito. Faça coisas como aquela. Foi romântico da sua parte. Você sempre contou como o pôr do sol te traz boas sensações. Tipo...é especial pra você. E você mostrou pra ela. Faça isso. Se abra, deixa ela te conhecer, mostra que se importa. Isso te faz fofo, entendeu? - Ele explica.
- Entendi...ai. Você só está cooperando pra me enfiar nesse buraco de paixão.
- Não só paixão. Amor. E de nada por isso. Sempre quis ver você finalmente desencalhando definitivamente. É uma boa oportunidade. Não estrague tudo. Estou abrindo mão dela por vocês. - Ele sorri.
- Eu...espero não te decepcionar, hyung. - Sorrio de volta.
- Você não vai. Se decepcionar, você tá morto, okay? Cuida dela.
- Assustador você. - Acabo rindo.
- Quando eu quero eu consigo. E eu quero vocês dois juntos. Ela e ninguém mais além de você.
Depois de ter essa conversa com o Jin, acabei me acalmando um pouco mais e criando um pouco de confiança. Com isso, meu apetite voltou e eu pude comer em paz.
Depois de comer, Jin voltou para a casa da Anaíz. Disse que ele estava fazendo faxina com o Namjoon e a Alícia, e que queria terminar antes da Anaíz voltar. Eu fui pro meu quarto e peguei meu celular pra me distrair vendo vídeos enquanto eu pensava no que fazer a respeito da Anaíz.
Eu contra os meus próprios amigos é meio pesado de suportar, mas eu vou fazer o máximo pra não interferir na nossa amizade, independente do final desse jogo. Por mais que eu esteja perdido nesses sentimentos por ela, não quer perder meus amigos. E aposto que ela também não quer isso.
Acabo adormecendo por algum tempo em minha cama. Meio inquieto, fico me revirando no colchão e acordando o tempo todo. Quando finalmente encontro uma posição boa para dormir e o faço, acordo novamente com o som da porta do meu quarto se abrindo. Meio sonolento, olho para a porta e vejo...Anaíz? O que?!?!
- Oi...Jimin.
- Anaiz??!! O que você está fazendo aqui? - Me sento na ponta da cama rapidamente, coçando os olhos. Ela para na minha frente, mantendo certa distância.
- É...o Jin disse que você estava meio pra baixo e que queria companhia. Ele me disse pra entrar sem bater, que a porta estava aberta.
Filho da mãe...
- Incomodo? - Ela diz, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Ah, não! Eu...não. Não incomoda. Pode...pode ficar. - Respondo.
- Eh...tem certeza? Eu percebi que você estava meio triste ontem, mas...eu quis...
- Espera. - Interrompo ela. - Ontem? Eu não te vi ontem.
- Ah...me desculpe. Eu acordei de madrugada e fui na minha janela tomar um ar. Eu acabei te vendo sair daqui meio....puto? - Não contenho o riso. Então ela viu...
- Não se preocupe. Eu...acho que não foi muito ruim você ter visto o que viu. - Ela sorri, meio contida. - Imagino que...o Jin tenha te contado a história.
Ela olha para seus pés e assente.
- Entendi...então ele te falou da Kwang... - Sinto uma pontada de raiva ao mencionar seu nome. Anaíz me olha e se senta ao meu lado na cama. Hesitante, ela segura uma das minhas mãos entre as suas.
- O-olha, Jimin...eu...eu tô aqui pra você. Você pode até...ser um tarado estranho e suspeito, mas...nós somos amigos, né? - Rio e fico olhando para ela.
- Somos...
- Então...eu entendo bem seu compromisso com a Kwang. Não precisa se incomodar com esse jogo, e...
- Opa, opa! Acho que você não entendeu. Compromisso com a Kwang? Anaíz, eu odeio a Kwang. Eu não quero ficar com ela. Porque eu gosto de OUTRA pessoa. - Ela fica me olhando por alguns segundos até entender. E quando entende, seu rosto começa a ficar muito vermelho e ela vira um pouco seu rosto pro outro lado.
- Eu...e-eu...acho q-que...eu entendi...
Como que ela pode ser tão fofa sem graça? Como eu posso ficar tão entretido com isso? Seguro a mão de Anaíz de volta, e ela olha para as nossas mãos juntas.
- Anaíz... - Ela me olha. Nossos rostos estavam muito próximos, e ela ainda com muito vergonha. - Eu... - Ela me olha, focada nos meus olhos. - ...espero que eu consiga demonstrar isso melhor um dia...
Junto minha testa com a sua, e observo a mesma fechar seus olhos com força, piscando algumas vezes até abrir completamente os olhos e ficarmos trocando olhares.
Estávamos tendo um momento muito estranho. Um momento muito...particular, agradável e...tão intenso quanto o que tivemos no mar naquele dia na praia.
Quando, assim como da última vez, acordamos desse momento tão estranho, viramos nossos rosto para o outro lado. Minha mente volta a funcionar normalmente, e automaticamente meus problemas voltam. Kwang volta a ser uma preocupação.
- Jimin? Tudo bem? Parece ter ficado de mau humor de repente.
- É a Kwang. Eu não quero casar com ela. Não suporto essa garota. O simples fato dela achar que eu sou território dela já me dá vontade de vomitar. - Digo, passando as duas mãos pelos cabelos.
- Nossa. Mas é normal. - Olho pra ela, que observava o chão, sorrindo. - Cachorra costuma ter essa coisa com território. Só cuidado pra ela não fazer xixi em você.
Começo a rir, seguido por Anaíz.
- Meu Deus. Você é horrível. Gostei.
- Só digo verduras (N/A: Verdades). - Ela diz.
Paro para pensar por um breve momento. Mais um daqueles planos malucos pra me livrar da Kwang vem na cabeça do nada. Mas esse é melhor que todos os outros. Olho para Anaíz.
- Que foi? - Ela pergunta.
- Anaíz. Eu tive uma ideia!
- Ish. Tô indo embora. - Ela tenta se levantar, mas eu seguro seu braço, e ela volta a se sentar. - Me solta, menino. Não quero me meter nisso não.
- Aish! Me ajuda! É uma ideia boa. É até divertida. - Digo.
- Jimin...não é que eu não confie em você...mas é.
- Olha só. Eu te ajudei naquele dia. Você me deve uma.
- Aaah, vai cobrar agora, é? - Ela pergunta, indignada.
- Vou. Você vai ter que aceitar.
- Porra.....tá bom Jimin. Mas se eu me meter em problema. Eu mato você.
- Fechado! Ouve. O plano é: Nós dois vamos juntos pra minha casa. - Começo a explicar.
- Sim...?
- Nós vamos encontrar eles dois por lá. Provavelmente na sala de visitas. Eu vou combinar com eles de te levar.
- Ué? Achei que fôssemos invadir a sua casa - Ela ri.
- Que? Não! Tá maluca? Que invadir.
- Desculpa. - Ela começa a rir alto. - Continua.
- Enfim...eu vou chegar neles e dizer que já estou noivo. E que a minha noiva é você. - Digo.
- É O QUE? Eu? Sua NOIVA?
- Exatamente. Eles vão aceitar, mas vão querer te conhecer. Aí nós vamos juntos lá e fingimos que somos noivos. Eles não devem aprovar muito no início, mas vão ter que aceitar.
- Ai, meu Deus...olha só isso. Sua noiva. Quem diria que um dia eu seria sua noiva. - Ela passa as mãos pelo rosto.
- Eu diria. - Ela me olha.
- Sem flertar agora, Park Jimin. - Rio.
- Enfim, fechado?
- Fazer o que, né? Fui dever pra você. É nisso que deu.
- E ainda vai dever muito mais. Mas deixa quieto. Só uma pergunta. Você não é pobre, né?
Ela me olha como se eu tivesse problemas mentais.
- Como assim? Não sou. Mas que pergunta é essa? - Ela pergunta.
- Se você for pelo menos classe média, eles não vão reclamar muito. Isso facilita as coisas. - Tento explicar.
- Que merda seus pais, hein?
- Eu sei. Nem me fale. Mas então...noivos? - Estendo o mindinho da mão esquerda para ela. Ela fica me observando por alguns segundos, mas fecha o acordo comigo, com seu mindinho.
- Noivos.
...
Ain que amorzinho
Olá, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá)
Olá, amores. Estou postando regularmente, viu?
Mas vem cá, eu preciso cobrar um pouquinho também. Omma está chateada com vocês.
Eu estou fazendo tudo o que posso pra postar sempre, mas preciso do retorno. Como leitores, por favor, votem e comentem. Eu preciso de uma resposta. Digam o que acharam, votem se gostaram. E se puderem, recomendam a fanfic pra um amigo. Por favor. Ajuda muito.
Agradeço horrores desde já.
Omma ainda ama muito vocês <3
Bjundas.
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