I Need U pt. 4
- Ah...não. Esquece, Anaíz. - Ele sorri, colocando sua mão na própria nuca e arrumando o final de seus cabelos. - É melhor deixar pra lá.
- Hm... - Olho para os meus pés. - Você ainda é meio fechado.
- O que quer dizer? - Ele me pergunta.
- Você não se abre muito comigo. Na verdade nenhum dos meninos fazem muito isso comigo. Eu queria muito ter mais intimidade com vocês. Gosto de conhecer as pessoas com quem eu ando. Mas o único que eu consegui descobrir mais foi o Suga. Só estou conhecendo você agora. E mesmo assim...não me diz muito.
Jimin me olha de uma forma séria e estranha.
- Tipo...eu não sei. - Continuo. - Eu...vou ser sincera. Já que eu estou buscando sinceridade. Se você realmente gosta de mim....saiba que...o sentimento é recíproco. - Olho para ele de canto de olho. Ele pisca os olhos algumas vezes e vejo sua boca abrir levemente. - Eu sei que ainda tenho os sentimentos dos outros meninos e os meus a respeito deles para considerar também...mas eu tenho sentido algo muito forte por você. É um sentimento pequeno ainda...mas o suficiente pra me deixar muito afetada. Muito confusa, na verdade. E esse sentimento só tem aumentado. Ele tem....tudo pra não acabar nunca. - Mexo em meus cabelos, meio sem graça. - Acho que é por essa e outras que eu não consigo resistir à você. Mas é cedo pra se confessar...não?
Se passam alguns segundos com Jimin apenas me olhando. Me sinto levemente desconfortável.
- Para com isso! - Bato em seu braço.
- Para com o que? - Ele sorri, ainda me olhando.
- Para de me encarar desse jeito!! Você está me deixando sem graça...
- É que...é tão...gostoso escutar isso de você. E isso tudo me surpreende. Afinal eu...não menti quando disse que gosto de você. - Ele respira fundo. - Se é pra ser sincero...vamos lá. Eu...sou o único dos garotos que não se oficializou nesse jogo. Porque...eu sempre fui de não ter compromisso com ninguém e usar a minha liberdade pra ficar com tudo que é menina. Então eu entrei nesse jogo sem nem assumir mesmo que queria tentar ficar com você. Tipo...definitivamente. - Ele faz uma pausa. - Eu nem podia fazer isso. Porque uma das regras aqui é: "Quem participar desse jogo, não pode dedicar seu lado romântico para nenhuma outra garota". A própria Soojin disse. Mas eu acho que...depois daquele dia na praia, pararam de achar que eu não estou nesse jogo. - Ele explica.
Eu não sabia bem o que pensar disso tudo. Na verdade, eu já tinha percebido que ele parecia um dos mais distantes dos garotos. Junto com o Suga. Mas tudo realmente parece estar melhorando ultimamente.
- É...parece que aquele dia na praia foi um choque mesmo... - Digo.
- Aquele dia foi tão...marcante. Foi incrível. Acho que naquela hora que estávamos na praia, dentro da água...eu fiquei tão imerso na sensação de...estar com você que...eu admiti estar no jogo pra mim mesmo...foi demais pra mim.
Jimin P.O.V
PRONTO. ASSUMI. ESTOU NO JOGO. CUIDADO COMIGO.
Mentira. Estou no jogo sim, mas vamos com calma que Park Jimin ainda nem sabe o que fazer ainda. Eu acho...
Quando olho para Anaíz, obviamente com vergonha do que acabei de assumir, vejo seu rosto vermelho e viro o meu de volta pro outro lado.
Não dá pra encarar ela agora.
Alguns segundos passados, sinto dois braços virem por trás de mim e me abraçarem. Logo, Anaíz deita sua cabeça em minhas costas.
- Fofo. - Ela diz.
Continuo virado pro outro lado por mais alguns segundos, mas logo me viro pra ela e a abraço também. Deito sua cabeça em meu peito, mexendo em seus cabelos.
- É tão bom saber que você é assim. - A ouço. - Você é tão quente. Tem um toque tão gostoso de sentir. Faz um cafuné tão suave.....e outra coisa. Eu estou amando ouvir seu coração bater nessa velocidade. - Sinto meu rosto esquentar bruscamente enquanto ela dá uma risadinha.
- Para de me elogiar...e não fala do meu coração. Boba.
- Você está realmente com vergonha? Você?
- Eu sou um ser humano. - Digo.
- Não é não. Você é um alien pervertido do planeta feromônios.
- Eu sou o que?!?
- Nada. - Ela ri. - Esquece.
-Estranha.
Depois de alguns minutos desse jeito com Anaíz, nós nos levantamos e fomos andando pelo jardim. Ela estava mais envolvida com o ambiente do que eu. Aquilo tudo era mais novo pra ela, de qualquer forma. Enquanto ela queria tocar todas as flores que ela via, eu me contentava totalmente com a simples visão e saudade que o jardim da minha antiga casa me trazia. Foram bons momentos que eu passei aqui. No meio de tanta cobrança dos meus pais, aqui com certeza foi meu céu. Fico imaginando que lugar será da próxima vez. Eu digo...meu próximo céu.
Observo Anaíz de longe, enquanto ela seguia uma borboleta de flor em flor. Ela parava hora ou outra para colocar novamente a mesma mecha de cabelo atrás da orelha, que insistia em escapar. Prestava atenção no cuidado que ela tomava para não sujar sua saia na terra quando se abaixada para ver outra flor.
- Está gostando mesmo daqui, não? - Pergunto. Ela volta seu olhar para mim e sorri.
- Mais do que você imagina. É o lugar mais agradável que eu já estive na vida. Deve ter sido um lugar muito bom de passar a infância.
- Realmente. Não poderia ter encontrado melhor.
Ouço uma porta se abrir atrás de nós, e olho para onde viemos. Haechul estava lá parada.
- Oh, desculpe. Atrapalho algo? - Ela pergunta.
- Haechul! - Ouço Anaíz gritar. Ela vai de encontro a mais baixa.
- Ah...sim, senhorita? - Haechul diz, timidamente, quando Anaíz segura suas mãos.
- Eu quero falar com você. - Ela diz, sorridente. - E não precisa me chamar de senhorita. Anaíz já está bom.
- Ah...tem certeza? - Haechul cora. - Eu não quero te desrespeitar...
- Não vai. Eu quero que me chame assim. Se vou me casar com Jimin, quero ser próxima de quem conheceu ele por tanto tempo.
- Eh... - Ela olha para mim. Eu dou de ombros e olho pro chão, sorrindo. - Tudo bem. O que você queria falar comigo?
- Jimin...pode nos dar licença?
Anaíz olha pra mim, sorrindo. Mesmo sem entender, procuro assentir e me retirar. Antes de passar pela porta, me viro para Haechul.
P.O.V Anaíz
- Haechul. Quando terminarem, pode ajudar ela a chegar até aquele lugar? - "Aquele lugar"? Que lugar? Olho para Haechul enquanto vejo ela concordando.
- Pode deixar, senhor Jimin. Eu vou seguir suas ordens. - Então Jimin nos deixa sozinhas.
- E então...? - Olho para Haechul, que me encarava agora, com aquela mesma doce expressão de sempre.
- Bem...eu...queria agradecer por torcer por mim. Sabe...eu ouvi bem quando passou do meu lado antes de sair. - Ela me continua me olhando enquanto eu via um sorriso surgir em seu rosto. - Eu realmente não sei o que dizer pra você, Haechul. Eu te conheci hoje, mas...eu...não sei. Você foi gentil comigo até agora sem nem sermos próximas. Simples e puramente por eu...eu...estar noiva do Jimin...
Haechul olha pra baixo rapidamente com as duas mãos juntas na sua frente. Ouço uma risada baixa vinda dela.
- O que foi? - Pergunto.
- Anaíz...eu ainda torço pra que vocês fiquem juntos.
Um ponto de interrogação surge na minha cabeça. Ainda torce? Mas...
- Eu não sei se entendo o que você quer dizer... - Olho para os lados, confusa.
- Eu...sei que vocês não estão realmente noivos. - Ela sorri.
Sinto um frio na barriga.
- S-sabe...?
- Sei. Jimin me disse. - Arregalo os olhos. - Ele sempre se sentiu incomodado com os pais empurrando garotas da alta sociedade pra ele. Jimin me disse que sendo você uma boa amiga, e faço questão de apontar que ele parecia incerto quanto ao "amiga", você seria uma menina legal pra estar nesse tipo de plano dele. Isso meio que...faz com que vocês fiquem mais próximos. - Haechul fala enquanto passeia pelo jardim. - E isso meio que mostra que ele gosta de te ter por perto. Muito, até. Se eu bem conheço Jimin...e eu conheço, ele realmente gosta muito de você.
Sinto meu rosto ruborizar um pouco.
- Por isso eu digo que ainda torço por vocês. Eu soube do jogo. - Ela olha pra mim. - Só esses dias, mas soube. E eu vejo o quanto você o faz bem. Pelo que conversamos por telefone...ele parece feliz. Você o faz feliz. - Haechul se aproxima de mim e segura minhas mãos. - Eu não sei o quanto isso é difícil pra você, Anaíz. Entendo que não é fácil assim, mas...ele sofreu muito. Não esqueça dele. Por favor. Quero poder ajudar se for preciso. Com tudo que eu puder.
Sorrio pra ela. Mesmo com os tremores pelo corpo e a sensação de vergonha dela saber da realização desse jogo...eu sinto a esperança dela na felicidade dele. Ela deve ser uma ótima amiga.
- Vou te manter informada, Haechul. - Respondo, sorrindo. Solto as mãos de Haechul e lhe dou um abraço forte. - Eu entendo que queira vê-lo feliz. Se você soubesse o quanto eu queria jogar isso tudo pro alto e...ai...que merda.
Sinto Haechul me abraçando de volta.
- Tenha sabedoria na sua escolha. Siga seu cérebro...amiga.
Nós nos separamos do abraço e sorrimos uma para a outra.
- Eu prometo que vou. Mas só se você prometer que vai me contar sobre o Jimin na infância. - Haechul ri.
- Eu prometo. Vai adorar as histórias. Ele era uma gracinha. - Ela parece parar pra lembrar antes de voltarmos para a realidade. - Mas...bem. Anaíz. Eu preciso te levar até onde ele está.
Olho para a porta por onde Jimin saiu e sorrio.
- Sei..."aquele lugar"...
- Sim. E não me pergunte. É uma surpresa dele. Disse que eu não deveria falar pra você em hipótese alguma. - Ela explica enquanto vamos até a porta.
- É claro...isso me deixa ansiosa. Eu não sou muito de ver o lado romântico desse garoto.
- Algo me diz que vai passar a ver. Depois de hoje...acho que sim. - Ela sorri.
- Bom...não sei se fico feliz ou se me assusto. Estou acostumada a ver ele agindo como um pervertido quase sempre, então...é. Romantismo é até a última coisa que eu esperaria dele quando o conheci. - Digo, sorrindo.
- Eu entendo. Jimin era uma criança ótima. Ele cresceu amargurado por causa do pai. - Haechul parece triste. - Ele te disse?
- Sobre as feridas?
- Sim. Isso é antigo, Anaíz. Virou um trauma na cabeça dele. O medo dele virou revolta e...hoje em dia ele desconta a raiva dos castigos fazendo o oposto de tudo o que o pai manda. - Ela respira fundo. - Se ele entendesse o quanto isso piora tudo.
- Eu concordo. Mas...de certa forma...não tenho muita certeza que os abusos melhorariam só dele parar com isso. Pelo que eu sei, o pai dele não é dos mais compreensíveis. - Falo enquanto andamos pelos corredores gigantes da casa.
- Você está certa. Não quero ser só mais uma fofoqueira nessa casa, mas...eu mesma já vi ele agredir até mesmo o jovem Kim.
Arregalo os olhos, torcendo para não ser um dos nossos amigos.
- Você diz...qual Kim? - Pergunto. - Namjoon? - Me lembro do que Taehyung havia dito sobre as empresas dos Park e dos Kim. Haechul assente.
- Uma vez, quando Jimin ainda era mais jovem, ele trouxe cinco de seus amigos em casa. Jung Hoseok, Min Yoongi, Kim Seokjin, Jeon Jungkook e...Kim Namjoon. Assim que eles foram apresentados para senhora Park, ele chegou do trabalho e...os meninos se apresentaram pra ele também. Quando Kim Namjoon se apresentou ele...ficou extremamente bravo. Não sei ao certo como ele teve certeza que Namjoon era filho do senhor Kim e não Kim Seokjin, mas...não vem ao caso. - Haechul encarava o fim do corredor, com uma expressão de tristeza e terror. - Ele puxou Jimin pela camisa e começou a gritar com ele na frente de todos. Disse tantas coisas horríveis...no final ele jogou Jimin no chão e bem na hora que ele ia bater nele, Namjoon entrou na frente. Ele não ia bater em Namjoon. Mandou ele sair da frente, mas ele não queria abandonar o Jimin. Os outros meninos estavam assustados também, mas não conseguiam fazer nada. O pequeno Jeon tinha apenas 10 anos na época. Ele estava aterrorizado. Quando fui prestar ajuda ao Jimin, vi ele ajoelhado chorando. Eu e a senhora Park tentamos acolher ele. E quando Namjoon se recusou a sair da frente...senhor Park deu um tapa no rosto dele. Foi forte demais.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas. Como uma situação dessa pode ter acontecido? Que tipo de pai ele é?
- Eu lembro de cada detalhe desse dia...eu estava nos meu primeiros anos aqui. Fazem 6 anos e eu ainda lembro de tudo. Parecia estar acontecendo em câmera lenta. Lembro de ter olhado para Seokjin e ver ele abraçando o pequeno Jeon e tampando seus olhos. Hoseok estava segurando o choro e o jovem Min Yoongi estava atrás dele, segurando seus ombros. Foi horrível, Anaíz...eles eram apenas crianças...amigos. Aquilo foi ridículo...e eu não podia fazer nada pra impedir. - Ela tenta se recompor da tensão. - Eu e a senhora Park apenas tentamos acalmar os meninos depois daquilo.
- Que tipo de pessoa é ele? Isso não tem cabimento, Haechul! Não é possível isso!! Eu odeio mais esse cara cada vez que ouço falar dele. Parece que não existem elogios. Só reclamações e absurdos como esse. - Digo, indignada.
- Sim. Ele tem breves momentos bons. Mas é um homem muito agressivo. Não sei como nunca bateu na senhora Park. Não até onde eu sei. É compreensível que todos queiram distância dele.
- Óbvio que é. - Respondo.
Vejo que chegamos na frente de uma outra porta grande, onde paramos e lá ficamos.
- E então...? - Olho para Haechul.
- É depois dessa porta. Vou deixar vocês dois sozinhos, então...não passo daqui. Aproveite bem e...não se deixe afetar pelo que eu disse. Essa noite vocês devem se divertir. - Ela sorri.
- Tudo bem...eu vou tentar.
Nós duas trocamos sorrisos e ela se afasta de mim, provavelmente indo de volta aos seus afazeres rotineiros.
Me viro para a porta e respiro fundo. Verifico se minhas roupas estavam devidamente arrumadas e abro a porta.
Havia um pequeno caminho que levava de onde eu estava até uma pequena cobertura com chão de madeira na beira de um mini lago. Era como uma pequena varanda no meio do jardim. O caminho era iluminado por luzes amarelas no chão e ao redor havia, além da grama verdinha, flores de todos os tipos e algumas árvores.
Na pequena cobertura, avisto Jimin. Ele parecia estar arrumando uma mesa, tal mesa que eu já podia ver, conforme andava até lá, que tinha algumas pequenas bandejas com comida. Havia também um vaso com rosas além de pratos e talheres, e algumas velas pequenas.
Paro na frente dos dois degraus da cobertura e me pergunto se subo ou espero Jimin me ver. Ele estava tão bonito, como de costume. A brisa passava e mexia com as pontas de seus cabelos, tirando alguns fios do lugar e fazendo ele logo arrumá-los novamente com os dedos daquelas mãozinhas fofas. Seu semblante parecia muito calmo, ainda mais com a luz das velas refletindo na pele do seu rosto. Ele estava em um daqueles momentos que nós não formamos nenhuma expressão certa no rosto. Ele estava com o rosto relaxado, apenas concentrado em terminar de organizar a mesa.
Me aproximo devagar por trás dele e paro no momento em que estou diante das suas costas. Curvo meu corpo na direção do dele, aproximando meu rosto de seu ouvido e sussurro.
- Boa noite, Jimin. - Vejo ele se virar rapidamente na minha direção quase que num salto e se apoiar com as duas mãos na mesa. Ele me olha com cara de assustado e eu começo a rir.
- Meu Deus, Anaíz!! Que susto!!! Caralho... - Ele põe uma das mãos no rosto e a outra no peito, respirando forte. - É assim que sou recompensado por organizar isso tudo.
- Me desculpe. Na verdade a intenção não era te assustar. Eu quase me assusto com o seu susto. Mas foi tão engraçado que nem rolou. - Digo, me recompondo.
- É. Tudo bem...vou terminar isso. - Ele continua a organizar a mesa. Ele estava tão preocupado assim com a perfeição? Me sinto meio culpada. Me aproximo dele novamente e beijo sua bochecha, marcando-a com batom novamente. Continuo com o meu rosto encostado no seu.
- Desculpa. - Peço.
Sinto Jimin virar o rosto bem de leve e me olhar sem tirar o meu rosto de onde estava. Depois ele parece sorrir. Após uns dois segundos, Jimin vira seu rosto para o meu e segura meu queixo, levando meus lábios de encontro ao seu e me dando um leve, bem leve selinho.
- Desculpada. - Ele responde.
Me sinto "levemente" constrangida. Não esperava esse beijo. E toda vez que aqueles lábios tocam os meus, ficar calma não é uma opção. Maldito Park...
- Vamos nos sentar? Está tudo pronto. - Ele sorri pra mim e puxa uma cadeira para eu me sentar. Depois que me sento, ele puxa uma para ele mesmo e também se senta. - A comida acabou de chegar até a mesa. Então está bem quentinha.
- Pensou mesmo em tudo isso em pouco tempo? - Pergunto. Ele me olha.
- Sim. - Ele responde.
- Que bom noivo você é. - Olho ao redor. Reparo que uma parte do teto da varandinha era vazado e que haviam várias trepadeiras crescendo. Isso fazia o lugar parecer mais bonito e natural. Ainda haviam outras velas espalhadas e um pequeno sofá azul escuro na parte completamente coberta. - O lugar ficou tão perfeitamente arrumado. Não consigo apontar um defeito. Não que eu queira fazer isso.
Vejo Jimin dar um leve sorriso.
- Muito obrigada. Fora outras duas pessoas...a organização disso foi obra minha. - Ele diz.
- Pode se sentir orgulhoso. Ficou lindo. E comida cheira muito bem também. - Olho para meu prato. - Não é comida coreana.
- Não, não é. Sendo você, brasileira, achei que fosse ser dor seu conforto comer o que gosta. Vou deixar as iguarias coreanas pra mais tarde.
Jimin parecia ter realmente pensado em tudo. Mas uma coisa estava em minha mente pedindo para ser perguntada.
- Jimin... - Ele para e presta atenção em mim. - Meu prato favorito? Jura?
Ele olha para seu prato e sorri.
- Bem...eu disse que não fiz tudo sozinho. Haechul me ajudou e...Alícia é a melhor irmã do mundo. Nunca esqueça isso. - Ele apoia o rosto em uma das mãos e olha para mim novamente.
- Claro... - Sorrio. - Claro que a maior Jinaíz shipper teria um dedo nisso. E Haechul...um amorzinho.
- Meu amor tem mais perguntas ou podemos comer? - Ele pergunta.
- Gordo. - Digo, rindo e começando a comer.
- Sabe bem que eu não sou. - Jimin também começa a comer.
- Claro que sei, não é? Parece que nossos amigos fizeram questão de eu saber disso desde o primeiro dia que te vi. Semi despido.
- Eu bem que tinha me perguntado naquele dia o porque do Namjoon mandar eu tirar a camisa. Hoje eu entendo o motivo. - Jimin diz, observando a bandeja de batata frita.
- Ainda assim. Você é gordo de alma.
- Eu ainda faço você se arrepender de dizer isso.
- Hmm, é mesmo? Que legal.
- Duvida de mim? - Ele pergunta.
- Não exatamente. Mas você não faria nada sem eu querer.
- E você não quer? - A pergunta parece pairar no ar. O que responder, Anaíz? No fim das contas, ainda sou obrigada a me intitular apaixonada por Park Jimin. Nem que seja um pouco. E esse título óbvio me impede de fazer uma mentira parecer verdade.
- Eu não disse que eu não quero. - Respondo.
- Você adora deixar isso no ar, não adora? Quer me fazer descobrir. O único problema é que eu não sou a mãe Diná. Você precisa me ajudar pra eu saber, princesa. Não é fácil assim. - Ele diz, bebendo de uma taça de vinho.
- Prometo cooperar com você, querido.
Ele assente e engole seu vinho, olhando pra mim. Como tranquilamente, tentando ignorá-lo. Abaixo o rosto e me concentro na comida. Estava muito boa mesmo. Será que Haechul que tinha feito? Se foi ela, temos uma mestre em culinária aqui. Seria uma boa companhia pro Jin.
Fico pensando em como vai ser depois que esse jogo acabar. Com quem os meninos que não forem escolhidos vão ficar. Fico até pensando se eles vão sofrer muito com isso. Não que eu esteja me gabando, tipo "Nossa, eu sou tão maravilhosa. Será que a depressão vai durar muito?". Não é assim. Eu digo isso porque na verdade eu espero que não demore. Eu sei que eles gostam muito de mim. Percebo isso na forma que eles me tratam. E se estão todos tentando, é porque sentem algo. Eu só desejo que dê tudo certo quando esse jogo acabar. Que amizades não sejam destruídas...e nem esperanças no amor também.
Deixando esse pensamento de lado, olho para a minha direita, enquanto tento tirar frango do dente, observando toda a arrumação do lugar. Jimin tinha caprichado mesmo no visual de tudo pra minha visita. Ele está lindo, esse lugar está lindo e a comida divina. Parece realmente que eu estou comendo comida do céu.
Apoio os cotovelos na mesa e entrelaçado os dedos das duas mãos, apoiando meu rosto. Volto meu rosto para Jimin alguns segundos depois, pegando-o com os olhos ainda em mim. Sua expressão, séria.
- O que foi? - Pergunto. - Tem alguma coisa na minha cara? - Ele ri.
- Não. Está perfeita, como sempre esteve. - Olho para os lados, procurando onde esconder meu rosto.
- Para de me elogiar assim, do nada.
- Por que? Você fica sem graça? - Ele pergunta, com um sorrisinho cara de pau.
- Eu fico. Problema?
- Nenhum. Você fica tão puramente atraente sem graça. Eu até gosto de te deixar assim. Mesmo sem querer.
- Aaah! E nem esconde. Que bonito. - Me levanto da minha cadeira, fingindo estar brava. Ele parece levemente surpreso.
Me apoio de costas na mesa, com as mãos nela. Alguns segundos se passam com nosso silêncio.
Sinto meu coração bater mais rápido quando ele segura uma das minhas mãos. Jimin se levanta, ainda com sua mão na minha. Ele para na minha frente e olha nos meus olhos como se procurasse algo. Deixo de me apoiar na mesa. Mais alguns segundos de silêncio se passam enquanto nós dois nos afundamos em olhares.
A outra mão de Jimin vem até meu rosto, acariciando a minha bochecha e me segurando por ali. Pisco algumas vezes, nervosa. Meus lábios parecem tremer de uma forma quase imperceptível, mas que posso sentir.
A aproximação singela e gentil de Jimin é tão adorável que não consigo resistir ao convite.
Solto a mão dele e a levo junto com a outra até o seu rosto, tomando seus lábios tão macios com os meus em um beijo tão cálido, mas tão suave e carinhoso. E que saudades eu sentia daqueles lábios. Ele pareceu surpreso por eu ter tomado uma iniciativa, pois senti que ele hesitou por um breve momento durante nossa carícia. Mas logo ele mergulhou nesse momento tão doce comigo, levando uma de suas mãos delicadamente até a minha cintura num abraço, enquanto a outra ia de encontro à minha nuca e meus cabelos se enrolavam em seus dedos.
Eu não pude entender na hora o significado daquele beijo. Ele foi perfeito. E não precisou ser mais nada além de puro e cheio de amor. Demonstramos tanta coisa naquele gesto. Naqueles movimentos lentos. Coisas que não conseguimos dizer com palavras, e não precisamos dizer. Aquilo já passava tudo. Tudo.
Eu não queria sair nunca mais dos braços dele. Isso é algo pelo que eu jamais tinha passado, e algo me dizia que ele também não. Foi tão único e tão envolvente... que eu viciei. Viciei em algo que eu nem ao menos pude compreender na hora.
...
AEHOOOOO!! ˚ω˚
Olá, meus filhos. Aqui é a Chimchim (Ah, vá)
GENTE EU SÓ QUERIA DIZER QUE EU ESTOU MUITO FELIZ COM ESSE CAPÍTULO. TIPO...DE VERDADE!! MUITÃO!
Eu fiquei muito tempo com ele na edição. Avaliando, apagando coisas, colocando outras, arrumando sinônimos de algumas palavras pra ficar mais bonito, pensando em como terminar e FINALMENTE saiu.
Me desculpem a demora. Eu sei que a omma não ajuda muito às vezes. Eu também não sei quantos de vocês realmente fazem questão da fic porque eu não sei se recebo tanto retorno quanto deveria então...é.
Só nunca deixem de ler essa parte por preguiça, okay? Levem em conta que até essa parte eu vejo se está bonitinha pra mandar > _ <
Aqui é meu ponto de contato com vocês, além dos comentários. Que vocês devem sempre fazer, sem hesitar. É...é sério. Não hesita não. Não deixa de comentar. GD está vendo isso u_u
Bom...vou deixar vocês irem. Obrigada por tudo e até o próximo capítulo!! ^ω^
(Fim do arco de I Need U, para os interessados)
Bjs, até! ♡
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