Look Here pt. 5
Meu período no RJ foi muito mais rápido do que eu imaginava. A primeira semana eu admito, que pareceu uma tortura, mas todo resto pareceu passar muito rápido. De forma que só quando eu entrei no aeroporto, eu consegui notar o quanto eu queria voltar pra casa.
Coisas foram decididas enquanto chegava o nosso dia de partida. Yoobin conseguiu se resolver com minha mãe, e com suas economias, resolveu sua viagem para Santa Catarina conosco. Por enquanto, vai conhecer o lugar por algum tempo e decidir se gostaria de ficar por lá. Minha mãe também decidiu que adiantaria um compromisso que ela tem em SC pra poder conhecer pessoalmente nossos amigos e principalmente, usando as palavras dela, "meu genro". Meu pai disse que faria o mesmo assim que possível.
Concluindo, Yoobin está em outro avião e encontraremos ela quando pousarmos, e minha mãe vem conhecer quem ela acha que é genro dela. E que...na verdade...quando ela chegar, já vai ser genro dela...mas eu realmente não quero pensar nisso agora.
É difícil acreditar que tudo aconteceu tão bem. Parece que finalmente toda a minha vida foi explicada. Me sinto bem mais leve, e feliz. E pelo que conversei com Alícia durante nosso voo, ela se sente assim também.
Sobre nossos pais adotivos, resolvemos que não vamos nos desfazer do sobrenome que eles nos deram. Apesar de tudo, ainda somos gratas. E um dia esse sobrenome vai sair de uma forma ou de outra.
Isabel e Davi se despediram de nós, e apesar de tudo, ficamos bem. Terminamos sem ressentimentos.
Quando o avião pousou em Santa Catarina e nós saímos, tive a mesma impressão de quando cheguei aqui pela primeira vez: Puta merda, que frio. Pra mim, o clima faz muita diferença.
Mas confesso que senti saudades disso também. Nunca suportei o calor do Rio. Porém, não é a única coisa da qual senti saudades.
- Eles vieram receber a gente mesmo, né? - Pergunto para Alícia, que olhava entre as pessoas no aeroporto procurando por eles. Aquele dia estava bem cheio.
- Namjoon disse que sim. E também disse que foi difícil arrastar o Jimin pra cá. Ele acha que o seu namorado não queria chorar na frente de todo mundo. - Ela ri.
- Olha só. Não é porque você me fez dizer pra mamãe que ele é meu namorado, que ele já é.
- Querida, eu não disse que ele era. Eu disse que você tinha um. Você que disse o nome dele. - Ela joga na minha cara.
- Ah, porque você nem queira que eu falasse ele, né? Era o mais óbvio.
Saímos andando entre as pessoas até encontrarmos um espaço mais vazio e vermos uma pessoa com os cabelos verde água. Yoongi.
Antes de nos aproximarmos dele, sinto meu pulso ser segurado por alguém. Olho pra trás, e encontro Yoobin ofegante com uma mochila nas costas.
- Consegui alcançar vocês...achei que fosse me perder. - Ela diz, se apoiando com as mãos em seus joelhos.
- Perdão. Você não conhece o lugar. Fique perto da gente. - Respondo. Ela concorda.
- Vou tentar. - Ela sorri
- Elas estão ali! EI! ANAÍZ! ALÍCIA!
Yoongi nos grita e sorri abertamente. Ele acena. Logo vemos mais seis pessoas junto com ele. Nossos meninos.
Seguro a mão de Yoobin, e sinalizo pra ela nos seguir.
- A pessoa que eu quero que você conheça está aqui. - Digo pra ela.
- Quem? - Alícia pergunta, enquanto nos aproximamos com dificuldade deles, passando pelas pessoas. - Yoongi?
Yoobin, um pouco tímida por conhecer alguém novo, se aproxima deles junto com a gente. Assim que chegamos perto deles, Alícia se joga nos braços do Namjoon e eles trocam um beijo e um abraço apertado.
Olho pra cada um deles, sorrindo, e espero pra dar um abraço em cada um.
- Você emagreceu. - Diz o Jin, no fim da fila que os meninos formavam, quando abraço ele.
- Mesmo? Acho que a saudade de vocês queimou minha gordura. - Sorrio. - Eu estou feliz demais que voltamos. E... - Olho rapidamente pro Jimin, que parecia inquieto. Não na frente dos outros, Anaíz...não é certo. Não agora. - ...eu trouxe uma amante de música comigo.
Yoongi ergue rapidamente seu rosto do seu cachecol quando menciono isso. Yoobin sai de trás de mim, sem jeito.
- Bom dia! É um prazer conhecê-los. Sou Bae Yoobin! - Ela se curva na direção dos meninos.
Todos retribuem o gesto, com uma certa estranheza, pela falta de prática, mas Yoongi demora um pouco mais.
Algo me diz que ele notou minhas intenções, mas não parece completamente contrariado. Provavelmente porque Yoobin é muito simpática e bonita, além de gostar muito de música.
- Vamos pra casa? - Alícia diz, muito mais feliz agora, e de mãos dadas com Namjoon. - Vai ser muito melhor contar tudo pra vocês em algum lugar menos movimentado.
Tendo todos concordado, saímos do aeroporto e pegamos um transporte pra casa.
Ao chegarmos no residencial, noto que Yoobin parece se sentir um pouco sozinha, então chego perto dela.
- Ooi! - Falo, surpreendendo ela.
- Ah, oi senhorita Wayoli.
- Não precisa me chamar assim aqui. Me chame pelo nome. Estamos entre amigos. Não é uma empregada agora. É nossa convidada.
- Tudo bem. Obrigada, Anaíz. - Sorrio.
- Yoobin, eu vi que você sentou do lado do meu amigo no ônibus, vindo pra cá. - Seu rosto fica meio rosado. - Conversaram?
- Na verdade...sim. Por você ter mencionado uma amante de música, falamos um pouco sobre o assunto. Ele é...calmo e simpático. Parece entender bastante de música. - Ela responde. Fico automaticamente feliz.
- Ele entende sim. Conversei com ele sobre isso por algum tempo. Ele entende bastante. Tem muita coisa sobre o que vocês podem conversar. Não se fique sozinha. Pode ficar ao nosso lado porque o assunto com certeza vai rolar. E se quiser menos pessoas, é só sentar ao lado dele quando ele estiver cochilando embaixo da árvore do pátio. Ele sempre faz isso. Em algum momento ele acorda naturalmente e vocês podem conversar.
- Entendo. Vocês são muito amigos? - Yoobin me pergunta.
- Podemos dizer que sim, eu acho. Ajudei dele quando ele precisou e temos gratidão um pelo outro. É muito importante, a nossa amizade. Pra mim e pra ele. Por isso te apresentei pra ele. Acredito que ele merece muito. - Respondo. Ela olha pro caminho que estamos trilhando até a entrada de casa.
- Fico feliz por você me fazer sentir suficiente. - Ela sorri. - Eu gosto de trabalhar pra senhorita Youth, mas às vezes, eu admito, é um pouco solitário. Acho que eu mesma criei um clima muito melancólico ao meu redor.
- Bom. Se quiser se desfazer desse clima, estou aqui.
Depois que digo isso, sorrimos uma pra outra e entramos com todos dentro de casa. Onde estava bem mais quente. Nos encontramos com vovó Íris lá, então eu e minha irmã demos um abraço bem apertado na nossa velhinha.
- A senhora voltou! - Digo.
- Sim, querida. Desculpe a demora. Meu patrões são muito ocupados e não podem deixar as crianças sozinhas. Sem contar que a própria babá teve neném, então...me chamaram. Sinto muito por ter deixado vocês duas irem lá enfrentar os problemas sozinhas. Preferia muito mais ter ido junto com vocês. - Ela diz, dando um beijo na testa de cada uma.
- Não se preocupe, vovó. No final, deu tudo absurdamente bem. Acho que valeu como amadurecimento. - Alícia responde.
- Pois não demorem pra contar tudo. Eu vou preparar o almoço e quero ouvir tudo o que aconteceu enquanto isso. E tenho certeza que seus amigos também querem saber.
Olhamos para todos sentados nos sofás e no chão, esperando realmente que contássemos tudo que aconteceu enquanto estávamos no Rio de Janeiro.
- Bom, tudo bem. - Respiro fundo. - Vamos lá, então.
E então contamos tudo calmamente, vendo as expressões preocupadas se suavizarem ao perceberem que a história toda realmente terminaria bem. Quando chegamos no ápice do assunto, na parte em que minha mãe contava sobre como foi a gravidez dela e o processo de adoção, todos pareciam bem tristes e chocados. Mas acabou que no geral todos pareceram felizes em ver que estávamos levando os fatos bem.
Acho que depois de passar tantos dias tentando digerir que fomos adotadas, mesmo o maior dos problemas não fez a gente voltar tão pra baixo assim. Isso é ótimo. Fomos bem fortes e ambas nos orgulhamos muito disso. Apesar de ainda estarmos levando a realidade.
- Meninas, estou muito orgulhosa pelas decisões de vocês e pela forma que vocês lidaram com tudo. - Nossa avó põe as mãos nos nossos ombros. - Vocês cresceram tanto. Nem acredito que tudo deu perfeitamente certo, apesar dos pesares. Amo muito vocês.
- Não me façam chorar, por favor. - Hoseok pede, piscando os olhos várias vezes, enquanto Yoobin parecia tentar assimilar todo o assunto.
- Relaxa, Hope. Já passou. - Alícia diz, abraçando a vovó novamente.
Assim que toda a poeira baixou, todos nós nos juntamos pra almoçar. Antes disso, levei a bagagem de nós três pros devidos quartos. As minhas, da Alícia e da Yoobin. Decidimos que ela ficaria com a gente enquanto estivesse aqui em SC, e vovó aceitou gentilmente. Ela ficará no quarto entre o meu e o da Alícia.
Depois que comemos, ficamos todos amontoados juntos na sala, assistindo vários filmes. Vovó Íris subiu pra descansar, já que se sentia exausta por todo o trabalho na casa dos patrões. Então nós todos apenas aproveitamos esse tempo bem, e juntos.
Acordei com Alícia dizendo que todos já tinham saído da casa e ido pras suas casas. Me perguntei por um momento por quanto tempo dormi. Nós duas subimos para os nossos respectivos quartos e passamos o restante da noite lá. Me jogo na minha cama de costas, e respiro fundo.
- É bom demais estar de volta. - Digo pra mim mesma.
Já que dormi muito, pego meu celular e converso com meus amigos do Rio. Digo como foi a viagem, aviso que chegamos bem e já estamos em casa. Também entro no instagram e assisto meus covers favoritos.
Depois de alguns minutos, chega uma mensagem. Fico nervosa ao ver de quem é.
Mensagens: 2
> Park Jimin: Anaíz...?
> Park Jimin: Boa noite....?
Jimin, oi! Boa noite
Não consegui falar direito com você hoje.
Vocês foram antes de eu acordar.
Queria ter conversado com você melhor
> Park Jimin: Então vem aqui.
> Park Jimin: Na minha varanda.
Estou indo.
...
Apesar de já ser noite, o residencial já estava trancado, e meu bairro era bem tranquilo.
Hoje estava uma noite mais fria do que já tinha experimentado antes. Assim que senti o frio no rosto ao abrir a porta de casa, mal olhei o lado de fora e voltei rapidamente pra dentro de casa e peguei um sobretudo bem quentinho. Depois de me enrolar nele, apanhei a chave de casa, tranquei a porta e deixei a chave no bolso.
Quando olhei o lado de fora, estava nevando. E era a primeira vez que eu via neve na vida. Estava realmente muito frio, e agora minha animação estava equivalente.
Desci as escadas da minha varanda e pisei na neve. Olhei em todas as direções do terreno, olhando a neve pintar tudo de branco, até que avistei a varanda dele. Jimin acena pra mim, e noto que ele já estava enrolado em roupas de frio também. Aceno de volta e vou até a varanda dele.
- Jimin! Tá nevando!! - Digo, parecendo criança. Ele sorri.
- É normal aqui durante o inverno. - Fico ao lado dele, que estava do lado da porta, me sentindo anestesiada pela sensação de estar vendo neve, apesar do frio enorme. - Mas deve ser bem incomum pra você.
- Durante toda a minha vida, nunca vi neve no Rio de Janeiro. Lá é muito quente pra isso. - Respondo. - Todas as vezes que vim aqui, foi durante o verão, então nunca pude ver neve aqui também. É tão lindo.
Jimin permanece em silêncio, e continuo parada, observando os flocos caírem do céu em cima da grama do residencial. Era incrível ver a neve caindo, mas eu já estava ficando com ainda mais frio, apesar do sobretudo.
- Anaíz. - Olho pra ele. - Você está tremendo.
- Eu sei. Eu não estou acostumada com esse frio. Mas é tão bom de olhar. - Sorrio.
Jimin sorri suavemente de volta, olhando pro chão. Ele desenrola o cachecol que ele usava e passa ele por trás da minha cintura. Ele continua segurando as duas extremidades do cachecol, e usa isso pra me puxar pra dentro da casa.
- Vai acabar resfriada. Vem.
- Ah...okay. - Ele abre a porta e nós encontramos.
Jimin me solta do cachecol e pendura todo o seu excesso de roupa no cabideiro perto da porta. Faço o mesmo com o sobretudo uma vez que percebo que estava bem quente dentro da casa.
- O aquecedor está ligado? Aqui tá gostoso. - Pergunto.
- Sim. Eu liguei quando cheguei em casa porque já estava muito frio hoje mais cedo. - Ele responde, largando a chave numa cômoda.
- Entendo.
- Quer alguma coisa?
- Não se incomode. Estou bem. - Digo, esquentando as mãos.
Nos olhamos por alguns segundos. Ele estava bem?
- Jimin...?
De repente, ele me abraça. Forte. Seu rosto paira sobre o meu ombro direito e eu demoro um pouco pra corresponder o abraço que eu não estava esperando. Passo meus braços ao redor do pescoço dele, finalmente.
Seguindo meu gesto, seu rosto deixa meu ombro e ele me surpreende com um beijo. Sua boca meio fria por causa do frio lá fora me faz sentir como uma tela em branco. Logo antes de ser preenchida por cores quentes de saudade.
Sempre suave.
Uma lágrima encosta no meu rosto. Chorando???
- Senti sua falta. - Ele diz, ao separar seus lábios dos meus. - Tive tanto medo de você não voltar mais...
Ah, Jimin...o mundo é cheio de possibilidades...mas essa não era uma delas.
Minhas mãos eu guio até os cabelos negros dele, bagunçando as mechas durante um cafuné. Olho nos olhos dele, que choravam.
- Eu não deixo meus sonhos pra trás, Jimin. Eu tinha um sonho pendente pra realizar aqui. - Sorrio.
- Sonho...?
- Ficar com você. Para sempre.
Park Jimin P.O.V
Comigo? Para sempre?
Ah, Anaíz. Eu te odeio tanto.
A sensação é a de que eu vou ter um ataque cardíaco por sua causa.
Ela deita sua cabeça no meu ombro, respirando perto do meu ouvido.
- Essa tortura acabou. Só quero ficar com você. - Ela diz.
Ponho sua mão em meu peito.
- Você está fazendo aquilo de novo. Olha o meu estado. - Respondo, tentando conter o meu coração de praticar e suicídio. - Meu coração vai parar.
Se passam alguns segundos de silêncio até que ela reaja.
Meu rosto é segurado entre suas mãos, amassando um pouco minhas bochechas.
- Não morre agora. Preciso de você mais do que tudo. - Ela sorri, com o rosto vermelho.
- Sua sinceridade está me assustando.
- Um relacionamento não se constrói sem sinceridade. - Ela ri.
Fico em silêncio.
É...você está certa.
Me movimentando depressa, passo um dos braços ao redor de sua cintura, trazendo ela para perto de mim. Minha outra mão puxa seu rosto para um beijo repentino. Mas necessário.
Desisto de acalmar meu coração. Ela é o motivo dele estar assim. Então vou sentir o que eu tiver que sentir, porque é por ter ela comigo que ele não para de bater tão rápido.
Se for pra ser sincero, que seja o mais sincero possível. Sem filtros.
Solto seus lábios e olho em seus olhos.
- Eu te amo.
Os cantos dos seus lábios relaxam, e sua expressão parece espantada.
Anaíz Wayoli P.O.V
Eu te amo.
Uma das batidas do meu coração bateu mais forte do que as outras. Jimin...por que você é tão imprevisível e apaixonante?
Minha felicidade mora em todos os lugares nesse momento. Como é bom ouvir isso.
Sorrio, juntando minha testa com a dele.
- Eu te amo. - Repito o que Jimin disse, agora de mim para ele.
Depois de algum tempo, sentimos fome e fomos atrás de algo para comer. Na cozinha, Jimin foi preparar um suco enquanto eu fazia a pipoca. Após colocar a panela no fogo, me apoiei por alguns segundos em uma das bancadas enquanto esperava o óleo esquentar. Fiquei observando Jimin enquanto ele espremia laranjas. Quando ele percebe que estava sendo observado, ele olha para mim.
- O que foi? - Ele pergunta sorrindo. Fui pega com uma preocupação em mente.
Eu precisava falar do assunto da minha mãe uma hora ou outra. Era o que me preocupava.
- É...bom. Eu ia dizer que não é nada, mas...na verdade tem algo que eu preciso te dizer.
- E o que é? Pode falar. - Ele continua o que fazia, despreocupado. Coitado. Ele está tão calmo. Não queria agitar ele.
- Bom...eu te disse que reencontrei meus pais, certo? - Pergunto. Ele acena com a cabeça, afirmando. - Então...teve uma noite na qual estávamos jantando juntos e...Alícia disse que eu estava namorando.
Jimin deu uma suave risada por um momento.
- E o que você fez? - Ele parecia interessado.
- Então...eu confirmei. - Ele diminui a velocidade do que fazia, como se estivesse prevendo algo. - Ela também me perguntou o nome, e eu...disse que era você.
Ele se vira para mim, parecendo perplexo. Jimin derruba o bagaço da laranja no chão, e fica me encarando.
- Ah...Anaíz...
- Olha, em minha defesa, eu não podia simplesmente negar depois da Alícia ter afirmado. E eu também não podia dizer que não era bem isso e que a verdade é que eu estava em um jogo maluco onde um monte de garoto estava tentando ficar comigo. Eu tive que dizer que sim. E...pra ser bem sincera, eu já tinha decidido encerrar esse jogo. - Olho pro chão. - Já tinha decidido que era você, então...acabei tendo mais força pra confirmar.
- Nós...estamos namorando? - Ele pergunta.
Me sinto idiota agora. Por não conseguir responder isso logo. Pensar em estar namorando com o Jimin me trava de uma forma tão grande, que eu não consigo responder uma pergunta tão óbvia e simples.
Fico em silêncio por alguns segundos enquanto ele parece esperar uma resposta minha. Olho para o Jimin de baixo para cima. Namorando com ele...por que isso soa tão surreal? Depois de ficar tão próxima dele, saber de tantas coisas, passar por tantas coisas...ele parece muito mais...sabe? A pessoa. Mas, ainda assim. Meu coração parece que sai do lugar quando penso nele como meu namorado.
Se bem que, pensando melhor...depois de todo esse tempo, ele realmente tem uma imagem séria de namorado. E com séria, eu quero dizer, imagem de quem está em um relacionamento sério. Se é que isso existe.
Meses atrás eu não diria que ele parece alguém que vive isso. Mas agora...
- Bom...sim? - Dou um sorriso meio bobo, enquanto ele parece mergulhar na realidade aos poucos. Ele me olha como se fosse algum tipo de filhote de cachorro que caiu da mudança. Ah, por que você é tão fofo?
- Ter isso confirmado é tão...calmante. - Ele anda na minha direção e deita sua testa no meu ombro, me abraçando suavemente. Abraço ele de volta. - Que paz não ter que me preocupar mais com nada...
- É...eu não queria tirar isso de você, mas...meus pais vão vir aqui te conhecer.
Jimin rapidamente ergue sua cabeça do meu ombro e segura minha mão.
- Como é?!
- É o que eu queria dizer. Repito que meus pais souberam do suposto namorado, houve essa decisão. Minha mãe disse "Quero conhecer meu genro". E meu pai achou que seria uma ótima ideia.
Jimin olha pra mim com uma expressão vazia. Legal. Mal começamos esse namoro e eu já quebrei ele.
Sinto um cheiro forte de pipoca e viro o rosto na direção do fogão. Solto a mão de Jimin rapidamente para salvar a pipoca. Desligo o fogo e abro a pipoqueira. Nada queimado, por pouco.
- Ai, que susto. Achei que fôssemos ter que jogar fora. - Digo. Ao olhar novamente para Jimin, o vejo observando intensamente o chão. - Jimin?
- Achei que eu pudesse relaxar agora. Mas recebi a notícia da minha morte. - Ele responde.
- Por que todo esse medo? Eu sei que é normal, mas não me lembro de ter ficado petrificada assim. - Cruzo os braços. - Jimin, vai ficar tudo bem. Meus pais parecem tranquilos. E já que nos conhecemos agora, eles não devem ficar muito em cima. Vão ter tempo pra perceber que você não é uma ameaça. Relaxa.
Ele olha na minha direção e vem até mim, me dando um abraço forte.
- Deus me ajude. - Ele sussurra.
...
Finalmente. Eles estão namorando.
Olá, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá).
Então, gente. Precisamos ter uma conversinha.
Esse é o penúltimo capítulo. O que quer dizer que o próximo é o último. Sim. Claramente já estou sofrendo de saudades antecipadamente.
Alguns talvez fiquem surpresos com o fato do próximo ser o último. Eu também estou um pouco surpresa que esta é a forma como tudo está terminando. Eu pretendia terminar Paper Soul no capítulo 48. Já tinha até determinado o que ia acontecer nesses capítulos que não vão sair. Mas, decidi não postá-los. O motivo? Bem, eu gosto de como as coisas estão agora. Sempre tive muito medo de insistir em continuar uma coisa e acabar estragando ela. E é como estou me sentindo fortemente agora com PS. Acho que os conteúdos dos capítulos extras não são necessários para o enredo. E talvez fosse só encher linguiça. Prefiro ser objetiva com o final, já que as coisas estão indo muito bem entre os personagens agora.
O próximo capítulo vai ter bastante coisa acontecendo ainda, então, por favor, fiquem comigo até o final. Não desistam agora. Estou programando um final lindinho pra vocês, portanto, fiquem do lado de Paper Soul, só mais um pouquinho.
Vou deixar os agradecimentos finais para o próximo capítulo, mas já agradeço muito quem acompanhou tudo. Vocês são demais.
Vou trabalhar no último agora.
Beijos da omma <3 <3
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