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I Need U pt. 2

Fico parada, com os olhos presos em Jimin. Sem fala. Ele passa alguns segundos me olhando com um sorriso leve no rosto. E só tira seus olhos de mim quando o sinal abre, então ele volta a dirigir. Continuo olhando, para ele, sem acreditar no que ele disse.

- G-gosta? - Minha voz sai fina e falhada.

- Não é isso que você queria ouvir, princesa?

- Mas...você disse só por dizer ou você gosta de mim mesmo? - Ele olha pra mim. Demoro para reparar o quanto meu tom de voz estava me denunciando. Eu estava parecendo uma garotinha apaixonada implorando pra ser correspondida.
Jimin vira o rosto e olha novamente para seus pés.

- ...gosto. - Ele fala tão baixo que quase não consigo ouvir.

- Jimin...

- Anaíz...vamos mudar de assunto...por favor? - Ele pede.

- Por que? E-eu...

- Eu estou com vergonha, Anaíz. - Jimin diz.

- Uau. O dia hoje está bem...

- Honesto. - Jimin completa por mim.

- Aaah, que fofo!! Socorro!! Ataque de fofura. Você foi...tão fofinho! Tão amor! Vou beijar você. - Escondo o rosto.

Jimin fica em silêncio.

- Talvez eu não devesse ter dito essa última frase... - Não tiro minhas mãos do meu rosto. Me exaltei.

- Dizer é pouco. Você deveria fazer.

- Paraaa!! Você está certo. Vamos voltar ao assunto do seu cabelo. - Mantenho minhas mãos no meu rosto.

- É bom, né? Ficar sem graça.

- Cala a boca. - Digo.

- Cala a boca você. - Ele responde.

- Você não manda em mim.

- Nem você em mim, querida. E pode tirar as mãos do rosto...o momento revelação já passou. - Jimin diz.

- Seu sem graça. - Tiro as mãos do rosto e cruzo os braços, fazendo bico.

- Eu? O que eu fiz? - Ele diz, prestando mais atenção na estrada.

- Você chega, diz que gosta de mim, levanta todo um clima e depois quebra ele. - Digo.

- Amor, você não acha que está fazendo muita questão do meu romantismo? - Ele sorri. - Estamos no meio de uma encenação.

- Eu sei que estamos. Mas uma outra coisa que eu também sei, é que você gostar de mim não é encenação.

- Mesmo? Como pode saber? - Ele pergunta.

- Eu notei. Não sei te explicar como.

Jimin fica alguns minutos em silêncio, concentrado na estrada. Fico imaginando o que se passa na cabeça além do nosso percurso até a casa de seus pais.
É estranho saber que o Jimin realmente sente algo por mim. Ele sempre me deixa tão em dúvida, mas depois desse momento extremamente constrangedor...não tenho mais essa dúvida. Ele realmente gosta de mim.

- Enfim. Eu não cheguei a explicar porque eu pintei o cabelo. - Jimin volta com algum assunto. - Os meus pais nunca gostaram muito de eu ter ficado ruivo. E já que estamos indo lá causar uma boa impressão, resolvi voltar pro meu tom natural. Já que eles amam tanto.

- Eu gosto do seu cabelo ruivo. Mas você ficou lindo com essa cor também. - Levo minha mão esquerda até seus cabelos, fazendo cafuné. Jimin parece gostar. - Além disso, também vestiu uma roupa muito bonitinha. Ficou um garoto exemplar. - Jimin ri.

- Eles sabem que eu não sou assim. Mas acho que ficam feliz em eu ao menos querer agradar. Embora eu só esteja dando esse agrado por eles terem dado a chance de me deixar apresentar uma noiva. Foi meio difícil convencer eles, então está tudo bem. Se tivesse sido fácil de mais eu estranharia. - Jimin explica.

- Mas...me diz. Se eles gostarem de mim...o que acontece? Eu continuo a ser sua noiva? Tipo...pra sempre?

Jimin ri, tombando um pouco a cabeça pro lado esquerdo.

- Eu não sei ainda. Meus pais não são muito de ficar observando. Se eles gostarem de você, devem deixar a gente em paz depois. Mas...eles provavelmente vão cobrar o casamento. Essa é a parte que complica um pouco.

- Nós...vamos ter que casar de verdade?

- Se você não se importasse. Mas casar comigo é demais. - Ele diz.

- Você acha? Eu não acho.

- Como assim? Você quer casar comigo? - Ele pergunta, com toda inocência do mundo. Fico o encarando.

- Tem noção do que acabou de perguntar? - Digo rindo.

- Ops. Esquece. Eu te pergunto dentro de algum tempo.

- O que?!?!? - Ele não me responde. - Okay...mas tudo bem. Se for preciso mais algum tempo dessa encenação, eu não me importo em ajudar. Ainda mais se você for obrigado a ser um amorzinho comigo. - Ele ri abafado.

- Você sabe que tem que vir dos dois lados não sabe, princesa?

- Claro que eu sei. Ver você fazendo isso faz valer a pena. E você vai mesmo ficar me chamando de "amor", "princesa" e "querida"?

- Claro que vou. Eu sou um bom ator. Tem que parecer real. - Ele diz, sorrindo.

- Boa desculpa. - Olho para ele de canto de olho. Jimin para em um outro sinal e fica olhando para a estrada, sem perceber que estou encarando ele. Aproveitando que estávamos parados, seguro sua mão que estava solta em sua perna.

- Espero que nós tenhamos um dia feliz juntos, príncipe. - Ele me olha e segura minha mão de volta, sorrindo.

- Eu também, princesa. Não se preocupe. Depois que falarmos com os meus pais, vamos poder aproveitar o dia juntos. Vai ter o romantismo que você queria.

- Jura?

- Juro, meu amor. Vai ser inesquecível.

Tudo com você é inesquecível, idiota. E agora eu vou ficar pensando no que ele tem planejado pra mais tarde. A tal coisa que vai ser romântica. E inesquecível.
Talvez eu deva apenas relaxar e desfrutar disso. Afinal, é um bom dia pra conhecer mais o Jimin e ver como ele fica nesse jogo. Por mais que...a posição dele seja sempre alta.

Depois da nossa conversa, levamos mais uns vinte minutos pra chegar na casa dele. No caminho, fiquei procurando algumas formas de tratamento coreanas. A maioria coisas de casal. Isso pode me ajudar.
É amor, mesmo sendo brasileira, eu sou interessada em saber sobre coisas do país do meu noivo, mesmo sendo ele de um lugar extremamente wtf (N/A: Um beijo pras inimigas 😘).

Não conversamos mais nada o caminho todo. Fora as olhadas que nós trocávamos de vez em quando, só ficamos em silêncio até chegar em frente a casa dos pais do Jimin. Enquanto isso, fiquei apenas mexendo no celular. O tempo final até chegar lá passou bem rápido. Antes que eu tirasse meus olhos do celular, Jimin para o carro.

- Chegamos. - Jimin olha para a casa gigante à direita do carro pela janela. Ele muda seu olhar pra mim e encosta a mão no meu ombro. - Veste o seu casaco, mantenha a postura, sorria e seja linda. Isso é fácil pra você, não é?

Realizo cada um dos passos que ele citou e no final jogo o cabelo, sorrindo.

- Claro, amor. - Ele sorri e sai do carro antes de mim, dando a volta nele e abrindo a porta pra mim. Ele aproxima o rosto do meu antes que eu saísse do carro e diz.

- Já estamos sendo observados, jagiya. Vamos? - Ele estende sua mão para me ajudar a sair e assim eu faço, dando passos cuidadosos em cima dos meus saltos.

Jimin fecha o carro e segura minha mão, mas, antes de começarmos a andar, ele a solta.

- Não. A Kwang ficava andando comigo assim. Não quero entrar com você desse jeito. - Ele diz.

- E como vamos, então? - Jimin para pra pensar por alguns segundos. - E então?

- Vem cá. - Ele se aproxima de mim.

- "Vem"? Como assim?

Antes que eu receba uma resposta, Jimin me agarra e me pega no colo. Daquele jeito que os noivos seguram as noivas. Surpresa, passo meus braços ao redor de seu pescoço.

- Jimin! Garoto!

- Pronto. Bem melhor. - Ele diz, sorrindo e começando a andar comigo nos braços.

- Ficou doido? - Falo, baixo. - Vai entrar comigo assim?

- Vou.

- O que os seus pais vão pensar? - Pergunto.

- Eu não me importo. A noiva é minha, não deles.

Respiro fundo. Jimin não sabe se faz um agrado ou se faz uma rebelião. Ele está querendo mesmo fazer isso dar certo ou só tirar uma com a cara dos pais?

Jimin anda comigo até a porta, que já era bem maior do que qualquer outra que eu tenha visto. Aquela casa era gigante por fora. Só imagino essa coisa por dentro. Era grande e muito bonita.
Nós paramos na frente da porta.

- Amor, por gentileza. Aperta a campainha? Minhas mãos estão ocupadas.

Rio e faço como ele pediu. O som da campainha ecoa pela entrada da casa e em poucos segundos somos atendidos por uma jovem uniformizada. Ao ver Jimin, ela toma uma postura diferente e faz uma reverência.

- Bom dia, senhor Jimin. - Ela diz.

- Bom dia, Haechul. Eu prestaria respeito também, mas estou com a minha noiva no colo. - Ele diz, sorrindo.

- Ah! Futura senhora Park!! É um prazer finalmente conhecê-la. Com o perdão do comentário, mas achei que nunca ia viver pra conhecer a garota que apaixonou senhor Park. É uma senhorita muito bonita!!

Fico sem saber como reagir bem. Então primeiramente sorrio.

- Eu...não sei o que dizer. Mas obrigada. Fico feliz de ser a primeira. - Digo.

- Primeira e única. - Jimin completa, me olhando com aquele sorriso que faz seus olhos ficarem fechadinhos me deixando sem graça. Sorrio.

- Oh, meu Deus! Não acredito que eu vi isso! Eu fico muito feliz por vocês dois. Senhor Jimin, que bom que parou em uma garota. - Ela diz.

Jimin sorri, ainda comigo no colo.

- Esqueci de avisar que seus pais estão esperando vocês dois na sala de visitas. Preciso ir agora. Seja bem-vindo de volta à casa, senhor Jimin. - Ela faz mais uma reverência e entra novamente na casa, seguida de mim e Jimin. Porém, seguimos por outro caminho.

- Você vai entrar comigo onde eles estão desse jeito? - Pergunto.

- É claro que eu vou.

- Ai meu Deus. Vou pagar micão.

- Para de graça. - Ele ri.

Jimin continua andando comigo por dentro da casa. Parecia que os corredores não iam acabar nunca.
E o Jimin? Tanto não se perde quanto não cansa de me carregar.

- Você nem é forte. - Digo.

- Você acha? Você é leve. - Ele responde. - Não dá muito trabalho de carregar.

- Entendi. Sua casa é muito bonita por dentro. E enorme. Se fosse eu sozinha, já teria ficado perdida aqui dentro.

- Acredito em você, docinho. - Ele para em frente uma porta. - Bate pra mim?

Bato na porta duas vezes e espero. Logo, uma mulher morena muito bonita usando um vestido roxo e um salto branco abre a porta, e nos recepciona com um belo sorriso. Ela tinha uma aura relaxante, por mais que eu ainda estivesse com um pouco de medo. Deve ser a mãe dele.

- Oh! Oi filho! Que bom que chegou. E com sua noiva. - Ela me olha e sorri. Sorrio de volta, gentilmente.

- Oi, mãe. Bom te ver. - Ele diz, entrando. - Como vai você?

- Eu vou bem, meu filho. E vocês? - Ela fecha a porta e vem andando ao nosso lado.

- Nunca estive melhor. - Jimin se senta em uma poltrona antes mesmo de me colocar no chão, me colocando sentada em seu colo. Arregalo os olhos e penso em dar um tapa nele, mas lembro de sua mãe. Então, apenas sorrio e bagunço seu cabelo.

- Jagiya...para com isso. Me deixa levantar. - Ele parece de divertir com o meu constrangimento.

- Não precisa, princesa. - Ele diz, sorrindo.

- Pare de constranger a menina, Jiminie. E seu pai se juntará a nós em breve. Cuidado com os modos. Ele não é tão tolerante quanto eu. Sabe disso. - Sua mãe adverte.

- Sabe bem que eu não me importo com ele. - Sua mãe parece levemente triste. - Olha, mãe. Eu amo a senhora. A sua forma de me educar sempre foi tranquila. Firme, mas tranquila. Agora, meu pai? Nós dois sabemos que não presta. Sabe bem o que eu passei como filho dele.

- Eu sei, filho...mas vamos tentar não estressar ele. Vai ser melhor pra todo mundo. - Sua mãe diz.

- Que seja. - Jimin continua me segurando em seu colo. Me aproximo de seu ouvido e me apoio em seu peito.

- Jimin...não é melhor seguir as regras? - Sussurro.

- Eu não sigo as regras do meu pai, Anaíz. Relaxa. Vai dar certo se a minha mãe estiver aqui. - Continuamos conversando baixo.

- Vai me deixar sair do seu colo?

- Claro que não. Tá gostoso. - Ele sorri e se mexe embaixo de mim. Sinto algo estranho e quando abro a boca pra falar alguma coisa, Jimin põe a mão na frente dela, e com a sua outra gesticula para eu fazer silêncio, ainda sorrindo. Abro um pouco mais meus olhos, piscando várias vezes.

Graças a Deus a mãe dele não estava mais prestando atenção em nós dois. Ela estava sentada em um sofá perto de uma grande janela, lendo um livro.
Se ela visse isso...

E essa nossa proximidade que só aumenta...sou incapaz de opinar.

- Jimin, querido. - Ouço sua mãe chamar. Nós dois tomamos rapidamente uma postura séria. Jimin tira sua mão da minha boca e nós dois viramos nossos rostos para sua mãe.

- Sim, mãe?? - Ele pergunta.

- Eu acho que vou liberar vocês dois por agora. O seu pai não achou que vocês fossem chegar tão adiantados, então ele deu uma saída. - Ela explica.

- Entendo. O trânsito não estava ruim. Por isso chegamos rápido.

- Bom, mas vocês podem sair por agora. Eu mando chamar vocês quando ele chegar. Vocês devem querer um tempo sozinhos. - Jimin sorri. Cachorro. - Ah, querida? - Volto minha atenção para ela. - Como se chama?

- Eu me chamo Anaíz. - Sorrio.

- Belo nome, querida. Anaíz, sinta-se em casa.

- Obrigada.

Jimin me pega no colo novamente e vamos até a porta. Sua mãe nos dá passagem, abrindo e fechando a porta.

Me pergunto onde Jimin está me levando agora. Aparentemente teríamos um "tempo sozinhos" até o pai dele chegar. E temo o que meu "noivo" querido pretende.

Outra coisa que preciso pensar, é numa forma de convencer ele de se comportar quando o pai dele chegar. Do jeito que ele age, não vamos causar uma boa impressão juntos nunca.
Preciso conversar com ele e planejar algo melhor do que me colocar no colo dele como forma de revolta contra o próprio pai. Do jeito que eles falaram, não parece uma pessoa muito amigável.

Jimin para comigo na frente de uma porta dupla e me coloca no chão. Depois de apalpar seus bolsos, ele tira de lá uma chave, e com ela abre a porta. A porta de seu quarto. Um quarto muito bonito por sinal. Grande, teto alto, com janelas altas e com cortinas azuis muito bonitas, do topo das janelas até o chão. Poltronas perto das janelas, um armário embutido bem grande, tapetes luxuosos e um belo edredom na cama de casal.
Olho para Jimin, que observava o próprio quarto com as mãos nos bolsos. Ele sorri e olha pra mim.

- Não vai entrar? - Ele pergunta?

- Eu? No seu quarto? Deve estar brincando.

- Por que?

Olho bem pra cara dele. Será possível essa inocência?

- Jimin. Olha bem pra minha cara. - Chego perto dele.

- Que foi? - Semicerro os olhos. - Que que é, garota?

- Hmm...nada. - Digo, e entro no quarto. Jimin entra logo depois de mim e fecha a porta. - Seu quarto é muito bonito. Queria eu. Meu quarto aqui é minúsculo.

- É...é bem legalzinho. - Ele pega seu casaco e joga em cima de uma poltrona. - Devem ter limpando antes da gente chegar. Tá limpinho.

Jimin se senta em sua cama e me aproximo dele pelo outro lado da mesma.

- Olha isso!! Deixaram pra gente! - Olho para o que Jimin estava vendo.

Era uma caixa vinho com um laço azul. Havia também uma rosa do lado dela.

- O que é isso? - Pergunto.

- Uma caixa de chocolate suíço. Deixaram aqui pra gente. Vem. Senta aqui comigo.

- Suíço? Nunca comi. - Respondo, sentando na cama. Que por sinal era mais macia que qualquer outra que eu já tenha tido na vida.

- Não? - Ele arregala os olhos. - É o melhor que eu já comi.

- Parece bom.

- Olha, come. - Ele abre a caixa e pega um dos chocolates, se aproximando mais de mim na cama e colocando na minha boca.

Mastigo o chocolate com calma, dando uma de degustadora. E ele tem razão.

- Hm...

- E então? - Ele pergunta.

- É bom pra caralho.

Ele ri e coloca um na boca também.

- Não como um desses faz bastante tempo. Gosto tanto. - Ele diz.

- Se eu pudesse, comia o dia todo.

Ele sorri, olhando pra mim.

- Que foi? - Pergunto.

- Quer mais?

- Eu quero.

Ele põe uma pequena barra de chocolate entre os dentes e vem para mais perto, ficando na minha frente.

- Vem pegar.

Chamando assim eu vou mesmo. Espera...o que? Gente, que isso?

- Jimin...jura? - Digo.

- Você não quer? Vai ter que vir buscar.

Ai, Deus. Por que você faz isso comigo?
Sorrio, revirando os olhos. Viro para Jimin e respiro fundo. Pego a outra ponta da barra de chocolate, que não era muito longa. Jimin diminui a barra, ficando mais próximo de mim, e eu faço a mesma coisa, com cuidado para não ocorrer uma tragédia (N/A: Tragédia, sei). Jimin diminui mais ainda a barra, e sinto seus lábios encostando levemente nos meus. Mordo a barra na hora.

- Jimin!! Encostou!! - Jimin se joga de costas na cama, rindo

- Que fofa! - Jimin continua rindo da minha cara.

- Te odeio. Idiota. - Digo, fazendo bico.

- Querida, vamos ver honestos. Foi ou não foi do seu agrado? - Ele para de rir e pergunta, me olhando. Hesito em responder.

- Não foi algo que dê bem pra formar uma opinião. Foi rápido e não encostou muito. Mas ENCOSTOU. Seu coisa! - Respondo.

- Quer que eu faça de uma forma que dê pra formar uma opinião?

- Não! Tarado! - Ele volta a rir.

- Certeza? - Ele pergunta, enchendo a cara de chocolate. Suas mãos já estavam com chocolate derretido escorrendo pelos dedos.

- Não vou responder. E me dá isso aqui. É nosso. Você está comendo tudo e ainda se sujando. - Pego o chocolate dele e apoio as costas em um dos travesseiros, ainda sentada.

Coloco mais um bombom na boca. Chocolate suíço é tão bom. Meu Deus.

- Não vai me deixar comer mais? - Jimin pergunta.

- Não. Se contente com o que está nos seus dedos. - Respondo, sorrindo.

- Mas eu não quero comer dos meus dedos. - Ele faz uma carinha fofa.

- Come de outro lugar, então. Mas não vai ser da caixa, amor.

Alguns segundos se passam enquanto eu me delicio com os últimos bombons da caixa. Jimin me olha, parecendo maquinar algum pensamento.

- Hm, tá bom.

Jimin puxa meu pé, e minhas costas deslizam do travesseiro para o colchão, me deixando deitada. Jimin então vem engatinhando por cima de mim, parando antes de chegar perto do meu rosto, por cima do meu tronco.

- Jimin!! O que está fazendo?

- Comendo chocolate em outro lugar.

Jimin levanta minha blusa e abaixa um pouco o zíper da minha saia de cintura alta, passando seus dedos sujos de chocolate pela pele da minha barriga. Sinto sua respiração quente e me arrepio.

- Jimin! Jimin! Não faz isso! - Tento sair de debaixo dele, mas ele segura minha cintura, e não posso escapar. - Jimin...

- Ssshh...deixa eu saber como é...só um pouquinho. Deixa eu te provar.

O que falar depois de ouvir uma coisa dessas? Meu corpo não me responde mais. Eu simplesmente não tenho mais controle sobre o que eu faço. Naquele momento eu estava dependente do que Jimin queria fazer comigo.

Uma sensação muito estranha estava me dominando completamente por dentro de uma forma que eu não podia compreender. Eu queria muito ter contato com ele. E o simples toque das suas mãos no meu corpo já estava bagunçando meus pensamentos e acelerando a minha respiração.
O quarto de repente parecia mais abafado e escuro. E eu não conseguia nem ter coragem de olhar para Jimin. Apenas esperar. Observando o teto do quarto.

Depois do meu silêncio, vem minha ansiedade. Eu estava antecipando o que ele faria. Não sei se ele esperava uma resposta de mim, ou se estava perdido em algum pensamento confuso. Tudo o que eu tinha naquele momento, era a respiração profunda e quente dele se espalhando pela minha pele exposta. Sinto seus lábios rondando por cima da minha barriga, muito próximos e perigosos.
Logo depois da minha ansiedade, vem o meu desespero. Quando sua língua desliza pela minha área adoçada pelo chocolate, sinto o frio do nervosismo congelar meu interior e o calor dele derreter meu exterior.
Minha pele é toda umedecida e arrepios sobem pelas minhas costas. Começo a me contorcer e sacudir minhas pernas. Mas Jimin não para. Ele sobe e desce com os movimentos úmidos por toda a minha pele sensível.
O som do ar saindo e entrando pesadamente dos meus pulmões já era completamente perceptível. E eu sentia vergonha disso. Eu queria tanto aquilo, mas estava tão envergonhada por querer. Num momento desse, é difícil de explicar. Só posso sentir.

De repente, Jimin para. Me sinto um pouco frustrada por dentro, mas fico mais calma ao perceber que minha respiração poderá voltar ao normal. Começo a respirar um pouco mais devagar, retomando meu ritmo normal.

- Princesa... - Jimin me chama, com a respiração um pouco alterada.

- O-o que...?

- Não dá pra descrever isso. É um sabor diferente de tudo. E-eu consegui sentir o seu nervosismo. O seu prazer. É tão...gostoso.

Escondo meu rosto diante das palavras dele.

- Eu não acredito que você fez isso... - Digo.

- Queria ter feito muito mais. Mas não é um bom momento...

Sinto um leve frescor do quarto quando Jimin afasta seu corpo do meu. Me sento na cama rapidamente, arrumando a minha roupa como estava antes desse tarado me agarrar, enquanto ele mesmo parece se recuperar do que fez.

- TARADO!! TE ODEIO!! - Empurro Jimin da cama, mas logo ele puxa meu pé, e caio de cima dela também. Justamente em cima dele. - Merda!!

- Eu juro que gosto desses seus chiliques. - Ele diz, rindo. - Eu afeto você.

- Não afeta nada. Babacão.

- Não? - Ele aproxima o rosto do meu e faz carinho na minha bochecha.

- Okay. Talvez um pouquinho. Mas não fica se achando. - Ele ri de leve.

- Às vezes bate uma vontade tão grande de casar com você.

...

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